Mesa redonda discute a preservação da cultura dos indígenas e ribeirinhos

Mostra Multidisciplinar sobre Povos Indígenas encerra com mesa redonda na qual especialistas falaram sobre a fé dos ribeirinhos e o movimento de redução de direitos indígenas que ganha força no Brasil hoje

Silane Souza – A Crítica

Manaus (AM)

Uma mesa redonda sobre a importância das festas e da música na cultura ribeirinha e indígena no Amazonas, bem como o contexto político e a realidade Yanomami, além da atuação da Associação de Mulheres Artesãs do Alto Rio Negro (AMARN) na articulação política e geração de renda, fechou os debates da 1ª Mostra Multidisciplinar sobre Povos Indígenas. O evento em alusão ao Dia Internacional dos Povos Indígenas (9 de agosto) foi realizado pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC), entre segunda e quarta-feira, no Centro Cultural Povos da Amazônia, na Zona Sul. (mais…)

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Carta de Morrinhos, CPT e São Francisco Vivo divulgam documento-denúncia sobre o Velho Chico

Reunião realizada em Montes Claros no salão do Hotel Nobre, na tarde do dia 18 de Julho, presentes pessoas de diversas origens profissionais e sociais, membros da Carta Morrinhos (Meta 2020), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Articulação Popular São Francisco Vivo (APSFV), que aprovaram o documento a seguir explicitado.

Foram aprovados na reunião: 1) produzir e publicar texto para a Cobrança de Tarifas Reais pelo Uso da Água do Setor Econômico; respeitando as diferenças sociais e de escala de produção; 2)Tornar pública a denúncia do golpe aplicado contra os comitês de bacia hidrográficas e a sociedade, pela natureza do contrato entre empresários e governos, que permite burlar o pagamento real pelos diversos usos econômicos da água bruta, tendo como pilar o modelo de funcionamento da agência de bacia, no caso do São Francisco, a AGB Peixe Vivo; 3) prosseguir as discussões entre os grupos presentes nesta reunião, por meio de comunicações e decisões via redes sociais pela internet, como whatsapp e e-mails; 4) ampliar o trabalho por toda bacia do São Francisco e território nacional, numa ampla frente social, política, respeitando opções individuais e coletivas sejam ideológicas sejam partidárias, pois o foco prioritário é a defesa da biodiversidade do ecossistema da bacia hidrográfica do São Francisco; 5) realizar, quando for realmente necessário, nova reunião presencial; 6) realizar atos públicos pelo São Francisco Vivo. (mais…)

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Especial Amazônia em Disputa: Crime e grilagem com uso do CAR

Concebido para ser um eficaz instrumento de regularização ambiental, o Cadastro Ambiental Rural é utilizado por grileiros e quadrilhas que lucram com o desmatamento ilegal, acirrando os conflitos rurais na Amazônia Legal

por , A Pública

O Cadastro Ambiental Rural (CAR), instrumento de regularização ambiental que virou política federal pelo Código Florestal em 2012, tem sido útil a criminosos justamente no que deveria ser uma de suas maiores vantagens: o controle, monitoramento e combate ao desmatamento. A Operação Rios Voadores, por exemplo, realizada em junho, revela o uso ilegal do novo CAR. Conduzida pela Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal, Receita Federal e Ibama, a operação prendeu uma quadrilha que desmatava e grilava terras públicas no Pará. (mais…)

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O espectro da tragédia de Mariana. Depois de Belo Monte, Belo Sun é a nova ameaça à Volta Grande do Xingu. Entrevista especial com Carolina Reis

“Ao analisar o EIA-Rima de Belo Sun, foi possível calcular que, em 12 anos, a estimativa é que serão extraídas 600 toneladas de ouro pela empresa. Ao final da exploração, a iniciativa prevê deixar duas pilhas gigantes de material estéril que, somadas, terão 346 hectares, com altura média de 205 metros e 504 milhões de toneladas de rochas. Uma montanha duas vezes maior do que o Pão de Açúcar, recheada de material quimicamente ativo, à beira do Rio Xingu”, afirma a advogada do Projeto Xingu do Instituto Socioambiental

Por Patricia Fachin – IHU On-Line

O Projeto Volta Grande, da empresa canadense Belo Sun, “pretende ser a maior mina de exploração de ouro no país”, com a extração de minérios no município de Senador José Porfírio, no estado do Pará, a cem quilômetros de distância do Rio Xingu, que já teve sua “vazão reduzida em 80% devido ao barramento e desvio da água destinada às operações da hidrelétrica de Belo Monte”, informa Carolina Reis à IHU On-Line. (mais…)

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MPF convoca acadêmicos a estudar solução para o drama dos ribeirinhos atingidos por Belo Monte

Objetivo é produção de material científico que aponte caminhos para a permanência segura dos ribeirinhos no rio Xingu

MPF/PA

O Ministério Público Federal (MPF) emitiu um comunicado dirigido à comunidade acadêmica brasileira convidando para uma reunião ampliada no próximo dia 11 de agosto, em São Paulo, para discutir o drama das famílias de ribeirinhos do rio Xingu afetados pela usina hidrelétrica de Belo Monte. O MPF investiga e acompanha a situação de dezenas de famílias que perderam tudo e, obrigadas a morar na cidade sem acesso ao rio e ao modo de vida tradicional, não conseguem mais se sustentar, assim como daquelas que, mesmo continuando no rio, viram o peixe desaparecer e as condições de vida deteriorarem.

Para o MPF, se não houver interferência imediata e qualificada no processo, o país vai assistir a “uma diáspora irreversível dos ribeirinhos do Xingu” e “Belo Monte ficará marcada pela eliminação definitiva de um modo de vida tradicional”. “Estamos diante de uma situação de sofrimento humano extremo, em que os próprios ribeirinhos se definiram como vítimas de guerra”, diz a procuradora da República Thais Santi no convite do MPF, que lembra que o caso é de difícil solução, porque não foram construídos parâmetros com a participação dos atingidos e que levassem em conta as peculiaridades da região e as transformações ambientais do rio Xingu. (mais…)

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Transposição deve ser inaugurada sem levar água a ribeirinhos

Por João Pedro Pitombo, na Folha de S. Paulo

Eleita como obra prioritária do governo de Michel Temer, a transposição do rio São Francisco deve ser inaugurada no fim do ano sem levar água às famílias ribeirinhas.

Em maio, o governo decidiu ampliar os repasses mensais para as empreiteiras responsáveis pela obra para concluí-la em dezembro.

Mas os sistemas de abastecimento para as 294 comunidades só devem ser concluídos em dezembro de 2017 e entrar em operação em 2018. (mais…)

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Casa é onde não tem fome, por Eliane Brum

A história da família de ribeirinhos que, depois de expulsa por Belo Monte, nunca consegue chegar

No El País Brasil

Otávio das Chagas, o pescador sem rio e sem letras, não consegue chegar em casa. Desde que ele e sua família foram expulsos de sua ilha pela hidrelétrica de Belo Monte, Otávio já está na terceira casa. Mas não consegue chegar. Porque para ele aquela terceira ainda não é uma casa. Como não era a primeira nem era a segunda. Sem casa, Otávio não tem mundo. Sem mundo, um homem não tem onde pisar. Os conhecidos avisam: você já viu, seu Otávio está encolhendo. E ele está, porque é isso o que acontece com os homens sem mundo. (mais…)

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