Cândido Grzybowski: Ainda dá para transformar o poder e a máquina destruidora do capitalismo?

Sentidos e rumos

Sinto-me num beco estreito, sem saída a vista. Que fazer diante de um quadro assim, tão ameaçador? O ano começou e o primeiro mês está no fim. Tudo parece muito sombrio. Onde se escondem os sinais de que nada é definitivo? Tem que ter uma saída, por mais estreita que seja. Afinal, a história passada ensina que nada é definitivo, sempre existem brechas e alternativas. Onde elas se escondem, na espreita para aparecer? Que caminho é mais promissor? Vivemos no Brasil, apenas uma parte do mundo, mas tudo em sendo afetado pelo mundo que nos rodeia e condiciona. Quanto?  O Brasil é inspirador? Está num caminho virtuoso? Acho que continuamos num beco sem saída visível, com uma democracia encurralada, como estou cansado de dizer. Mas tem alternativas viáveis? Não as vejo no horizonte político imediato e já  entramos no terceiro ano do governo Lula III. (mais…)

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As ideias políticas

por Luiz Marques, em Fórum 21

As ideias políticas no século das Luzes remetem à educação, força motriz do progresso. Na França pós-1789 o problema é repor a unidade espiritual antes reservada à Igreja Católica. Há quem aposte na ciência e pedagogia para o novíssimo senso comum; e quem insista em um retorno à religião. No século seguinte Karl Marx desmistifica as ideias, uma vez que não pairam acima dos interesses de classe e da atividade real das pessoas de carne e osso. Em A ideologia alemã, argumenta: “Não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência”. Põe a dialética de pé. (mais…)

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O ajuste fiscal de Haddad, ou ainda: como implodir a esquerda brasileira e permitir o retorno do neofascismo. Por Mariella Pittari Merkel

No Blog da Boitempo

O ano mal começou, porém, as medidas de ajuste fiscal representam um duro golpe ao assalariado brasileiro. Dentre as medidas a afligir o largo espectro de assalariados estão o aumento da taxa Selic – que alcançará 15% em março deste ano, conforme projeções do próprio BACEN –; o reajuste do salário mínimo, que receberá um novo freio de contenção; além da redução do abono PIS/PASEP às pessoas que recebem até dois salários mínimos. Para compor o quadro de redução do poder de compra do trabalhador em senso lato, os requisitos para o gozo do BPC (benefício de prestação continuada) tornam-se mais rígidos, em um cenário no qual a inflação real não apresenta sinais de queda, sobretudo para as pessoas com menor poder aquisitivo. Tais medidas implicam em uma tentativa governamental alinhada à classe dominante de reduzir o déficit primário brasileiro a zero, sem que com isso seja discutido o percentual dos gastos públicos dedicados ao serviço da dívida. (mais…)

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2026 é logo aqui e 2030 é logo ali: notas sobre a extrema direita no Brasil atual. Por Felipe Brito

No Blog da Boitempo

“Quando a gente não pode fazer nada, a gente avacalha.
Avacalha e se esculhamba.”
(Fala do filme O bandido da Luz Vermelha (1968),
dirigido por Rogério Sganzerla).

Em meio a uma epidemia de incêndios, aconteceu grande parte da campanha eleitoral para as 5.570 prefeituras municipais do país. Esse registro não é aleatório. A aludida epidemia de incêndios contém digitais do bolsonarismo. (mais…)

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Acima da condição humana. Por Carlos Enrique Ruiz Ferreira

A tese de Flávio Dino é que o crime de ocultação de cadáver continua ocorrendo no tempo, para além de seu feito inaugural. É um crime permanente

No A Terra é redonda

O cuidado com os mortos

Para os antigos gregos cada morto era um Deus, seres sagrados, como se observa em Ésquilo e Eurípedes. Jean Pierre Vernant nos lembra que a morte, ao fim e ao cabo, está “acima da condição humana” e exige uma série cerimônias a serem realizadas (Mito e Religião na Grécia Antiga). Os romanos se dirigiam aos falecidos como deuses manes, “são homens que deixaram a vida: considerai-os como seres divinos” (Cícero, De legibus). (mais…)

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As omissões em nossas análises de conjuntura em 2024. Por Cândido Grzybowski

Em Sentidos e Rumos

Fazem parte do ofício de analistas de conjuntura tentar olhar o ano calendário que está acabando com uma espécie de avaliação do que de mais importante aconteceu, apontando possíveis feitos, com seus avanços e recuos. Nunca é demais lembrar que as análises dos processos políticos em curso são indispensáveis para ativistas para potencializar a sua ação, não só para saber quando e como agir mas sobretudo o que priorizar. Diante de um desafio assim, me dei conta de omissões ou questões invisíveis a seu modo estratégicas na perspectiva em que me engajo, de contribuir para uma democracia transformadora em busca de direitos ecossociais iguais na diversidade. (mais…)

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