Aos 80 anos, amigo de Chico Mendes refunda “jornal das selvas” para denunciar governo Bolsonaro

Elson Martins resistiu à ditadura de 1964 e fundou “O Varadouro”, jornal alternativo que cobria o movimento seringueiro no Acre; para ele, que considera o atual governo ainda mais ameaçador, o agronegócio “vem com tudo, para destruir”

De Olho nos Ruralistas

O jornalista acreano Elson Martins acabava de participar de uma importante reunião de trabalho na segunda-feira (11) quando, no fim da noite, começou a receber mensagens de diferentes colegas indignados com a notícia que se tornou uma das mais divulgadas no país: o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acabara de chamar Chico Mendes, o sindicalista internacionalmente reconhecido como ambientalista, de “irrelevante” para o atual momento. Amigo do seringueiro durante as décadas de 70 e 80, ele viu ainda mais sentido em seu trabalho. Ele foi o fundador do Jornal Varadouro, o “jornal das selvas”, uma das mais importantes experiências da imprensa alternativa do país. Exatamente naquele dia ele começava a ser revivido.

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Versão do ministro Ricardo Salles coincide com a dos assassinos de Chico Mendes

Mais do que uma gafe, fala do titular do Meio Ambiente no Roda-Viva está alinhada com discurso de fazendeiros da UDR, nos anos 80, e inimigos do modelo extrativista; em Xapuri, amigos do sindicalista contam ter ouvido muita coisa parecida

Por Julia Dolce, em De Olho nos Ruralistas

“As pessoas do agronegócio da região dizem que ele usava os seringueiros para se beneficiar, fazia uma manipulação da opinião”, disparou na segunda-feira o ministro do Ambiente, Ricardo Salles, logo após dizer que não conhecia Chico Mendes, reconhecido oficialmente como um dos Heróis da Pátria. A intervenção do político no Roda-Viva, na segunda-feira, tornou-se conhecida principalmente pela pergunta marcante feita sobre o sindicalista acreano: “É irrelevante, que diferença faz quem é Chico Mendes neste momento?”

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Castanha-do-Brasil e maracujá correm risco de extinção diante das ameaças à polinização

Agrotóxicos e desmatamento são os vilões das abelhas, besouros, borboletas e aves no Brasil, conforme relatório divulgado por doze pesquisadores; docente da UFSCar diz que liberação de agrotóxicos pelo governo afetará ainda mais a população de insetos

Por Igor Carvalho, em De Olho nos Ruralistas

O uso de agrotóxicos e o desmatamento são os grandes vilões do sistema de polinização feito por diversos animais, especialmente a abelha, em plantas utilizadas para a produção de alimentos no Brasil. O alerta é responsabilidade de doze pesquisadores que elaboraram o “Relatório Temático de Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil”, pesquisa realizada em parceria entre a Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador e a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos.

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Governo libera registro de mais de um agrotóxico por dia neste ano

As últimas permissões de venda foram publicadas no Diário Oficial de segunda-feira, 12 dos 19 produtos aprovados agora são extremamente tóxicos

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

Em 42 dias desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência da República, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a autorização de 57 novos produtos elaborados com agrotóxicos. Em média, mais de um por dia. As últimas aprovações foram divulgadas na edição desta segunda-feira, dia 11 de fevereiro, do Diário Oficial da União. São 19 produtos, dos quais 12 foram classificados como extremamente tóxicos – maior grau toxicológico possível.

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A contaminação do meio ambiente e a mortandade das abelhas no RS. Entrevista especial com José Renato de Oliveira Barcelos

IHU On-Line

“Há uma disputa de narrativas, há várias opiniões no sentido contrário, ou seja, o problema está colocado e precisa ser resolvido de alguma maneira”, resume José Renato de Oliveira Barcelos, especialista em direito ambiental, ao comentar os discursos de apicultores e agricultores que divergem sobre as implicações do uso de agrotóxico nas lavouras gaúchas.

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O perdão bilionário que Bolsonaro quer dar ao agronegócio

Pressionado por ruralistas, presidente quer anistiar dívidas de mais de R$ 15 bilhões do setor. Medida beneficiaria sobretudo gigantes do campo e, segundo especialistas, poderia arrombar ainda mais previdência.

Hyury Potter, Deutsche Welle

Desde o resultado das urnas nas eleições de 2018, ruralistas aguardam a promessa do presidente Jair Bolsonaro de perdoar o total das dívidas do setor com o chamado Funrural, a contribuição previdenciária feita por produtores e empreendimentos rurais.

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O que muda (ou sobra) para os índios com a reforma de Bolsonaro?

No dia que indígenas fazem 1º grande protesto contra novo governo, o ISA publica última reportagem sobre a reforma ministerial.  Ruralistas  abrem caminho para cumprir promessa de parar demarcações

por Instituto Socioambiental – Isa / IHU On-Line

Os adversários de Jair Bolsonaro não podem reclamar que suas posições são ambíguas, pelo menos em relação aos direitos indígenas. Anos antes da  campanha ruralista contra as demarcações, ele já fazia questão de deixar claro o que pensa dos índios, sem sutilezas ou nuances.

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“Nós não somos donos da terra, nós somos a terra”. Entrevista especial com Casé Angatu Xukuru Tupinambá

Por: Ricardo Machado, em IHU On-Line

A relação dos seres humanos com a terra, com o território, somente há muito pouco tempo passou a ser pautada pela ideia de propriedade privada. Para os povos indígenas, essa relação é ainda mais profunda, porque trata-se de um território sagrado. “Nós não somos donos da terra, nós somos a terra. O direito congênito, natural e originário é anterior ao direito da propriedade privada. Não estamos lutando por reforma agrária. Pelo fato de nós sermos a terra, temos o direito de estarmos na terra e o direito de proteger o que chamamos de sagrado, a natureza; é ela que nos nutre e nós a nutrimos à medida que a protegemos”, explica Casé Angatu Xukuru Tupinambá, em entrevista por telefone à IHU On-Line.

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“Por que quem invade terras indígenas não é tratado como terrorista?” questiona Sônia Guajajara em evento do MPF

O diálogo realizado na sede da Procuradoria-Geral da República revelou as contradições do governo de Jair Bolsonaro em relação à causa indigenista

por Adilvane Spezia, em Cimi

Com o objetivo de empreender o diálogo com o governo acerca da garantia dos direitos constitucionais indígenas, nesta quarta-feira (23) o Ministério Público Federal (MPF) realizou o evento “Diálogo: Perspectivas dos Direitos Constitucionais Indígenas” na sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília. Com a presença de lideranças indígenas, embaixadores e diplomatas – da Alemanha, Luxemburgo, Reuni Unido, Canadá, Suíça, Países Baixos, Suécia, Bélgica, Dinamarca, Noruega e União Europeia –, procuradores da República, Ministros e demais representantes do governo de Jair Bolsonaro, o diálogo levantou inúmeros questionamentos e uma diversidade de contradições.

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Cacique Xavante denuncia ameaças de ruralistas e fazendeiros no Mato Grosso

Após eleição de Bolsonaro, parlamentares se mobilizam para rever área demarcada

Por Gustavo Aranda, em Jornalistas Livres

O Cacique Damião Paridzané, do Povo Xavante da Terra Indígena Marãiwatséde, gravou um vídeo em que afirma estar pronto para a defender as terras demarcadas, caso as ameaças de invasão feitas por políticos e fazendeiros locais se tornem realidade. No vídeo, o cacique afirma ser contra o decreto que está sendo preparado pelo governo, que legaliza o arrendamento de terras em áreas de demarcação, e que ruralistas tem insuflado o conflito entre indígenas e posseiros que foram retirados da área em 2013.

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