Maioria dos estados não têm laboratórios para identificar agrotóxicos em alimentos

Os 82 laboratórios do tipo no país estão localizados em apenas 11 estados, a maioria deles em São Paulo e nenhum na região norte; testes não identificam nem a metade dos ingredientes comercializados

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

Apesar de ser o maior consumidor de agrotóxico do mundo em números absolutos, o Brasil ainda tem dificuldades em identificar se os resíduos desses produtos estão presentes nos alimentos e na água que a população consome. Um dos principais motivos é o número de laboratórios, tanto público quanto privados, com capacidade de realizar essas análises: são 82 em todo país — localizados em apenas 11 estados, sendo que mais da metade está em São Paulo e não há nenhum na região norte.

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O agro é branco

Levantamento inédito revela que propriedades agropecuárias de negros ocupam metade da área das terras de brancos; entre as maiores propriedades, há quatro brancos para cada negro

Por Bruno Fonseca, Rute Pina, Agência Púbica

As grandes propriedades de terra no Brasil são brancas. Em terras com mais de 10 mil hectares, para quatro produtores rurais brancos há um produtor negro. Já nas pequenas propriedades ocorre o inverso: nos estabelecimentos com menos de 1 hectare, a proporção é de três produtores negros para cada branco. As conclusões são de um levantamento inédito da Agência Pública a partir de dados do último Censo Agropecuário do IBGE, divulgado no final de outubro deste ano. Os dados foram coletados em visitas a mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários em 2017.

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Compradores de gado na Amazônia não podem dizer que adquirem carne livre de desmatamento, diz MPF

Auditoria em 23 frigoríficos do Pará mostra avanços na regulação do setor, mas irregularidades como ‘lavagem de gado’ e criação de animais em áreas desmatadas continuam afetando a cadeia produtiva

Por Catarina Barbosa, no Repórter Brasil

Toda empresa que compra gado ou carne na Amazônia, seja um frigorífico ou uma rede de supermercados, acaba adquirindo animais criados em áreas desmatadas. A conclusão é do procurador Daniel Azeredo, do Ministério Público Federal do Pará (MPF-PA), que apresentou na terça-feira (12) os resultados do monitoramento realizado desde 2009 na cadeia produtiva da carne paraense.

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Artigo para baixar: “A gestão pública das águas e os conflitos territoriais na Bacia Hidrográfica do rio Paraguaçu”

Tania Pacheco

O artigo de Iñigo Arrazola Aranzabal (Mestre em Desenvolvimento Territorial Rural pela Flacso, Equador) e Claudio Adão Dourado de Oliveira (antropólogo pós-graduado em Direito Agrário pela UFRJ) tem como cenário a bacia do rio Paraguaçu. Um dos rios mais importantes da Bahia, segundo os autores, o Paraguaçu nasce na Chapada Diamantina e percorre mais de 600 km até a baia do Iguape, no recôncavo baiano:

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Na Índia “crise agrária” e no Brasil agronegócio

Matheus Gringo, do Tricontinental, explica como o neoliberalismo afeta o meio ambiente e os trabalhadores no campo

Por Wesley Lima, na Página do MST

Há uma epidemia, altas taxas de desnutrição, dívidas e êxodo dos trabalhadores rurais na Índia. Esses dados são apresentados pelo Instituto Tricontinental de Pesquisa Social no Dossiê 21 – “A Catástrofe climática e o ataque neoliberal à Índia Rural” lançado no último dia 8 de outubro.

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A megafazenda que ameaça descendentes de Canudos equivale a duas São Paulo

Cercados por guaritas e seguranças privados, geraizeiros do Cerrado baiano lutam contra ameaças e o avanço do agronegócio em suas terras

Por Rafael Oliveira, Agência Pública

Deitado em uma rede presa a um pedaço de madeira, Fernando Ferreira Lima é carregado às pressas. Baleado na perna por agentes da empresa de segurança Estrela Guia, contratada pelo Condomínio Agronegócio Fazenda Estrondo, o agricultor lidava com seu gado quando foi abordado e ameaçado pelos agentes.

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CDHM vai debater denúncias de violência contra geraizeiros na região do Matopiba

Pedro Calvi, CDHM

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) faz, no dia 30 de outubro (quarta-feira), às 14h, audiência pública para analisar denúncias de violência contra a comunidade geraizeira de Formosa do Rio Preto, no oeste baiano. O povo tradicional vive próximo da Fazenda Estrondo. A fazenda abriga 22 empreendimentos do setor agropecuário administrados por três empresas: Delfin Rio S/A Crédito Imobiliário, Colina Paulista S/A e a Companhia de Melhoramentos do Oeste da Bahia (CMOB). No total, são 305 mil hectares, dos quais 150 mil com plantio de soja, milho e algodão. O empreendimento na Fazenda Estrondo é considerado um dos territórios mais conflituosos da região por causa de inúmeras denúncias de fraudes por meio de práticas de grilagem, crimes ambientais e trabalhistas.

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Dissecamos o projeto de Bolsonaro para a Amazônia

Em nome da “soberania nacional”, governo trama o oposto: favorecer capitais apátridas, por meio do agronegócio, hidrelétricas e mineração. Sob lema “Integrar para Entregar”, Brasil perderia enormes vantagens da maior biodiversidade do planeta

Por Luis Fernando Novoa Garzon*, em Outras Palavras

Ao longo dos últimos 50 anos, a região amazônica, em sua porção brasileira, foi sendo acossada por dinâmicas de incorporação compulsória: a) de caráter governamental-geopolítico (Projeto de Integração Nacional – PIN, Projeto Calha Norte, Sistema de Vigilância da Amazônia); b) de caráter governamental-empresarial: Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento – ENIDs, Implementação de corredores de exportação contidos no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e no Programa Integrado de Logísitica – PIL; c) de caráter não-governamental e/ou multilateral (Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais – PPG7, Iniciativa para Conservação da Bacia Amazônica – ABCI, entre outros). Essas dinâmicas invariavelmente menosprezaram encadeamentos econômicos intrarregionais duradouros e compromissos com a singularidade cultural, com o bem-estar da população amazônica e com o protagonismo das comunidades tradicionais.

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Agronegócio dividido? Lideranças divergem sobre escândalos ambientais

Parlamentares e especialistas comentam posições distintas entre figuras do agronegócio sobre a conduta ambiental do governo

por Victor Ohana, em CartaCapital

A agenda ambiental entrou de vez na pauta nacional. Nesta semana, o plenário do Congresso Nacional se transformou em uma comissão geral para debater a liberação de agrotóxicos e, em 4 de setembro, todo o parlamento se reuniu para discutir as queimadas na Amazônia. Governadores se encontram em fóruns, ministros visitam a região da floresta e o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se empenha para convencer o mundo de que atua em favor do meio ambiente.

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Conluio entre governo brasileiro e o agronegócio intensifica desmatamento e incêndios, afirma Cimi na ONU

Incêndios e o descaso na política Ambiental brasileira são temas da denúncia do Cimi. Governo rebate e nega dados

por Guilherme Cavalli, em Cimi

O crescente e criminoso aumento dos incêndios no Brasil foi tema da denúncia do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na manhã de hoje (18) durante a 42a Sessão da Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, Suíça. Na nota lida durante Debate Geral sobre ITEM 4 – temas que exigem atenção do conselho, Cimi chamou atenção para a postura do Governo Bolsonaro em responsabilizar organizações pelos crimes ambientais. “O presidente, sem provas, responsabiliza ONGs que trabalham na região ao invés de tomar medidas urgentes”.

“A violência é componente da atual calamitosa política de Bolsonaro”

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