“É típico da extrema-direita criar um inimigo comum, o qual estaria destruindo a nossa cultura, as nossas bases tradicionais. No caso das femonacionalistas isso ocorre por meio dos migrantes. No caso da extrema-direita brasileira, é sobretudo por meio da ideia falsa da ‘ideologia de gênero’”, compara a socióloga
Por: Patricia Fachin, em IHU
Se empoderamento feminino já foi sinônimo de mais participação das mulheres nas diversas instâncias da vida social, hoje o termo não só é ambíguo como também promove discursos favorecedores de posições extremadas e que contribuem para a precarização da vida das mulheres. Um exemplo disso, diz a socióloga Lilian Sendretti, pode ser observado nos slogans que giram em torno da expressão. “Aqueles slogans do feminismo pop ou do pink money – ‘o lugar da mulher é onde ela quiser’ (…) – são vendidos nas redes sociais como um estilo de vida hiperprodutivo, mas o foco de fundo é sempre individualista. É um discurso de empoderamento que está completamente desconectado com os problemas estruturais e estruturantes da sociedade”, afirma em entrevista por telefone ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. (mais…)
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