Vazamento na Foz do Amazonas preocupa indígenas e ribeirinhos

Populações locais estão alertas e com falta de informação desde a ocorrência durante a perfuração da Petrobras. Lideranças ouvidas pela Amazônia Real se dizem inseguras e com medo que o vazamento recente confirme seu receio sobre possíveis acidentes mais graves no futuro, com impacto na natureza e nas suas fontes de alimento

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – Desde o anúncio sobre o vazamento de um fluido de perfuração ocorrido no último dia 4 de janeiro, durante a primeira fase do processo de exploração de petróleo no bloco FZA-M-059, na Bacia da Foz do Amazonas pela Petrobras, as comunidades ribeirinhas e indígenas localizadas no Pará e no Amapá estão em alerta para os riscos de danos ao meio ambiente em seus territórios. (mais…)

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Soja e agrotóxicos sufocam comunidades tradicionais da Amazônia

Pesquisa documenta dificuldades respiratórias e alimentares de indígenas e quilombolas causadas pelo uso de glifosato em terras griladas no Baixo Tapajós

por Jean Silva, no Jornal da USP

Plantações de soja, agrotóxicos e grilagem de terras na Amazônia brasileira: esse é o cenário. Em meio ao vasto território, existe um mito de a região florestal estar vazia, apesar de os povos tradicionais tentarem manter suas formas de vida. Por 18 meses de estudo etnográfico, Fabio Zuker, pesquisador da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP investigou a expulsão por sufocamento no Baixo Tapajós devido ao uso de glifosato em plantações de soja de terras griladas. Os casos ilustram dificuldades respiratórias, alimentares e econômicas como formas de expulsar indígenas, quilombolas e ribeirinhos de suas terras.

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Legado indígena contra o mito colonial: arqueologia confirma Amazônia manejada há milênios, grandes cidades integradas à natureza

Terra preta, manejo de plantas e redes urbanas mostram a Amazônia como obra indígena e guia para cidades resilientes

por Rodrigo Chagas, em Brasil de Fato

A ideia de que a Amazônia teria sido um vazio verde, isolado e inóspito, está ruindo. A imposição de uma tradição colonial e eurocentrada consolidou por séculos a imagem da maior floresta tropical do mundo como terra de escassez, habitada apenas por populações consideradas “primitivas”. Mas descobertas recentes da arqueologia brasileira vêm desmontando esse mito e provando que a história de abundância, tecnologia e bem viver não pôde ser contada pelos povos indígenas dizimados ao longo dos últimos séculos. (mais…)

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Questão florestal na Amazônia: antecedentes e atualizações sobre a PEMFCF

A construção da Política de Manejo Florestal de Base Comunitária e Familiar (PEMFCF) no Pará começou oficialmente em 2012, coordenada pelo Ideflor-Bio, IEB e MPE, buscando a conformidade com a Convenção nº 169 da OIT que exige consulta prévia às comunidades tradicionais. Apesar do envolvimento de 60 instituições e da realização de oficinas em seis regiões, o processo tem sido caracterizado pela morosidade, visto que a primeira minuta data de 2013

Por Rogério Almeida, da Amazônia Real

Santarém (PA) – Oficialmente a caminhada pela construção do projeto no estado do Pará iniciou em junho de 2012, sob a coordenação do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (IDEFLOR-Bio), em parceria com o Instituto de Educação do Brasil (IEB), e acompanhamento do Ministério Público do Estado (MPE). A presença do MPE se explica com vistas a atender às normas da Convenção de nº 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. (mais…)

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História bate na porta. Por Lúcio Flávio Pinto

O lugar da Amazônia nos debates sobre transição energética e a sua história como coadjuvante nos grandes empreendimentos instalados na região

Na Amazônia Real

A Amazônia é um dos centros da transição energética do planeta. No entanto, é personagem coadjuvante nessa transição, quando não inconsciente. Em 1973, marco de um novo tempo, com a elevação súbita e drástica do preço do petróleo, a região estava tão – ou mais – despreparada para tirar proveito dessa transformação como agora. Continua defasada no tempo e no tema. Um marco simbólico dessa condição foi a entrada de capital estrangeiro no melhor negócio que se podia ter. (mais…)

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Questão florestal na Amazônia: a luta pela efetivação de uma política pública

A defesa da Política de Manejo Florestal de Base Comunitária e Familiar (PEMFCF) é crucial, dado que aproximadamente 63% das florestas públicas no Pará se encontram em territórios de comunidades tradicionais. A iniciativa, que tem precedentes históricos desde os anos 1950 e ganhou força com o conceito de reservas extrativistas nos anos 1980, busca o fortalecimento das cadeias produtivas e a regularização fundiária e ambiental

Por Rogério Almeida, da Amazônia Real

A geógrafa Bertha Becker, especializada em geopolítica na Amazônia, em inúmeras obras enfatiza que a região é a última fronteira de expansão do capitalismo, reconhecida pelo estoque de riquezas naturais, estonteante biodiversidade, banco genético, recursos minerais e recurso hídrico. E que a condição colonial de exportadora de matéria prima ou no máximo semielaborados tem sido o principal papel exercido pela Amazônia, dentro deste processo. (mais…)

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Questão florestal na Amazônia: PAE Lago Grande

O Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Gleba Lago Grande foi criado em Santarém, no oeste do Pará, para assentar famílias que se sustentam do extrativismo, pesca e agricultura, mas enfrentam uma disputa com grileiros, madeireiros e mineradoras, responsáveis pelos crimes ambientais na região

Por Rogério Almeida, da Amazônia Real

Cravado na derradeira reserva de floresta primária do Pará, no município de Santarém, no oeste do estado, o  Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande foi criado em 2005, concomitante ao início da operação da mineradora Alcoa na região, na cidade vizinha de Juruti, onde extrai bauxita. (mais…)

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