Longe de ser um grupo de veteranos antiquados, o movimento conservador é uma força dinâmica, unida para preservar privilégios, mas com ampla capacidade e disposição para atrair as massas. Eles podem ser tanto revolucionários quanto contrarrevolucionários
IHU
Em 2011, o teórico político americano Corey Robin publicou “The Reactionary Mind: Conservatism from Edmund Burke to Sarah Palin” [1], uma série de ensaios sobre a vitalidade do movimento conservador, abrangendo antigos totens intelectuais como Friedrich Nietzsche e Friedrich Hayek, mas também figuras modernas como William Buckley Jr. e o então juiz da Suprema Corte dos EUA, Antonin Scalia. A inclusão de Palin, a candidata fracassada de John McCain à vice-presidência (derrotada por Barack Obama em 2008), refletiu a tentativa de Robin de intervir no debate público da época, bem como sua visão do movimento conservador como uma família grande e diversa, capaz de se renovar para enfrentar diferentes tipos de desafios dos movimentos progressistas. A publicação do livro gerou um pequeno rebuliço na comunidade intelectual americana. Robin foi acusado, entre outras coisas, de simplificar a história do movimento para apresentar uma visão caricata dos conservadores. (mais…)
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