Transgênicos: expectativa do fim da rotulagem retoma debate

Senado está prestes a votar mudanças. Brasileiros temem a falta de segurança do consumo, mas preocupação com saúde individual pode ofuscar os grandes problemas

Por Raquel Torres, do Outra Saúde

O debate sobre alimentos transgênicos voltou a se aquecer no Brasil com a evolução da tramitação, no Senado, do projeto de lei que altera a rotulagem de alimentos. A proposta é de retirar a obrigatoriedade do selo que indica a presença de ingredientes transgênicos (aquele triângulo amarelo com a letra T) dos produtos que contenham menos de 1% deles — nos outros casos, eles continuariam aparecendo na lista de ingredientes, “em destaque, de forma legível”. E, para o símbolo existir, essa presença deverá ser comprovada por testes específicos. (mais…)

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Um milhão de indígenas brasileiros lutam por mais autonomia e buscam alternativas para sobreviver

Há, no Brasil, cerca de 1 milhão de indígenas de mais de 250 etnias distintas vivendo em 13,8% do território nacional. Em meio às ameaças de violência, riscos de perda de direitos em decorrência da pressão dos latifundiários, mineradoras e usinas, alguns povos indígenas lutam por mais autonomia, tentando conquistar, com a comercialização de seus produtos e com o turismo, alternativas para diminuir a dependência dos recursos cada vez mais escassos da Fundação Nacional do Índio (Funai). Segundo especialistas consultados pela Agência Brasil, estes são alguns dos principais desafios a serem lembrados neste 19 de abril – o Dia do Índio

por Pedro Peduzzi com colaboração de Andréa Quintiere e Paulo Victor Chagas, em Agência Brasil / IHU On-Line

Para serem bem-sucedidos, nessa empreitada visando a venda de suas produções e a exploração dos recursos naturais das terras indígenas (TIs), os povos indígenas têm como desafio buscar maior representatividade no Congresso Nacional, uma vez que cabe ao Legislativo Federal criar políticas específicas que deem segurança jurídica para que eles consigam o desenvolvimento financeiro do qual sempre foram excluídos. (mais…)

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Fazendeiros armados cercaram famílias de Sem Terra que estavam em área pública no norte de Minas Gerais

Trabalhadores rurais foram ameaçados por fazendeiros e jagunços armados e mantidos sem água e sem comida. Os ruralistas também fizeram ameaças de morte aos líderes da ocupação em Montes Claros (MG)

Jornal Brasil de Fato / CPT

Mais de cem famílias de Sem Terra que estavam ocupando a fazenda Bom Jesus, uma área pública da Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais), na região de Montes Claros, ficaram reféns de um grupo de fazendeiros e jagunços armados entre a madrugada do dia 17 e o final do dia 18. (mais…)

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MST, a luta é pra valer!

Por Carlos A. Dayrell*

O MST plantou na estrada da produção, a não mais que 5 km de Montes Claros, Norte de Minas Gerais, uma ocupação onde quase uma centena de famílias de sem terra vindas de Francisco Sá, Capitão Enéas e Montes Claros fincaram os pés na esperança de ali reconstruírem suas vidas. Crianças de colo e outras já crescidas correndo pela terra vermelha.  Senhoras, senhores, jovens, adultos e idosos carregados de vontade de cultivar a terra. Do outro lado, a soberba elite de mãos finas, chapéus a la cowboy, óculos escuros, botinas de salto alto, aspergindo ódio, guardados por militares aposentados… (mais…)

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MPF recomenda exoneração de novo superintendente do Ibama no Pará, que já defendeu fazendeiros multados por crimes ambientais e é investigado por fraudes em manejo florestal

O Ministério Público Federal pede ao Ministério do Meio Ambiente e à Casa Civil que a nomeação seja anulada. Edimax Gomes Gonçalves também é investigado por irregularidades em planos de manejo florestal no Pará

No G1 PA

Ministério Público Federal (MPF) recomendou a exoneração do advogado Edimax Gomes Gonçalves para o cargo de superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará. O documento aponta que o advogado já defendeu fazendeiros pecuaristas multados pelo próprio Ibama no Pará por crimes ambientais, além de ser alvo de processos por fraudes em planos de manejo florestal no estado. O G1 tentou contato com o advogado mas a assessoria do Ibama disse que não irá se pronunciar e também aguarda posicionamento do MMA, solicitado desde o dia 13 de abril.

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O catálogo de tragédias dos Yanomami na voz de Davi Kopenawa. Entrevista especial com Julie Dorrico

por Ricardo Machado, em IHU On-Line

Os múltiplos sentidos da obra A queda do céu. Palavras de um xamã yanomami (São Paulo: Companhia das Letras, 2015) vêm sendo, pouco a pouco, revelados por pesquisadores e professores das mais diversas áreas, da antropologia à teoria literária. Com foco nesta última perspectiva, da teoria literária, Julie Dorrico faz uma leitura atenta e minuciosa deste que pode ser considerado um dos principais tratados da cosmologia yanomami. “A narrativa do xamã yanomami denuncia as práticas políticas, econômicas e sociais ancoradas no modelo normativo ocidental. Por modelo normativo ocidental compreendo as formas de produção baseadas no regime capitalista, em que grandes empresas mantêm o monopólio das forças produtivas desencadeando uma série de dependências: financeiras para os grupos com menos potência econômica; e subjetivas, uma vez que nossa sociedade brasileira tende a apagar os sujeitos à margem dos centros bem sucedidos em geral”, descreve Julie Dorrico, que concedeu entrevista por e-mail à IHU On-Line. (mais…)

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“Eu vim à ONU pedir ajuda para que não ocorra um massacre contra o meu povo”

Este foi o apelo de Adriano Karipuna feito às Nações Unidas, na tarde desta quarta-feira, 18, em Nova York, durante a 17ª Sessão do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas das Nações Unidas

Por Ascom/Cimi

“Eu vim à ONU pedir ajuda para que não ocorra um massacre contra o meu povo”. Este foi o apelo de Adriano Karipuna feito às Nações Unidas, na tarde desta quarta-feira, 18, em Nova York, durante o terceiro dia de trabalhos da 17ª Sessão do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas. O indígena denunciou que centenas de hectares da Terra Indígena Karipuna, em Rondônia, ano após ano, têm virado pasto, lotes para vendas e revolvidos pelo garimpo; as árvores amazônicas convertidas em pedaços de tábuas nas madeireiras e serralherias (leia o pronunciamento na íntegra abaixo). (mais…)

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Anapu – PA, um barril de pólvora minado pelo latifúndio. Entrevista especial com Paulo Joanil da Silva

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

“Na região sudeste do Pará, o município de Anapu tem sido muito cobiçado pelo latifúndio porque essa é a última fronteira agrícola do Pará”, informa padre Paulo Joanil da Silva, em entrevista à IHU On-Line. Segundo ele, além da concentração de terra e dos grandes latifúndios, fatores que tradicionalmente explicam os conflitos no campo na região, hoje as principais disputas têm se dado em torno da madeira, da terra e dos minérios que estão concentrados na área do Projeto de Desenvolvimento Sustentável – PDS, que foi criado com a ajuda da irmã Dorothy Stang, assassinada há 13 anos. “Graças ao trabalho missionário da irmã Dorothy, com a participação da Ouvidoria e do Incra, foram criados na região os Projetos de Desenvolvimento Sustentável, ou seja, trata-se de território coletivo onde foram assentadas milhares de famílias. Como essa é uma área que não pode ser desmatada, há uma cobiça dos latifundiários em relação à madeira, ao território e ao minério que está embaixo desse território, ou seja, eles têm interesse em três fontes de exploração”, relata. (mais…)

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Temer decide exonerar presidente da Funai a pedido de bancada ruralista

Ministério da Justiça, ao qual a Funai é vinculada, ainda tentou segurar Franklimberg no posto, mas a pressão dos ruralistas foi maior; o pedido de sua saída veio do deputado Alceu Moreira (MDB-RS)

No Estadão

O presidente Michel Temer acolheu um pedido apresentado pela bancada ruralista e decidiu exonerar o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Franklimberg Ribeiro de Freitas. O Estado apurou que Franklimberg já foi comunicado sobre a decisão do Palácio do Planalto e deverá deixar o cargo até a próxima segunda-feira, 23. (mais…)

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17 de abril: o que inspira o massacre de Carajás a novos projetos de lei, por Jacques Távora Alfonsin

No Sul21

No dia 17 de abril de 1996 foram assassinados 19 agricultores sem terra, pela força pública do Pará, em Eldorado do Carajás. Repetia-se mais um dos muitos conflitos por terra e pelo atraso na implementação da reforma agrária que a nossa história registra.  A violência da repressão policial a esse contingente de povo com direito de acesso a terra foi de tal ordem que repercutiu no mundo todo, ao ponto de a data passar a ser lembrada como dia internacional da luta campesina, uma espécie de “1º de maio do campo.” (mais…)

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