Com atenções voltadas para a Copa, Congresso tenta aprovar mais subsídios à indústria fóssil

Na sombra do mundial, parlamentares avançam com votação de pautas caras aos interesses de multinacionais petrolíferas na exploração de áreas do pré-sal

Enquanto a maioria do público brasileiro e a mídia estão ocupados com os jogos da Copa do Mundo 2018, o Congresso Nacional tenta, na surdina, aprovar legislações que trarão claros prejuízos à população, aos cofres públicos e ao esforço global para conter as mudanças climáticas. Para alguns parlamentares e multinacionais do petróleo, esse é o momento perfeito para votar projetos indigestos para a sociedade, mas caros aos seus interesses, com vistas às eleições de outubro. Se essa tentativa for bem sucedida, o custo econômico e climático dessas medidas pode ser desastroso para o Brasil. (mais…)

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Nova lei trabalhista só vale para contratos firmados a partir de novembro de 2017, decide TST

Instrução, aprovada em sessão administrativa do TST, diverge de entendimento da AGU e do Ministério do Trabalho. Nova lei trabalhista entrou em vigor em 11 de novembro do ano passado.

Por Laís Lis, G1, Brasília

O plenário do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta quinta-feira (21) que a nova lei trabalhista só poderá ser aplicada em contratos assinados após a sua entrada em vigor, em 11 de novembro de 2017.

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Democracia afetada: “Assistindo a uma sessão de julgamento [do STF], em determinados momentos me vi assistindo a uma corte na Alemanha de 1939”

Por Sérgio Rodas, no Conjur

O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, vem extrapolando os limites da magistratura e inspirando colegas a agirem de forma perigosamente ativa e política. E essa conduta já afetou a democracia brasileira, segundo Geraldo Prado, desembargador aposentado e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). (mais…)

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As águas do Brasil: o que vem por aí?

Nestlé, Coca-Cola e Pepsi se movimentam para garantir privatização e exploração comercial da água no Brasil

Franklin Frederik*, Brasil de Fato

Em julho de 2017, um memorandum of understanding (MOU, “documento de cooperação” em inglês) foi assinado entre a Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento do Estado de São Paulo e o Water Resources Group–WRG (Grupo de Recursos Hídricos, em inglês). (mais…)

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A catraca como símbolo de uma sociedade escravocrata

No Brasil, país de cercas que cercam os latifúndios, cada favela tem muito de quilombo e cada ônibus lotado tem muito de navio negreiro

por Tiaraju D’Andrea, em Blog da Boitempo

As Jornadas de Junho de 2013, que agora completam cinco anos, foram eventos fundamentais para toda uma geração. Como uma erupção, elas foram o resultado de camadas magmáticas de processos que se acumularam e em dado momento, explodiram. O tema possibilita distintos recortes e aproximações. Eu poderia discorrer aqui sobre os desdobramentos políticos de junho. Também poderia descrever minha própria participação nos eventos, intensa e recheada de passagens surpreendentes. Tais crônicas pessoais ficarão para um outro momento. Aqui, pretendo brevemente discorrer sobre uma pauta que permeou o levante contra o aumento da tarifa: falo da questão urbana. Prefiro, neste texto, falar do que denomino “Revolta da Tarifa”, acontecimento prévio e detonador do que posteriormente ficou conhecido como “Jornadas de Junho”. Opto por discutir como uma sociedade de classes se expressa espacialmente pela separação entre as distintas classes que a compõem. No caso brasileiro, não é possível falar de sociedade de classes, e nem de cidades, sem se remeter à escravidão. (mais…)

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Junho de 2013 aconteceu, mas não teve lugar. Entrevista especial com Rodrigo Nunes

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

“Não há nenhuma dúvida de que 2013 foi o fato político de massas mais importante do país desde as Diretas Já”. É assim que Rodrigo Nunes, professor de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio, resume o significado das manifestações que aconteceram há cinco anos. Qualificar aqueles protestos desse modo, explica, não significa “fetichizá-los” ou “romantizá-los”, mas fazer justiça ao que eles representaram. “‘Fazer justiça’, para mim, quer dizer: reconhecer que uma coisa daquelas não é trivial; perceber que um novo momento político, para bem e para mal, se abre ali; e insistir que o potencial que existia ali é muito maior que todos os desdobramentos posteriores, e que não se esgotou em nenhum deles. Junho de 2013 aconteceu, mas não teve lugar; e tudo que temos vivido desde então decorre disto”, pontua. (mais…)

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Teremos coragem para a revolução?

A era do “crescimento” acabou. O progresso virou uma falácia. Um novo projeto de esquerda precisa dar-se conta que não se trata de ocupar o poder — mas de questionar os paradigmas da civilização

Por Mauri Cruz*, em Outras Palavras

Com a greve [i] dos caminhoneiros autônomos e o lockout [ii] das empresas de transportes de cargas ficou escancarada a profunda dependência que nós brasileiras e brasileiros temos em relação aos mecanismos criados pela economia do sistema neoliberal. Até a mais básica das necessidades, que é o acesso a água, depende de como os grandes monopólios econômicos organizam os seus interesses. Nos demos conta da profunda dependência do sistema rodoviário e dos combustíveis fósseis. Sem eles, nada funciona. Os ditos comentaristas” televisivos se perguntam: quem acabou com os trens e com as hidrovias? A resposta, como sabemos, está nos comerciais. Basta olhar para seus patrocinadores como a Shell e as empresas da indústria automobilística. Enfim, o neoliberalismo transformou em mercadoria todas as dimensões da vida. Isso vale dizer que, se o grande capital decidir “fechar as torneiras” não há as mínimas condições de manutenção da vida, pelo menos, no curto prazo. (mais…)

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M Facebook – 5 a 12 de junho, 2018

Por Natasha Bachini e João Feres Jr., Manchetômetro

Entre os dias 5 a 11 de junho de 2018, as 143 páginas que monitoramos publicaram 9.510 posts, que geraram 4.082.212 compartilhamentos. As páginas que mais postaram naquela semana foram UOL (476 posts), Estadão (432 posts) e Terra (432 posts).

Os 20 posts mais compartilhados da semana (5/6/2018 a 11/6/2018)[1] da tabela AQUI concentram 11% do volume total de compartilhamentos alcançado pelas 143 páginas ao longo do período. O recurso mais usado nesses posts foi a foto (60%), seguida da vídeo (40%). (mais…)

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‘A redução de desigualdades não é apenas uma questão econômica, é uma questão civilizatória’. Entrevista com Laura Carvalho

IHU On-Line

Um passo para frente, um para o lado e um para trás. Essa é a dança da economia brasileira que a economista Laura Carvalho descreve no livro “Valsa Brasileira: do boom ao caos econômico”, lançado em maio e que há três semanas está na lista dos mais vendidos do País, com mais de 10 mil exemplares comercializados. Doutora em economia pela New School for Social Research, de Nova York (EUA), professora da Universidade de São Paulo (USP), colunista da Folha de S. Paulo e integrante do grupo de trabalho formulou uma proposta de plano de governo na área de economia para o pré-candidato à presidência Guilherme Boulos (PSOL), Laura, 34 anos, esteve em Porto Alegre na última terça-feira (12) para lançar o seu primeiro livro. Entre uma visita à amiga também presidenciável Manuela D’Ávila e o evento na Faculdade de Economia da UFRGS. (mais…)

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