Vietnã, 50: “O horror, o horror”. Capítulo 3

Terceiro texto da série sobre a vitória contra os EUA. O três milhões de vietnamitas mortos; a maioria, civis. O Massacre de My Lai que chocou até soldados americanos. O agente laranja que ainda adoece a população. E vários outros crimes de guerra transmitidos ao vivo e a cores…

por Daniel M. Huertas, em Outras Palavras

Capítulo 3 – Ao vivo e a cores: a brutalidade da agressão do imperialismo dos Estados Unidos [1]

“A tecnologia tornava suas vítimas invisíveis, como não podiam fazer as pessoas evisceradas por baionetas ou vistas pelas miras de armas de fogo. Diante dos canhões permanentemente fixos da Frente Ocidental estavam não homens, mas estatísticas – nem mesmo estatísticas reais, mas hipotéticas, como mostraram as “contagens de corpos” de baixas inimigas durante a guerra americana no Vietnã. Lá embaixo dos bombardeios aéreos estavam não as pessoas que iam ser queimadas e evisceradas, mas somente alvos” (Eric Hosbsbawm) [2]. (mais…)

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Progressistas ou conservadores? Qual o posicionamento dos brasileiros no conclave

Cinco dos sete membros do alto clérigo com direito a voto foram nomeados pelo papa Francisco

Por Amanda Audi | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

Na Igreja Católica, bispos usam vestes púrpura, já os cardeais usam vermelho – um símbolo de que estariam dispostos a dar o sangue pelo papa. Eles fazem parte do círculo mais próximo do pontífice, e muitas vezes são seus amigos pessoais. Podem dar conselhos e opinar sobre decisões do Vaticano. Quando há um conclave, como o que deve ocorrer nos próximos dias, escolhem o novo papa entre os seus membros. (mais…)

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50 anos: Como o Vietnã resistiu e venceu. Capítulo 2

O fracasso do governo fantoche dos EUA no Sul. A incrível tática de “guerra revolucionária” para reunificar o país. Os esforços pela paz de Ho Chi Minh e a prepotência de Washington. Segunda parte de nossa série sobre uma das grandes vitórias sobre o imperialismo no século XX

por Daniel M. Huertas, em Outras Palavras

Capítulo 2 – A frustração de eleições gerais obriga o Vietnã do Norte a se lançar em prolongada guerra de resistência contra o imperialismo dos Estados Unidos (1954-1973)

Segundo o jornalista estadunidense Brian Crozier, a tomada de Dien Bien Phu foi “um dos maiores triunfos comunistas na Ásia e uma crucial derrota para o Ocidente em geral”. Ou, em outros termos, “foi mais do que uma vitória e mais que uma vitória comunista: foi a demonstração (…) que os asiáticos podiam vencer os europeus numa batalha” [1]. Para ele, não era possível descrever a “façanha assombrosa daquele bando de gente de sapatos de borracha, o Exército Viet Minh”. E perguntou, incrédulo, em tom preconceituoso: “Como conseguiram fazer tal coisa?”. Segundo Crozier, “uma importante pergunta, com a qual os americanos iriam defrontar-se dez anos mais tarde, na segunda guerra da Indochina travada contra os mesmos adversários”, que poderia ser respondida com três pontos: “o gênio militar de Vo Nguyen Giap, a compreensível ajuda da China após a vitória comunista de 1949 e a maestria comunista numa modalidade de guerra, a qual os franceses só conseguiram compreender após sua derrota: a guerra revolucionária” [2]. (mais…)

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O plano israelense para Gaza: todos registrados em campos e controle de alimentos e medicamentos

Rejeição da ONU: “O plano viola princípios humanitários e visa fortalecer o controle de bens essenciais como forma de pressão”

por Francesca Caferri, em La Repubblica / IHU

A questão está em pauta há 19 meses, o mesmo tempo em que dura a guerra em Gaza. Ela surgiu repetidamente. E, se observarmos bem, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já o havia lançado aos olhos do mundo no dia 27 de setembro, durante seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas: «Apesar de terem perdido capacidades militares, os terroristas continuam a controlar Gaza roubando os alimentos que, com a nossa permissão, as agências internacionais trazem – disse ele -. O Hamas rouba comida, enche a barriga de seus homens e depois revende o restante a preços exorbitantes, enriquecendo-se. É assim que ele se mantém no poder. Isso tem que parar.” Ontem, o plano de Israel “para acabar com isso” se tornou oficial, com a aprovação do governo. (mais…)

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Gaza: contarei como são a fome e a sede infligidas por Israel. Mas o mundo observa e fica em silêncio

Rita Baroud, jornalista freelancer de Gaza, explica a existência terrível e desesperada na Faixa após dois meses de bloqueio de ajuda humanitária.

por Rita Baroud, no La Republica / IHU

A situação na Faixa de Gaza no início de maio está entre as piores desde o início da guerra, com a região enfrentando uma catástrofe humanitária cada vez mais terrível devido à agressão israelense contínua e um bloqueio sufocante. Em Gaza, nada se parece com a vida. (mais…)

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Gaza. Israel aprova conquista e ocupação total. Entrada de ajuda adiada

Choque no gabinete de segurança, mas o plano militar é aprovado por unanimidade. Ben Gvir: A Faixa tem comida suficiente. O Chefe do Gabinete ataca-o: “Não podemos matá-los de fome.” Mas Netanyahu defende o ministro de extrema direita. IDF: “Corremos o risco de perder os reféns”

por Rossella Tercatin, em La Repubblica

Conquista total de Gaza. O gabinete de segurança israelense aprovou uma expansão em larga escala da ofensiva na Faixa. Poderia até levar à ocupação de todo o enclave. As decisões também incluem um novo plano para a distribuição de ajuda no enclave palestino, que sofre com a fome devido ao conflito e ao bloqueio de caminhões humanitários decidido pelo Estado judeu. O plano, no entanto, não prevê aprovação imediata para alimentos, medicamentos e necessidades básicas. Os caminhões, foi anunciado, só poderão entrar após o término da viagem do presidente Donald Trump à região. (mais…)

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“Faltam palavras para descrever o cotidiano dos palestinos”, diz ex-presidente da Médicos Sem Fronteiras

Israel bloqueia há cerca de dois meses a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, que está sendo bombardeada sem trégua pelas forças do país. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), cerca de três mil caminhões estão parados na fronteira com o enclave, mas as autoridades israelenses proíbem o acesso ao território palestino.

por RFI

Cerca de 2,4 milhões de pessoas vivem no território em condições catastróficas, após 18 meses da guerra que deixou pelo menos 52.500 mortos, a maioria civis do lado palestino. Em entrevista à RFI, o ex-presidente da associação Médicos Sem Fronteiras, Rony Brauman, falou sobre a situação catastrófica na região. (mais…)

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