Tecnofascismo. A reconfiguração planetária que emerge por meio do autoritarismo e das tecnologias de controle
Na era dos paradoxos na qual estamos imersos, reconfigura-se o sentido de termos e conceitos que até bem pouco tempo atrás eram mais estáveis. O “neoliberalismo” tornou-se, na melhor das hipóteses, um espantalho no qual é apresentado como destino de nossos tropeços políticos. Por outro lado, ele parece funcionar “melhor” como o ponto de partida que nos leva a um momento histórico, social e político bastante difuso. “A crítica à democracia liberal, por exemplo, que nasceu como exigência por mais democracia, tornou-se palavra de ordem de projetos autoritários que desejam eliminá-la. O mesmo vale para a crítica à globalização: o que poderia ser uma demanda por uma globalização democrática, como propunham os movimentos altermundialistas, foi progressivamente capturada por discursos nacionalistas e xenófobos contra o ‘globalismo’”, propõe o pesquisador Felipe Fortes, em entrevista por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. (mais…)
