Ricardo é poeta por inteiro. De rima e vida. Escreve poemas eróticos. Às vezes, dos mais despudorados, lascivos, obscenos e todos os outros adjetivos que usamos para qualificar os prazeres do desejo. Apaixona-se frequentemente. Todos amores únicos e verdadeiros. Mas apesar da devassidão de sua vida e textos, na escolha das palavras é um puritano. Cada palavra é tratada com respeito. Cada uma é única porque naquela poesia só ela é capaz de fazer o que faz.
Ofendeu-se com Caio quando este afirmou que se lembrava de uma poesia de Ricardo com uma rima que repetia a palavra “catraca”, seria a onomatopeia do coito em um ônibus urbano. “Catraca, não. Jamais! Catraca não tem densidade poética.” (mais…)
