3º Congresso Internacional dos Povos Indígenas da América Latina (CIPIAL) 2019: inscrições de trabalho até 18/01/2019

Parentes, aliadas, aliados, pesquisadoras e pesquisadores,

Somos três indígenas acadêmicos e convidamos vocês para inscreverem os seus trabalhos no Simpósio Temático: “Trajetórias de acadêmicos indígenas: impactos presentes e perspectivas de futuro” (ST 58), que integra o 3º Congresso Internacional Povos Indígenas da América Latina (CIPIAL), que ocorrerá Brasília/DF entre 3 a 5 de julho de 2019.

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Associações divulgam Nota contra ameaça de censura a pesquisadores

ANPUH

Vimos com surpresa e indignação uma nota do jornalista Ascânio Seleme, publicada no Jornal O Globo de 06.01.2019, na qual se lê que está sendo estudada, no MEC, a adoção de uma política de atestados ideológicos para concessão de bolsas para doutorado no exterior. A intenção é negar bolsas e, até mesmo, cortar as existentes, de pesquisadores que possam ter pesquisas com um viés que não esteja de acordo com a política que se implantou no poder executivo neste momento.

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O silêncio, a contemplação e a poesia. Etty Hillesum e a mística em tempos complexos. Entrevista especial com Eduardo Losso

Por João Vitor Santos, no IHU

Em geral, quando se fala que Etty Hillesum esteve diante da face do mal por ter vivido a Shoá, a afirmação é aceita. Entretanto, quando se diz que esse mal que nutriu uma guerra é composto de sentimentos presentes ainda hoje, um estranhamento pode se estabelecer. “Se não estamos pensando radicalmente o nosso mal, é porque ele está vencendo. Bem, diante dos fatos recentes, isso é uma evidência”, aponta o professor Eduardo Losso, que quer chamar atenção justamente para esse ponto. Afinal, a maldade da Shoá não surge do nada, mas de sentimentos bem humanos que se convertem em ações perversas. “Hoje, contudo, temos bons motivos para dizer que o abismo de nosso niilismo é bem mais grave que o de nossos antecessores modernos, mas não vejo ninguém encarando o assombroso alcance dele, isto é, o nosso mal”, observa. “Isso significa que, por mais que tenhamos lido Nietzsche, Kierkegaard, Benjamin, Adorno, Cruz e SousaAugusto do Anjos, Machado de Assis, Drummond, não estamos à altura dos abismos de nosso tempo como eles, no seu tempo, estiveram, talvez precisamente porque o nosso é bem maior”, completa.

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Após 50 anos do AI-5, ‘toda a nação está sob ameaça’

A Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, em São Paulo, recebeu personalidades históricas em ato que rememorou a ditadura e alertou sobre a ameaça de novos tempos sombrios

por Gabriel Valery, da RBA

Há 50 anos, o regime ditatorial civil-militar, que alcançara o poder por meio de um golpe quatro anos antes, em 1964, dava seu passo mais sombrio com o Ato Institucional Número Cinco, o AI-5. Naquele 13 de dezembro, a força da ditadura fechou o Congresso, cassou parlamentares, demitiu funcionários públicos, suspendeu habeas corpus e quaisquer garantias constitucionais. O resultado foi a institucionalização da tortura e da censura no país.

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Cinquenta anos depois do AI-5, autoritarismo continua no DNA do brasileiro. Entrevista especial com Jair Krischke

por Patricia Facchin, em IHU On-Line

“Eu tomei uma decisão nesse momento: todas as manhãs quando despertava, prometia a mim mesmo ‘hoje não vou ficar paranoico’. Isso valia por 24 horas”, relembra Jair Krischke, ao contar sua rotina no então  Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul depois da instituição do Ato Institucional Número Cinco – AI-5 em 13 de dezembro de 1968. À época, Krischke atuava auxiliando perseguidos pelo regime a saírem do país, atividade que se intensificou durante a década de vigência do AI-5. “Tivemos que tirar muitas pessoas do país, porque a  perseguição começou a se dar de uma forma indiscriminada: se suspeitassem que alguém tivesse feito isso ou aquilo, já era razão suficiente para a perseguição. O AI-5 estabeleceu uma possibilidade de prisão sem fundamentação jurídica, sem direito a acesso a advogado ou aos familiares. Para temas de ‘crimes políticos’ não havia possibilidade de habeas corpus, que também foi suspenso com o AI-5”, relata na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line.

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O Doi-Codi do século XXI

Para o Brasil branco, masculino e heteronormativo, as violências do Estado apareceram como erros ou falhas do sistema, corrigíveis se caminhássemos com parcimônia

por Edson Teles, no blog da Boitempo

Em 13 de dezembro de 1968 foi imposto ao país o Ato Institucional número 5 (AI-5). Momento que marcou o endurecimento da ditadura inaugurada com o golpe militar de 1964. As medidas autoritárias adotadas até então não estavam mais sendo suficientes. Impunha-se nos primeiros anos de regime militar a disseminação da prisão e da tortura (calcula-se que somente nos primeiros meses após o Golpe mais de 20 mil pessoas tenham sido torturadas), o fechamento do Congresso, o cancelamento de eleições, a cassação de opositores das mais variadas forças políticas.

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50 anos do AI-5: Negar ditadura é ignorância histórica, diz pesquisador

Decretado no dia 13 de dezembro de 1968, o Ato Institucional número 5 (AI-5) ficou marcado na história como o nível mais extremo a que chegou o autoritarismo no Brasil e foi o ponto de partida para institucionalizar a repressão política durante a ditadura militar, afirma o historiador Carlos Fico

por Júlia Dias Carneiro, na BBC Brasil

Assinado há 50 anos pelo general Artur da Costa e Silva, o AI-5 autorizou uma série de medidas de exceção, autorizando o presidente a fechar o Congresso Nacional, cassar mandatos parlamentares, intervir em Estados e municípios, suspender os direitos políticos de qualquer cidadão por até dez anos e suspender a garantia do habeas corpus.

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Eles prometeram “preservar a democracia”*

Antecedentes do 13 de Dezembro indicam: para generais e mídia, não havia perigo de golpe dentro do golpe. Que isso ensina sobre Bolsonaro

Por Mário Magalhães, no The Intercept Brasil/Outras Palavras

Era muita perversidade informar ou insinuar no começo de dezembro de 1968 que o presidente Arthur da Costa e Silva se preparava para editar um quinto ato institucional. É o que dizia o ditador. Ele se queixava de notícias “infundadas e até maldosas”, publicou a Folha de S. Paulo. Os quatro primeiros atos, baixados pela ditadura, espingardearam a Constituição de 1946. A Carta sucessora, talhada pelo regime inaugurado com a deposição de João Goulart, vigorava desde 15 de março de 1967, data da posse do marechal entronizado sem voto popular.

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AI-5: o braço estendido da transição inconclusa

A reorganização dos postulados políticos e ideológicos do AI-5, numa nova perspectiva de ditadura dentro da ordem capitalista, está em germinação com a eleição do miliciano Jair Bolsonaro e sua plataforma/ organograma de um Estado de exceção

por Milton Pinheiro, no blog da Boitempo

“Quem desconhece o passado condena-se a repeti-lo”
Johann Wolfgang von Goethe

Introdução

Este artigo tem como eixo central de análise o AI-5 como instrumento político e ideológico que conseguiu aprofundar e aperfeiçoar uma “cultura política”, no sentido gramsciano que é dado ao conceito, de caráter conservador e centrada no senso comum, que permaneceu viva na ação política de amplos segmentos da classe dominante, permeando, inclusive, segmentos e extratos populares. Essa razão prática encontrou ampla divulgação na mídia oficial e agigantou-se nas redes de contágio, impedindo que o conjunto dos subalternos conseguisse desvelar que o arcabouço do AI-5 continuava presente na lógica social e na forma política encontrada pelo pacto prussiano (Nova República).

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Polêmica na Noruega pela exclusão do Holocausto do currículo escolar

Projeto elaborado por governo conservador gera críticas por ignorar capítulo central da história do país

Por Kristin Suleng, El País Brasil

Renovar o currículo escolar na Noruega se transformou em objeto de polêmica. Semana passada, o jornal de esquerda Klassekampen informou sobre a exclusão do Holocausto e da Segunda Guerra Mundial do projeto elaborado pelo Governo conservador de Erna Solberg para reformar a educação dos ensinos fundamental e médio. O “Fagnynyelsen”, projeto que pretende inovar a educação dos jovens noruegueses em 2019, concentra-se em conteúdos que sejam “relevantes para o futuro”, afirmam seus responsáveis. (mais…)

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