Morre, aos 97 anos, Dona Ivone Lara

O Globo

RIO – Baluarte do samba, cantora e compositora, Dona Ivone Lara morreu na noite desta segunda-feira, na Coordenação de Emergência Regional (CER) Leblon, Zona Sul do Rio. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória. A sambista estava internada desde a última sexta-feira — dia em que completou 97 anos — quando deu entrada com quadro de anemia, e estava no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Na tarde desta segunda-feira, o quadro de saúde piorou. Em agosto de 2017, a sambista esteve internada no mesmo hospital, com crise de hipoglicemia.

A sambista será velada nesta terça-feira na quadra do Império Serrano, em Madureira, na Zona Norte do Rio. O sepultamento será no cemitério de Inhaúma, na tarde desta terça. (mais…)

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Hélio Eichbauer: O escultor dos vazios

Por Mariana Filgueiras e Ronaldo Pelli, na Continente

Assim como Michelangelo, para quem o bloco de mármore já continha a escultura que ele apenas revelaria ao desbastar a pedra, o principal cenógrafo brasileiro, Hélio Eichbauer, enxerga nos vazios de um palco virgem todas as formas que precisam ser retiradas para compor um cenário. Fica apenas o essencial. Para o polivalente e minimalista artista de 76 anos, o espaço é a sua principal matéria-prima. (mais…)

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A invenção da infância sem corpo, por Elaine Brum

O que há de tão ameaçador em um homem nu junto a uma criança?

No El País

Quando publiquei a entrevista com Wagner Schwartz, a primeira que ele deu depois de ser atacado como “pedófilo” após uma performance realizada no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, acompanhei bem de perto os comentários de leitores. Um grande número de intervenções admitia que ele não era um pedófilo, mas afirmava ser inaceitável que um homem nu fosse tocado por uma criança, mesmo acompanhada da mãe, mesmo em público e mesmo no contexto artístico. O uso político e possivelmente planejado do episódio pelas milícias de ódio da internet já é bem conhecido. Mas por que milhões de pessoas aderiram ao linchamento digital de Wagner, mais de uma centena ameaçando-o de morte? O que perturbou tanto essas pessoas, homens e mulheres que encontramos o tempo todo no elevador ou no supermercado e que tudo indica não serem particularmente más? (mais…)

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Com amor, Vincent

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

A primeira vez que vi Vincent foi através de uma de suas pinturas, “Os comedores de batatas”, que compunham uma coletânea dos melhores pintores do mundo, numa dessas coleções que meu pai comprava dos vendedores de livros que batiam na nossa porta. Eu devia ter uns 10 anos. Gostava do quadro porque me lembrava da casa da vó Tila e do vô Dionísio. Lá não havia luz e a gente também comia sob a luz do lampião. Eles eram agricultores e a comida sempre era simples, no geral um único prato. E, por fim, porque eu sempre fui apaixonada por batatas. Assim, aquela cena de luz bruxuleante impregnava minhas retinas. Os trabalhadores e sua imanência. (mais…)

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‘Uso de cocar no carnaval é troca, não discriminação’, diz liderança indígena que viralizou na web

Ysani diz que gostaria que problemas como demarcação de terras, falta de acesso à saúde nas tribos e apropriação da cultura indígena por igrejas recebessem a mesma visibilidade dada à polêmica sobre fantasias no carnaval

Por Nathalia Passarinho, da BBC Brasil

“Usar cocar no carnaval não é desrespeito, é troca entre culturas”. Essa é a opinião de Ysani Kalapalo, índigena da região do Alto Xingu, no Mato Grosso.  (mais…)

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“Fui morto na internet como se fosse um zumbi da série The Walking Dead”. Eliane Brum entrevista Wagner Schwartz

Em entrevista exclusiva, Wagner Schwartz, o artista que fez a performance “La Bête”, no MAM de São Paulo, fala pela primeira vez sobre os ataques que sofreu, nos quais foi chamado de “pedófilo”

No El País

Em 26 de setembro de 2017, o brasileiro Wagner Schwartz, 45 anos, era um artista em plena realização. Ele abria o 35º Panorama de Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, um dos espaços mais prestigiados do Brasil. Sua performance, chamada La Bête (“O Bicho”), partia da obra consagrada de Lygia Clark, uma das mais importantes artistas da história do país. (mais…)

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Roubar beijo no Carnaval só prova que você é incapaz de viver em sociedade, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Roubar um beijo, sem consentimento, em um bloco de Carnaval, além de ser um ato de assédio e violência, também diz muito sobre o indivíduo.

Logo de cara, que ele é incapaz de viver em sociedade. Ao se utilizar de tal expediente agressivo, demonstra que não consegue puxar uma conversa e se mostrar agradável e atraente. E, a partir daí, obter o consentimento necessário para algo mais próximo. Pelo contrário, desconfio que ele saiba que é limitado socialmente e, ao invés de trabalhar em cima disso na terapia, decide descontar sua raiva contra o mundo. (mais…)

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‘O Brasil vive um momento trágico, mas vai passar’, diz Elza Soares

Por Júlia Dias Carneiro, da BBC Brasil

Parece que o fim do mundo está chegando pela janela do apartamento de Elza Soares, empoleirado sobre a Avenida Atlântica, de tão densa a névoa que cobre a Praia de Copacabana. Nem parece haver mar nem horizonte numa tarde abafada do verão carioca. Fim? Nem pensar. A protagonista de “A Mulher do Fim do Mundo”, álbum de 2015, continua criando, e se reinventando, aos 80 anos. Elza entra em estúdio na próxima segunda feira para começar a gravar o próximo álbum, que agora proclama no título: “Deus É Mulher”. (mais…)

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