Gaza e a lógica da necrocidade como modelo global: fazem uma ruína e a chamam de desenvolvimento. Entrevista especial com Marco Cremaschi

“A lógica aplicada a Gaza – destruir e depois reconstruir para fins de lucro – corre o risco de se tornar um modelo global”, alerta o urbanista italiano

Tradução de Luisa Rabolini, em IHU

O plano de reconstrução de Gaza, articulado por Donald Trump e que conta com o apoio do seu genro, Jared Kushner, e de Tony Blair, ex-Primeiro Ministro Britânico, é uma iniciativa que transcende a dimensão técnica e se configura como uma operação política e econômica. A proposta, que visa transformar a Faixa de Gaza em uma espécie de “Riviera” ao estilo Dubai, é delineada por consultores anônimos e prioriza a viabilidade econômica e os interesses de investidores em detrimento das vidas humanas e da história do território. (mais…)

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Em Gaza, a paz que não existe

Israel viola o cessar-fogo, promove ataques e bloqueia parte da ajuda humanitária no território. Enquanto isso, EUA celebram “trégua” – que virou ferramenta de propaganda para garantir a impunidade de Tel Aviv e prolongar o apagamento dos palestinos

Por Glauco Faria, em Outras Palavras

Israel matou quase 100 palestinos em Gaza e feriu 230 desde a entrada em vigor da trégua proposta e intermediada pelos Estados Unidos em 10 de outubro. Apenas nas últimas 24 horas, corpos de 13 palestinos e oito feridos foram levados a hospitais da região. A ofensiva militar contou com ações como o ataque do exército israelense contra civis desarmados e mais de um bombardeio ao território ocupado. (mais…)

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Carta ao Conselho de Segurança da ONU: a proposta EUA-França-Reino Unido apenas consolidará a ocupação, o apartheid e o genocídio em Gaza

Rejeitem a proposta EUA–França–Reino Unido de “força de estabilização” que apenas consolidará a ocupação, o apartheid e o genocídio em Gaza

Ao Conselho de Segurança da ONU

Excelentíssimo(a) Senhor(a),

Apelamos urgentemente a Vossa Excelência, como membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para que rejeite a iminente resolução apresentada pelos Estados Unidos, França e Reino Unido, que pretende “estabilizar” a atual ocupação e o genocídio em Gaza por meio de uma força multinacional aprovada pela ONU — uma iniciativa destinada, na prática, a sustentar o chamado plano de paz de Donald Trump. (mais…)

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Tudo começa e termina em Gaza. Por Tarso Genro

Assistimos à naturalização do inaceitável: a transformação de um genocídio em mero episódio geopolítico, revelando que a razão já deu lugar aos monstros que produziu.

A melhor forma de viver o futuro é criá-lo” (Joseph Conrad).

1.

“Relaxamento, torpor, anestesia e sonolência”, causadas pelo ópio fumado ou bebido em “tinturas preparadas para o consumo” foram – mais além das devastações materiais e humanas – os primeiros efeitos na perversão da subjetividade humana, desenhados desde dentro do capitalismo industrial. (mais…)

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O valor da vida e o genocídio. Por Mauro Luis Iasi

No Blog da Boitempo

“A dor não é a forma suprema da perfeição. 
Meramente provisória, é um protesto. 
Está presa aos meios iníquos, doentios e injustos.
 Quando a iniquidade, a doença e a injustiça forem
erradicadas, não haverá mais lugar para ela”.
Oscar Wilde – A alma do homem sob o socialismo

No ataque de 7 de outubro o Hamas matou 1.139 pessoas e deixou 3.400 feridos. Em dois anos de guerra o Estado de Israel matou mais de 67.869 mil pessoas e deixou algo em torno de 165 mil feridos. Além do custo humano, a agressão do Estado sionista, consumiu US$ 55,6 bilhões, cerca de 10% do PIB israelense. (mais…)

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Gaza: sinais de tortura encontrados em corpos de palestinos. Uma equipe turca procura os corpos dos reféns

A troca de corpos dos sequestrados e dos militantes de 7 de outubro está colocando em risco a estabilidade da trégua. Israel e Hamas se acusam mutuamente de violar o acordo.

por Fabio Tonacci, em La Repubblica

A guerra dos vivos foi suspensa e a guerra dos mortos começou. Os corpos de reféns israelenses e palestinos assassinados — a maioria militantes que participaram do pogrom de 7 de outubro e do conflito, mas presumivelmente também alguns civis, nos quais, como veremos, foram encontrados sinais claros de tortura — estão em jogo. E, portanto, a transição para a fase dois do acordo, que deve definir a administração transitória de Gaza, a chegada da força internacional de estabilização e o futuro do Hamas. (mais…)

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