Gerenciar o preenchimento de inúmeros sistemas com a necessidade de verificação dos dados coletados ainda é um desafio para equipes de saúde
Juliana Passos – EPSJV/Fiocruz
A importância dos dados em saúde para compreensão da realidade e planejamento de ações ficou evidente durante a pandemia, tanto pela contribuição nas estratégias de vigilância quanto, em muitos casos, por conta das suas ausências ou .falhas tecnológicas. Mas não é de hoje que o Brasil discute a estrutura dos Sistemas de Informação em Saúde (SIS), que sofreram muitas transformações ao longo das últimas décadas e que, apesar das necessidades de melhorias, respondem a uma compreensão de que a informação é um direito e precisa ser a base para a proposição de políticas públicas. Entre os problemas que persistem, estão equipes enxutas para lidar com um variado número de sistemas não integrados e informações que precisam ser confirmadas e investigadas. Do lado de quem analisa os dados, os formulários muitas vezes são preenchidos de maneira incompleta, o que dificulta um olhar mais abrangente para o entendimento das causas e condições de adoecimento. Mais recentemente, em nome de uma integração de dados, o Ministério da Saúde centralizou as informações de saúde na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), que deixa de envolver os estados – uma medida que divide opiniões entre os entrevistados desta reportagem.
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