O fogo e o Brasil. Há um futuro nisso? Por Marcos Woortmann

O agronegócio monocultor de exportação condena o presente e o futuro com fogo, fumaça, seca, calor e agrotóxicos

No Le Monde Diplomatique Brasil

No auge da maior seca em 75 anos, o Brasil se tornou o maior emissor mundial de gases do efeito estufa. A Amazônia, o Cerrado e o Pantanal, com sua riqueza de comunidades indígenas e ribeirinhas, se contrapõem às distâncias áridas onde países inteiros cabem, vazias, cobertas de fogo, fumaça e pó, das entressafras de exportação. Dois mundos opostos em um mesmo país, um a ser destruído pelo outro. (mais…)

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Fogo na Amazônia se concentra em locais onde agronegócio avança

Para professor da UFPA, queimadas são resultado da apropriação ilegal

Por Lucas Pordeus León, da Agência Brasil

Os incêndios que consomem o bioma amazônico são uma das etapas da exploração econômica da floresta, que vem sendo convocada pela economia mundial para fornecer alimentos e matérias-primas baratas, permitindo a manutenção do preço dos salários nos países mais desenvolvidos e o aumento do lucro em escala global. Essa é a avaliação do professor de economia Gilberto de Souza Marques, da Universidade Federal do Pará (UFPA). (mais…)

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Carta Final do 1º Encontro Internacional de Territórios e Saberes (EITS)

No OTSS

“Só sabe pra onde vai quem sabe de onde vem.” Este verso, vindo do semiárido brasileiro, encontrou aqui em Paraty as vozes indígenas que já nos revelavam que “o futuro é ancestral”. Esse talvez seja o fundo das muitas mensagens que o território nos ensinou. No fundo, as soluções para adiar o fim do mundo já existem nos territórios. Para conhecê-las, é preciso sair dos gabinetes, pisar nas terras onde os saberes tradicionais resistem, preservados. (mais…)

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O agro é ogro?

Ele não é composto apenas por ruralistas toscos, como muitos acreditam. A devastação tem, também, a cara “limpinha” da Faria Lima. A grilagem de terras públicas combina-se cada vez mais com fundos globais, aplicações financeiras e… discurso de sustentabilidade

por Pedro Henrique Corrêa Guimarães, em Outras Palavras

Agro é fogo.
Sem Água,
Sem Ar,
Sem Terra.
É o último elemento.

Agro é fogo. Essa é a palavra de ordem que circula nas redes sociais nesse último mês quando vários estados do país foram tomados pela fumaça das queimadas na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado, nas plantações de cana no estado de São Paulo e em outros lugares, até mesmo nas florestas urbanas. (mais…)

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‘As políticas públicas precisam caminhar no sentido de que os alimentos saudáveis sejam mais baratos’

André Antunes, EPSJV/Fiocruz

Enquanto a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado recebe propostas de emendas ao texto do projeto de lei que regulamenta a reforma tributária, aprovada no final do ano passado, entidades que atuam na área da saúde têm se mobilizado para propor alterações ao projeto, visando atender a algumas pautas do setor. Uma delas é o Idec, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, cujos especialistas veem na discussão sobre a reforma tributária uma oportunidade de inibir o consumo de alimentos nocivos à saúde, como os ultraprocessados, bem como o uso de agrotóxicos no país. É o que diz a especialista em saúde pública do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Idec, Ana Maria Maya. Para ela, o novo sistema tributário brasileiro precisa criar incentivos ao consumo de alimentos saudáveis, como os produtos orgânicos – atualmente considerados muito caros para a maior parte dos brasileiros – bem como dificultar o consumo de alimentos associados a problemas como obesidade e doenças cardiovasculares. (mais…)

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Dia do Cerrado: o berço das águas está em chamas

Combater a devastação do Cerrado só é possível quando se combate o  avanço predatório do agronegócio que é destinado ao mercado externo

por Ludmila Pereira (Articulação Agro é Fogo), em Le Monde Diplomatique Brasil

No dia do Cerrado, é importante compreendermos que a destruição dessa Terra-Território[1] é a destruição da sociobiodiversidade do lugar mais antigo da história recente. Como afirma o arqueólogo Altair Sales, o Cerrado começou a se formar há pelo menos 65 milhões de anos e a se consolidar há 40 milhões de anos. Estamos falando, ao mesmo tempo, da savana mais biodiversa do planeta e da caixa d’água do país – abrange oito das suas doze bacias hidrográficas – e é onde nascem as bacias Amazônica, São Francisco, Araguaia/Tocantins, Parnaíba, Paraná e Paraguai. (mais…)

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Queimadas: o agronegócio acende o fósforo

Expansão desenfreada da fronteira agropecuária desde a ditadura transformou os incêndios economicamente motivados em rotina no Brasil. As consequências ambientais e sanitárias chegaram – e cobrem o país inteiro de fumaça

por Jean Marc von der Weid, em Outra Saúde

Estamos assistindo há semanas (ou meses?) a mais espetacular estação de queimadas da história do país, ainda em curso e mais sinistra do que o Dia do Fogo de 2019 ou o mar de chamas de 2004. Já é um sinal preocupante para o meio ambiente do Brasil e, pela sua amplitude, do planeta, que tenhamos tal nome de batismo para o período de inverno. Mas a ocupação acelerada das fronteiras agrícolas pelo agronegócio, desde o tempo da ditadura militar, habituou-nos às imagens, cada vez mais gigantescas de florestas e outros ecossistemas sendo devorados pelas chamas ao longo de meses. (mais…)

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