No tecnofascismo contemporâneo, o “neoliberalismo” é um ponto de partida, não de chegada. Entrevista especial com Felipe Fortes

Tecnofascismo. A reconfiguração planetária que emerge por meio do autoritarismo e das tecnologias de controle

IHU

Na era dos paradoxos na qual estamos imersos, reconfigura-se o sentido de termos e conceitos que até bem pouco tempo atrás eram mais estáveis. O “neoliberalismo” tornou-se, na melhor das hipóteses, um espantalho no qual é apresentado como destino de nossos tropeços políticos. Por outro lado, ele parece funcionar “melhor” como o ponto de partida que nos leva a um momento histórico, social e político bastante difuso. “A crítica à democracia liberal, por exemplo, que nasceu como exigência por mais democracia, tornou-se palavra de ordem de projetos autoritários que desejam eliminá-la. O mesmo vale para a crítica à globalização: o que poderia ser uma demanda por uma globalização democrática, como propunham os movimentos altermundialistas, foi progressivamente capturada por discursos nacionalistas e xenófobos contra o ‘globalismo’”, propõe o pesquisador Felipe Fortes, em entrevista por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. (mais…)

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Pandemia: O futuro que deixamos para trás. Por Stefano Rota

Três anos depois, as memórias são difusas – especialmente sobre trabalhos essenciais e corpos dispensáveis. Crise que abalou o mundo foi naturalizada. Veio mais precariedade. O esquecimento virou estratégia para sustentar um sistema injusto. Colonizaram nosso inconsciente…

Por Stefano Rota*, em Outras Palavras

Uma pesquisa recente sobre a relação entre a pandemia da covid-19 e a vida dos migrantes possibilitou o diálogo com vários sujeitos que vivenciaram aquela relação sob diferentes perspectivas: acadêmicos/as, representantes de instituições locais, profissionais da área social e os próprios migrantes. (mais…)

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Patentes: uma proposta para a Ciência Aberta. Por Ed Griffen e Pascale Boulet

Cientistas ousaram produzir medicamento em colaboração global, com o processo e as descobertas compartilhadas publicamente. Mas havia o risco de a indústria se apropriar dos resultados. Então, eles registraram o fármaco – mas proibiram sua exclusividade

Outra Saúde

A relação entre propriedade intelectual (PI) e o acesso às inovações científicas sempre foi tumultuada. A distribuição desigual das vacinas de mRNA durante a pandemia de covid-19 colocou detentores de patentes contra defensores do acesso a medicamentos, confirmando esta realidade. (mais…)

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“Todos os Estados devem suspender imediatamente todos os laços com Israel”. Por Francesca Albanese

Declarações completas da Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967, na Conferência de Emergência do Grupo de Haia, em Bogotá, Colômbia.

por Francesca Albanese*, em Ctxt / IHU

Segundo ela, “quanto mais tempo os Estados e outras partes permanecerem engajados, mais essa ilegalidade será legitimada em sua essência. Isso é cumplicidade. Agora, a economia se tornou genocida. Não existe um Israel bom e um Israel ruim”. (mais…)

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Gaza: Os negociantes do extermínio

Genocídio segue pois também é business, aponta relatora da ONU. 50 corporações globais enriquecem. Vão além da indústria bélica: big techs, petroleiras, agro… e o Airbnb! Como freá-las? Por que o Sul global pode ter papel relevante?

Francesca Albanese em entrevista a Chris Hedges, no Counterpunch | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Já não há muito mais o que dizer sobre os níveis incomensuráveis de devastação que o genocídio em Gaza atingiu. Francesca Albanese, Relatora Especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados, tem documentado o genocídio e se junta ao apresentador Chris Hedges neste episódio de The Chris Hedges Report para esclarecer a situação atual em Gaza, incluindo trechos de seu próximo relatório sobre quem lucra com o genocídio. (mais…)

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A universidade como alvo global. Por Vladimir Safatle

Desmonte, perseguição ou ambos. Nos EUA, Europa e América Latina, ela está ameaçada. A precarização do trabalho torna o diploma inútil. E o sistema vê a instituição como perigosa, por sua capacidade de dialogar com rebeldias

Por Vladimir Safatle, em Outras Palavras

A universidade pública é uma instituição que se tornou, nos últimos anos, espaço de intervenções violentas de toda ordem. Desde acusações de islamo-gauchismo em países como a França até intervenções brutais contra estudantes e professores em solidariedade com a causa palestina,  principalmente  nos  Estados  Unidos da América (EUA) e na Alemanha, o que vemos é a universidade  pública  como  espaço  de  tensionamento  social.  No entanto, a  lista  é  muito  mais extensa. Em governos de extrema-direita, como o que vimos no Brasil e que vemos atualmente na  Argentina, na  Turquia,  na  Hungria  e  em Israel, forças estatais operam toda forma de desmonte de financiamento e de estigmatização social contra a universidade pública, isso quando não se trata de criminalização direta contra professores e estudantes. (mais…)

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Assata Shakur me ensinou a lutar

Revolucionária, escritora e poetisa, a militante negra Assata Shakur, que vive hoje no exílio em Cuba, nasceu neste dia em 1947. Perseguida pelo FBI por seu engajamento nos movimentos radicais de libertação negra, fez uma fuga cinematográfica da prisão e se engajou na luta internacional anti-imperialista. Seu legado ecoa nos protestos do Black Lives Matter, nas favelas do Brasil, nas revoltas antirracistas.

Por Karen Anisia, na Jacobina

Revolucionária, escritora e poetisa, a militante negra Assata Shakur, que vive hoje no exílio em Cuba, nasceu neste dia em 1947. Perseguida pelo FBI por seu engajamento nos movimentos radicais de libertação negra, fez uma fuga cinematográfica da prisão e se engajou na luta internacional anti-imperialista. Seu legado ecoa nos protestos do Black Lives Matter, nas favelas do Brasil, nas revoltas antirracistas.

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