“Direito dos homens”, a nova face da misoginia

Despontam grupos antifeministas escondidos sob a fachada do vitimismo. A estratégia: usar dados reais sobre o sofrimento masculino para manipular discursos. Um possível antídoto: criar espaços de diálogo para além de polarizações forjadas

Por Nuria Alabao, no CTXT | Tradução: Lucas Scatolini, em Outras Palavras

As categorias se amalgamam na manosfera – aquele lugar da internet onde o antifeminismo se expressa e se compõe politicamente –, muitas vezes borrando os contornos das distintas subculturas. O Movimento pelos Direitos dos Homens – “Men’s Rights Activism” –, de origem anglo-saxã, surge como reação às propostas do feminismo dos anos sessenta e setenta do século XX, justamente quando se gestou boa parte dos argumentos sobre gênero que hoje estão em operação nas direitas radicais. (mais…)

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Charlie Kirk: após atentado, bolsonaristas nos EUA pedem punição para perfis de esquerda

Influenciadores, advogados e consultores de imigração pedem fim de visto para quem comemora morte de ativista

Por Ethel Rudnitzki | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

“Denunciei. Viralizou. E eu não vou parar. Você que é de direita, está na hora de rever quem os atende como profissional, seja médicos, manicure, veterinários, porteiro, engenheiro, psiquiatra, psicólogo, não importa. A esquerda é assassina.” (mais…)

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Butler vê-se presa na rede kafkiana de Trump

“Serei vigiada? Minhas viagens serão restritas?”, questiona filósofa, que está em lista enviada ao governo dos EUA, com suspeitos de “antissemitismo”. Em resposta, ela compara as perseguições da Casa Branca às sofridas por K, em O Processo

As perseguições políticas que agora marcam o cenário norte-americano, e que se intensificam a cada dia sob Trump, acabam de fazer uma vítima ilustre. Em 7 de setembro, a filósofa Judith Butlher, professora da Universidade de Berkeley, foi incluída numa lista de 160 professores e estudantes da instituição acusados de antissemitismo. (mais…)

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Brasil, Europa, China. Por José Luís Fiori

Enquanto a Europa aceitava sua vassalagem, o Brasil resistia e a China anunciava uma nova ordem. O eixo do poder global desloca-se definitivamente, enterrando a era da hegemonia unilateral

Em A Terra é Redonda

1.

Depois da retirada de Donald Trump da 51ª. Cúpula do G7, em Kananaskis, no Canadá, e da aceitação europeia das exigências americanas na 38ª. Cúpula da OTAN, realizada na cidade Haia, na Holanda, o presidente norte-americano submeteu a Europa a mais um espetáculo vexaminoso no seu resort de Turnberry, na Escócia. (mais…)

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UPAL: “Israel não está lutando contra o Hamas. Está aniquilando uma população inteira com o apoio dos EUA e a cumplicidade covarde do mundo”

Editorial da União Palestina da América Latina

250.000 pessoas expulsas de suas casas em Gaza. 1.500 prédios residenciais arrasados ​​em um mês. Um quarto da população exterminada.

O que está acontecendo em Gaza transcende a ideia de uma operação militar dirigida exclusivamente contra um grupo armado. Não estamos falando de um confronto entre exércitos com regras — estamos falando da destruição deliberada de uma população civil, do apagamento sistemático de bairros, hospitais, escolas, vidas — enquanto poderes e governos fazem vista grossa ou fornecem o apoio necessário para que essa destruição continue. (mais…)

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Israel: a hora dos sádicos. Por Antonio Martins

Isolada e odiada em todo o mundo, Tel Aviv tenta nova fuga para frente e inicia invasão brutal de Gaza. Só Trump a apoia. Cresce o clamor por sanções internacionais. Mas os palestinos vivem seu martírio, enquanto o mundo hesita

Em Outras Palavras

Fatima e Omar

As primeiras colunas de blindados já haviam penetrado na Cidade de Gaza, nesta terça-feira (16/9), e Fatima al-Zahra Sahweil não tinha como tomar uma decisão. Os comunicados dos ocupantes exigiram que esta jornalista de 40 anos rumasse, com mais 1 milhão de pessoas, para o sul do território — mas a estrada precária que beira o mar estava bloqueada pela multidão em fuga. Além disso, como 90% dos habitantes do enclave, ela foi obrigada a se deslocar várias vezes desde que Israel lançou a guerra, e estas mudanças a deixaram, junto com seus quatro filhos, sem nada além das próprias roupas. A sorte as livrou, até agora, de estar entre 65 mil mortos e 165 mil feridos (muitos amputados), vítimas de Israel. Porém, “não tenho uma tenda para nos abrigar, e já não posso comprá-la. Não teria como levar o que ainda nos resta. Além disso, será muito penoso procurar água e faltam espaços. Se sair, irei rumo ao desconhecido”, disse ao Guardian. (mais…)

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Como a ONU poderia agir hoje para impedir o genocídio na Palestina

Um mecanismo pouco utilizado da ONU, imune ao veto dos EUA, poderá trazer proteção militar ao povo palestino – se assim o exigirmos

Por Craig Mokhiber, em Fórum 21

Após vinte e dois meses de carnificina sem precedentes, três coisas estão claras: (1) o regime israelense não acabará com o genocídio na Palestina por sua própria vontade, (2) o governo dos EUA, principal colaborador de Israel, bem como a maioria dos israelenses, e os representantes e lobbies do regime no Ocidente, estão totalmente comprometidos com esse genocídio e a destruição e apagamento de todos os remanescentes da Palestina, do rio ao mar, e (3) outros governos ocidentais, como o Reino Unido e a Alemanha, bem como demasiados estados árabes cúmplices na região, estão totalmente dedicados à causa da violência israelense – impunidade. (mais…)

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