A aniquilação da biosfera e a contribuição do Brasil. Por Luiz Marques

Em artigo escrito para o Le Monde Diplomatique Brasil como um posfácio ao seu novo livro Ecocídio. Por uma (agri)cultura da vida, o professor Luiz Marques apresenta a publicação e os principais pontos de seu tema central: a malignidade do agronegócio para a vida na Terra

por Luiz Marques, em Le Monde Diplomatique Brasil

Escrevo o presente texto à maneira de um posfácio ao meu livro Ecocídio. Por uma (agri)cultura da vida, lançado neste mês de agosto pela Editora Expressão Popular. O livro analisa a malignidade do agronegócio para a vida planetária, sobretudo para os países tropicais e, maximamente, para o Brasil, o país biologicamente mais rico do mundo. O que o motiva é a necessidade de dar maior evidência ao fato de que o modelo socioeconômico agroexportador vigente no país está inviabilizando não apenas a sociedade brasileira, mas todas as sociedades, que sofrerão, cedo ou tarde, os impactos da atual destruição dos biomas tropicais. De onde o imperativo de superar o agronegócio em prol do modelo proposto, no Brasil, pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), baseado na democratização da terra e na produção de alimentos saudáveis, próximos ao consumidor e geradores de segurança alimentar.   (mais…)

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Como pujança do agro levou Sorriso, no Mato Grosso, ao top 20 da violência no Brasil

“Capital nacional do agro”, Sorriso (MT) tem as maiores taxas de homicídio e de violência contra a mulher do Centro-Oeste. Para pesquisadores, modelo de ocupação voltada à produção agrícola criou condições para guerra de facções e atuação de grupos criminosos

Por Jeniffer Mendonça, Repórter Brasil, no IHU

Reconhecido como “a capital nacional do agro” na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, o município de Sorriso (MT) é o mais violento do Centro Oeste e o 13º do país, segundo o mais recente anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com dados relativos a 2024. (mais…)

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“O agronegócio veio para matar o planeta e nós somos esse planeta”: Povos e comunidades do campo denunciam violências e partilham resistências no V Congresso Nacional da CPT

Evento que celebra os 50 anos de atuação da Comissão Pastoral da Terra acontece em São Luís (MA) entre os dias 21 e 25 de julho

da Equipe de Comunicação Antônio Canuto para o V Congresso Nacional da CPT

A tarde do primeiro dia (21) do Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT) foi marcada pela partilha dos clamores do “chão das realidades” de povos e comunidades camponesas onde a Pastoral desenvolve seu trabalho de base em diferentes regiões do Brasil. O evento apresenta o tema “Presença, Resistência e Profecia – Romper Cercas, Tecer Teias: A terra a Deus Pertence! (cf. Lv 25)”.  (mais…)

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Governo teme enfrentar Congresso e reforma agrária anda a ‘passos de tartaruga’, diz presidente da CPT

Em entrevista durante o 5º Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra, organizado em comemoração aos 50 anos da entidade, o bispo Dom José Ionilton de Oliveira, presidente da CPT, fala sobre a falta de disposição do governo em defender a reforma agrária e sobre as dificuldades enfrentadas por movimentos sociais e setores progressistas da Igreja Católica

por Paula Bianchi, em Repórter Brasil

DE SÃO LUÍS (MA) — A promessa da reforma agrária voltou ao discurso oficial com o terceiro governo Lula, mas segue emperrada no Congresso Nacional e distante da realidade dos trabalhadores rurais. A avaliação é do bispo Dom José Ionilton de Oliveira, presidente da CPT (Comissão Pastoral da Terra), entidade ligada à Igreja Católica que completa 50 anos em 2025. (mais…)

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Justiça Federal acolhe argumentos do MPF e arquiva inquérito sobre protesto indígena no PA contra a Ferrogrão

Para o MPF, o ato de pintar rostos com urucum foi uma manifestação cultural de protesto e não um crime com intenção de ofender a honra

Ministério Público Federal no Pará

A Justiça Federal acolheu argumentos do Ministério Público Federal (MPF) e determinou o arquivamento de um inquérito policial que investigava um suposto crime de injúria ocorrido em maio do ano passado durante um seminário sobre a Ferrovia EF-170 (Ferrogrão) em Santarém (PA). (mais…)

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Se o PL da devastação for sancionado, adeus preservação! Por frei Gilvander Moreira

No Dia da Proteção às Florestas, dia 17 de julho de 2025, de madrugada (votação encerrou às 3h40), na calada da noite, enquanto a maior parte dos povos brasileiros dormia, 267 deputados/as da Câmara Federal, de forma sórdida, aprovaram o PL 2159, o PL da devastação socioambiental, abrindo as porteiras para os grandes capitalistas das mineradoras, do agronegócio e do Estado devastarem os territórios dos Povos Indígenas, dos Povos e Comunidades Tradicionais e, na contramão da Emergência Climática, acelerarem a extinção da humanidade, impondo desertificação dos territórios do Brasil. A sabedoria popular avisa: “Deus sempre perdoa, o ser humano, às vezes, mas a Natureza jamais perdoa.” A ministra Marina Silva alerta que se o PL da devastação for sancionado, “adeus preservação”. Se foi aprovado às escondidas, na calada da noite, é algo brutal, não é justo e nem ético. Clamamos ao Presidente Lula, em nome da vida e em respeito às próximas gerações que VETE INTEGRALMENTE O PL 2159! Eis, abaixo, a justificativa para VETO integral. (mais…)

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Plebiscito Popular: o Brasil não pode pagar a conta do agronegócio

Suposto sucesso do agronegócio em produzir commodities, em grande parte, se deve à pressão política que ele exerce sobre governos e parlamentos para alcançar isenções, subvenções, perdão e facilitações para sonegação

por Adalberto Martins – Pardal*, na Página do MST

Nestas últimas semanas a burguesia tornou explícita a guerra contra o governo federal, tendo no congresso nacional a sua principal trincheira. Ao derrubar o decreto presidencial que buscava taxar um pouquinho os super ricos, com a elevação do IOF, revelou que a classe dominante não quer pagar a conta da crise econômica, preferindo cortar os direitos sociais e manter os seus imensos privilégios tributários e financeiros. (mais…)

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