Venezuela: soam tambores de guerra dos EUA

Como Washington usa retórica de “guerra às drogas” para intimidar países e esboçar plano intervencionista contra Caracas? Quais os interesses na região, além do petróleo? Por que Trump prega paz na Ucrânia e arma-se contra América Latina?

Por Nick Corbishley*, no Naked Capitalism | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Os tambores de guerra do Império Americano estão mais uma vez batendo alto e forte na América Latina. (mais…)

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Quando juventude rima com exclusão

Um em cada quatro jovens no mundo não trabalha nem estuda. Na América Latina, 70% são mulheres dedicadas apenas ao cuidado. Na Europa, um em cada três corre o risco de cair na pobreza. Etapa de construir projeto de vida virou sinônimo de insegurança e precariedade

Por Sergio Ferrari | Tradução: Rose Lima, em Outras Palavras

Um em cada quatro jovens não terá emprego nem poderá estudar em 2025. A exclusão de grande parte dos jovens desafia a sociedade planetária. São mais de 260 milhões de jovens entre 14 e 24 anos em todo o mundo que compõem a categoria NEET (ou “nem-nem”), ou seja, aqueles que não trabalham, não estudam e nem conseguem realizar algum tipo de formação profissional-artesanal. A tendência é preocupante e crescente. (mais…)

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Partisanos do mundo, uni-vos!

Para muitas pessoas que arriscaram suas vidas para derrotar o nazismo, ajudar os movimentos do pós-guerra contra um colonialismo moribundo, mas cruel, foi o próximo passo na luta para concretizar seus ideais antifascistas

Embora as crueldades do campo de concentração de Buchenwald tenham deixado Jean Berthet, de 22 anos, com problemas de memória que o perseguiriam por todos os seus 93 anos de vida, elas reafirmaram seus valores humanos com a mesma profundidade. Nascido no Vietnã colonial em uma família de mercadores franceses, o pequeno Jean foi ensinado a adorar a “civilização” exportada pelo Império Francês e a desprezar a imprevisível classe trabalhadora da França. (mais…)

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Fome em Gaza não é política pontual: entenda como há décadas Israel viola a soberania alimentar palestina

Bloqueio de alimentos, destruição de cultivos e apropriação de pratos típicos não são ações recentes do governo de Benjamin Netanyahu

Por Julia Dolce, em O Joio e O Trigo

A coleta de uma hortaliça espontânea e insistente, que brota mesmo do concreto em ruínas, foi solução temporária para a fome de famílias palestinas na Faixa de Gaza durante alguns meses deste ano, em meio ao genocídio promovido por Israel. Quando o governo desse país bloqueou totalmente a entrada de ajuda humanitária na região, em março, a espécie de malva chamada localmente de “khobeza”, ingrediente histórico de pratos palestinos, passou a ser cozida como  sopa para acalmar os estômagos famintos. (mais…)

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“Há um colapso simbólico do supremacismo ocidental em sua forma liberal”. Entrevista com Alberto Toscano

Este filósofo estudou os desejos sociais insatisfeitos que a extrema-direita conseguiu aproveitar para o seu ressurgimento na última década. Nesta entrevista, ele também explica como a esquerda pode enfrentá-los

IHU

Nos últimos tempos, a extrema-direita 2.0 se tornou um fenômeno demoscópico, um mobilizador nas urnas, tanto para quem vota a favor quanto para quem a teme, e um atrativo editorial. Dezenas de ensaios trataram, com maior ou menor sucesso, do crescimento de uma série de tendências que pareciam ter desaparecido na era da globalização feliz e que retornaram com força após o colapso do Lehman Brothers e o despertar para a austeridade militarizada. (mais…)

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Trump 2.0 e as reconfigurações da direita. Entrevista com Corey Robin

Longe de ser um grupo de veteranos antiquados, o movimento conservador é uma força dinâmica, unida para preservar privilégios, mas com ampla capacidade e disposição para atrair as massas. Eles podem ser tanto revolucionários quanto contrarrevolucionários

IHU

Em 2011, o teórico político americano Corey Robin publicou “The Reactionary Mind: Conservatism from Edmund Burke to Sarah Palin” [1], uma série de ensaios sobre a vitalidade do movimento conservador, abrangendo antigos totens intelectuais como Friedrich Nietzsche e Friedrich Hayek, mas também figuras modernas como William Buckley Jr. e o então juiz da Suprema Corte dos EUA, Antonin Scalia. A inclusão de Palin, a candidata fracassada de John McCain à vice-presidência (derrotada por Barack Obama em 2008), refletiu a tentativa de Robin de intervir no debate público da época, bem como sua visão do movimento conservador como uma família grande e diversa, capaz de se renovar para enfrentar diferentes tipos de desafios dos movimentos progressistas. A publicação do livro gerou um pequeno rebuliço na comunidade intelectual americana. Robin foi acusado, entre outras coisas, de simplificar a história do movimento para apresentar uma visão caricata dos conservadores. (mais…)

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A Nakba do povo palestino. Entrevista com Castor M. M. Bartolomé Ruiz

O professor mobiliza os conceitos de exceção, guerra e campo para compreender o fenômeno

IHU

A partir de uma articulação entre Agamben e Foucault, entre outros pensadores, o professor Dr. Castor Ruiz (Unisinos) se dedica nos últimos anos a pensar sobre as questões do estado de exceção e do governo das populações. Nesta entrevista, concedida ao professor Dr. Emiliano Aquino (UECE), com apoio da assessora de comunicação da Anpof, Dra. Nádia Junqueira (Unicamp), Ruiz reflete sobre a atual experiência colonial da Palestina a partir de sua pesquisa. (mais…)

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