Direitos em cena – Mário Wallace Simonsen: A vítima menosprezada

Documentário resgata a trajetória do empresário que foi perseguido pela ditadura militar

Um gestor dinâmico, definido por seus contemporâneos como um capitalista que amava o Brasil. Um empreendedor que trafegou em diferentes setores: aviação, bancos, café, jornalismo, supermercados e até televisão. Ele comandava um conglomerado de mais de trinta empresas. Fora do campo profissional, esse senhor era um autêntico galã: cabelos impecavelmente engomados, alto e olhos azuis. Mesmo assim, ele combinava um estilo reservado e afável com todos. (mais…)

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O major Curió e o caráter perverso da ditadura militar. Por Jacques Távora Alfonsin

É costume consagrado e respeitoso o de nada se dizer do mal que pessoas já falecidas praticaram, já que elas não podem mais se defender. No caso do major Curió, porém, falecido no dia 17 deste agosto, é lícito abrir-se uma exceção, por três razões principais: a primeira, pela simples e necessária fidelidade devida à história do Brasil, que as Comissões da verdade revelaram sobre o que ele fez de muito ruim, colocando os seus serviços a toda a sorte de atrocidades que as Forças Armadas do país praticaram desde o golpe de Estado de 1964,  por elas executado; a segunda, pelo exemplo a ser seguido por qualquer brasileira ou brasileiro, pelo brio, a coragem, a determinação das vítimas que resistiram, algumas até ao sacrifício da própria vida, ao poder da atuação violenta e repressora que esse cidadão colocou em prática contra os seus próprios conterrâneos; a terceira, pela extraordinária urgência com que, nos dias de hoje, a democracia, o Estado de direito e a cidadania estão correndo o risco de serem outra vez sacrificadas  pelo ressurgimento da mesma inspiração “bélica”, armada, odienta, que motivou o golpe anterior, dividindo o povo, mesmo a custa das mesmas mentiras. O major Curió encarnou essa inspiração, do tipo que monopoliza o que entende por bem, para poder demonizar quem quer que ouse contrariá-la, como o mal. (mais…)

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Projeto quer escavar e esquadrinhar em SP um dos piores centros de tortura da ditadura

Pela primeira vez no país, um projeto arqueológico, histórico e forense pretende devassar o terreno e as edificações da antiga sede do DOI-Codi paulista em busca de respostas

Por Rubens Valente, Agência Pública

Pelas suas masmorras passaram pelo menos 6.700 presos políticos apenas de 1969 a 1975, dos quais um incontável número foi torturado e de 52 a 70 foram assassinados, segundo números coletados pela historiadora Deborah Neves. Pela primeira vez no país, um projeto arqueológico, histórico e forense pretende devassar o terreno e as edificações da antiga sede de um DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna), um violento e temido braço da repressão política durante a ditadura militar (1964-1985).

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Crimes da ditadura: MPF denuncia ex-oficial do Exército Brasileiro por sequestro e morte de estudante e militante do PCB durante o Regime Militar

Ismael Silva de Jesus permaneceu em cárcere privado por cerca de trinta dias no então 10° Batalhão de Caçadores de Goiânia, atual 42º BIMTZ, onde foi torturado e, por fim, executado

Ministério Público Federal em Goiás

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-oficial do Exército Brasileiro Rubens Robine Bizerril pelo sequestro e homicídio do então estudante e militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) Ismael Silva de Jesus. Os crimes ocorreram entre 12 de julho e 9 de agosto de 1972, em Goiânia/GO.

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Não há viabilidade jurídica para extinção da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, afirma PFDC

Ofícios foram encaminhados à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e ao presidente da comissão

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC)

Nenhuma razão existe para cogitar a extinção da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (CEMDP/MMFDH). Esse é o posicionamento da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), que sustenta a inviabilidade jurídica acerca da anunciada extinção da comissão. Nesta quarta-feira (15), os fundamentos desse entendimento foram comunicados pelo procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, à ministra do MMFDH, Cristiane Britto, e ao presidente da CEMDP, Marco Carvalho.

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MPF vai apurar colaboração de siderúrgicas mineiras com a repressão política durante ditadura militar

Foram instaurados dois inquéritos civis para investigar responsabilidades da Belgo Mineira e da Mannesmann com relação a violações de direitos humanos ocorridas naquele período

Ministério Público Federal em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou dois inquéritos civis para apurar eventual responsabilidade das Companhias Siderúrgicas Belgo Mineira e Mannesmann às violações de direitos humanos ocorridas no período da ditadura militar, por meio de colaboração com os órgãos de repressão estatais.

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