Conhecimentos e descobertas: Val Mundukuru e Maria Gadú se unem em série de vídeos na Amazônia

A produção apresenta culturas, encantos e histórias que cercam o Rio Tapajós, no Pará

Por Pedro Stropasolas e Lucas Weber, no Brasil de Fato

Identidade. Conexão. Biodiversidade. Ativismo. São essas quatro palavras que permeiam uma jornada repleta de encontros e resistência ao longo da região amazônica. A série documental audiovisual “O Som do Rio”, lançada recentemente, mostra uma expedição inédita conduzida pela liderança indígena Val Munduruku e a artista Maria Gadú por comunidades tradicionais no Baixo Tapajós. (mais…)

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Selo Fiocruz: diretor de “O índio cor de rosa” fala sobre premiações, Noel Nutels e questão indígena no Brasil

Por VideoSaúde Distribuidora (Icict/Fiocruz)

O índio cor de rosa contra a fera invisível: a peleja de Noel Nutels, documentário do acervo do Selo Fiocruz Vídeo (da VideoSaúde Distribuidora), será exibido neste final de semana (17 e 18/9) em Paris, numa das principais mostras de produções brasileiras no exterior: o festival  Brasil em Movimentos (BEM). Em entrevista para a VideoSaúde Distribuidora, o diretor Tiago de Carvalho fala sobre o filme, as premiações e debate a questão indígena no Brasil.

Confira:

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Intelectualidade negra: relembrando Milton Santos. Por Gislene Aparecida dos Santos

No Jornal da USP

No ano de 1989, ocorreu o 1º Encontro de Docentes, Pesquisadores e Pós-Graduandos Negros das Universidades Paulistas, realizado na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Unesp. Esse evento contou com a palestra O intelectual negro no Brasil, proferida pelo professor Milton Santos.

Nas primeiras décadas do século 21, temos a ilusão de que as portas, finalmente, estão se abrindo para que pessoas negras sejam “aceitas” no mundo acadêmico. Na era das redes e mídias sociais na qual o supostamente coletivo impera tolhendo a independência do pensamento pelo medo do isolamento e dos cancelamentos públicos, recuperar as sábias palavras do professor e intelectual Milton Santos é como reencontrar a bússola perdida no lamaçal de ideias desconexas. É a redefinição de um rumo dentro das universidades, como pessoas que querem pensar o Brasil e contribuir para que versões fáceis e banais não proliferem em busca de “15 minutos de fama”, sem compromisso com a história e com a verdade. (mais…)

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Quando Marx traduziu “O Capital” para o francês. Por Marcello Musto

No 150° aniversário da publicação da tradução francesa de “O Capital”, Marcello Musto escreve sobre a participação ativa de Marx no processo de tradução e comenta a fortuna crítica desta tradução/nova edição no mundo.

No blog da Boitempo

Em fevereiro de 1867, depois de mais de duas décadas de trabalho hercúleo, Marx finalmente pôde dar a seu amigo Friedrich Engels a tão esperada notícia de que a primeira parte de sua crítica à economia política estava finalizada. A partir daí, Marx viajou de Londres a Hamburgo para entregar o manuscrito do Volume I (“O processo de produção do Capital”) de sua  magnum opus e, de acordo com seu editor Otto Meissner, foi decidido que O Capital seria lançado em três partes. Cheio de satisfação, Marx escreveu que a publicação de seu livro foi “sem dúvida, o mais terrível míssil que já foi lançado contra as cabeças da burguesia”. (mais…)

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“O esforço de dar vozes aos que não falavam”. Essa foi uma marca das obras de muitos dos principais autores literários no Brasil

A leitura de trechos de Macunaíma pela cantora Maria Bethânia, lembrando as vicissitudes do herói negro, índio e branco, considerado, por muitos, como símbolo de um povo em formação¸ marcou a última sessão do seminário USP Pensa Brasil

Por Luiz Roberto Serrano, no Jornal da USP

A violência em Canudos reverberou 100 anos depois, no massacre do Carandiru em São Paulo. Dois momentos violentos em que a elite brasileira, instalada no poder, teve dificuldade em reconhecer o povo de seu país. Dois momentos destacados por José Miguel Wisnik, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, na abertura da mesa Impasses da Cultura Brasileira, no encerramento do seminário USP Pensa Brasil na sexta-feira, 2 de setembro. (mais…)

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Direitos em Cena: É proibido ser mãe. É “Proibido Nascer no Paraíso”

Documentário acompanha as mulheres de Fernando de Noronha (PE) que são impedidas de darem à luz em sua terra natal

Por 

Ele foi um empreendedor, comerciante e explorador. Um judeu que se tornou cristão. O português Fernão de Noronha (1470-1540) viveu aproximadamente 70 anos. Dizem que ele tentava chegar ao Brasil quando descobriu ilhas vulcânicas no litoral de Pernambuco que levam o seu nome. O arquipélago tornou-se a primeira Capitania Hereditária do Brasil. O local sobreviveu a invasões de piratas franceses, ingleses e holandeses. Durante muitos anos, Fernando de Noronha tornou-se presídio político federal. Vários presos políticos ficaram aprisionados ali. O mais famoso foi o ex-governador Miguel Arraes (1916-2005), capturado nos primeiros momentos da ditadura militar (1964-85). (mais…)

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