Alice Herz: cultivar a alegria no meio da desgraça. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“Quando a música toca, a gente dança.
Onde há música, o espírito é capaz de dançar
mesmo debaixo da forca com a corda no pescoço”
(Chris While – Julie Matthews. Dancing under the gallows. 2014).

Como reagir diante das desgraças pessoais e coletivas? No caso do Brasil, as tragédias no governo do Coiso, o descaso com a covid-19 responsável por mortes, muitas delas evitáveis, de mais de 700 mil brasileiros incluindo entes queridos, a desigualdade social, a miséria, a fome, os assassinatos sistemáticos de quilombolas, indígenas, crianças negras, mães bernadetes e marielles. É possível ser feliz no meio de tantos males quase sempre irreversíveis e irreparáveis, que nos deixam impotentes? Como resistir? (mais…)

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A luta pela ‘árvore da vida’. Por Luiz Marques

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João, 8:32), esse é o versículo favorito dos hipócritas

No A Terra é Redonda

Bíblia relata que “Deus tomou o homem (Adão, em hebraico Adam, que veio da terra / barro) e o colocou no Jardim do Éden para o cultivar e guardar. Com um preceito. Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente” (Gênesis, 2:15-17). A serpente estimulou o desacato da mulher – criada da costela do homem – afirmando que não morreriam ao provar o fruto proibido. “Deus sabe que, no dia que comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal” (Gênesis, 3: 4-5), vaticinou “o mais astuto animal”. (mais…)

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O muambeiro. Por Luis Felipe Miguel

O bolsonarismo é o emblema maior da degradação ética do Brasil

No A Terra é Redonda

Está cada vez mais difícil para Jair Bolsonaro se livrar no caso das joias. A trama mostra que Jair e Michelle transformaram a Presidência da República numa operação de roubo e contrabando, envolvendo ministros e altas patentes do Exército.

Mensagens trocadas entre integrante de seu círculo próximo, que a investigação revelou, tornam cada vez mais difícil que Jair Bolsonaro chegue à sua defesa clássica: “Estavam delinquindo para me favorecer, mas eu não sabia de nada”. (mais…)

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Petro sim, óleo não: o picolé de groselha. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

Qual anúncio os povos da floresta e dos rios esperavam ouvir dos representantes de oito países da Cúpula da Amazônia, que assinaram a Declaração de Belém na quarta (9)? No mínimo, um discurso sobre energia limpa e sustentável diferente daquele feito em 1962 pelo então governador do Amazonas, Gilberto Mestrinho, na inauguração da Companhia de Eletricidade de Manaus (CEM), quando não atendeu o pedido de uma criança de 10 anos do bairro de Aparecida. (mais…)

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A queda. Por Julio Pompeu

No Terapia Política

Não se pode agarrar o ar, mas na queda, tenta-se. Tateia-se o nada em busca de algo que ampare, mas não há amparo possível no nada. Há apenas a sensação do nada. A angústia do nada. A perdição no vazio rodopiante em que não se sabe onde é céu ou chão. Até que vem o impacto. Doloroso choque. E tudo para num estalo que parece estrondo. Tudo vira dor e atordoamento. Clarisse caiu do segundo andar de um prédio quando tinha 15 anos. Ainda hoje tem pesadelos com as sensações da queda. Doeu muito. As dores passaram. O corpo ficou bem depois de um tempo. Mas as sensações ruins da queda ficaram na sua mente. Seu espírito, por algum motivo, até hoje cai. (mais…)

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Braz Baré, aquele que nasceu morto e morreu vivo. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

Quando Braz de Oliveira França nasceu no Curicuriari, no baixo Rio Negro (AM), em 18 de outubro de 1946, o povo Baré, ao qual pertencia, estava oficialmente “extinto”. O Serviço de Proteção aos Índios (SPI) assegurava que no Brasil não havia um único baré. Assim, com o território usurpado, a língua decepada e a identidade eclipsada, Braz Baré já nasceu com seu “eu” e seu “nós” mortos. Precisava lutar para provar que estava vivo e para isso o seu avô, que o batizou, lhe ensinou a “guerrear sem armas de fogo”. (mais…)

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