O crime de Guarapuava e as elites sem freios

Numa Ranger a 190 por hora, o filho de um ruralista destroçou Michelli, de dez anos. O que isso diz sobre uma lógica psíquico-política que acoberta a perversidade dos milionários e despreza a maior parte das vidas

por Jonnefer Francisco Barbosa, em Outras Palavras

No dia 11 de abril de 2019, Leonardo Kuntz, engenheiro agrônomo de 22 anos, atropelou e matou instantaneamente minha prima de 10 anos, Michelli Barbosa Szczpanski, na estrada rural que liga Guarapuava a Campina do Simão, municípios do estado do Paraná. O homicídio aconteceu diante da mãe da criança e do padrasto. O limite de velocidade da pista estreita e sem acostamento é de 60km/h. A camionete Ranger dirigida pelo engenheiro trafegava a quase 190km/h.

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Deputados criam CPI para intervir nas universidades em SP


Do Estadão, no Blog da Cidadania

A Assembleia Legislativa de São Paulo será palco de uma ofensiva da base do governo João Doria (PSDB) com abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito contra o que os deputados definem como “aparelhamento de esquerda”das universidades públicas paulistas e “gastos excessivos” com funcionários e professores. Entre as mudanças que eles querem discutir estão a escolha do reitor e a forma como o Estado repassa recursos às instituições, ambas garantidas hoje pela chamada autonomia universitária.

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Sociedade civil, MPF e oposição reagem a portaria que unifica TV Brasil e TV NBR

Editada pela EBC no último dia 9, nova medida estaria em desacordo com a legislação

Por Cristiane Sampaio, no Brasil de Fato

A saga em torno do futuro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) vem ganhando novos desdobramentos em Brasília. Desde a última terça-feira (16) tramita, na Câmara dos Deputados, um projeto pedindo a suspensão da Portaria nº 216/2019, que estabeleceu a unificação da programação da TV Brasil, canal ligado à EBC, com a da TV NBR, de atuação estatal. A transação fez com que as duas emissoras passassem a operar por meio de um único canal.

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Bolsonaro encerra grupos responsáveis por identificar ossadas de vítimas da ditadura

Decreto que extingue conselhos e comissões atinge o Grupo de Trabalho Perus e o Grupo de Trabalho Araguaia

Redação Brasil de Fato

O governo Jair Bolsonaro (PSL) determinou na última semana o encerramento do Grupo de Trabalho Perus, responsável por identificar corpos de desaparecidos políticos da ditadura militar (1964-1985) entre as 1.047 caixas com ossadas da vala comum de um cemitério na zona oeste de São Paulo (SP), e o Grupo de Trabalho Araguaia, responsável pela busca e identificação dos restos mortais da guerrilha do Araguaia. A informação foi confirmada na manhã desta segunda-feira (22) pelo jornal O Estado de S. Paulo. Ambos os grupos são atingidos pelo decreto 9.759, que extinguiu conselhos e comissões que permitiam a participação da sociedade civil no governo federal.

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Fernanda Melchionna: “Reforma da Previdência mostra que governo Bolsonaro é inimigo de todas as conquistas sociais acumuladas no Brasil”

Por Gabriel Brito,  no Correio da Cidadania

A reforma da previdência não avança no Congresso, mas as mobilizações para derrotar uma das maiores bandeiras do governo de Jair Bolsonaro ainda se dão de maneiras localizadas entre a população. Para comentar o projeto defendido visceralmente pelo ministro Paulo Guedes, inspirado em modelos de capitalização, entrevistamos a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que ataca item por item da reforma, é enfática em apontar a desonestidade intelectual do ministro e ressalta seu caráter especialmente prejudicial às mulheres.

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Reforma tributária como alternativa à reforma da Previdência. Entrevista especial com Eduardo Fagnani

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

A reforma tributária pode ser uma alternativa à reforma da Previdência. Essa proposta é defendida pelo economista Eduardo Fagnani que, juntamente com outros pesquisadores, fez uma série de cálculos que demonstram como mudanças no atual sistema tributário podem aumentar mais a receita do governo federal do que a proposta da reforma previdenciáriaFagnani aposta num sistema mais regressivo, que taxa renda, patrimônio e transações financeiras e diminui a tributação de impostos sobre bens e serviços. “Os resultados das simulações mostram que tecnicamente é possível ampliar a tributação sobre a renda, o patrimônio e transações financeiras em 357 bilhões de reais — passaria dos atuais 463 bilhões para 830 bilhões de reais” e também “é possível reduzir a tributação sobre bens e serviços e sobre a folha de salário em 310 bilhões”, diz.

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Conselhos sociais sobre indígenas, LGBTs e população de rua estão na mira de Bolsonaro

Decreto extingue colegiados sociais sob o argumento de redução de gastos. Decisão reduz participação popular no Governo e põe em risco políticas para minorias, avaliam pesquisadores

por Beatriz Jucá, em El País

O presidente Jair Bolsonaro anunciou a extinção de centenas de conselhos sociais com participação popular, responsáveis pelo debate e pelo acompanhamento de políticas federais em distintas áreas, no como parte das medidas anunciadas no evento em alusão aos seus 100 dias de Governo. Em 11 de abril, foi publicado no Diário Oficial da União o decreto 9.759 assinado pelo presidente — que determina a extinção de colegiados que não foram instituídos por lei e que não tenham sofrido nenhuma modificação por seus ministros — sob o argumento de desburocratizar e economizar na administração pública. Sem apresentar a lista dos conselhos afetados nem a estimativa de seus gastos, o Governo se limitou a contabilizar que existem mais de 700 coletivos atualmente. Os participantes, porém, não são remunerados pelo trabalho que exercem. Recebem apenas transporte e diária para as reuniões em Brasília. Dentre os conselhos afetados, estão os que tratam de pautas da população de rua, de indígenas e de LGBTs — grupos que já têm pouca voz tradicionalmente, e que viram ameaçadas neste Governo as poucas brechas abertas para interferir em discussões que lhes sejam de interesse. Para pesquisadores, a canetada do presidente afasta a gestão da sociedade civil organizada e põe em risco políticas públicas para minorias.

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Autoritarismo do STF e da Lava Jato nasceu no ‘impeachment’ Tabajara. Por João Filho

No The Intercept Brasil

Quando as elites toparam esgarçar as instituições para forçar a saída de Dilma, uma perigosa linha foi ultrapassada. Não que antes reinasse a mais perfeita a harmonia, mas pelo menos durante duas décadas o país se manteve perto de um eixo de estabilidade política, sem graves crises institucionais. Para o insuspeito ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa, o processo que derrubou Dilma foi “patético”, “bizarro”, “uma farsa”, “um impeachment Tabajara” que devolveu ao país o status de “República das Bananas”. Eu chamo de golpe mesmo. De lá para cá, o desrespeito à ordem constitucional virou padrão e, em muitos momentos, contou com o apoio popular.

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