A megafazenda que ameaça descendentes de Canudos equivale a duas São Paulo

Cercados por guaritas e seguranças privados, geraizeiros do Cerrado baiano lutam contra ameaças e o avanço do agronegócio em suas terras

Por Rafael Oliveira, Agência Pública

Deitado em uma rede presa a um pedaço de madeira, Fernando Ferreira Lima é carregado às pressas. Baleado na perna por agentes da empresa de segurança Estrela Guia, contratada pelo Condomínio Agronegócio Fazenda Estrondo, o agricultor lidava com seu gado quando foi abordado e ameaçado pelos agentes.

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CDHM vai debater denúncias de violência contra geraizeiros na região do Matopiba

Pedro Calvi, CDHM

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) faz, no dia 30 de outubro (quarta-feira), às 14h, audiência pública para analisar denúncias de violência contra a comunidade geraizeira de Formosa do Rio Preto, no oeste baiano. O povo tradicional vive próximo da Fazenda Estrondo. A fazenda abriga 22 empreendimentos do setor agropecuário administrados por três empresas: Delfin Rio S/A Crédito Imobiliário, Colina Paulista S/A e a Companhia de Melhoramentos do Oeste da Bahia (CMOB). No total, são 305 mil hectares, dos quais 150 mil com plantio de soja, milho e algodão. O empreendimento na Fazenda Estrondo é considerado um dos territórios mais conflituosos da região por causa de inúmeras denúncias de fraudes por meio de práticas de grilagem, crimes ambientais e trabalhistas.

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Dissecamos o projeto de Bolsonaro para a Amazônia

Em nome da “soberania nacional”, governo trama o oposto: favorecer capitais apátridas, por meio do agronegócio, hidrelétricas e mineração. Sob lema “Integrar para Entregar”, Brasil perderia enormes vantagens da maior biodiversidade do planeta

Por Luis Fernando Novoa Garzon*, em Outras Palavras

Ao longo dos últimos 50 anos, a região amazônica, em sua porção brasileira, foi sendo acossada por dinâmicas de incorporação compulsória: a) de caráter governamental-geopolítico (Projeto de Integração Nacional – PIN, Projeto Calha Norte, Sistema de Vigilância da Amazônia); b) de caráter governamental-empresarial: Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento – ENIDs, Implementação de corredores de exportação contidos no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e no Programa Integrado de Logísitica – PIL; c) de caráter não-governamental e/ou multilateral (Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais – PPG7, Iniciativa para Conservação da Bacia Amazônica – ABCI, entre outros). Essas dinâmicas invariavelmente menosprezaram encadeamentos econômicos intrarregionais duradouros e compromissos com a singularidade cultural, com o bem-estar da população amazônica e com o protagonismo das comunidades tradicionais.

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Agronegócio dividido? Lideranças divergem sobre escândalos ambientais

Parlamentares e especialistas comentam posições distintas entre figuras do agronegócio sobre a conduta ambiental do governo

por Victor Ohana, em CartaCapital

A agenda ambiental entrou de vez na pauta nacional. Nesta semana, o plenário do Congresso Nacional se transformou em uma comissão geral para debater a liberação de agrotóxicos e, em 4 de setembro, todo o parlamento se reuniu para discutir as queimadas na Amazônia. Governadores se encontram em fóruns, ministros visitam a região da floresta e o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se empenha para convencer o mundo de que atua em favor do meio ambiente.

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Conluio entre governo brasileiro e o agronegócio intensifica desmatamento e incêndios, afirma Cimi na ONU

Incêndios e o descaso na política Ambiental brasileira são temas da denúncia do Cimi. Governo rebate e nega dados

por Guilherme Cavalli, em Cimi

O crescente e criminoso aumento dos incêndios no Brasil foi tema da denúncia do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na manhã de hoje (18) durante a 42a Sessão da Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, Suíça. Na nota lida durante Debate Geral sobre ITEM 4 – temas que exigem atenção do conselho, Cimi chamou atenção para a postura do Governo Bolsonaro em responsabilizar organizações pelos crimes ambientais. “O presidente, sem provas, responsabiliza ONGs que trabalham na região ao invés de tomar medidas urgentes”.

“A violência é componente da atual calamitosa política de Bolsonaro”

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Exclusivo: as empresas que servem de ‘“barriga de aluguel” dos agrotóxicos

Levantamento inédito revela que 75 empresas transferiram permissões de venda de 326 produtos agrotóxicos; processo é legal mas pode servir para “especulação”

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

No intrincado caminho para se aprovar um novo produto agrotóxico no Brasil, uma prática crescente vem chamando a atenção de quem estuda o setor. Perante a lei, ela é chamada de transferência de titularidade mas, na prática, funciona como uma manobra para guardar lugar na fila de obtenção da licença. Uma manobra que pode colocar em risco a segurança de todo o processo pelo qual um pesticida passa até sua aplicação nas lavouras.

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Encruzilhada do Sul: campesinato evidencia sementes crioulas e soberania alimentar

2ª edição da Feira das Sementes Crioulas atraiu grande público de diversas regiões, firmando-se como referência estadual

Marcos Corbari, Brasil de Fato

Por muito pouco o CTG Sinuelo da liberdade não foi pequeno para acolher as cerca de 800 pessoas que estiveram presentes nas atividades da II Feira das Sementes Crioulas, realizada pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e Cooperativa Mista dos Fumicultores do Brasil (Cooperfumos), contando com mais uma dezena de entidades e organizações apoiadoras. A programação se estendeu desde o início da manhã do dia 11 de setembro até o final da tarde, contemplando atos públicos, seminário, oficinas, feira de sementes, exposições, relatos de experiências e comercialização de produtos agroecológicos e artesanato. Nos espaços de exposição estiveram representadas 27 experiências – sejam individuais ou coletivas – e, pelo palco, manifestaram-se mais de uma dezena de painelistas.

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Enquanto Câmara debate menos veneno na comida, governo libera mais 63 agrotóxicos

Entidades e parlamentares pressionam pela aprovação da política nacional para redução do uso de pesticidas no Brasil

Cristiane Sampaio*, Brasil de Fato

O Ministério da Agricultura liberou, nesta terça-feira (17), mais 63 agrotóxicos para serem usados no Brasil. Do total, 56 são genéricos de pesticidas existentes no mercado, cinco são produtos novos e dois são princípios ativos para produção de venenos ainda inéditos.

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“Não estamos querendo tirar nada de ninguém”: a vida sem terra e com ameaças à vida em acampamentos no Triângulo Mineiro

“Aqui do lado fica o aeroporto, que agora está cedido para uma empresa de pulverização aérea de veneno. Os aviões levantam e já saem derramando glifosato em cima da gente, até duas vezes por dia. As vacas, as porcas, abortam por causa disso. A gente quer fazer exame da água pra ver se não tá contaminada. Um dia desses, três motoqueiros botaram fogo em 38 lotes, queimaram animais, barracas. E não chega caminhão dos bombeiros ou da prefeitura com água para apagar, apagamos na mão”.

 Pedro Calvi, CDHM

O depoimento é da dona Rosa Sousa, líder do acampamento Beira Rio, na cidade de Fronteira, no sudoeste mineiro. Ela faz parte do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPPDDH-MG). Cerca de 138 famílias do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) vivem no local. Em janeiro deste ano, através do Coletivo de Advocacia popular do Triângulo Mineiro, o grupo conseguiu impedir o despejo. O acampamento resiste, desde 2013, a tentativas seguidas de reintegração. A Fazenda Pântano, ocupada perlo movimento desde então, já foi considerada terra improdutiva. Antes da fazenda, o terreno era da antiga Destilaria FronteiraUm suposto proprietário da fazenda não sequer consegue comprovar que é o dono.   Por outro lado, o agronegócio e empresas imobiliárias têm interesse na área.

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Grupos ligados ao agronegócio invadem lote de assentado, destroem roça e área de preservação em Rondônia

Segundo relatos, na área já foram registradas derrubadas de árvores e queimadas clandestinas realizadas por grileiros

CPT

Morador do Assentamento Flor do Amazonas II, município de Candeias do Jamari (RO), próximo à capital Porto Velho, o agricultor Antônio¹ denuncia a invasão de sojeiros no lote de sua propriedade.

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