A pandemia e a fome: 19 milhões de pessoas no Brasil não têm o que comer. Entrevista especial com Juliano Ferreira de Sá

Além desse número estarrecedor, mais da metade da população, ou 116,8 milhões, vive com algum tipo de insegurança alimentar e nutricional

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Os dados sobre o aumento da fome no país são estarrecedores. “Segundo o ‘Inquérito da Insegurança Alimentar e Nutricional no Contexto da Pandemia da Covid-19’, que é o estudo mais atual no país e que já foi detalhado recentemente nessa página, em dois anos a fome praticamente dobrou, tendo, em dezembro de 2020, mais de 19 milhões de brasileiras e brasileiros (9% da população) que não têm o que comer, e mais da metade da população, ou 116,8 milhões, vive com algum tipo de insegurança alimentar e nutricional”, observa Juliano Ferreira de Sá, presidente do Conselho de Segurança Alimentar do Rio Grande do Sul, em entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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Barra Torres se afasta de Bolsonaro e confirma: presidente tentou mudar bula da cloroquina

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

O CASO DA BULA

Ontem foi a vez do contra-almirante Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, falar à CPI da covid-19. E o que se viu, ao longo das seis horas de depoimento, foi uma série de críticas ao negacionismo característico de Jair Bolsonaro –  que é seu amigo pessoal e o indicou ao cargo. Ele disse ser contrário às declarações antivacina do presidente e defendeu medidas preventivas, como uso de máscaras e isolamento social. Quando o relator Renan Calheiros (MDB-AL) leu uma lista de ações de Bolsonaro, ele respondeu que elas vão “contra tudo que nós temos preconizado em todas as manifestações públicas”.

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Em live, artistas lançam manifesto pelo impeachment de Bolsonaro

Artistas apresentaram um abaixo-assinado e convidaram a sociedade a entrar na luta pelo fim do ‘pesadelo’

por André Rossi, em Rede Brasil Atual

Eles estão acostumados a levar entretenimento ao Brasil. Nas telas, palcos, museus e até na rua, para rir, chorar, curtir um som ou apenas passar o tempo. Desta vez foi diferente. Vieram para fazer um chamamento de luta contra o desastre que se abateu no país após a eleição de Jair Bolsonaro.

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Indicação de cloroquina para Covid segue em vigor, apesar de sinalização contrária de Queiroga na CPI

Documento que orienta prescrição de cloroquina e hidroxicloroquina para casos leves, moderados e graves de Covid foi publicado em maio de 2020 e continua válido. Na CPI, ministro da Saúde fez ‘malabarismo verbal’ ao dizer que não há protocolo, mas ‘uma orientação’, o que, para especialistas, é a mesma coisa

Por Diego Junqueira, da Repórter Brasil 

Apesar de o ministro da Saúde Marcelo Queiroga ter dito na CPI da Covid que não existe protocolo de cloroquina no SUS, a orientação do Ministério da Saúde para uso da medicação como “tratamento precoce” para Covid-19 continua válida. O documento ainda está disponível no site do ministério e também na página de capacitação do SUS direcionada a médicos, enfermeiros e demais profissionais que atuam na rede pública.

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Vacinação em gestantes também revela lacuna de atuação do Ministério da Saúde

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

SUSPENSÃO

A Anvisa recomendou ontem à noite a suspensão imediata do uso do imunizante de Oxford/AstraZeneca em gestantes. O Ministério da Saúde disse ao Painel da Folha que investiga o caso de uma grávida que morreu depois ter sido vacinada; segundo o site  Metrópoles, a mulher desenvolveu um quadro de trombose dias após a injeção. Mas ainda não se sabe se o problema teve a ver com a vacina. 

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Muito além das testemunhas: falas de Bolsonaro são confissões

Sétimo vídeo da série De Olho no Genocídio aponta falas, ações e mentiras do presidente sobre temas em investigação na CPI da Covid; Brasil já deveria estar denunciando quem o segura no poder, e não somente reunindo as centenas evidentes de provas

Por Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

O presidente Jair Bolsonaro tripudiou a pandemia, fez campanha por remédios nocivos, deixou de comprar vacinas, fez piada com a eficácia delas e mentiu diariamente. A Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado, sob o comando de Omar Aziz (PSD-AM), promete apontar os responsáveis pelas mortes por Covid-19 no Brasil, por negligência ou ação criminosa direta. De Olho nos Ruralistas não tem dúvidas em relação à responsabilidade extraordinária de Jair Bolsonaro no massacre.

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Por que defendemos o impeachment de Bolsonaro

Outra Saúde e veículos de jornalismo independente assinam editorial conjunto por abertura de investigação e afastamento do presidente

por Redação do Outra Saúde

Jair Bolsonaro recebeu os votos de 39% dos eleitores. Empossado, nunca cumpriu a sua responsabilidade de de ser o presidente da República de todos os brasileiros e brasileiras. Mas foi no enfrentamento à pandemia que o seu desprezo pela vida ficou evidente, contrariando, com suas atitudes e palavras, o seu papel como a autoridade constitucional, legal e politicamente qualificada para liderar as ações contra o coronavírus. As evidências mostram que não há nenhum outro caso de chefe de governo que tenha cometido tantos erros e de forma tão cruel. 

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Indígenas e covid: o etnocídio oculto nos dados

Números da doença entre os povos originários desconsideram aqueles que vivem em cidades, em áreas ainda não demarcadas e/ou autodeclaradas – ou seja, 36% do total. Como essa subnotificação reflete o racismo e ecocídio praticados pelo Estado

Por Casé Angatu Xukuru Tupinambá, em Outras Palavras

A matéria que segue resultou da importante mesa que participei no dia 22 de abril, intitulada: “O SUS e a coleta de dados das populações vulnerabilizadas: a importância do quesito raça/cor”. Uma qualificada roda de conversa que fez parte do ciclo de debates intitulado “Ocupação Preta: Rodas Virtuais sobre Equidade e Saúde”. Atividade organizada pela Comissão Intersetorial de Políticas de Promoção da Equidade do Conselho Nacional de Saúde. Nesse texto são apresentadas as componentes dessa importante mesa.

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RJ: Uma cartografia dos tentáculos da milícia

Análise territorial do fenômeno que surfou na guerra às drogas para dominar terreno e subjugar a população periférica pelo medo. Como instrumentalizou a política – para destruí-la – e conquista cada vez mais simpatia do mercado e da elite

Por Marcelo Burgos*, na Le Monde Diplomatique Brasil

O Rio de Janeiro tem muito a ensinar sobre o fenômeno Bolsonaro para o Brasil, e embora isso seja óbvio, ainda não foi suficientemente levado a sério. Examinar a forma pela qual a milícia se espraiou no estado e como ela se converteu em um discurso que avançou sobre áreas ricas da cidade pode ser um bom começo. Afinal, a relação entre o atual presidente e seus filhos com a milícia não é apenas pessoal, mas ideológica, e isso precisa ser melhor compreendido.

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