DPU – Defensoria Pública vai à Justiça contra cortes de verbas em universidades federais: “verdadeira caça às bruxas”

Órgão pede a suspensão dos bloqueios de recursos nas instituições. Ação será analisada pela Justiça Federal em Brasília.

Por Wellington Hanna, TV Globo/G1

A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou ação civil pública nesta sexta-feira (3) para impedir o corte de 30% em verbas destinadas a universidades federais. A ação, apresentada à Justiça Federal em Brasília, cita o Ministério da Educação e a União.

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PFDC pede esclarecimentos à presidência do Senado sobre sigilo no uso de verbas de gabinete

Senador Davi Alcolumbre teria autorizado parlamentares da Casa a decidirem sobre publicidade dos gastos de seus gabinetes. Medida viola Lei de Acesso à Informação

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão que integra o Ministério Público Federal, encaminhou um pedido de esclarecimentos ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM/AP), acerca de suposta autorização dada a parlamentares da Casa para que – a critério próprio – guardem ou não sigilo sobre eventuais gastos em suas respectivas verbas de gabinete.

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MEC corta 36,37% da verba do Colégio Pedro II, única escola federal de ensino básico, fundada em 1837

Com 14 campi nas cidades do Rio de Janeiro, Niteróri e Duque de Caxias, o Colégio Pedro II tem quase 13 mil alunos. Corte ultrapassa R$ 18,5 milhões e “terá implicações devastadoras”, segundo diretores

Na Fórum

Em nota pública divulgada nesta quinta-feira (2), diretores do Colégio Pedro II dizem que o corte de 36,37% do orçamento informado pelo Ministério da Educação inviabilizará todo planejamento da instituição, fundada em 1837 e até hoje o único estabelecimento de ensino básico federal no país.

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Paulo Pachá é professor de história medieval da Universidade Federal Fluminense. Arquivo pessoal

Deus vult: uma velha expressão na boca da extrema direita

Historiador Paulo Pachá explica conceitos ligados às Cruzadas da Idade Média que contagiaram bolsonaristas

Por Ethel Rudnitzki, Rafael Oliveira, na Pública

“Deus vult”, expressão do latim que em português significa “Deus quer”, vem estampando camisetas, textos, tatuagens e tweets da extrema direita mundial desde que Donald Trump resolveu se lançar candidato à presidência dos EUA, em 2016.

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‘Ciências humanas são tão importantes quanto exatas e biológicas’, diz professora de Harvard

Por Rafael Barifouse, da BBC News Brasil 

Sem os conhecimentos das ciências humanas “não é possível entender a sociedade”, diz a cientista política Danielle Allen, professora da Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

Em entrevista à BBC News Brasil, Allen disse ver como “um erro” o plano do governo brasileiro de reduzir investimentos em faculdades de ciências humanas – como filosofia e ciências sociais – e se concentrar, segundo um tuíte do presidente, Jair Bolsonaro, em “áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como veterinária, engenharia e medicina”.

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“Escolha das universidades não foi coincidência”, diz Debora Diniz sobre corte de verbas

Para antropóloga, universidades públicas são “espaços de forte crítica e análise da ineficiência da política bolsonarista”

Por Rodrigo Castro, na Época

Uma tentativa de mordaça. É dessa maneira que a antropóloga e professora licenciada da faculdade de Direito da UnB, Debora Diniz, vê o corte de recursos anunciado pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, às universidades que estejam promovendo “balbúrdia”. Três instituições já foram enquadradas nesses critérios e sofreram bloqueio de 30% no orçamento anual. De acordo com o ministro, UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal da Bahia (UFBA) apresentaram resultados aquém do esperado e têm permitido manifestações inadequadas em seus campus — embora não tenha detalhado quais. A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) também está sob avaliação.

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Método Paulo Freire é utilizado inclusive para integração de refugiados na Alemanha

Criticado pelo governo Bolsonaro, educador brasileiro é respeitado em universidades, dá nome a instituto e inspira projetos no país europeu, como um de ensino de idioma para imigrantes levando em conta a sua realidade.

Por Leila Endruweit, na DW

Alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro, dos filhos dele, de Olavo de Carvalho e do ministro da Educação, Abraham Weintraub, além de outros membros do governo, o educador brasileiro Paulo Freire ainda inspira pesquisadores europeus e tem seu legado preservado na Alemanha, 22 anos após a sua morte. 

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Ministério diz que trabalho sobre Perus continua: ‘Legado humanitário’

Representante do governo afirma que grupo de trabalho continua em atividade e que ações não serão interrompidas. Prefeitura paulistana e Unifesp também se manifestam

por Redação RBA

Depois da controvérsia sobre as atividades do Grupo de Trabalho Perus, que analisa ossadas encontradas em vala clandestina em 1990, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou nota na noite de ontem (22) para afirmar que o GTP “não foi encerrado” com a publicação, por Jair Bolsonaro, do Decreto 9.759, que extinguiu conselhos sociais. Segundo o ministério, o grupo foi formado em 2014 como resultado de uma ação civil pública que envolve União, o estado e o município de São Paulo.

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Nota de repúdio do Grupo Tortura Nunca Mais

NOTA DE REPÚDIO DO GTNM-RJ SOBRE O DECRETO DE BOLSONARO QUE EXTINGUE OS GRUPOS DE TRABALHO DE PERUS E DO ARAGUAIA

Rio de Janeiro, 22 de abril de 2019.

O Grupo Tortura Nunca Mais-RJ, repudia mais um ato do governo Bolsonaro. Por meio do Decreto 9759, assinado dia 11 de abril, – que extingue conselhos e órgãos colegiados ligados à administração federal -, Bolsonaro extinguiu os dois Grupos de Trabalho de identificação das Ossadas de Perus e do Grupo de Trabalho do Araguaia (GTA).

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A macabra sessão de cinema da Assembleia Legislativa de São Paulo

O principal objetivo da sessão era marcar um território, recolocar a Alesp – e o auditório Paulo Kobayashi – sob as asas da ditadura

Por Joana Monteleone, Opera Mundi

Quando morreu, o historiador francês Marc Bloch deixou inacabado o manuscrito Apologia da história ou O ofício do historiador, publicado em 1949 pelo amigo e também historiador Lucien Fevbre. Judeu, Bloch deixara a direção da mais importante revista de história da época, a Revue des Annales, para entrar na resistência ao nazismo. Foi pego, torturado e fuzilado por nazistas próximo à cidade de Lyon no dia 16 de junho de 1944, dias antes da libertação da França. No manuscrito inacabado, Bloch, incontestavelmente um dos maiores historiadores do nosso tempo, discorre sobre a importância da história para a humanidade. Ele conclama os historiadores a saírem dos gabinetes de pesquisa e colocarem as experiências teóricas na vida prática, da luta.

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