Donald Trump e o capitalismo predatório. Por Liszt Vieira

A ação na Venezuela expõe a transição do capitalismo liberal para o predatório, onde a força bruta suplanta o direito internacional para confiscar recursos estratégicos

Por Liszt Vieira*, em A Terra é Redonda

Donald Trump e a Venezuela

Nicolás Maduro foi sequestrado e levado a Nova Yorque, certamente com algum tipo de informação e apoio interno. O Governo dos EUA aceitou negociar com a vice-presidente e já começou a dar ordens. Se Nicolás Maduro era ilegítimo porque fraudou a eleição, a vice-presidente de Nicolás Maduro seria legítima? (mais…)

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América Latina: um continente nu e na defensiva. Por Raul Zibechi

O ataque à Venezuela é um golpe para toda a região latino-americana, mas também uma mostra de debilidade do processo bolivariano. O sequestro de Maduro não teria sido possível sem a colaboração interna.

por Raúl Zibechi*, em El Salto / IHU

O ataque à Venezuela é um golpe em toda a região latino-americana, ocorrendo no momento de maior ascensão das direitas duras em várias décadas e da quase extinção de governos progressistas. (mais…)

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Manifestação condena ação de Trump na Venezuela e alerta para riscos à soberania regional

Mais de mil pessoas se reuniram na tarde desta segunda-feira (5), em frente ao Consulado dos Estados Unidos, na zona sul de São Paulo

Por Felipe Bianchi, do Barão de Itararé, na página do MST

Convocado por um amplo conjunto de organizações populares, partidos e movimentos sociais, o ato em São Paulo foi marcado pelo caráter unitário entre diversas forças políticas e sociais, reunindo lideranças partidárias, movimentos da juventude, militantes de organizações populares, comunicadores e venezuelanos residentes em São Paulo. (mais…)

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Venezuela difere de outras invasões dos EUA por quebrar ordem liberal, dizem especialistas

Trump supera outras ações militares norte-americanas no desrespeito ostensivo às regras estabelecidas no cenário mundial

Por Leandro Aguiar | Edição: Ludmila Pizarro, em Agência Pública

O enredo não é novo: sob o pretexto de que é preciso salvar a população de uma ditadura e da espoliação econômica que ela promove, os Estados Unidos da América bombardeiam países, derrubam o governante da vez e passam a gerir o estado, sempre sob a promessa de redemocratização. Desde o fim da Guerra Fria, foi assim no Panamá (1989), Afeganistão (2001), Iraque (2003), Haiti (2004), Líbia (2011) e, agora, na Venezuela. (mais…)

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A Venezuela é apenas o começo da nova ordem mundial de Trump. Por Owen Jones

“Uma nova ordem mundial está emergindo. Uma nova ordem na qual potências cada vez mais autoritárias usam a força bruta para subjugar seus vizinhos e roubar seus recursos”.

por Owen Jones, do The Guardian, em El Diario / IHU

Enquanto o horizonte da Venezuela se iluminava sob os bombardeios americanos, testemunhávamos os sintomas de um império em declínio. Pode parecer contraditório. Afinal, os Estados Unidos sequestraram um líder estrangeiro e Donald Trump anunciou que irá “governar” a Venezuela. É verdade que, à primeira vista, parece mais um frenesi de poder do que um império em declínio: à primeira vista, vemos uma superpotência eufórica com sua própria força. (mais…)

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Assim se naturaliza o sequestro de um presidente. Por Ricardo Queiroz Pinheiro

Exame de uma construção midiática. Na Venezuela, como no genocídio em Gaza ou no Iraque, apaga-se a barbárie, deslocando-se o foco para a “precariedade” da vítima e a “excelência técnica” do agressor. O que sobra é um mundo um pouco mais baixo, violento e cínico

Por Ricardo Queiroz Pinheiro*, em Outras Palavras

É sempre a mesma história. Quando veio à tona o sequestro de Maduro — uma operação que envolve a invasão de um país e a retirada forçada de um presidente eleito — grande parte do comentário político entrou em modo automático. Demora umas horas, um ajuste aqui, outro, mas a homogeneidade chega. Em programas da Globo News, UOL, CNN etc, e nesse circuito ampliado de análise e opinião, o enquadramento aparece rápido: um governo incompetente, um Exército dividido, uma estrutura frágil que teria facilitado a ação estadunidense. O gesto em si, grave, criminoso, perdeu centralidade. O foco deslocou-se para a suposta incapacidade do alvo e pela excelência do invasor. (mais…)

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A Venezuela sob ataque e o chavismo na encruzilhada. Por Rômulo Paes de Sousa

Após o sequestro de Maduro, Trump indica aceitar um governo liderado por Delcy Rodríguez, desde que o controle do petróleo venezuelano seja transferido a empresas dos EUA. A decisão não será fácil. O Estado venezuelano encontra-se por um triz

Por Rômulo Paes de Sousa*, em Outras Palavras

Após semanas de agressões militares pontuais na costa venezuelana, na madrugada de 3 de janeiro de 2026 cerca de 150 aeronaves norte-americanas bombardearam alvos militares em Caracas e Higuerote, culminando no sequestro do presidente do país e de sua esposa. A ação, rápida e devastadora, deixou o mundo perplexo. Embora os Estados Unidos possuam um longo histórico de intervenções na América do Sul — inclusive na própria Venezuela —, esta foi a primeira vez que utilizaram diretamente suas tropas em uma ação militar dessa natureza. Até então, sua atuação se dava sobretudo por meio do financiamento e do apoio a forças políticas direitistas locais. O episódio também sinaliza que o presidente Donald Trump abandonou definitivamente a diretriz proclamada em seu primeiro mandato, segundo a qual buscaria encerrar guerras, e não promovê-las. (mais…)

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