Jornal Opinião: oposição à ditadura dentro da legalidade

Semanário fundado em 1972 funcionava dentro da legalidade e contava com colaboração de intelectuais brasileiros; censura rigorosa foi um dos motivos para o fim da publicação

por Lucas Estanislau, em Opera Mundi

A brutalidade com que a ditadura civil-militar brasileira perseguiu movimentos populares e partidos políticos de oposição ao regime obrigou organizações legais a migrar para a clandestinidade, onde, aos poucos, seus membros foram presos, mortos, exilados e desmobilizados. Em meados dos anos 1970, os focos da luta armada haviam sido derrotados pelas forças de repressão e as poucas frentes de resistência à ditadura não possuíam o vigor necessário para enfrentá-la. Nesse contexto, surgia um jornal de oposição, dentro da legalidade, com firma aberta, funcionários registrados em carteira e sucesso editorial enquanto durou: o Opinião. (mais…)

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Comissão da Verdade no Pará retoma trabalhos para conclusão do relatório final

A próxima etapa será a identificação das vítimas, que sofreram perseguição e tortura durante a regime militar no estado

Lilian Campelo, Brasil de Fato

As lembranças são as únicas provas que camponeses e indígenas têm das torturas sofridas durante o período da guerrilha do Araguaia, exterminada durante o governo da ditadura militar no Brasil. Os depoimentos estão registrados em gravações e agora a Comissão Estadual da Verdade do Pará retoma o trabalho para elaboração do relatório final. (mais…)

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Ossada de desaparecido político da ditadura é identificada quase 50 anos após morte

Yahoo Notícias

As ossadas do paulista Dimas Antônio Casemiro, torturado e morto pela ditadura em 1971, foram identificadas neste mês, quase 50 anos depois.

Em setembro de 1990, foi descoberta a vala clandestina de Perus, no cemitério Dom Bosco, na zona Norte de São Paulo. Lá, Dimas havia sido enterrado como indigente. As ossadas foram enviadas para um laboratório na Bósnia em setembro do ano passado. (mais…)

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MPF/RJ denuncia médico da ditadura por participação em tortura

Essa é a 31ª ação penal ajuizada pelo MPF em face de agentes da ditadura militar envolvidos em crimes contra a humanidade

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) denunciou o general reformado Ricardo Agnese Fayad como partícipe das torturas aplicadas contra o dissidente político Espedito de Freitas, praticadas no Destacamento de Operações de Informações (DOI) do I Exército, entre os dias 10 e 22 de novembro de 1970. (mais…)

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Crimes da ditadura: MPF denuncia legistas por falsificação de laudos e ocultação de cadáveres

Para MPF, crimes dos legistas contribuíram para a impunidade dos autores dos homicídios e não prescreveram por serem crimes contra a humanidade

Procuradoria da República no Estado de S. Paulo

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou os ex-legistas Abeylard de Queiroz Orsini e Antonio Valentini por terem falsificado laudos sobre os assassinatos de Alex de Paula Xavier Pereira e Gelson Reicher. As falsificações contribuíram para a ocultação dos cadáveres e para a impunidade dos autores das mortes das vítimas, que militavam na ALN (Ação Libertadora Nacional), movimento armado que lutava contra a ditadura militar.  (mais…)

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‘Desigualdade existe porque o capital é a prioridade, não os direitos humanos’

Vinte e cinco anos após a descoberta dos Arquivos do Terror, que denunciaram a existência da Operação Condor, o advogado paraguaio Martin Almada diz que seus princípios da ação continuam vigentes

por Sarah Fernandes, para a RBA

São Paulo – Em 22 de dezembro de 1992, há exatos 25 anos, ocorria um fato que mudaria para sempre a história política da América Latina: o advogado paraguaio Martín Almada, acompanhado pelo juiz José Agustín Fernández, encontrava quatro toneladas de documentos sobre atividades da polícia secreta paraguaia na ditadura de Alfredo Stroessner, que governou o país por 35 anos (de 1954 a 1989). Os papéis ficaram conhecidos como Arquivos do Terror e denunciaram ao mundo à existência da Operação Condor, uma aliança política entre os vários governos militares da América Latina, com respaldo da CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos), para coordenar a repressão a opositores e eliminar seus líderes. (mais…)

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Ditadura Militar: atualize as histórias que te contaram na escola

Indígenas, crianças e até mesmo o ex-presidente JK estiveram sob perseguição do regime militar

Rafaella Dotta, Brasil de Fato

Acaba de ser lançado um relatório de quase 2 mil páginas com informações novas sobre como a ditadura militar agiu em Minas Gerais. O documento é resultado de quatro anos de pesquisas e entrevistas realizadas pela Comissão da Verdade de Minas Gerais (Covemg), com o objetivo de recuperar fatos que aconteceram entre os anos de 1946 a 1988. (mais…)

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Há 49 anos, ditadura decretava o AI-5 inaugurando o terror como política

Transformação de adversários políticos em inimigos a serem eliminados é uma das heranças nefastas desse período que ainda permanecem, por exemplo, na atuação das polícias que reprimem negros, pobres e favelados

por Redação RBA

Há 49 anos, no dia 13 de dezembro de 1968, a ditadura civil-militar, iniciada com o golpe de 1964, fazia baixar por decreto o Ato Institucional nº 5 (AI-5), inaugurando um dos períodos mais cruéis da história brasileira, com o recrudescimento da censura, cassação de direitos políticos, perseguição, tortura e mortes. Tratava-se do “golpe dentro do golpe” dado pelos setores linha-dura das Forças Armadas, que pregavam a eliminação dos adversários políticos, tratados a partir de então como inimigos.  (mais…)

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Minas Gerais teve 1.531 presos políticos durante ditadura militar

Relatos revivem crueldade da tortura e sequelas deixadas nas vítimas do regime

Bernardo Miranda e Fransciny Alves – O Tempo

De Minas Gerais partiram as primeiras tropas militares para o golpe de 1964. Se o Estado foi protagonista na derrubada de João Goulart, também teve um importante papel na resistência à ditadura e, consequentemente, nos atos de repressão. O relatório final da Comissão da Verdade em Minas Gerais (Covemg), que vai ser lançado nesta quarta-feira (13), somente em seu primeiro volume, detalha mortes e desaparecimentos forçados de 17 militantes no Estado e o assassinato e “sumiço” de 49 mineiros pelo país, além de identificar 1.531 presos políticos em Minas. (mais…)

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