México proíbe glifosato e milho transgênico; agronegócio tem 3 anos para se adequar

Governo ordenou que o herbicida e o milho geneticamente modificado sejam trocados por alternativas saudáveis

Redação Brasil de Fato

O governo do México publicou um decreto por meio do qual proíbe o milho transgênico em território nacional e também o uso do veneno agrícola glifosato. O país terá prazo de três anos para se adequar à norma, editada no último dia de 2020 pelo presidente Andrés Manuel López Obrador.

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Retrospectiva: coronéis no campo e na política. Por Gilvander Moreira

No final do ano de 2020, em contexto de terra arrasada pela superexploração do sistema capitalista – máquina de moer vidas -, com nosso país desgovernado pelo antro de fascistas elevados ao poder por fake news, antipetismo, aversão a partidos políticos e pela ingerência funesta de (neo)pentecostais da igreja católica e de muitas outras igrejas na política brasileira, com ideologia da prosperidade, redução da dimensão religiosa a autoajuda e difusão de preconceitos, discriminações, fundamentalismos e moralismos que se tornam pessoas religiosas cúmplices de um governo genocida e de uma espiral de violência social estimulada por homofobia, racismo estrutural e antifeminismo, faz bem fazermos um pouco de retrospectiva sobre a luta pela terra em Salto da Divisa, no Baixo Jequitinhonha, MG, sabedor de que sem a partilha e a democratização do acesso à terra no Brasil, não conquistaremos a superação das gravíssimas injustiças e desigualdades que continuam se reproduzindo cotidianamente no país.

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Varejistas e indústria de alimentos fecham cerco contra soja de desmatamento do Cerrado

ClimaInfo

As maiores tradings agrícolas do mundo estão na mira de gigantes do varejo e do setor de alimentos. Companhias como McDonald’s, Nestlé, Unilever, Carrefour e Casino reivindicaram o fim da compra de soja produzida em áreas desmatadas legal ou ilegalmente no Cerrado brasileiro. Caso contrário, as tradings poderão sofrer sanções e perder contratos de venda de soja. No documento, as signatárias pediram a Bunge, Cargill, Louis Dreyfuss Company, COFCO, ADM e Glencore que implementem o quanto antes um sistema robusto de monitoramento, verificação e reporte para a soja produzida no Cerrado, de maneira a operar a partir do ano que vem apenas com soja livre de desmatamento legal ou ilegal. A proposta não foi aceita por essas empresas, que alegam que não há como coibir os produtores rurais de desmatar parte de suas propriedades em concordância com o Código Florestal. Maior área de savana da América do Sul, o Cerrado é responsável por 60% da produção de soja do Brasil, maior exportador global da commodity.

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CPT lança revista com denúncias sobre os impactos do uso de agrotóxicos no Cerrado

A segunda edição da Revista Cerrados aponta as manobras do agronegócio junto ao Governo Federal para flexibilizar as leis referentes a agrotóxicos no Brasil

CPT

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lança, nesta terça-feira (15), a segunda edição da Revista Cerrados. A publicação traz os diversos impactos à biodiversidade do Cerrado e nos territórios onde vivem seus povos ocasionados pelo uso intenso de agrotóxicos pelo agronegócio nas lavouras de soja, milho, cana-de-açúcar, algodão entre outras monoculturas.

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Farinha terá agrotóxico perigoso se o trigo transgênico for liberado

O glufosinato de amônio, ao qual trigo é resistente, afeta órgãos vitais e está associado ao câncer e malformações. Por isso, é proibido na Europa

Por Cida de Oliveira, da RBA

Agrotóxico de alta toxicidade, o glufosinato de amônio deverá se tornar ingrediente de pães e massas caso seja aprovado no Brasil o trigo geneticamente modificado (GM) HB4, patenteado pela empresa argentina Bioceres. Não é que o trigo produzido nos estados do Sul sejam livres de veneno. Mas esse argentino foi alterado em laboratório para resistir a grandes doses do glufosinato, que deixam muito mais resíduos na planta – que, por sua vez, transfere para a farinha e produtos derivados.

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O recalque da questão agrária brasileira

O que a agenda devastadora do agronegócio tem a ver com o golpe de 1964. Que trauma levou a República e a esquerda a esquecerem a reforma agrária – e darem asas a uma coalizão retrógrada que trabalha sem descanso pelo fim da democracia

Por Débora F. Lerrer*, em Outras Palavras

A partir do Golpe de 2016, a política agrária passou a ser enunciada pelos agentes contrários à democratização da terra, que visam desmantelar as conquistas, em termos de legislação agrária, da Constituição de 1988. No dia 4 de dezembro de 2020, um dos fundadores da UDR e representante dos grileiros do Pontal do Paranapanema, Nabhan Garcia, publicou uma portaria que terceiriza para os funcionários municipais a regularização e checagem dos dados fundiários, hoje atividade exclusiva dos técnicos do Incra. Abre-se margem para uma avalanche de regularizações de grandes extensões de terras griladas, visto que muitos destes “invasores” são prefeitos ou políticos influentes destes municípios1. Garcia quer mostrar serviço. Ao nomeá-lo secretário especial de regularização fundiária do Ministério da Agricultura, Bolsonaro simplesmente colocou a raposa para cuidar do galinheiro. Só a classe média neste país vive no sistema registro de imóveis. Talvez nem ela. O fato é que pobre só consegue alguma terra “invadindo”, enquanto os ricos, mais influentes e bem escoltados por suas quadrilhas armadas ou não, invadem muito mais, para acumular poder político e econômico. Para entender o tamanho do butim que está em jogo, estima-se que praticamente a metade do território brasileiro é constituído de terra pública, que não necessariamente vai gerar riqueza para esta sociedade tornando-se propriedades privada, usualmente concentrada na mão de poucas pessoas.

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Câmara perde ambientalistas e ganha ruralistas após eleição para prefeituras

Onze deputados federais deixarão o cargo para assumirem cargos nos municípios; Congresso perde os ambientalistas Edmilson Rodrigues e Margarida Salomão, enquanto voltam o usineiro alagoano Pedro Vilela e, no lugar dela, o ruralista mineiro Aelton Freitas 

Por Sarah Fernandes, em De Olho nos Ruralistas

As eleições municipais de 2020 levarão para prefeituras onze deputados federais em exercício. As trocas no dia 02 de janeiro terão impacto na defesa de pautas ambientalistas e no monitoramento do agronegócio no Congresso: enquanto a Câmara perde o ambientalista Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) para a prefeitura de Belém, o usineiro Pedro Vilela volta à Câmara e assume a cadeira de João Henrique Holanda Caldas, o JHC (PSB), eleito em Maceió.

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Desigualdade Fundiária, drama global

Estudo revela como as políticas neoliberais criam um campo de “desertos verdes”: sem trabalho, devastador e monótono. Oligarquia rural, agronegócio e fundos especulativos unem-se, controlam terras e são cada vez mais hostis à democracia

Um texto da International Land Coalition* | Tradução de Simone Paz, em Outras Palavras

Na maior parte dos países, a desigualdade de terras cresce. Pior: novas medições e análises, publicadas neste relatório, mostram que a desigualdade de terras é significativamente maior do que registrado anteriormente. Essa tendência ameaça diretamente os meios de subsistência de cerca de 2,5 bilhões de pessoas envolvidas na agricultura familiar, no mundo inteiro.

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Agro é fogo: ‘Radis’ retrata destruição do Pantanal provocada pelas queimadas

No Informe Ensp

A reportagem de Luiz Felipe Stevanim fala de cinzas e silêncio. O céu está coberto de fumaça e o calor ultrapassa 40° C. As lentes do fotógrafo Peter Ilicciev registram a solidão dos animais, assim como revelam imagens da destruição provocada pelos incêndios que atingiram aproximadamente 27% do Pantanal somente em 2020. Leia a matéria completa da revista Radis!

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Fabricantes de agrotóxicos financiam material didático para escolas no Paraná

Apoiado pelo Estado, programa “Agrinho” é criticado por educadores

Por Lia Bianchini, no Brasil de Fato

Desde 1996, escolas públicas do Paraná possuem em seu cronograma de ensino materiais do programa “Agrinho”, com foco especial na educação do meio rural. Resultado de parceria entre a Federação da Agricultura Paraná (Faep), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-PR) e o governo do Estado do Paraná, o programa ostenta, em seu site, o título de “maior programa de responsabilidade social do Sistema FAEP”.

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