Peixes deformados expõem o colapso do pulso do Xingu após Belo Monte

por Tiago da Mota e Silva, em Mongabay

  • Monitoramento independente registra incidência de deformidades em pescadas e corvinas na Volta Grande do Xingu; relatos locais falam em até quatro peixes afetados a cada dez capturados, proporção que ainda precisa ser confirmada por estudos.
  • Uma combinação de fatores ligados à usina podem explicar o problema, como alteração do pulso de inundação, poluição, aquecimento das águas e escassez de alimento; o Ministério Público Federal passou a falar em “colapso ecossistêmico” na COP30.
  • O chamado Hidrograma de Consenso, que define quanta água chega à Volta Grande, é criticado por indígenas, ribeirinhos e cientistas por não reproduzir o regime natural do rio, prolongar a seca extrema e reduzir o alagamento de igapós e sarobais, habitats cruciais para a reprodução dos peixes.
  • Lideranças indígenas e ribeirinhas defendem um novo modelo de operação, o Hidrograma Piracema, com maior vazão ecológica para manter a vida nesse trecho do rio.

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Belo Monte: Diretoria do Ibama admite necessidade de rever vazão do rio Xingu

Para órgão, volume de água operado hoje pela hidrelétrica não garante manutenção de ecossistemas e modos de vida

Por Isabel Seta | Edição: Bruno Fonseca, em Agência Pública

A Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama quer que a Norte Energia, concessionária que opera a usina hidrelétrica de Belo Monte, apresente uma nova proposta para a partilha da água em um trecho do rio Xingu. Por envolver a segurança energética do país, a sugestão foi feita à presidência do Ibama, que ainda não se manifestou se vai encaminhá-la, ou não, para a empresa. (mais…)

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Justiça reconhece danos socioambientais irreparáveis se vazão do Rio Xingu (PA) for reduzida

Decisão que impedia o Ibama de proteger piracemas e subsistência de comunidades tradicionais na Volta Grande do Xingu foi revogada

Ministério Público Federal no Pará

Nesta quarta-feira (12), a Justiça Federal revogou decisão favorável à empresa Norte Energia (Nesa), dona da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que a autorizava a reduzir drasticamente o fluxo de água liberada para o curso natural do rio Xingu. Na nova decisão, a Justiça reconhece que tal redução representa danos irreparáveis à reprodução de peixes e, consequentemente, ao sustento de indígenas e comunidades tradicionais da região. Esses riscos foram apontados em recurso apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) e em manifestação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). (mais…)

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Indígenas afetados pela usina de Belo Monte deverão receber royalties

Por determinação do ministro Flávio Dino, do STF, os indígenas afetados pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte devem ter participação no royalty pago pela concessionária

ClimaInfo

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que as comunidades indígenas afetadas pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA), devem receber 100% do valor repassado pela concessionária à União como participação nos resultados do empreendimento. A decisão atende a uma demanda dos Povos que vivem na região da Volta Grande do Sul, que sofreram mudanças significativas em suas condições de vida por conta da obra. (mais…)

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Dino autoriza que indígenas recebam participação nos resultados de Belo Monte

O ministro dá 24 meses para que o Legislativo edite leis para regulamentar atividades em terras indígenas

Por Flávia Maia, JOTA

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (11/3) que povos indígenas do Rio Xingu recebam participação pelos lucros da Usina Hidrelétrica de Belo Monte enquanto o Congresso Nacional não regulamentar as atividades de pesquisa e lavra de recursos minerais e hídricos em terras indígenas e a participação nos resultados da exploração. Dino dá 24 meses para que o Legislativo edite leis sobre o assunto. (mais…)

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Decisão do Ibama sobre Belo Monte retoma disputa entre energia e vida tradicional no Xingu

Ordem para não alterar vazão, contestada pela Norte Energia, reacende denúncias sobre “sacrifício” do rio

Por Isabel Seta | Edição: Giovana Girardi | Fotógrafo: Jennifer Bandeira, Agência Pública

No último dia 24 de janeiro, beiradeiros e indígenas moradores da Volta Grande do Xingu foram surpreendidos por algo que há anos não viam acontecer nesta época do ano: a elevação rápida do nível do rio no trecho de cerca de 130 quilômetros entre a cidade de Altamira e a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. (mais…)

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PA: Agricultura orgânica contra o colapso climático

A luta de agricultores em Altamira, região onde a floresta foi devastada por megaprojetos. Buscam mudar a cultura local de utilizar venenos. Ensinam formas de produção sustentáveis. E mostram que os pequenos negócios dependem também da floresta em pé

Por Juliana Bastos Salgado, na InfoAmazonia

Da lama amarela do garimpo à terra preta da horta, Sebastião Heraldo Lira Gomes já fez de tudo um pouco. Aos 45 anos, trabalhou como pedreiro, em empresas de pavimentação e de produção de tijolos, e já foi até garimpeiro. No garimpo, viu sua vida por um fio enquanto catava galhos na lama para fazer a limpeza do material a ser minerado. Um colega de trabalho avisou, preocupado, apontando para uma montanha de rejeitos: “Essa barreira vai desabar”. De fato desabou, e Sebastião escapou por pouco. Ele contou o “causo” enquanto plantava mudas de alface em uma das aleias na sua horta orgânica em Altamira, no sudoeste do Pará, uma cidade marcada por dois monumentos de destruição da floresta: o marco inaugural da Transamazônica e a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. (mais…)

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