Semana de 22: juntar as ruínas do passado e reconstruir o inimaginável moto modernista contra o mito fundador. Entrevista especial com Eduardo Sterzi e Veronica Stigger

Os pesquisadores retomam o evento no Theatro Municipal de São Paulo, em 1922, para pensar como se deu a complexa construção da memória deste que é um dos mais marcantes acontecimentos culturais do Brasil

Por: Ricardo Machado, em IHU

Como diria Jorge Luis Borges, recordado por Eduardo Sterzi nesta entrevista, “o tango não deve ser importante; sua única importância é a que lhe damos”. O que o escritor e poeta argentino nos inspira e provoca é sobre como os fatos históricos ligados à cultura de um país, de um povo, de um grupo, repousam sobre uma dialética que se assenta e constrói com os cacos do tempo, a um gosto bastante benjaminiano.

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Racismo ambiental é discutido na comunidade de Pérola do Maicá, em Santarém (PA), durante realização da 5° edição do Festival de Cinema das Periferias e Comunidades Tradicionais da Amazônia

A temática do racismo ambiental é o foco principal das narrativas construídas e protagonizadas pelos participantes, de jovens, pescadores, agricultoras a quilombolas moradores do Pérola do Maicá.

Por Na Cuia/Tapajós de Fato

Racismo ambiental é discutido na comunidade de Pérola do Maicá, em Santarém (PA), durante formação e intercâmbio sobre cinema promovido pela 5° edição do Festival de Cinema das Periferias e Comunidades Tradicionais da Amazônia – Telas em Movimento, realizado pela Negritar Filmes e Produções em parceria com a Associação de Moradores do Bairro Pérola do Maicá – AMBAPEM, Fase Programa Amazônia, Dzawi Filmes, Na Cuia Produtora Cultural e apoio do Instituto Clima e Sociedade.

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Nem modernista, nem anti-modernista, a Arte Indígena Contemporânea (e cosmopolítica) na vanguarda de um Brasil que jamais foi moderno

Nesta entrevista coletiva, recebemos Marília Librandi, Denilson Baniwa, Gustavo Caboco e Daiara Tukano

Por: Ricardo Machado, em IHU

É possível pensar a arte para além do vocabulário e das instituições ocidentais? De que ordem seria uma paradoxal vanguarda que é não moderna e, por isso, mesmo uma versão completamente original e atemporal do que foi o Modernismo no Brasil? O que esta entrevista trata, dialoga com estas perguntas, ainda que, talvez, não seja capaz de respondê-las integralmente, inclusive por uma falta de interesse a certos academicismos.

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Medida Provisória: luta antirracista e distopia do hoje

Entre a alegoria e o melodrama, Lázaro Ramos toca no nervo do racismo estrutural no Brasil: num futuro próximo, negros serão forçados a voltar para a África. Porém, como filme-manifesto, perde força ao sobrepor militância à criação

Por José Geraldo Couto, em Outras Palavras

Medida provisória, de Lázaro Ramos, é um pequeno fenômeno. Foi visto por mais de cem mil espectadores em seu primeiro fim de semana de exibição, num momento em que muita gente ainda não se sente segura para encarar uma sala de cinema. É um acontecimento cultural e político, mais do que cinematográfico. Em outras palavras: é um filme mais importante do que bom.

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Drummond e o modernismo mineiro. A incontornável relação entre as elites políticas e os intelectuais modernistas. Entrevista especial com Sergio Miceli

Lira mensageira. Drummond e o grupo modernistamineiro é o mais recente livro de um dos principais pesquisadores da cultura no Brasil

Por: Ricardo Machado, em IHU

Os cem anos da Semana de Arte Moderna, realizada em fevereiro de 1922, trouxeram novamente à ordem do dia os debates em torno do Modernismo Brasileiro. A efeméride tem enriquecido a fortuna crítica em torno do tema, no qual o professor e pesquisador da Universidade de São Paulo – USP Sergio Miceli participa com a obra Lira mensageira. Drummond e o grupo modernista mineiro (São Paulo: Todavia, 2022). No texto, ele explica a contribuição de Minas Gerais para o movimento nacional. “A importância do modernismo mineiro, em primeiro lugar, foi ter produzido a figura central da poesia no Brasil, o Drummond, mas não só isso”, sublinha.

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Desenho animado e com música narra descobertas científicas sobre anfíbios de forma divertida

por André Julião, em Agência FAPESP

Natural de Vitória da Conquista, na Bahia, Raoni Rebouças teve a oportunidade de conhecer um de seus ídolos na música, o conterrâneo Elomar Figueira, quando ainda aprendia a tocar violão, aos 16 anos. A reação do músico aos primeiros acordes do então adolescente, porém, não foi encorajadora. “Está muito ruim. Você não tem vergonha?”.

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No Brasil das maravilhas

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

Nem mesmo os mais mirabolantes enredos do realismo fantástico podem fazer páreo à realidade brasileira capitaneada pelo atual presidente. Fatos que em outros tempos poderiam ser catalogados como completos absurdos neste período obscuro que vivemos são nada mais nada menos do que o cotidiano normal do poder político brasileiro. Eu poderia enumerar aqui as criminosas queimadas na Amazônia e no Pantanal, a destruição da Funai, a entrega do patrimônio público, a proteção aos mineradores e latifundiários, a tentativa de lucrar com a pandemia, o atraso na vacinação, o escárnio com as milhares de mortes, a ocupação do governo pelos militares e pastores, e muito mais. Mas, vou ficar em apenas dois fatos recentes que, apesar de gravíssimos, ao que parece entraram para a conta do “normal”.

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