Quilombolas se unem em campanha nacional na luta contra o genocídio


Sob ameaça de obras federais que avançam em seus territórios e do desamparo frente ao coronavírus, quilombolas reúnem 55 mil apoiadores

Na Carta Capital

“Nós, povo preto, e nossos irmãos indígenas sabemos que a narrativa do progresso – e do genocídio ‘necessário’ para deixar o progresso passar – é uma narrativa velha, tem pelo menos 520 anos, e nasceu na boca do primeiro colonizador. Nós não somos os inimigos. Pelo contrário”. O presente desabafo consta de uma campanha nacional criada por quilombolas de Itapecuru-Mirim e Miranda do Norte, no Maranhão, contra o genocídio de seu povo preto.  

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Covid-19, Bolsonaro e o 520º ano de dizimação dos povos de Pindorama

A luta pela preservação da Amazônia e dos povos tradicionais do Brasil é – e precisa ser – uma luta de todo os país e de todo o mundo

Por José de Ribamar Virgolino Barroso*, na Carta Capital

Faz mais de cem dias que convivemos, de um lado, com a ameaça sanitária da covid-19 e, de outro, com as ofensivas dos donos do poder e do mercado que se aproveitam desse momento para fragilizar nossas resistências. Multiplique-se essa contagem de tempo por 520 — o total de anos transcorridos desde que Pindorama foi tomada de seus habitantes originários e começou a se tornar Brasil — e se poderá ter uma vaga ideia das ameaças que os povos indígenas enfrentam há séculos. Provavelmente, nem assim.

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“O indígena se abastece da água dos rios”, diz Mourão para justificar veto de Bolsonaro ao fornecimento de água potável a aldeias

ClimaInfo

Mourão defendeu ontem (9/7) os vetos de Bolsonaro a alguns dispositivos da lei aprovada pelo Congresso para ajudar as comunidades indígenas durante a pandemia. Bolsonaro vetou ações como distribuição de água potável e material de higiene, limpeza e desinfecção. De acordo com o vice, o fornecimento de água é desnecessário já que os indígenas se abastecem “da água dos rios que estão na sua região”.

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A estratégia indígena para enfrentar o vírus

Mortes se propagam nas aldeias. Governo abandonou-as — e ruralistas seguem no ataque. Frente ao genocídio, um saber antigo: retornar às florestas, para proteger os idosos, guardiões da ancestralidade, e os valores de coletividade…

por Susana Prizendt, em Outras Palavras

Nas tradições indígenas, a origem de muitos elementos, considerados benéficos para os seres humanos, está relacionada a uma perda, um acontecimento doloroso, vivido por integrantes de uma determinada etnia. Para o povo Sateré-Mauê, os surgimentos da castanheira, da seringueira e do cajueiro, por exemplo, ocorreram, através de processos mitológicos envolvendo a morte de guerreiros ou de animais, valorizados pela sociedade de um passado distante.

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Frente quilombola no Congresso vê racismo e “requintes de crueldade” em vetos de Bolsonaro

Ao derrubar itens do PL 1.142, que prevê medidas emergenciais para os povos do campo durante a pandemia, presidente impede a inclusão dos quilombos no Programa Nacional de Reforma Agrária e dificulta o acesso a políticas públicas, como o auxílio emergencial 

Por Márcia Maria Cruz, em De Olho no Genocídio

O presidente Jair Bolsonaro vetou a inclusão das comunidades quilombolas do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) e dificultou o acesso dessa população ao auxílio emergencial. Os vetos ao Projeto de Lei nº 1.142, de 2020, que institui medidas emergenciais no combate à Covid-19 entre indígenas, quilombolas e camponeses, foram publicados no Diário Oficial da União nesta terça-feira (07).

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Veto de Bolsonaro obriga povos do campo a se arriscar nas cidades por auxílio emergencial

Medida foi bancada pelos ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, e da Cidadania, Onyx Lorenzoni; governo diz que pagar benefícios em comunidades “sem mapeamento preciso” seria inseguro, e que indígenas e quilombolas se deslocariam “para a realização de demais negócios”

Por Alceu Luís Castilho, em De Olho no Genocídio

O auxílio emergencial aos povos do campo, aprovado em junho pelo Senado, recebeu dezesseis vetos de Jair Bolsonaro. Catorze deles trazem como motivo a ausência de demonstração do impacto financeiro das medidas. É praticamente um copia e cola: com base em pareceres de cinco ministérios: da Justiça, da Economia, da Saúde, da Cidadania e da Mulher, Família e Direitos Humanos.

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Bolsonaro assume projeto genocida com os vetos, diz Articulação dos Povos Indígenas

Apib considera que derrubada de itens do PL que prevê apoio emergencial aos povos do campo mostra a determinação do presidente de “limpar a área”; no Senado, Eliziane Gama (Cidadania) e Randolfe Rodrigues (Rede) falam em “irresponsabilidade” e “maldade”

Por Demétrio Weber, em De Olho no Genocídio

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) criticou, nesta quarta-feira (08), os vetos do presidente Jair Bolsonaro ao Projeto de Lei 1142/2020, que cria o Plano Emergencial para Enfrentamento à Covid-19 em territórios indígenas. Em nota, a organização afirmou que os vetos fazem parte do “projeto genocida” do atual governo. “Bolsonaro assume publicamente com esses vetos a determinação de consumar o seu projeto genocida, de ‘limpar a área’”, diz o texto.

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ADPF 709: a voz indígena contra o genocídio. Por Julio José Araujo Junior

Utilização direta do controle concentrado de constitucionalidade representa um marco na defesa de direitos indígenas

No Jota

Cansados da falta de resposta das instituições e inconformados com um cenário avassalador de disseminação do coronavírus nas aldeias e comunidades, os povos indígenas resolveram dirigir o seu destino e transformar a história constitucional. Por meio da ADPF 709, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) associou-se à Clínica de Direitos Fundamentais da UERJ e a seis partidos para combater a omissão do governo federal no combate à pandemia e cobrar providências quanto ao risco de genocídio de diversas etnias. A utilização direta do controle concentrado de constitucionalidade representa um marco na defesa de direitos indígenas e impõe ao sistema de justiça a necessidade de atenção e providências ante um cenário extremamente grave de omissão do Estado brasileiro na elaboração e concretização de políticas em favor desse grupo minoritário.

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Os brancos que não se opõem a Bolsonaro e ao sistema colonizador são cúmplices do genocídio

No artigo, Alass Derivas, aborda a atual conjuntura, o Racismo Estrutural e o genocídio dos povos indígenas e negros

Cimi

Muita gente acredita que já não há indígenas no Brasil. Indígenas porque “índio” é referente ao país Índia. Se preferir: “os povos originários” desta terra que pisamos. Que já estavam por aqui muito antes de Pedro Álvares Cabral e os demais colonizadores (portugueses, holandeses, franceses e, mais recentemente, estadunidenses e chineses) chegarem. Estavam e estão sendo dizimados ainda. Eram, em 1500, estima a Funai, 3 milhões de indígenas. Hoje, segundo o Censo do IBGE 2010, são em torno de 800 mil. Eram 1000 povos, hoje são aproximadamente 300. Ou sejam 700 foram extintos. Sumiram do do planeta, com sua cultura, sua língua, sua forma de ver o mundo. Isso porque os brancos, através do capitalismo, acreditam que só sua forma de ocupar a Terra é possível.

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Covid-19: TRF1 determina retirada de garimpeiros da Terra Indígena Yanomami [atualizada]

União, Funai, Ibama e ICMBio têm 5 dias para apresentar plano emergencial. Garimpo ilegal assola região e é vetor de disseminação do vírus

A dramática situação enfrentada pelo povo Yanomami em meio à pandemia da covid-19 teve, nesta sexta-feira (3), andamento favorável: a determinação, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), a pedido do Ministério Público Federal (MPF), da adoção imediata de plano emergencial para conter o avanço da doença na Terra Indígena Yanomami, que contempla, entre outros pontos, o combate ao garimpo ilegal, com a extrusão dos infratores da TI. Plano, e respectivo cronograma, devem ser apresentados por órgãos públicos em até cinco dias e executado no prazo de dez dias após a conclusão, garantindo a execução durante todo o período da pandemia.

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