Ditadura: acordo com a Volks ‘vira uma página em momento trágico do país’, diz ex-metalúrgico

Em acordo firmado com Ministério Público, montadora pagará R$ 36,3 milhões, sendo R$ 16,8 milhões para ex-funcionários perseguidos. Outras empresas podem ser investigadas

Por Vitor Nuzzi, da RBA

São Paulo – Ao meio-dia desta quinta-feira (24), ex-trabalhadores da Volkswagen e viúvas de ex-funcionários vão se reunir na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, para decidir os próximos passos após anúncio de acordo entre a montadora e o Ministério Público, sobre reconhecimento de ações de apoio da Volks à ditadura. Com isso, encerram-se três inquéritos civis abertos em setembro de 2015. O processo se originou a partir de pedido feito por várias entidades, como centrais sindicais e o IIEP (Intercâmbio, Informações, Estudos e Pesquisas), além da advogada Rosa Cardoso, que na Comissão Nacional da Verdade integrava o grupo de trabalho que investigava a relação entre empresas e ditadura.

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Fórum Fiocruz de Memória lembra os 50 anos do Massacre de Manguinhos

Jacqueline Boechat, COC/Fiocruz

Há 50 anos, em 1970, sob a vigência do Ato Institucional nº 5, dez pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz – embrião da Fiocruz – foram cassados pela ditadura civil-militar brasileira (1964-1985) em um dos períodos mais sombrios que a instituição atravessou. O episódio ficou conhecido como Massacre de Manguinhos, título que o pesquisador Herman Lent – um dos cassados – deu ao livro publicado em 1978, no qual narra e analisa os fatos relacionados à cassação. 

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MPF move ação para que estado de Rondônia mude nomes de escolas que homenageiam ex-presidentes da ditadura

Homenageados são apontados no relatório final da Comissão Nacional da Verdade como responsáveis por graves violações de direitos humanos

Ministério Público Federal em Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com ação civil pública para que o estado de Rondônia modifique os nomes das escolas estaduais Marechal Castelo Branco, em Porto Velho; Artur da Costa e Silva, em Alto Alegre dos Parecis; e Emílio Garrastazu Médici, em Presidente Médici. A ação veio após o não acatamento de recomendação expedida pelo MPF que solicitava as mesmas mudanças.

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Mais de mil ossadas de vala aberta na ditadura ainda aguardam identificação

A clandestina Vala de Perus, revelada em São Paulo há 30 anos, armazenou vítimas ocultadas pelo regime militar. Coordenador do trabalho de identificação dos restos mortais vê risco de interrupção sob Bolsonaro.

 Nádia Pontes, na Deutsche Welle

Depois de 34 anos de busca, Gilberto Molina pôde enterrar o irmão mais novo, Flávio Molina, no jazigo da família no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. Morto em São Paulo às vésperas do aniversário de 24 anos, o então estudante foi preso e torturado em 1971, nas dependências do temido órgão de repressão política da ditadura militar, conhecido como Destacamento de Operações e Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi).

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Bibliotecas da Fiocruz ampliam acesso à informação na pandemia

Vitor Fraga, Icict/Fiocruz

A corrida científica em torno do novo coronavírus não envolve apenas médicos, biólogos, epidemiologistas e demais pesquisadores da área biomédica. Para que a ciência avance em suas descobertas, é fundamental o trabalho de quem atua para garantir acesso ao conhecimento científico, como bibliotecários e profissionais da informação. É o caso das equipes que atuam na Rede de Bibliotecas Fiocruz. Com o isolamento social imposto pela pandemia, criaram formas para garantir que o atendimento (ainda que remoto e virtual) aos usuários não fosse interrompido. Mas não só isso. Também desenvolveram novas estratégias para ampliar o acesso à informação e à produção científica. Um rol de serviços e produtos, como a Plataforma Integrada Covid-19, que reúne, em acesso aberto, cerca de 100 mil títulos de todo o mundo sobre a doença. O Catálogo Mourisco, em que os usuários podem ter acesso a mais de 30 mil itens do acervo da Fiocruz. E o Boletim BiblioCovid, que elenca artigos mais buscados sobre temas relacionados ao Sars-Cov-2. Além disso, a Rede de Bibliotecas tem estruturado protocolos e medidas que devem ser tomadas quando o atendimento presencial puder ser retomado, produzindo para isso o Plano de Convivência com a Covid-19, cujos focos principais são a segurança dos trabalhadores das bibliotecas, dos usuários e dos acervos. Tem incrementado sua participação em redes de excelência, como a plataforma Virus Outbreak Data Network (Vodan). E promovido eventos e treinamentos online.

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Conteúdos sobre o golpe de 64 e o jornalista Vladimir Herzog “somem” de site da EBC

Mesmo outros sites que já republicaram reportagens e deram os créditos à EBC estão com os links “quebrados”

Redação Brasil de Fato

Conteúdos sobre o período da ditadura militar, como um especial sobre os 50 anos do golpe de 1964, publicado em 2014, assim como uma reportagem sobre a vida do jornalista Vladimir Herzog, assassinado pelos militares em 1975, foram retirados do site da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 

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Ditadura investigou até poemas escritos por Dom Pedro Casaldáliga

Documentos do SNI mostram como o bispo de São Félix do Araguaia (MT), falecido no dia 08, teve versos utilizados como prova durante processo movido em 1973 pelos militares; governo Sarney tentou derrubar indicação do religioso para prêmio literário na Espanha

Por Lázaro Thor Borges, em De Olho nos Ruralistas

“Escuto, no rádio, como te canta/ A juventude rebelde/ Enquanto o Araguaia passa aos meus pés, como uma artéria viva,/iluminado pela lua quase cheia.”

Estes são alguns versos escritos pelo bispo de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga, que foram considerados “subversivos” pela ditadura militar brasileira, de acordo com relatório elaborado por militares em novembro de 1973. A menção ao bispo, conhecido pela sua luta ao lado de camponeses que resistiam aos grandes latifúndios patrocinados pela ditadura, é uma das mais de mil citações a Casaldáliga em relatórios do Serviço Nacional de Informações (SNI), abertos para consulta em 2005, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

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MPF denuncia torturadores da “Casa da Morte” da ditadura militar

Os ex-agentes militares respondem pelo sequestro, tortura e desaparecimento do advogado Paulo de Tarso

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ação penal contra Rubens Gomes Carneiro (Laecato ou Boamorte), Ubirajara Ribeiro de Souza (Zé Gomes ou Zezão) e Antonio Waneir Pinheiro Lima (Camarão) pelo sequestro e tortura do advogado e militante político Paulo de Tarso Celestino da Silva, preso no final de julho de 1971, torturado na “Casa da Morte” em Petrópolis (RJ) e desaparecido até a presente data.

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Os Subterrâneos da Psiquiatria em Sergipe

por Antonio Samarone, em seu Blog

Em meados da década de 1970, a Atalaia Nova, na Barra dos Coqueiros, era uma Arembepe de Província, frequentada por hippies, comunistas, artistas, bichos grilos, maconheiros e desocupados. Era a nossa Praia. Sem contar que o aluguel era barato.

Circulava entre os moradores uma lenda, de que antes do golpe de 1964, morou na Ilha, num barraco isolado, um mulher desconhecida, altiva, bem falante, feminista, poeta, jornalista e escritora. Era vista diariamente na tó-tó-tó, indo e vindo de Aracaju. Se falava que era até comunista.

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