Terras raras: A estratégia que falta ao Brasil

Em torno de materiais do futuro, emerge disputa geopolítica. EUA tentam submeter Américas à Doutrina Donroe. China acena com pactos voltados ao Sul Global. Alheias a este cenário, políticas brasileiras ainda estão pautadas pela financeirização

Por Edna Aparecida da Silva*, em Outras Palavras

Desde 2018, no primeiro governo Trump, minerais críticos passaram a integrar explicitamente a agenda de competição tecnológica, industrial e estratégica entre Washington e Pequim. Ao longo de 2025 e início de 2026, essa rivalidade ganhou densidade institucional: controles de exportação, acordos internacionais, estoques estratégicos, triagem de investimentos e participação estatal direta passaram a operar de forma coordenada. A disputa bilateral transforma-se, assim, em arquitetura de blocos e zonas de alinhamento, nas quais acesso a mercado, financiamento e tecnologia tornam-se instrumentos de contenção ou exclusão da China em setores sensíveis à competitividade e à segurança nacional dos Estados Unidos. (mais…)

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Soberania energética na Venezuela

Boletim Venezuela em Foco #19

Da Página do MST

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou nesta quinta-feira (29), a reforma da Lei Orgânica de Hidrocarbonetos, definida pelo governo como um passo histórico para reafirmar a soberania energética do país. A nova legislação reorganiza o marco jurídico do setor, amplia mecanismos de investimento e busca converter as vastas reservas de petróleo e gás em base para desenvolvimento econômico e bem-estar social. Em movimento semelhante, o Tesouro dos Estados Unidos autorizou transações de entidades norte-americanas com o petróleo venezuelano, inclusive com a estatal PDVSA. (mais…)

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Cuba em perigo. Por Valerio Arcary

Após o assalto à Venezuela, a situação da ilha caribenha, já castigada, piorou muito. Um golpe pode se concretizar até final de 2026. Defendê-la é questão de princípios. Pois Cuba não é prova de que o socialismo não dá certo – é exatamente o contrário

Por Valerio Arcary, em Outras Palavras

O que significa dizer defesa “incondicional” da URSS? (…) Quer dizer que, independentemente do motivo (…) defendemos as bases sociais da URSS, se esta for ameaçada pelo imperialismo.[1]
                                                                                                                      Leon Trotsky (mais…)

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Os “acordos de paz” de Trump

O “pacifista” já bombardeou sete países, só no segundo mandato. Tentativas fracassadas de resolução na Faixa de Gaza, no sudeste asiático e na África Central expõem o rebaixamento dos EUA. Enquanto sequestra um presidente e cobiça territórios, Casa Branca constrói seu “Conselho de Paz”

Por Wagner Sousa, em Outras Palavras

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem se jactado em muitos de seus discursos como o sendo o “líder da paz” que “terminou oito guerras”, desde o início deste segundo mandato, o que claramente não procede. Algumas das “guerras” mencionadas não estavam em curso, como entre Sérvia e Kosovo ou entre Egito e Etiópia, tratando- se de tensões entre vizinhos. Outros conflitos como entre Paquistão e Índia, que cessaram, não têm o reconhecimento das duas partes sobre um suposto papel decisivo dos EUA como intermediador. Mas na habitual autocongratulação do republicano, estes “feitos” e outros supostos o credenciariam a tornar-se merecedor do Prêmio Nobel da Paz. (mais…)

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A importância da união latino-americana

Boletim Venezuela em Foco #18

Da Página do MST

Em discurso no Fórum Econômico Internacional da América Latina, no Panamá, o presidente Lula defendeu a união dos países latino-americanos contra intervenções militares ilegais, em uma crítica direta à ação dos Estados Unidos, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro. A posição brasileira reforça o debate sobre a soberania e legalidade internacional diante da ofensiva norte-americana. (mais…)

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Geopolítica em perspectiva gângster. Por Jayati Ghosh

Nos últimos séculos, os países que exerceram liderança souberam combinar poder superior com instituições internacionais e regras estabilizadoras. Ao romper com elas, Trump espalha a instabilidade e o risco de conflitos devastadores. Só a ação coletiva pode enfrentá-los

Em Outras Palavras

Há método por trás da aparente loucura da abordagem — transacional e baseada em esferas de influência – de Donald Trump, em relação à geopolítica e à economia global. Em nenhum momento essa lógica ficou mais clara do que no sequestro ilegal do presidente venezuelano Nicolás Maduro e em seus esforços contínuos para garantir o controle das reservas de petróleo do país. (mais…)

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“O que está em jogo é a nossa sobrevivência como povos”. Entrevista com Raúl Zibechi

IHU

O ataque dos Estados Unidos à Venezuela e seu anúncio do controle político sobre o país, juntamente com a extração e venda de seu petróleo, “confirmam que na América Latina estamos em um momento de inflexão histórica, que não será de dois dias e que nos afetará como povos, não mais como governos”, afirmou Raúl Zibechi, em entrevista à Rádio Alas, na Argentina. (mais…)

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