Unicamp rompe acordo de cooperação com instituto israelense: ‘Somos contra o genocídio’

Universidade brasileira e Instituto Tecnológico Technion, de Israel, tinham parceria de cooperação acadêmica

Brasil de Fato

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciou, nesta terça-feira (30), o rompimento do acordo de cooperação com o Instituto Tecnológico Technion, de Israel, em protesto ao genocídio na Faixa de Gaza. O convênio entre Unicamp e Technion tinha como objetivo fomentar a cooperação acadêmica. (mais…)

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Flotilha Global Sumud: “Estamos chegando no ponto crítico da nossa missão”. Entrevista especial com Gabi Tolotti

Se Israel intervier na missão humanitária da flotilha, diz ativista gaúcha que está a bordo do Spectre, “o país cometerá mais um crime porque a flotilha não está cometendo nenhuma ilegalidade. Ela está amparada em todas as leis do Direito Internacional”

Por Patricia Fachin, em IHU

“Não estamos indo para Israel. Estamos indo para Gaza. Em nenhum momento queremos chegar a Israel. Se nos interceptarem e nos levarem para Israel, isso será um sequestro”, declara Gabi Tolotti, integrante da delegação brasileira a bordo da Flotilha Global Sumud. (mais…)

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A ascensão do fascismo no mundo e no Brasil. Por Leonardo Boff

No Brasil de Fato

Nota-se no mundo inteiro e também no Brasil a ascensão de ideias fascistas ou de atitudes autoritárias que rompem todas as leis e acordos como se nota claramente na política do presidente dos EUA, Donald Trump, com seu ufanismo MAGA (Make America Great Again). As promessas feitas pelas grandes narrativas modernas fracassaram. Produziram uma enorme insatisfação e depressão mais ou menos generalizadas e ondas de raiva e de ódio. Cresce a convicção, especialmente devido ao clamor ecológico, que assim como o mundo está não pode continuar. Ou mudamos de rumo ou vamos ao encontro de uma catástrofe bíblica. É neste contexto que vejo o fenômeno sinistro do fascismo e autoritarismo se impondo em nossa história. (mais…)

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Por que o mundo precisa de uma nova ONU

O genocídio em curso em Gaza é um sintoma de impotência do órgão. Um mundo globalizado e em crise civilizatória precisa de uma organização de outro tipo. Primeiros passos: mudar o sede para o Sul Global, frear o comércio de armas e voltar a fortalecer agências humanitárias

Por Vijay Prashad, no Instituto Tricontinental

Existe apenas um tratado no mundo que, apesar de suas limitações, une as nações: a Carta das Nações Unidas. Representantes de cinquenta nações redigiram e ratificaram a Carta da ONU em 1945, com outras aderindo nos anos subsequentes. A Carta apenas estabelece os termos para o comportamento das nações. Não cria e não pode criar um novo mundo. Depende de cada nação viver de acordo com a Carta ou perecer sem ela. (mais…)

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Miséria, desespero e suicídio no capitalismo

É somente uma escolha pessoal tirar a própria vida? Quando isso se torna epidêmico, não revelaria um sistema opressor, que impõe o produtivismo e o fetiche da felicidade ao mesmo tempo, gerando um sofrimento coletivo? Haveria aí um recorte de classes?

Por Michel Goulart da Silva*, em Outras Palavras

O suicídio se manifesta como um fenômeno social complexo, como expressão do sofrimento ao qual as pessoas estão submetidas, especialmente em relação à exploração de classe. Leva-se em conta que “[…] o grosso dos homens e mulheres que se suicidam são da classe trabalhadora. Quem se suicida não é um indivíduo abstrato que, na melhor das hipóteses, é homem ou mulher, tem uma certa idade e vive em determinadas condições socioeconômicas. O porquê de ele estar em tais condições é ocultado ou, simplesmente, dado como natural, em vez de explicado”.1
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“Gaza é um ponto de virada na história, uma mudança de era, e a esquerda só olha para trás”. Entrevista com Laura Rita Segato

A antropóloga feminista argentina Rita Segato (Buenos Aires, 1951) é conhecida por seu trabalho pioneiro sobre a violência contra as mulheres (A Guerra Contra as Mulheres, 2016), como pensadora crítica sobre a relação entre gênero, racismo e colonialidade (A Crítica da Colonialidade em Oito Ensaios, 2021) e como uma das vozes feministas mais lúcidas da América Latina.

IHU

Nesta entrevista, ela traça conexões entre o genocídio em Gaza e os feminicídios que estudou em Ciudad Juárez, entendendo ambos como espetáculos de violência, entrelaçados com o poder patriarcal. Segato reflete sobre a atividade de gangues e a atual guinada fascista, e como algumas de suas ideias-chave sobre colonialidade, raça e violência nos ajudam a decifrá-las. Ela também analisa o que isso significa para o que chama de política com influência feminina: “Há um fim, um esvaziamento de slogans e de todas as maneiras como pensamos a história. É necessário gerar uma nova retórica para as aspirações das pessoas.” Devemos desminorizar as aspirações das mulheres, argumenta ela: “São aspirações para a história coletiva. Não são para a história das mulheres, mas para a história de toda a humanidade.” (mais…)

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A máquina de lobby tech de Tony Blair

Ex-premiê britânico estreita laços com uma Big Tech – a Oracle – e faz lobby por IA para o Sul Global

Por Peter Geoghegan, Democracy for Sale, May Bulman, Lucas Amin, Beatriz Ramalho da Silva, Riccardo Coluccini, Lighthouse Reports, Agência Pública

Tony Blair poucas vezes pareceu tão pequeno. Sentado sozinho em um grande palco em Dubai, em fevereiro de 2025, com primeiros-ministros e ministros ocupando as fileiras do auditório, no World Governments Summit, Blair estava rouco ao apresentar seu benfeitor. Acima do ex-primeiro-ministro do Reino Unido (1997-2007), em uma tela gigante, estava Larry Ellison, fundador da Oracle — empresário americano que naquele mês foi, brevemente, o homem mais rico do mundo, por conta de uma valorização momentânea das ações da empresa. (mais…)

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