por Tiago da Mota e Silva, em Mongabay
- Monitoramento independente registra incidência de deformidades em pescadas e corvinas na Volta Grande do Xingu; relatos locais falam em até quatro peixes afetados a cada dez capturados, proporção que ainda precisa ser confirmada por estudos.
- Uma combinação de fatores ligados à usina podem explicar o problema, como alteração do pulso de inundação, poluição, aquecimento das águas e escassez de alimento; o Ministério Público Federal passou a falar em “colapso ecossistêmico” na COP30.
- O chamado Hidrograma de Consenso, que define quanta água chega à Volta Grande, é criticado por indígenas, ribeirinhos e cientistas por não reproduzir o regime natural do rio, prolongar a seca extrema e reduzir o alagamento de igapós e sarobais, habitats cruciais para a reprodução dos peixes.
- Lideranças indígenas e ribeirinhas defendem um novo modelo de operação, o Hidrograma Piracema, com maior vazão ecológica para manter a vida nesse trecho do rio.
