O cerco a Cuba

Boletim Venezuela em Foco #6

Da Página do MST

A Venezuela ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de países com as maiores reservas de petróleo do mundo — fator que, como já destacamos em edições anteriores do Boletim Venezuela em Foco, figura entre as principais motivações para os ataques e a ofensiva política dos Estados Unidos contra o país, intensificados no início de janeiro. Na sequência da lista aparecem Emirados Árabes Unidos, Irã e Canadá. O Brasil ocupa a 15ª posição e Cuba, por sua vez, não aparece no ranking. (mais…)

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A Venezuela e a tradição internacionalista. Por Valerio Arcary

A esquerda deve posicionar-se diante de dilemas históricos escolhendo o campo que enfraquece o imperialismo, sem jamais confundir aliança militar com submissão política

Em A Terra é Redonda

“Existe atualmente no Brasil um regime semifascista que qualquer revolucionário só pode encarar com ódio. Suponhamos, entretanto que, amanhã, a Inglaterra entre em conflito militar com o Brasil. Eu pergunto a você de que do conflito estará a classe operária? Eu responderia: nesse caso eu estaria do lado do Brasil “fascista” contra a Inglaterra “democrática”. Por que? Porque o conflito entre os dois países não será uma questão de democracia ou fascismo. Se a Inglaterra triunfasse ela colocaria um outro fascista no Rio de Janeiro e fortaleceria o controle sobre o Brasil. No caso contrário, se o Brasil triunfasse, isso daria um poderoso impulso à consciência nacional e democrática do país e levaria à derrubada da ditadura de Getúlio Vargas. A derrota da Inglaterra, ao mesmo tempo, representaria um duro golpe para o imperialismo britânico e daria um grande impulso ao movimento revolucionário do proletariado inglês”.[i]
(Leon Trotsky)

1.

Leon Trotsky defendeu a URSS, nos anos trinta, diante da iminência de uma invasão pela Alemanha nazista, apesar de sua posição crítica diante do governo de Joseph Stalin. No livro Em defesa do marxismo retomou a avaliação crítica da degeneração burocrática do regime político soviético apresentada no livro A revolução traída. (mais…)

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Entrevista: Revolução Bolivariana resiste após ato de guerra dos Estados Unidos contra Venezuela

Carlos Ron, ex-vice-ministro das Relações Exteriores do governo de Nicolás Maduro e pesquisador, conta que o povo segue mobilizado e exigindo o retorno do Presidente Maduro e de Cilia Flores, sequestrados e presos nos EUA

Por Solange Engelmann, da Página do MST

Após ataque dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump, contra a Venezuela, no último dia 3 de janeiro, que resultou no sequestro e prisão nos EUA do Presidente Nicolás Maduro Morose e sua esposa e deputada Cilia Flores, e a morte de cerca de 100 pessoas, entre militares e civis, a Revolução Bolivariana segue resistindo a ofensiva dos Estados Unidos de se apropriar das reservadas de petróleo do país e do ataque a sua soberania. (mais…)

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Trump usa imagens de ação na Venezuela para recados políticos e controle narrativo

Nicolás Maduro preso foi a imagem mais curtida e compartilhada da Casa Branca no X desde outubro de 2025

Por Guilherme Cavalcanti, Wanessa Celina | Edição: Ludmila Pizarro, em Agência Pública

A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, completa 10 dias nesta segunda-feira, 12 de janeiro. Mesmo com o repúdio das Nações Unidas e da maioria dos países membros da Organização e do esforço do jornalismo local para transmitir informações seguras, a realidade da Venezuela sem Maduro está colocada, mesmo com a possível manutenção do chavismo. (mais…)

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Venezuela: a Europa prostrada

Passividade diante da agressão de Trump custará caro, e não apenas porque a Groenlândia está ameaçada. Continente parece incapaz tanto de defender o direito internacional quanto de atuar como um sujeito autônomo, num tempo de transformações geopolíticas

Por Raul Noetzold, em Outras Palavras

I. A Venezuela no centro de uma ordem em crise

A crise venezuelana costuma ser apresentada no debate público europeu e norte-americano como um fenômeno isolado, resultado exclusivo de decisões internas, autoritarismo político ou má gestão econômica. Essa leitura, no entanto, ignora deliberadamente o contexto histórico mais amplo no qual a Venezuela se insere: o de uma América Latina sistematicamente tratada como zona de influência estratégica dos Estados Unidos desde o século XIX. (mais…)

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A Doutrina Donroe e o sequestro de Maduro: a exceção como método de governo no “Hemisfério Ocidental”. Entrevista especial com Armando Alvares Garcia Junior

“O ataque testa limites de tolerância interna e externa a uma gramática de exceção que pode ser replicada em outros cenários”, adverte o professor

IHU

A captura de Nicolás Maduro pelo governo dos Estados Unidos e a subsequente política de pressão do governo Trump representam, para o jurista Armando Alvares Garcia Junior, uma “‘prova de conceito’ da nova Estratégia de Segurança Nacional dos EUA”. Segundo ele, a ação não foi um evento isolado, mas um “laboratório” onde se testou uma nova gramática de intervenção que combina guerra às drogas e controle migratório para legitimar o sequestro de um chefe de Estado. A ação “projeta o Caribe e o ‘Hemisfério Ocidental’ como extensão da fronteira interna”, aponta. “Mais que uma violação grave do direito internacional, existe uma tentativa deliberada de rebaixar o próprio patamar do que será considerado aceitável no uso unilateral da força nas próximas décadas”, alerta o entrevistado. (mais…)

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Ninguém escapa

Boletim Venezuela em Foco #5

Da Página do MST

A chamada “tensa calma” que paira sobre a Venezuela desde o ataque de 3 de janeiro está longe de ser um fenômeno isolado. Ao contrário: o episódio sinaliza uma escalada que pode atingir toda a América Latina caso os Estados Unidos avancem em uma estratégia mais ampla de intervenções diretas ou indiretas na região. Sob a justificativa de combater o narcotráfico e o “colapso institucional”, a narrativa do governo Donald Trump volta a reeditar um roteiro conhecido no continente: o da criminalização de governos soberanos para viabilizar ações de força e o controle de recursos estratégicos. (mais…)

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