A misteriosa peça de cerâmica que revela um sentido oculto em ‘As Meninas’, obra-prima de Velázquez

Às vezes, um vaso é apenas um vaso. Outras, é um portal para um novo plano de percepção.

Por Kelly Grovier, na BBC Culture

Na obra-prima As Meninas, um jogo de sombras e espelhos que nunca deixou de intrigar, um pequeno jarro de barro que pode passar despercebido no centro da tela transforma a pintura — de um retrato da vida palaciana em um tratado sobre a natureza ilusória e transcendental da existência.

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Para Emicida, Brasil tem um ‘racismo extremamente sofisticado e letal’

Em entrevista, cantor diz que o Brasil criou ‘uma mitologia a respeito de si mesmo de que esse tipo de segregação não se reproduz no seu solo, quando na verdade a especificidade do racismo brasileiro é muito sofisticada.’

Por France Presse, no G1

Jovem e carismático, o rapper Emicida construiu um império cultural a partir da periferia de São Paulo, fundindo diferentes ritmos, realidades e perspectivas de um país polarizado com desigualdades abismais e um “racismo sofisticado e letal”. Seu segredo? Ser o ponto de encontro dessas correntes e tensões.

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‘Tem que persistir, ter força’, diz Dona Onete, homenageada de festival de música e feminismo

Festival MANA começa neste sábado, 12. Entre as atrações, a homenageada Dona Onete e Suraras do Tapajós, primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas.

Por G1 PA

É tempo de encontros do feminino amazônico. São diferentes gerações e múltiplas vozes que entoam distintos ritmos, mas têm em comum o desejo de narrar suas vivências enquanto nortistas. Neste sábado (12) e domingo (13), o Festival MANA 2.0 traz o carimbó da banda indígena das Suraras do Tapajós, o chorinho de Jade Guilhon e companhia, e celebra o talento de Dona Onete, homenageada desta edição do projeto.

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TSE decide pela legalidade de realização de show virtual para arrecadar recursos para campanha

Colegiado seguiu entendimento do MP Eleitoral; Corte também deferiu liminar, permitindo apresentação musical online em 7 de novembro [agora dia 12/11]

Em julgamento realizado nesta quinta-feira (5), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu medida liminar para conferir efeito suspensivo ao recurso especial das requerentes, permitindo a realização de uma apresentação musical online, marcada para o próximo sábado (7), visando arrecadar fundos para campanha eleitoral. A decisão considerou que não cabe à Justiça Eleitoral fazer controle prévio de conteúdo no sentido de impedir o evento e que a conduta não se enquadra como showmício – modalidade vedada pela legislação eleitoral. O resultado segue posicionamento defendido pelo Ministério Público Eleitoral.

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Movimento Armorial, 50 anos do convite para que o Brasil mire as suas entranhas

Suassuna liderou ideias para estimular a criação de uma arte erudita a partir da cultura popular. Cinco décadas depois, matriz ainda influencia a produção cultural de seus herdeiros

Por Beatriz Jucá e Joana Oliveira, no El País Brasil

No início da noite do dia 18 de outubro de 1970, um grupo de artistas de distintas linguagens se reunia no pátio da igreja de São Pedro dos Clérigos, no centro de Recife. Inflados pelo escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, preparavam-se para apresentar obras que incluiam artes plásticas, dança, um concerto. Estavam unidos sob uma mesma premissa: a de criar uma arte erudita brasileira a partir de elementos da cultura popular. O movimento que nascia oficialmente naquele dia exaltava o armorial. Seu batismo com essa palavra, sinônimo de heráldico, se ancorava simbolicamente nos brasões e signos presentes dos estandartes do maracatu às escolas de samba. Os armoriais queriam fazer o Brasil olhar para si mesmo. Estimulavam que os artistas evitassem escolher entre as avenidas do erudito e do popular para se aventurar, com técnica, pelas ruelas e morros que as separavam. Uma matriz que, 50 anos depois, ainda influencia a produção cultural de seus herdeiros.

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Colóquio celebra os 100 anos de Clarice Lispector, de 19 a 21/10

Por Claudia Costa, no Jornal da USP

Escrevo muito simples e muito nu. Por isso fere.
(Clarice Lispector, em Um Sopro de Vida)

A escritora Clarice Lispector (1920-1977) sempre foi um desafio à crítica, desde que despontou como uma voz singular nas letras nacionais, nos anos 40, até hoje, quando sua obra ganha projeção mundial com novas traduções e leituras originais. Em comemoração ao seu centenário – a ser completado no próximo dia 10 de dezembro -, o Colóquio Internacional Cem Anos de Clarice Lispector vai reunir críticos do Brasil, Portugal, França e Estados Unidos para discutir as várias faces dessa autora nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira.

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Mais uma tristeza de 2020: morre Quino, o criador da Mafalda

Joaquín Salvador Lavado tinha 88 anos e vivia em sua cidade natal, Mendonza, na Argentina

Redação Brasil de Fato

Faleceu, nesta quarta-feira (30), o cartunista Joaquín Salvador Lavado, conhecido como Quino. Um dos maiores legados de Quino é sua personagem Mafalda, cujas tirinhas foram publicadas pela primeira vez em 1964, no contexto da ditadura argentina.

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Pela primeira vez, Candombe do Quilombo do Açude em homenagem a Nossa Senhora será fechado ao público

Celebração com mais de 100 anos é realizada no Quilombo do Açude, em Jaboticatubas

Por Leandro Couri, no Estado de Minas

Com a tradição secular de manter a “casa aberta” para a festa de Nossa Senhora do Rosário, que acontece sempre no segundo sábado de setembro, ao final da novena desta, que é a santa dos pretos, membros do Quilombo do Açude, em Jaboticatubas, na Serra do Cipó, a 100 quilômetros de BH informam que, no ano da pandemia e, pela primeira vez em sua história, o Candombe será feito de portas fechadas e somente quem mora na comunidade poderá participar presencialmente. Os descendentes de escravos e guardiões da tradição sincretista, por outro lado, apontam como um dos anos mais importantes para a propagação da fé e, mesmo não permitindo a entrada de pessoas, que anualmente vêm de todos os cantos do Brasil e de outros países também, garantem que vão rezar em nome de todos, inclusive de quem ainda não conhece o Candombe.

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Onde termina o jornalismo e começa a cultura? Você sabe o que é o “Reload”?

Por Natalia Viana, da Pública

Como as notícias conseguem se transformar em cultura? Essa questão sempre me interessou. Após meses investigando o assunto, foi fascinante observar, por exemplo, como o humorista Marcelo Adnet fez um vídeo baseado na série de reportagens da Agência Pública sobre a relação do FBI com a Lava Jato, levando centenas de milhares às gargalhadas com Moro carregando no sotaque americano. Será que a memória coletiva pode ajudar a corrigir as injustiças quando a própria Justiça falha, como infelizmente ocorre tanto no Brasil?

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