Os Subterrâneos da Psiquiatria em Sergipe

por Antonio Samarone, em seu Blog

Em meados da década de 1970, a Atalaia Nova, na Barra dos Coqueiros, era uma Arembepe de Província, frequentada por hippies, comunistas, artistas, bichos grilos, maconheiros e desocupados. Era a nossa Praia. Sem contar que o aluguel era barato.

Circulava entre os moradores uma lenda, de que antes do golpe de 1964, morou na Ilha, num barraco isolado, um mulher desconhecida, altiva, bem falante, feminista, poeta, jornalista e escritora. Era vista diariamente na tó-tó-tó, indo e vindo de Aracaju. Se falava que era até comunista.

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Juiz rejeita denúncia contra seis por morte de Herzog nos porões da ditadura

Paulo Roberto Netto, no UOL

O juiz federal Alessandro Diaferia, da 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo, rejeitou denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra seis pessoas acusadas de participar da morte e falsificação de laudo médico do jornalista Vladimir Herzog. O caso ocorreu em 1975 na sede Doi-Codi em São Paulo durante a ditadura militar.

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Instituto Vladimir Herzog repudia manifestações do governo sobre golpe de 1964

Da Redação Sul21

O Instituto Vladimir Herzog divulgou nota, nesta terça-feira (31), repudiando as manifestações de integrantes do governo Bolsonaro em relação ao golpe militar de 1964, que hoje completa 56 anos. Em ordem do dia publicada neste 31 de março, o ministro da Defesa do Governo Federal, general do Exército Fernando Azevedo e Silva, classificou o golpe como um “marco para a democracia”. Além disso, o vice-presidente da República, o general de reserva do Exército Hamilton Mourão, publicou um post em sua conta no Twitter defendendo o golpe e dizendo que a ditadura militar promoveu “reformas que desenvolveram o Brasil”.

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MPF denuncia seis ex-agentes da ditadura pelo assassinato de Vladimir Herzog

Jornalista foi torturado e morto em outubro de 1975; Brasil já foi alvo de condenação internacional devido à impunidade dos envolvidos

Procuradoria da República no Estado de São Paulo

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou seis ex-agentes da ditadura militar por envolvimento no assassinato do jornalista Vladimir Herzog, em outubro de 1975. Herzog morreu após apresentar-se para depoimento no Destacamento de Operações e Informações (DOI-Codi), em São Paulo, onde foi preso e torturado. O crime é imprescritível e impassível de anistia, uma vez que foi cometido em um contexto de ataque sistemático e generalizado do Estado brasileiro contra a população civil.

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MPF move ação para assegurar processo de tombamento do prédio do antigo DOI-Codi

Exército Brasileiro impede o Iphan de ter acesso às dependências do prédio histórico, bem como às plantas do imóvel

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) propôs ação civil pública para que seja determinado ao Exército Brasileiro assegurar, ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o acesso às dependências do prédio onde, durante a ditadura militar, funcionou o Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). O MPF também pede que sejam disponibilizadas as plantas do imóvel e documentos requisitados pelo Iphan.

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Justiça nega recurso de médico que teve licença cassada por falsificar laudos na ditadura

MPF defende que não houve prescrição no processo administrativo que culminou com a cassação do registro de Abeylard Orsini

Procuradoria Regional da República da 3ª Região

O Tribunal Regional Federal (TRF3) negou recurso de Abeylard Orsini para reverter a decisão do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) que cassou seu registro profissional. Orsini foi denunciado pelo Grupo Tortura Nunca Mais – RJ como um dos médicos legistas que durante o regime militar falsificou laudos de necropsia de presos políticos.

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No mundo do Balão Mágico: discípulo de Olavo de Carvalho que vai decidir o conteúdo dos livros didáticos para crianças de 6 e 7 anos

por Rafael Moro Martins, Rafael Neves, Beatriz Amaro, no The Intercept Brasil

UM DISCÍPULO DE OLAVO DE CARVALHO que afirma ter desenvolvido seu próprio método para alfabetizar crianças será o responsável por definir qual o conteúdo dos novos livros didáticos do primeiro e segundo anos do ensino fundamental a partir de 2021.

Trata-se de Carlos Nadalim, um bacharel em direito e mestre em educação que jamais assinou publicações científicas sobre alfabetização, mas tornou-se ícone conservador por manter um blog em que dá orientações a quem prefere educar os filhos em casa e longe da escola – uma obsessão de radicais cristãos.

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À ONU, Brasil esconde ditadura e fala em anistiar crimes de desaparecimento

Jamil Chade, UOL

Um documento elaborado pelo governo de Jair Bolsonaro sobre desaparecimentos forçados no Brasil omite a existência da ditadura militar no país entre 1964 e 1985. O informe entregue pelo Itamaraty em junho de 2019 e tornado público agora trata da situação do crime de desaparecimento no país, uma obrigação que o governo tem diante da ONU por ser parte de tratados internacionais. No texto, o governo ainda deixa claro que defende que qualquer tipificação do crime no Brasil seja limitada pela Lei da Anistia.

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FT Araguaia: MPF denuncia militares por mais três homicídios e ocultações de cadáveres na repressão à Guerrilha do Araguaia

Foram três novas denúncias apresentadas, o que eleva para nove o número de denúncias oferecidas pelo MPF sobre crimes praticados à época no Araguaia

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu à Justiça, nesta semana, mais três denúncias por assassinatos cometidos por militares na repressão à Guerrilha do Araguaia, durante a ditadura. O coronel da reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, conhecido como major Curió, e outros seis militares são acusados pelo homicídio qualificado e ocultação de cadáveres dos opositores do regime militar Lúcia Maria de Souza, Dinaelza Soares Santana Coqueiro e Osvaldo Orlando da Costa.

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Quem deu a ordem de censurar sites?

Newsletter por Tatiana Dias e Nathália Braga, do The Intercept Brasil

Você provavelmente ainda não se deu conta disso, mas a gente vai te falar: a sua provedora de internet – aquela para a qual você paga seus boletos todo mês – está controlando que tipo de sites você vai ou não ver. E não estamos falando de sites com conteúdo flagrantemente criminoso ou ilegal. Estamos falando de sites com informações públicas sobre direitos reprodutivos e sobre como fazer um aborto seguro. Ao sonegarem esse tipo de informação, as empresas contribuem para a estatística: em 2016, foi registrada uma morte a cada duas tentativas de aborto.

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