Cabeça de dragão. Por Raúl Zibechi

“Quase todos os analistas aceitam o declínio relativo da hegemonia estadunidense, e muitos deles apostam que a atual guerra comercial será vencida pela China. Analisar a magnitude das lacunas produtivas entre um país e outro nos ajuda a entender melhor o que está em jogo”. A reflexão é de Raúl Zibechi, em artigo publicado por Brecha, com tradução do Cepat.

Eis o artigo.

Quase todos os analistas aceitam o declínio relativo da hegemonia estadunidense, e muitos deles apostam que a atual guerra comercial será vencida pela China. Analisar a magnitude das lacunas produtivas entre um país e outro nos ajuda a entender melhor o que está em jogo. (mais…)

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O rastro do nazismo termina em Tel Aviv. Por Franco (Bifo) Berardi

Sinais de nova ofensiva contra Gaza convidam à reflexão indispensável. De que forma a criação dum enclave branco no Oriente Médio foi outra forma de segregar os judeus? E como este Estado reproduz o extermínio que vitimou seu povo?

Por Franco (Bifo) Berardi, em seu Substack | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Na Alemanha, país derrotado, o ódio transforma em determinação genocida. Mas não se deve acreditar que apenas a Alemanha seja responsável pelo extermínio. Poloneses, franceses, austríacos, húngaros, romenos, ucranianos, italianos são cúmplices, em diferentes gradações, da deportação e do extermínio dos judeus da Europa. (mais…)

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Gaza: Virá a solução final de Israel?

Cada vez mais acossados pelo exército israelense, palestinos estão sem qualquer provimento para sobreviverem. Nova operação prevê invasão completa do território – e mais crimes de guerra. Trump quer elevar pressão por um plano de limpeza étnica

Por Tania Krämer, na DW

O gabinete de segurança de Israel aprovou por unanimidade, na segunda-feira (05/05), um plano para ampliar a ofensiva militar na Faixa de Gaza. Apelidado “Carruagens de Gideão”, ele incluiria a “conquista de Gaza” e sua ocupação. Foi ainda aprovada a mobilização de dezenas de milhares de reservistas para a operação. (mais…)

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Alérgico àqueles que domesticam a voz de Jesus. Por Martin Scorsese

“Eu havia entendido que o Santo Padre desdenhava muitos dos ouropéis de seu cargo, que insistia em um retorno à missão original da Igreja. Disseram-me que ele conhecia literatura e adorava Dostoievski, o que me surpreendeu e me emocionou. Ele gostava particularmente de Os Irmãos Karamazov e Memórias do Subsolo, dois livros que tiveram um efeito profundo e duradouro em mim. Mas, mesmo assim… era o Papa”, escreve Martin Scorsese, cineasta americano, em artigo publicado por L’Osservatore Romano. A tradução é de Luisa Rabolini.

IHU

O Papa Francisco tinha relações pessoais com muitas pessoas. Quase se poderia dizer que todo encontro que ele tinha era pessoal, não importava quanto tempo durasse. Ele não parecia gostar de abstrações ou informações genéricas. Quando estava cara a cara com alguém, tentava responder a essa pessoa da maneira mais profunda possível no tempo disponível. (mais…)

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Vietnã, 50: A Grande Vitória. Capítulo 5

A quinta parte de nossa série sobre a heroica tomada de Saigon, em 1975. Debilitado e sem dinheiro de Washington, governo fantoche do Sul tentou resistir. Mas revolucionários arquitetaram uma brilhante investida final que, enfim, reunificou o país

por Daniel M. Huertas, em Outras Palavras

Capítulo 5 – Do Acordo de Paris à queda de Saigon (1973-1975)
“Esta será a mensagem final da estação de Saigon. Foi uma luta longa e perdemos. […] Aqueles que não conseguem aprender com a história são forçados a repeti-la. Esperemos que não tenhamos outra experiência no Vietnã e que tenhamos aprendido nossa lição. Saigon desligando” (mensagem derradeira de Thomas Polgar, chefe da estação de Saigon da CIA, um dos últimos estadunidenses a deixar a cidade de helicóptero) [1]. (mais…)

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O imperador e sua corte de magnatas

Uma aliança nefasta foi forjada. Os bilionários, que antes viam Trump com desconfiança, adentraram a Casa Branca, governam sem intermediários e dão retaguarda para delírios imperiais do presidente. Como chegaram lá? Quais seus planos? Que fazer para enfrentá-los?

Por John Bellamy Foster, no Monthly Review | Tradução: Marcos Montenegro, em Outras Palavras

Neoliberalismo e a classe dominante dos EUA
Se houve um amplo abandono da noção de classe dominante no marxismo ocidental no final dos anos 1960 e 70, nem todos os pensadores se alinharam. Sweezy continuou a argumentar na Monthly Review que os Estados Unidos eram dominados por uma classe capitalista dominante. Assim, Paul A. Baran e Sweezy explicaram em Capital Monopolista em 1966 que “uma pequena oligarquia apoiada em vasto poder econômico” está “no controle total do aparato político e cultural da sociedade”, tornando a noção dos Estados Unidos como uma democracia autêntica, na melhor das hipóteses, enganosa.38 (mais…)

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A gamificação do ódio no submundo das redes

No Discord, jovens são recrutados para comunidades que glorificam o ódio à mulheres e LGBTQIA+. Adesão se dá por desafios e recompensas. Tentativa de atentado no show de Lady Gaga é alerta que mostra a necessidade de compreender a masculinidade ressentida das novas gerações

Por David Nemer e Arthur Coelho Bezerra, no The Conversation

As mais de 2 milhões de pessoas que assistiram ao show gratuito de Lady Gaga na praia de Copacabana, no sábado passado (03/05), não podiam imaginar que quase viveram uma tragédia motivada pelo ódio. Enquanto o mar de gente batia leques em sincronia com os sucessos da cantora, em uma celebração de diversidade e empatia, a Polícia Civil do Rio de Janeiro impedia um ataque com coquetéis molotov e bombas improvisadas. (mais…)

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