“O mineiro não tem audácias visíveis. Tem a memória longa. Escorrega por cima. Só quer o essencial, não as cascas. Sempre frequentado pelo enigma, retalhando-o em pedacinhos, como quando pica seu fumo de rolo. Gente muito apta ao reino dos céus. Não acredita que coisa alguma se resolva por um gesto ou um ato, mas aprendeu que as coisas voltam, que a vida dá muitas voltas, que tudo pode tornar a voltar.”
(Guimarães Rosa)
Pirapora nunca foi uma cidade qualquer. É daquelas que têm o coração batendo do lado de fora: pulsa ao ritmo das águas do São Francisco. E foi ali, em 1926, que o vapor “São Francisco” aportou com o nome que era destino — um nome que, mais que batismo, era pertença. Irmão do “Wenceslau Braz”, vindo também do longínquo Amazonas, foi adquirido pela Companhia Indústria e Viação de Pirapora (CIVP) e, por mais de meio século, desenhou rotas sobre as águas do Velho Chico, transportando vidas, sonhos, histórias… (mais…)
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