Premiado filme mineiro propõe outra forma de ver a questão indígena

por Paulo Henrique Silva, em Hoje em Dia

Em maio de 2018, a produção mineira “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos” levou o Prêmio Especial do Júri da mostra “Un Certain Regard”, no Festival de Cannes, na França. Ao passarem pelo tapete vermelho, os diretores João Salaviza e Renée Nader Messora e os produtores Ricardo Alves Jr. e Thiago Corrêa exibiram cartazes pedindo a “demarcação já!” de terras indígenas.

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O risco à civilização e o surgimento do Homo stupidus stupidus. Por Rubens. R. R. Casara

Na Cult

Guerras, catástrofes e crises são cada vez mais necessárias ao capitalismo. A capacidade de produzir, acumular e circular valores a partir da desgraça e do infortúnio explica, em muito, o sucesso de um modelo que muitos acreditavam estar fadado a desaparecer a partir de suas contradições. O ato de destruir, para em seguida reconstruir, torna-se natural e, ao mesmo tempo, pode ser tido como fundamental à manutenção de uma estrutura em que até a dor e o sofrimento acabam transformados em mercadorias.

Não por acaso, hoje, vários retrocessos são percebidos em todo o mundo (não se pode, porém, descartar que o Brasil ocupe uma posição de destaque na dinâmica mundial como um laboratório em que se testa a mistura entre conservadorismo, ultra-autoritarismo e neoliberalismo). Voltar para evitar o fim, repetir e reconstruir para lucrar a qualquer custo, isso em um espiral infinito.

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Depois de 50 obras para crianças, Daniel Munduruku lança livro de reflexões

Do Estadão, em O Diário

Daniel Munduruku é uma pessoa do presente. Não planeja muito as coisas, vai aproveitando as oportunidades. Aprendeu isso com o avô, que dizia que é preciso olhar para o hoje como o grande presente da vida (e também que devia ser persistente como o rio, que não para diante das dificuldades). E tem dado tudo certo para este escritor nascido em Belém em 1964, criado em aldeia mundurucu até os 9 anos, que foi, como tantas outras crianças indígenas que cresceram na ditadura militar, estudar na cidade, que sofreu bullying, foi chamado de selvagem, quase virou padre, se formou em filosofia, fez doutorado em Educação, foi professor e, graças a seu olhar atento, se tornou escritor. O primeiro escritor indígena a publicar livros para crianças não indígenas.

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The Intercept Brasil: Como derrubamos duas páginas de ódio sem dar audiência para elas

Por Alexandre de Santi e Tatiana Dias, do TIB

Desde o atentado na escola de Suzano, temos discutido aqui no Intercept qual é a melhor maneira de abordar casos de disseminação de ódio, ameaças, suicídios e terrorismo. A gente já decidiu, por exemplo, que não vai dar os nomes e nem informações detalhadas sobre assassinos e os espaços que costumam incitar e aplaudir violência. O que eles querem é notoriedade – e nós não vamos contribuir para isso.

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A arte de envelhecer – e ensinar – dos povos verdadeiros

Escritora, a exemplo dos anciões indígenas, inicia nova missão: transmitir conhecimentos. Com experiência de 35 anos com povos originários, ela promove, com a presença de várias etnias, trocas de saberes em evento na capital paulista

por Inês Castilho, em Outras Palavras

A jornalista e escritora Angela Pappiani, 64 anos, dá início a sua jornada de anciã: começa a transmitir conhecimento. Essa é a missão das pessoas nessa fase da vida, segundo os povos originários do Brasil.

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Mostra Ameríndia: Percursos do Cinema Indígena no Brasil em cartaz em Portugal

13 – 17 Março 2019 – Museu Calouste Gulbenkian

No Buala

Mostra Ameríndia integra uma multiplicidade de experiências que nos retiram dos lugares convencionais de olhar e entender o cinema. Nestes filmes, os coletivos indígenas atuam em diferentes níveis. São cineastas no sentido ocidental, apontam a câmera para a sociedade colonial, para o quotidiano da sua aldeia, para os seus rituais, ou ainda para os avanços do agronegócio. Também colaboram com não-indígenas na produção e realização dos seus filmes. 

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A luta dos Ofayé para salvar uma língua quase extinta, falada por 5 pessoas

Brasilândia reúne 5 falantes da língua Ofayé, únicos no mundo. Agora, por meio da escola, crianças são a promessa de reviver a língua

Izabela Sanchez, Campo Grande News

“Ãnhora owixow xo’é”. “A língua é a casa do homem” é a tradução em português, para a frase em Ofayé. Se a língua é a morada do homem, mesmo depois de reconquistar seu território em Brasilândia, a 355 km de Campo Grande, o povo Ofayé ainda não tem a casa completa. A etnia tem apenas 5 falantes em todo o mundo, todos concentrados na aldeia onde vivem os indígenas em Brasilândia.

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Milton Santos | 12 livros em PDF para download

Farofa Filosófica!

Milton Santos (1926 – 2001) destacou-se por seus trabalhos em diversas áreas da geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes da renovação da geografia no Brasil ocorrida na década de 1970. Sua obra caracterizou-se por apresentar um posicionamento crítico ao sistema capitalista, e seus pressupostos teóricos dominantes na geografia de seu tempo.

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Você não pode convencer um terraplanista e isso deveria te preocupar

Negar o formato esférico da Terra é o caso mais extremo de um fenômeno que define esta época: desconfiar dos dados, enaltecer a subjetividade, rejeitar o que nos contradiz e acreditar em falsidades

Por Javier Salas, no El País

Tem gente que acredita que a Terra não é uma esfera achatada nos polos, e sim um disco. Que a Terra é plana. Não é analfabetismo: são pessoas que estudaram o Sistema Solar e seus planetas no colégio, mas que nos últimos anos decidiram que todo esse negócio da “bola” é uma gigantesca manipulação. Apenas 66% dos jovens de 18 a 24 anos nos Estados Unidos têm plena certeza de que vivemos em um planeta esférico (76% na faixa de 25 a 34 anos). Trata-se de um fenômeno global, também presente no Brasil, que costuma ser motivo de piada. No entanto, quando observamos os mecanismos psicológicos, sociais e culturais que levam as pessoas a se convencerem dessa gigantesca conspiração, descobrimos uma metáfora perfeita que resume os problemas mais representativos de nossa época. Embora pareça medieval, é muito atual.

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Globo ignora alusão a Lula em samba da Tuiuti

A escola carioca usou a história do bode eleito no Ceará nos anos 20 para fazer metáfora com situação atual do país

Por Tayguara Ribeiro, no Brasil de Fato 

Com um enredo fazendo alusão ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Paraíso do Tuiuti foi a quinta escola a entrar no Sambódromo da Sapucaí na madrugada desta terça-feira (5), no segundo dia de desfiles do Carnaval do Rio de Janeiro. Com o tema intitulado “O Salvador da Pátria”, a vice-campeã de 2018 apresentou diversas referências ao líder petista.

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