Depois da barragem: vistoria vai avaliar situação da Volta Grande do Xingu com impactos de Belo Monte

Vistoria interinstitucional vai percorrer comunidades atingidas nos próximos dias 25 e 26

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE/PA) realizarão nova vistoria na região da Volta Grande do Xingu, na região dos municípios de Altamira, Vitória do Xingu e Senador José Porfírio, no sudoeste paraense.

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“Sofremos um processo de exploração minerária de subserviência absoluta”, diz dirigente do MAM

Para Karina Martins as populações atingidas pela mineração vivem um terror permanente, com o desmonte da sua cultura e ameaças cotidianas de morte

Por Solange Engelmann, na Página do MST 

Em entrevista ao site do MST, a integrante da coordenação nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Karina Martins, traz um debate fundamental e urgente sobre o modelo de mineração brasileiro e a proposta do movimento para enfrentar esse processo.

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A tensa contagem regressiva das cidades à espera da lama da Vale

Expectativa é que a água turva pelos rejeitos chegue à última fronteira para o rio São Francisco após 10 de fevereiro. Chuva pode mudar cálculos. “O cenário é menos para o rio, mas, em termos de biodiversidade, as perdas são incalculáveis”

Por Regiane Oliveira, El País Brasil

Quando a barragem da mineradora Vale estourou na sexta-feira, a cidade de Juatuba, às margens do rio Paraopeba, entrou em estado de alerta. Localizada a apenas 36 km de Brumadinho, o município fez o melhor que pode para se preparar para a chegada da pluma, a forma palatável com que algumas autoridades e técnicos chamam a lama de rejeitos e água que avança sobre o rio. “Orientamos as pessoas para retirarem barcos da água e destinamos uma escola para receber ribeirinhos, caso tivéssemos elevação do rio”, afirmou Wagner Majesty, secretário de Governo e do Meio Ambiente da cidade.

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Rio Gramame: MPF recomenda que usinas preservem nascentes e olhos d’água na bacia que abastece João Pessoa (PB)

Objetivo é que empresas apresentem projetos de recuperação das áreas de preservação permanente de que são proprietárias ou de onde adquiram cana-de-açúcar

Procuradoria da República na Paraíba

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) entregaram recomendações às usinas Tabu, Olho d’Água e Biosev-Giasa (segunda maior processadora de cana-de-açúcar do mundo) com vistas à preservação dos recursos ambientais das bacias dos rios Gramame e Abiaí, que abastecem a capital da Paraíba e região metropolitana. As recomendações, entregues na terça-feira (15), foram feitas no âmbito de inquéritos civis que apuram a poluição dos rios e os danos causados ao meio ambiente e a comunidades ribeirinhas. O rio Gramame é responsável por fornecer água para 70% da Região Metropolitana de João Pessoa.

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Grandes empreendimentos provocam boom de desmatamento na Volta Grande do Xingu

Terra Indígena Paquiçamba e o município de Senador José Porfírio, localizados na zona de influência da hidrelétrica Belo Monte e do projeto de mineração Belo Sun, atingem pico de desmatamento em novembro

Isabel Harari, ISA

Uma das regiões mais sociobiodiversas do mundo, no sudoeste do Pará, corre risco de desaparecer. A Volta Grande do Xingu, uma curva de rio de 100 quilômetros que banha Terras Indígenas e é a morada de centenas de famílias ribeirinhas, sofre graves impactos por conta da instalação da Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte e da tentativa de licenciamento do projeto de mineração Belo Sun. O aumento do desmatamento, fruto do aquecimento do mercado de terras, preocupa indígenas, ribeirinhos e parceiros.

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Na contramão de decisão popular, vereadores de Santarém aprovam inclusão de Lago do Maicá como área portuária

Alteração de texto do novo Plano Diretor, realizada no encerramento das atividades legislativas, desrespeita decisão dos santarenos firmada em Conferência e põe em risco área de preservação ambiental, avalia sociedade civil. Documento segue para sanção do prefeito.

Lizely Borges, Terra de Direitos

Vereadores do município de Santarém (PA) incluíram, na última sexta-feira (14), emenda à minuta do Plano Diretor do Município (2019-2019) que permite a implantação de terminais de uso privado e estações de transbordo de cargas no Lago do Maicá, área de preservação ambiental.

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Crescimento do garimpo ilegal na Amazônia atinge duramente áreas indígenas

Segundo mapa que reúne informações da prática em terras demarcadas e protegidas, são 453 pontos de garimpo no Brasil

Bruna Caetano, Brasil de Fato 

O garimpo no Brasil não é ilegal, e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) regula as atividades de extração em determinados locais, contudo, a mineração em áreas protegidas e reservas indígenas é proibida. Mas de acordo com o mapa Amazônia Saqueada, realizado pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG) e pela InfoAmazônia, a região pan-amazônica é explorada em mais de 2.312 pontos de 245 áreas no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, com extração de ouro, diamantes e coltan.

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Em Rondônia, povos do campo e da cidade se manifestam sobre risco de alagamentos por conta de hidrelétricas

Em Moção de Repúdio produzida durante Assembleia de escuta do Sínodo Para a Amazônia, em Porto Velho (RO), povos do campo e da cidade se manifestam sobre a ameaça de novos alagamentos na região de Velha Mutun e Jacy-Paraná em decorrência do aumento do nível de água dos lagos das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Confira:

CPT

Moção de Repúdio: Assembleia territorial de escuta do Sínodo da Amazônia

Nós, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, sem-terra, pequenos agricultores, atingidos por barragens, religiosos e religiosas, agentes de pastorais, com presença do Arcebispo de Porto Velho, Dom Roque Paloschi, reunidos nos dias 30 de novembro, 01 e 02 de dezembro de 2018, no Centro Arquidiocesano de Pastoral (CAPS), localizado em Porto Velho, Rondônia, na Assembleia de escuta do Sínodo Para a Amazônia, vindos dos municípios de: Costa Marques, Vilhena, Ariquemes, São Francisco do Guaporé, Cacoal, Candeias do Jamari, Ji-Paraná, Alto Paraíso, Colorado do Oeste, Cerejeiras, Alta Floresta, Pimenteiras do Oeste, além dos participantes de Porto Velho com representantes também dos Distritos de Calama, São Carlos e Jacy-Paraná e do Sul do Amazonas, Humaitá, tornamos público a Moção de Repúdio à ameaça de alagamento de trechos da BR-364 entre Velha Mutun e Jacy-Paraná, causada pela elevação do nível dos lagos de Jirau e Santo Antônio. (mais…)

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Audiência pública sobre o Gramame deu visibilidade à população sobre degradação do rio

Representantes de órgãos e entidades, indígenas, estudantes e demais cidadãos lotaram plenário da Câmara de JP

No Procuradoria da República na Paraíba*

Com quatro horas de duração e plenário lotado, foi realizada na tarde da segunda-feira (3), na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), a audiência pública que debateu as ações integradas do Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público da Paraíba (MPPB) para a preservação do rio Gramame. A discussão, proposta pelo vereador Tibério Limeira junto com a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão na Paraíba (PRDC) e a Escola Viva Olho do Tempo (Evot), teve os trabalhos secretariados pelo vereador Marcos Henriques. (mais…)

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Os cubanos e a medicina sem pompa

Que vocação missionária desvairada acorre a médicos vindo de um regime ateu? Aos poucos, entendi que se tratava de um tipo específico de formação médica. São formados para exercer a clínica do cuidado onde estão os mais necessitados

Por Marcos Pacheco*, em Outras Palavras

A decisão de retirada dos colegas médicos cubanos da Atenção Primária em Saúde vai agravar mais ainda a já recorrente tendência de elevação das taxas de morbimortalidade infantil no Brasil. Para se ter uma ideia do que isso representa, sairão de cena mais de oito mil médicos, todos (sem exceção) atuando em comunidades rurais, ribeirinhas, quilombolas, aldeias indígenas e bairros periféricos de grandes cidades brasileiras, em cenários de alta vulnerabilidade sociossanitária. (mais…)

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