A quem interessa a pulverização aérea de agrotóxicos nos territórios?

Campanha Permanente traz discussão sobre violações de direitos provocadas pela pulverização aérea de agrotóxicos e ações de enfrentamento ao problema

Por Angélica Almeida, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Na semana em que chegamos à marca de 150 agrotóxicos autorizados em 2020, a Campanha Permanente lançou luz, em sua série semanal de videoconferências, sobre os riscos de contaminação provocados pela pulverização aérea de agrotóxicos e como agricultoras/es familiares, povos e comunidades tradicionais e seus movimentos têm se organizado nos diferentes municípios e estados para barrar violações de direitos. O diálogo contou com a presença de Talita Furtado, professora de Direito da Universidade Federal Rural do Semiárido, doutoranda em direito pela UnB e membro do Núcleo Tramas, com a mediação de Alan Tygel e Naiara Bittencourt, integrantes da Campanha Permanente.

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Plataforma emergencial propõe medidas de defesa do campo, das florestas e das águas

Documento elaborado por 25 organizações do campo e da cidade cobram valorização da agricultura familiar contra a fome

Catarina Barbosa, Brasil de Fato

Um conjunto de organizações de trabalhadores, sociais, políticas e religiosas do campo e da cidade lançaram, nesta quarta-feria (13), a “Plataforma emergencial do campo, das florestas e das águas em defesa da vida e para o enfrentamento da fome diante da pandemia do coronavírus”. 

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Agroecologia ou Colapso (2). Por Paulo Petersen e Denis Monteiro*

É um erro pensar que o movimento agroecológico limita-se a produzir orgânicos, em “um nicho diferenciado”. Seu foco é reorientar a agricultura segundo lógicas que se oponham e subvertam as do mercado capitalista

Outras Palavras

A esperança equilibrista tem que continuar
(Para Aldir Blanc)

Uma força social latente bloqueada pelos impérios alimentares

Em tempos de pandemia, cabe uma discussão específica relacionada aos impactos sobre a saúde pública resultantes do controle exercido pelas megacorporações sobre os sistemas alimentares. Segundo uma comissão científica organizada pela prestigiosa revista médica The Lancet, a globalização uniformizante dos padrões de produção e consumo alimentar é responsável pela criação e a interação sinérgica de três fenômenos agravantes de problemas de saúde em todo o mundo: a obesidade, a desnutrição e as mudanças climáticas. Como os três possuem causas e efeitos em comum e alimentam-se reciprocamente, a comissão identificou o processo como um fenômeno singular, que designou de sindemia global. 

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Sem apoio, agricultores perdem produtos enquanto populações vulneráveis passam fome

Descaso dos últimos governos com as políticas da agricultura familiar impactam resposta do país em meio à pandemia

Lu Sudré, Brasil de Fato

De um lado, famílias de trabalhadores informais das cidades brasileiras não conseguem se alimentar adequadamente durante a pandemia do novo coronavírus. Do outro, no campo, a realidade são quilos e quilos de alimentos agroecológicos perdidos. 

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Governadores renovam isenção de R$ 6 bi para agrotóxicos em meio à crise

Mesmo com falta de verbas para combater Coronavírus, secretários estaduais renovaram benefício bilionário no comércio de agrotóxicos; MT, SP e RS deixam de arrecadar 3 bi por ano

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

Em meio a uma pandemia que gera demandas econômicas urgentes para os cofres públicos, governadores de todo o país decidiram prorrogar uma isenção fiscal que beneficia a venda de agrotóxicos. O acordo permite a desoneração de 30% a 60% do ICMS nas comercializações interestaduais de pesticidas e outros insumos agropecuários, o que significa que os governos estaduais deixam de arrecadar – e as empresas deixaram de pagar – mais de R$ 6,2 bilhões por ano, de acordo com estudo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

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No 1º ano de governo, projetos de Flávio Bolsonaro destacam-se entre “atentados” legislativos contra povos do campo

Expressão foi utilizada pelo professor Marco Mitidiero, da UFPB, em relatório da Comissão Pastoral da Terra sobre violência agrária em 2019; senador e bancada da bala uniram-se à bancada ruralista em projetos que atacam direitos sociais e ambientais

Por Ludmilla Balduino, em De Olho nos Ruralistas

Enquanto dados sobre o aumento da violência contra os povos indígenas e os camponeses são publicados no relatório Conflitos no Campo Brasil 2019, divulgado nesta sexta-feira (17) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), o governo federal e congressistas da bancada da bala — como um dos filhos do presidente, senador Flávio Bolsonaro — propõem leis que, se aprovadas, vão favorecer ainda mais os assassinatos de povos do campo, despejos e outras tensões nas áreas rurais nos próximos anos.

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Sojeiro e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi critica “besteiras” ditas pelo governo sobre a China

Ele disse que as declarações prejudicam relações comerciais e relacionamento entre os dois países; Ernesto Araújo e Abraham Weintraub aliaram-se a Eduardo Bolsonaro nos ataques ao país asiatico

Por Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

Em post no Facebook, nesta terça-feira (07), o ex-ministro e ex-senador Blairo Maggi alinhou-se aos críticos das declarações de Ernesto Araújo e Abraham Weintraub sobre a China, que a associaram diretamente ao coronavírus. Sem citar os nomes dos ministros das Relações Exteriores e da Educação, ele classificou as falas e posts de pessoas do governo de “besteiras”, que “prejudicam muito as relações comerciais, o relacionamento e os laços de confiança que ambos governos buscam construir”.

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O que o agronegócio e a produção de alimentos têm a ver com a covid-19?

Segundo especialistas, modelo de produção espalha vírus selvagens mortais para organismos adoecidos por alimentos cheios de açúcares, gorduras e agrotóxicos

Por Cida de Oliveira, em Rede Brasil Atual / MST

A pandemia global da covid-19 ultrapassou o número de 1,26 bilhão de pessoas contaminadas e fez o número de mortos passar de 68 mil neste domingo (5), de acordo com o observatório da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Segundo a instituição – que tem sido a principal referência mundial sobre a doença no mundo, só no Brasil já eram 460 as vítimas fatais, com os infectados passando da casa dos 11 mil.

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Antiga Dow Agrosciences é campeã em acionar Justiça para flexibilizar controle de agrotóxicos

Levantamento inédito de ações no STF mostra que a empresa americana, que hoje se chama Corteva Agriscience, foi parte em 36 das 64 ações sobre agrotóxicos

Por Thays Lavor, Agência Pública/Repórter Brasil

Sétima empresa do setor com maior número de registros de produtos agrotóxicos no país – 97 ao todo – a Dow Agrosciences Industrial LTDA, subsidiária do grupo americano Corteva Agriscience, ex-Dow Agrosciences, recorre constantemente à Justiça para flexibilizar leis que procuram controlar o uso de pesticidas. É o que revela um levantamento feito pela Agência Pública e Repórter Brasil com base nos processos do Supremo Tribunal Federal. Dentre as 64 ações sobre o tema identificadas no STF desde os anos 1990, a Dow é responsável por 36, ou seja, 56%.

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