Nota de apoio da Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares Ceará – RENAP/CE às Professoras e aos Professores da Faculdade de Direito da UFC

Expressamos nossa solidariedade às professoras Beatriz Rego Xavier e  Cynara Monteiro Mariano, bem como aos professores Felipe Braga Albuquerque, Gustavo César Machado Cabral e Newton de Menezes Albuquerque, todos professores da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará – UFC, diante dos atos de arbitrariedade e perseguição política por parte do diretor daquela casa universitária e do Reitor da referida universidade.

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Brasil tem cerca de 15% dos casos de contaminação e de mortes em todo o mundo, embora tenha apenas 2,8% da população

Para infectologista Raquel Stucchi, vacina é única possibilidade de combate real à covid-19. “Mas não deve estar disponível antes de março”.

por Eduardo Maretti, em Rede Brasil Atual – RBA / IHU On-Line

Brasil tem cerca de 15% dos casos de contaminação e de mortes causadas pelo novo coronavírus em todo o mundo – embora tenha apenas 2,8% da população. Na opinião da infectologista Raquel Stucchi, da Unicamp, a falta de planejamento e de políticas sérias, baseadas em protocolos científicos, pode ter feito a população, pelo menos de algumas cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, ter adquirido algo próximo ao que se convencionou chamar de “imunidade de rebanho”. Imunidade de rebanho é quando o nível de contágio diminui depois de o vírus infectar uma grande quantidade de pessoas.

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Lógicas tributárias fazem do Brasil a ‘galinha dos ovos de ouro’ dos ricos. Superação requer enfrentamento da mentalidade escravista. Entrevista especial com Rafael Barbosa

Para o economista, “os quase quatro séculos de escravidão foram determinantes para que o Brasil seja hoje um dos países mais desiguais”, onde muitos trabalham para benesse de poucos

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Entre os historiadores, há uma máxima que diz que é preciso entender que o senhor de engenho do Brasil Colônia nada seria sem o escravo, pois este é de fato quem trabalha para o desenvolvimento. É uma lógica que se aproxima muito da relação que o economista Rafael Barbosa traz para compreender porque, no Brasil de hoje, ainda existem formas de tratamento distintas, com bem poucos ricos sustentando seus ideais e visões econômicas enquanto a grande massa trabalha e vê os rendimentos minguarem. “As mazelas sociais vividas atualmente são resultado direto da nossa história política, econômica e social, marcada pelo longo período de vigência do padrão produtivo primário-exportador realizado por meio do trabalho escravo que limita o processo civilizatório brasileiro”, detalha.

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Saudade de tirar os sapatos. Por Carol Proner

“No episódio que ficou conhecido como “a diplomacia dos sapatos”, o Brasil passou vergonha, em janeiro de 2002, quando o chanceler Celso Lafer foi obrigado a remover os sapatos três vezes no trânsito entre aeroportos e inspeções durante uma missão aos Estados Unidos. Isso porque o país do norte, traumatizado pelos atentados de 11 de setembro do ano anterior, acabava de estabelecer novo protocolo para evitar incidentes inesperados, como o do inglês Richard Reid, preso em dezembro tentando detonar explosivos instalados no próprio tênis num voo entre Paris e Miami.

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Esplanada da Morte (XIX) — Como o Congresso ajudou a criar condições para o genocídio

Parlamentares evitaram crise mais grave com auxílio emergencial, mas antes aprovaram projetos de desmantelamento de políticas públicas; enquanto Rodrigo Maia fecha com agenda de Paulo Guedes, Davi Alcolumbre busca apoio inconstitucional para reeleição

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Mesmo com alguns atritos com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem sido um dos principais defensores do teto de gastos e também das reformas, como a trabalhista e a previdenciária. A diminuição dos investimentos é um dos fatores que deixou o país mais vulnerável à pandemia e com menos condições de controlar seu avanço. Apesar de desentendimentos casuais com Guedes, primeiro retratado nesta série de reportagens, as semelhanças nos objetivos de ambos permanecem as mesmas.

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Esplanada da Morte (XVIII) — Acuado, STF contraria Bolsonaro, mas evita confronto efetivo

Supremo criou página para listar medidas de combate à pandemia, mas permitiu que o presidente divulgasse notícias falsas sobre decisão por autonomia de estados e municípios no isolamento; e deixou rolar solta a apologia ao uso anticientífico da cloroquina 

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

A animosidade do presidente Jair Bolsonaro e seus filhos em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) é anterior à eleição de 2018, quando ele foi eleito. Em uma videoaula em julho daquele ano, o hoje deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho número 03, falou sobre a possibilidade de fechamento da Corte:

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O povo dos macacos. Por Marcio Sotelo Felippe

“Impressionantemente, Gramsci descreve em 1921 o que vemos se desenrolar no Brasil contemporâneo, a natureza do povo dos macacos estampada nas redes sociais.”

Na Revista Cult

Há uma diferença entre dizer como é o fascismo e dizer o que é o fascismo. Não é raro tomar-se uma coisa pela outra.  Conhece-se o fascismo, mas compreender é tarefa distinta. Giambattista Vico, filósofo que Marx  apreciava, dizia que somente podemos ter a ciência verdadeira do que criamos. Não da natureza, mas da História, porque é obra nossa. Contemplar a natureza, descrever os fenômenos, é um conhecimento incompleto, útil certamente, mas somente o criador, se existe, poderá ter a ciência da natureza porque o sujeito criador é verdadeiramente o sujeito cognoscente. Ele sabe porque algo existe, seu destino e finalidade. Nós conhecemos, ele compreende.

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Livro desmascara as redes de pedofilia na Amazônia

Em Poderosos Pedófilos, fruto de uma investigação de duas décadas, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. reúne casos envolvendo pessoas influentes da região (Foto de Alberto Cesar Araújo/2013)

 Por: Eduardo Nunomura, na Amazônia Real

Poderosos Pedófilos, novo livro de Amaury Ribeiro Jr., já é perturbador em seu título, mas se torna ainda pior com os fatos narrados em suas 224 páginas. A obra é sobre uma Amazônia que existia em 1997, quando o jornalista inicia a cobertura da violência sexual contra crianças e adolescentes e pedofilia, e insiste em permanecer cruelmente real em 2020. É como se nada tivesse mudado de lá para cá. A impunidade tem prevalecido nos crimes que roubam a infância no Brasil, porque envolvem homens de poder, com altos e influentes cargos públicos, e famílias pobres que não conseguem sair dessa armadilha.

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Relatório aponta sério risco à liberdade acadêmica no Brasil

Estudo divulgado por instituto de Berlim destaca ofensivas em várias frentes contra professores, pesquisadores e instituições brasileiras. Sinais claros de corrosão da autonomia acadêmica já vêm desde as eleições.

Por Bruno Lupion, na DW

A liberdade acadêmica de pesquisar e ensinar, em um ambiente com autonomia didática e científica nas universidades públicas, é garantida pela Constituição, mas está sob ameaça no Brasil. A conclusão é de um relatório elaborado por um grupo de pesquisadores brasileiros e publicado neste mês pelo instituto GPPi (Global Public Policy Institute), baseado em Berlim.

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