Como na versão odisseica de Homero, a versão do massacre israelense aos palestinos tem, na confusão conceitual do sionismo e do semitismo propagado pela extrema-direita global, o estratagema que mina por dentro o debate sobre o genocídio
Para o sionismo cristão, “Israel não é apenas um Estado, mas um sinal profético da iminência do fim dos tempos”, assim define o jornalista Sergio Schargel. Essa ideologia faz com que a direita e a extrema-direita confundam antissionismo e antissemitismo, conforme explica o historiador Adriano de Freixo. “‘Antissionismo’ é a oposição à ideologia supremacista e colonialista. A questão é que a direita sionista deliberadamente estabelece a confusão entre antissionismo e antissemitismo, classificando qualquer crítica às posturas e atos de Israel, principalmente em relação às populações palestinas, como antissemitas, quando na verdade elas, via de regra, são simplesmente antissionistas”, pontua. (mais…)
