A campanha “Congresso inimigo do povo!” / “Congresso da mamata!”: possibilidades e questões ao debate. Por Sérgio Botton Barcellos

Quem ainda não viu a campanha “Congresso inimigo do povo!” e as redes sociais inundadas de vídeos, montagens com “Hugo Não se Importa” e “Hugo Mamata” relativas ao presidente Hugo Motta. O apelido dele pelos corredores do Congresso recentemente era “bebê reborn do Lira”.

E a campanha tem início a partir da revogação do decreto do governo sobre IOF, de uma forma considerada “sorrateira”, pois Hugo Motta em meio ao São João e beber Whisky no gargalo vai às pressas para Brasília, comandar a sessão e fazer essa votação do PDL que sustou os efeitos do Decreto. (mais…)

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Por tudo o que há de bom na humanidade, proíbam os smartphones. Por David Moscrop

Os smartphones estão nos tornando doentes, miseráveis, antissociais e menos livres. Se ainda não conseguimos regulamentar a economia da atenção, talvez seja hora de abolir sua principal ferramenta — antes que ela termine por nos abolir.

Na Jacobina

Desculpem o comentário pessoal de início, mas é relevante para o assunto em questão. Lembro-me de comprar meu primeiro smartphone. Era 2010 e eu tinha acabado de voltar da Coreia do Sul para o Canadá, onde não tinha conseguido comprar um iPhone. Ao retornar, tentei resistir ao fenômeno crescente da interconexão infinita. Não resisti por muito tempo. Comprei um iPhone e o configurei. Naquele mesmo dia, eu estava na fila de uma cafeteria e, pela primeira vez na vida, me vi ignorando o caixa enquanto ele pedia o pagamento. Eu estava distraído, mexendo no celular. (mais…)

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A Guerra de Netanyahu. Por David Shulman

Projetar uma segunda Nakba e anexar os territórios ocupados são partes integrantes da guerra de Netanyahu contra as instituições democráticas do Estado de Israel, sua solidariedade social e, acima de tudo, o Estado de Direito.

The New York Review

Por muitos anos, ativistas israelenses de direitos humanos nos territórios palestinos ocupados têm afirmado, com a maior veemência possível, que o sistema intrinsecamente interligado da ocupação — colonos, soldados, polícia, tribunais militares, a mídia e, por trás de tudo, o governo — está comprometido com um único objetivo primordial: uma limpeza étnica implacável em toda a Área C (os 60% da Cisjordânia sob controle israelense) e, mais recentemente, também em partes da Área B (os 22% sob controle conjunto israelense-palestino). O roubo de vastas extensões de terras palestinas tem sido o mecanismo principal. Os tribunais, incluindo a Suprema Corte, geralmente concordam com isso. A violência brutal dos colonos contra os aldeões palestinos tornou-se rotina, como tenho documentado frequentemente nestas páginas. (mais…)

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Petrobras e Faixa de Gaza: combustível brasileiro no massacre do povo Palestino? Por Sérgio Botton Barcellos

O governo do Brasil tem adotado uma posição oficial de condenação aos ataques de Israel contra a população palestina na Faixa de Gaza, denunciando o massacre como uma violação do direito internacional e da dignidade humana. No entanto, uma contradição gritante coloca em xeque a coerência dessa postura: o país, por meio da Petrobras, tem exportado derivados de petróleo ao próprio Estado de Israel, mesmo com a escalada do genocídio em curso.

Desde março de 2024 se noticia sobre o envio de petróleo brasileiro para Israel e que isso vem aumentando desde o conflito iniciado entre Hamas e Israel em outubro de 2023. No Brasil de Fato, a notícia publicada em 02/07/2025 é que essa denúncia não é apenas política ou retórica, mas foi incorporada a um relatório oficial da Organização das Nações Unidas (ONU), que cita no item 59 a Petrobras entre as empresas internacionais que fornecem recursos essenciais à máquina de guerra israelense, como petróleo e combustível para jatos de guerra. (mais…)

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O ódio separatista, a arte libertadora e o futuro de uma nação. Por Gustavo Guerreiro

No Viomundo

Palavras definem fronteiras. Volta e meia a bravata separatista emerge das brumas do Sul do país. Não é nova, nem original. É um disco arranhado, que insiste em tocar a mesma música sem graça.

Desta vez, a regência coube ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), que, em mais um de seus arroubos, resolveu flertar com a ideia de que o Sul — essa entidade supostamente coesa e homogênea — estaria melhor por conta própria. A premissa, como sempre, é a de um simplismo pueril. (mais…)

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Governo é atropelado pelo Congresso na discussão sobre IOF. Por Ricardo Queiroz

Congresso quis marcar território na discussão sobre IOF, mostrando que pacto de coalizão para a governabilidade não existe mais, a não ser como espectro

No Opera Mundi

O governo tentou aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Foi atropelado. Não por erro técnico, nem por cálculo precipitado ou por ingenuidade. Foi atropelado porque o Congresso quis novamente marcar território – o território do orçamento, da chantagem, da campanha permanente. A cena revela mais do que uma derrota. Expõe um governo que age como se ainda houvesse pacto de coalizão, mas o que há, de fato, é outra coisa: um campo ocupado por interesses que não se submetem mais à mediação política clássica. (mais…)

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