Em torno de materiais do futuro, emerge disputa geopolítica. EUA tentam submeter Américas à Doutrina Donroe. China acena com pactos voltados ao Sul Global. Alheias a este cenário, políticas brasileiras ainda estão pautadas pela financeirização
Por Edna Aparecida da Silva*, em Outras Palavras
Desde 2018, no primeiro governo Trump, minerais críticos passaram a integrar explicitamente a agenda de competição tecnológica, industrial e estratégica entre Washington e Pequim. Ao longo de 2025 e início de 2026, essa rivalidade ganhou densidade institucional: controles de exportação, acordos internacionais, estoques estratégicos, triagem de investimentos e participação estatal direta passaram a operar de forma coordenada. A disputa bilateral transforma-se, assim, em arquitetura de blocos e zonas de alinhamento, nas quais acesso a mercado, financiamento e tecnologia tornam-se instrumentos de contenção ou exclusão da China em setores sensíveis à competitividade e à segurança nacional dos Estados Unidos. (mais…)
