MPF e pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia se reúnem para tratar dos danos da hidrelétrica Tabajara

Mesmo após MPF emitir recomendações para alertar que os estudos ambientais da hidrelétrica de Tabajara estavam superficiais e insuficientes, Ibama aceitou os projetos

Ministério Público Federal em Rondônia

Nesta terça-feira (4), o Ministério Público Federal (MPF) se reuniu com grupos de pesquisa dos setores de energia sustentável e de geografia da Universidade Federal de Rondônia (Unir) na unidade sede do órgão, em Porto Velho. O MPF discutiu com os grupos as principais fragilidades do estudo de impactos ambientais da construção de uma barragem no rio Ji-Paraná (também chamado de rio Machado), em Machadinho D’Oeste (RO) – a de Hidrelétrica Tabajara.

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“Quando morre um de nós é o mesmo que morrer um cachorro”

Chico Catitu forjou a primeira aliança entre ribeirinhos e munduruku para proteger a floresta. Sua luta pelo direito à terra colocou sua vida em risco

Por Joana Oliveira, El País Brasil

Francisco Firmino Silva, mais conhecido como Chico Catitu, caminha em meio às águas na margem do rio Iriri (Terra do Meio, no Pará) com o mesmo cuidado e respeito com que o faz no rio que é seu berço, o Tapajós. Aos 69 anos, o experiente mateiro da comunidade Montanha e Mangabal avança com passos lentos, mas firmes, enérgicos. Há 18 anos, tornou-se um dos principais nomes entre as lideranças ribeirinhas —ou entre os beiradeiros, como se diz naquela parte da Região Norte—, quando ele passou a fazer o trabalho negligenciado pelo Estado: a demarcação do seu território e a proteção da floresta Amazônica.

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Com chuvas, Rio São Francisco e lençol freático do Paraopeba podem estar contaminados

Transbordamento do Paraopeba leva rejeitos da Vale para outros rios e cidades

Amélia Gomes, Brasil de Fato 

Passado um ano do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, o cenário é de caos em Minas Gerais. Com as fortes chuvas de 250 milímetros que atingiram a região central do estado nos últimos dias, o nível do Rio Paraopeba subiu mais de oito metros.

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Empresa despeja dejetos em rio de João Pessoa, formando uma gosma de cerca de 0,5 km

População da região metropolitana da capital paraibana depende da água do rio Gramame

Cida Alves, Brasil de Fato

Mais uma vez o Rio Gramame foi vítima da atuação de empresas que usufruem daquela água para produção de suas mercadorias. Desta vez ,a empresa Conpel (Companhia Nordestina de Papel), identificada como autora do crime ambiental, assumiu a responsabilidade pela poluição de cerca de 0,5 km do leito do rio, ao passo que justificou como decorrência de problemas na sua bacia de contenção.  

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O rastro de destruição de Belo Monte

Em sua última reportagem sobre os impactos ambientais na Amazônia, o jornalista Vandré Fonseca ouviu ribeirinhos que ficaram sem o peixe do rio Xingu

Por Vandré Fonseca (In memoriam), em Amazônia Real

Altamira (PA) – Dos 11,2 bilhões de watts prometidos pela Usina de Belo Monte, nenhum chegou à casa do ribeirinho Dario Batista de Almeida, o seu Pivela, de 72 anos. Mas os impactos da obra que barrou o rio Xingu, no Pará, mudaram por completo a vida dele e de sua família, que agora habitam as margens do lago formado para mover as turbinas da usina. 

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O desafio de levar música às comunidades ribeirinhas da Amazônia

Um trabalho amazônico em um momento em que a mata grita por socorro ante a fúria dos predadores

por Oliviero Pluviano*, em CartaCapital

Recentemente conclui um mês inteiro na Amazônia a bordo da Gaia, a minha gaiola, uma embarcação de madeira com dois andares de convés, cheio de redes, típico desses rios. Levamos o cinema até as comunidades do Rio Paru, em uma zona perdida entre os confins do Pará e o Amapá, e apresentamos pela primeira vez a ópera para os ribeirinhos do Rio Arapiuns, afluente do Tapajós, com a presença de dois tenores italianos doc, provenientes de Modena, terra de Luciano Pavarotti. 

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Comunidade Brejo do Miguel sofre ataque no Cerrado Piauiense

No dia 2 de outubro de 2019, a Comunidade Brejo do Miguel, no município de Gilbués, sul do estado do Piauí, território tradicional ribeirinho brejeiro, foi novamente invadida por grileiros da região.

Campanha Nacional em Defesa do Cerrado com informações da CPT no Piauí

A invasão ocorreu em uma área de roça no toco e solta de animais que é utilizada há cerca de três gerações pela comunidade. Parte do cercamento que havia sido construído pela comunidade foi destruído por sete jagunços com o uso de motosserras. Estes foram avistados em trabalho por famílias da região e agentes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que encaminharam o flagrante ao Ministério Público Federal na cidade de Corrente (PI).

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Após fim do comitê que cuidava de ações socioambientais de Belo Monte, futuro na região é incerto

Projetos paralisados e extinção da participação da sociedade civil ameaçam o Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRSX).

por Isabel Harari, em Instituto Socioambiental – ISA / IHU On-Line

Seis meses após o governo extinguir o comitê gestor que cuidava das ações do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRSX), programa financiado com recursos da usina hidrelétrica (UHE) Belo Monte, o futuro na região ainda é incerto. Criado em 2010, o PDRSX tinha como objetivo investir no desenvolvimento sustentável da região afetada pela construção do empreendimento.

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Pela segunda vez, famílias ribeirinhas da comunidade Ilha Verde são despejadas em Babaçulândia (TO)

No Dia do Cerrado, 36 famílias ribeirinhas da comunidade Ilha Verde são despejadas no Tocantins

por Débora Lima e Valéria Santos – Articulação do Cerrado / CPT

Neste 11 de setembro, Dia do Cerrado, mais uma comunidade Cerradeira é expulsa do seu território, em Babaçulândia (TO). Cerca de 36 famílias ribeirinhas da comunidade Ilha Verde vêm lutando para restabelecerem suas vidas depois da formação do reservatório da Hidrelétrica de Estreito, mas o Consórcio CESTE formado pelas empresas Engie (40%), Vale (30%), Alcoa (25,49%) e InterCement (4,44%) insiste em afasta-los do seu território as margens do Rio Tocantins.

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MPF recorre de sentença que beneficiou grupo americano Sambazon acusado de biopirataria do açaí

Empresas e seu CEO Ryan Black são acusados de acessar ilegalmente o patrimônio genético da fruta amazônica

MPF

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu da sentença que rejeitou parcialmente denúncia contra Sambazon Incorporation e seu diretor-presidente Ryan Black e absolveu sumariamente as empresas Sambazon do Brasil e Sambazon do Amapá acusados de biopirataria do açaí. O órgão aponta que há contradição nos argumentos do juízo federal ao reconsiderar sua decisão para beneficiar os réus. O MPF reitera que todos os acusados cometeram crime ao deixar de cumprir obrigação de relevante interesse ambiental e devem responder pelo acesso desautorizado ao patrimônio genético do açaí. O documento em que o órgão requer a anulação da sentença emitida na última semana foi protocolado nesta terça-feira (20).

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