MPF/AM pede na Justiça regularização no fornecimento de água potável para ribeirinhos da Flona de Tefé

Vistoria realizada pelo órgão na área de preservação constatou ausência de poços artesianos em todas as comunidades rurais

Por MPF/AM

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) pediu na Justiça que as Prefeituras dos municípios de Tefé e Alvarães (a 523 e 531 km de Manaus) regularizem o serviço de fornecimento de água tratada aos ribeirinhos que vivem nas proximidades dos municípios de Tefé e Alvarães, respectivamente. (mais…)

Ler Mais

Ribeirinhos cobram reocupação da orla do Xingu, em Belo Monte

DCI

BRASÍLIA – Obrigados a viver em vilas construídas longe da orla do Rio Xingu, após o enchimento do reservatório da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, centenas de famílias de ribeirinhos cobram o retorno de suas casas para as margens do rio, onde sempre viveram. O assunto é tema central de uma audiência pública que acontece na sexta-feira (11) em Altamira, município mais atingido pelo reservatório da usina. (mais…)

Ler Mais

Belo Monte: MPF convoca audiência pública para debater reparação da violação de direitos humanos da população ribeirinha do Xingu

Manutenção do modo de vida das comunidades e garantia de retorno e permanência no rio são prioridades da discussão, que envolve autoridades, moradores e cientistas

MPF/PA

O Ministério Público Federal (MPF) convoca uma audiência pública para o próximo dia 11 de novembro, em Altamira (PA), para definir o retorno dos ribeirinhos ao Rio Xingu e debater as condições necessárias para a reprodução do modo de vida ribeirinho na região, diante dos impactos não resolvidos da hidrelétrica de Belo Monte. O MPF pretende chamar os responsáveis para proteger a área do Rio Xingu que teve sua condição ecológica totalmente modificada devido às alterações acarretadas pela usina, que hoje inviabilizam a manutenção dos modos de vida. (mais…)

Ler Mais

MPF realiza monitoramento inédito da qualidade da educação ribeirinha no Pará

Ação está sendo inaugurada com levantamento de dados sobre mais de 50 escolas do Marajó

MPF/PA

A qualidade da educação voltada a comunidades ribeirinhas, muitas vezes só conhecida quando os órgãos de fiscalização denunciam desvios ou mau uso de recursos públicos, agora passou a ser monitorada de forma preventiva no Pará. O objetivo do Ministério Público Federal (MPF) é estimular gestores públicos, profissionais da educação, alunos e a sociedade em geral a construírem conjuntamente um padrão de ensino que valorize os conhecimentos tradicionais e necessidades locais e que garanta eficiência na aplicação das verbas por meio de planejamento, transparência e controle dos gastos. (mais…)

Ler Mais

Quilombolas e ribeirinhos discutem impactos das barragens de mineração no Pará

Nos dias 28 e 29 de setembro, em encontro promovido pela Comissão Pró-Índio de São Paulo, quilombolas e ribeirinhos de Oriximiná discutiram os impactos e riscos das 23 barragens de rejeitos da Mineração Rio do Norte, a maior produtora de bauxita do Brasil

Bianca Pyl, assessoria de comunicação CPI-SP

A Mineração Rio do Norte (MRN) é a quarta mineradora em número de barragens no Brasil, segundo a Agência Nacional de Água. São 23 barragens em operação (21 localizadas no interior da Floresta Nacional Saracá-Taquera), 1 em construção e mais 9 previstas.

(mais…)

Ler Mais

Racismo ambiental no Brasil

“O clamor contra o Racismo Ambiental levanta questões sobre a ocorrência de racismo entre nós e, segundo Tânia Pacheco, embora totalmente diferente da forma como historicamente se manifestou e se manifesta ainda nos Estados Unidos, o racismo está indubitavelmente presente na nossa sociedade”, escrevem Elissandro dos Santos Santana, colunista, ambientalista, e membro do Conselho Editorial da Revista Letrando, e Denys Henrique Rodrigues Câmara, especialista em educação de jovens e adultos e professor de língua estrangeira do CIEPS – Complexo Integrado de Educação de Porto Seguro e Joceneide Cunha dos Santos, doutora em História e professora da Universidade do Estado da Bahia, em artigo publicado por Portal Desacato e reproduzido por EcoDebate. Eis o artigo.

IHU On-Line

Sabiam que para homens e mulheres negros sempre reservaram os rincões mais inóspitos no Brasil? Que eles foram trazidos forçados, maltratados, humilhados através do Atlântico, oriundos de várias partes do imenso Continente Africano, e jogados nas senzalas da maldição? Muitos, inconformados, fugiram e formaram os Quilombos (embriões de luta pela liberdade). Tais espaços até meados do XIX foram construídos em lugares de difícil acesso, com fins precípuos de evitarem que os andantes em fuga fossem descobertos pelos brancos opressores. No século XIX, com o aumento de libertos e processo maior de urbanização, alguns quilombos foram presentes no meio urbano, no centro e em lugares que a população branca transitava com limitações. Os quilombos representaram, a partir da poesia do sangue, um paradoxo, pois, ao mesmo tempo em que eram castelos frágeis de sonhos, também eram fortalezas simbólicas para o hoje. Alguns destes espaços não eram fixos, pois a busca do senhorio patriarcal pela captura dos viajantes sedentos pela liberdade forçava a fuga constante. Os que não se rebelaram, por medo ou por outros sentimentos ainda mais profundos e sem explicação detalhada, continuaram nas periferias da Casa Grande, na insalubridade, no limite entre a vida e a morte. As reformas urbanísticas do final do XIX e início do XX, derrubaram os cortiços, com isso, boa parte da população negra e pobre passou a ocupar os morros dentre outros lugares. (mais…)

Ler Mais