Indígena de 15 anos assassinado no Maranhão é o 4º Guajajara morto de forma violenta em menos de dois meses

“Aconteceu essa tragédia e estamos nessa situação… triste. Uma dor, um coração nosso que se vai”, relata o irmão do indígena

No Cimi

Erisvan Soares Guajajara, de 15 anos, havia saído da Terra Indígena Arariboia, há cerca de duas semanas, para acompanhar o pai, Luizinho Guajajara, ao município de Amarante, no Maranhão, que fica a 683 quilômetros da capital São Luís. À cidade se dirigiram para com a aposentadoria do pai comprar mantimentos e roupas, hábito comum aos indígenas que saem dos territórios para nos centros urbanos encontrar aquilo que não plantam, tecem, caçam ou colhem. A viagem acabou de forma trágica nesta sexta-feira (13) quando o corpo do jovem indígena foi encontrado esquartejado em um campo de futebol localizado em Amarante.

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Dois índios Guajajara morrem e quatro ficam feridos durante atentado no Maranhão

Grupo de indígenas foi alvejado por disparos neste sábado (7) na BR-226, no município de Jenipapo dos Vieiras. De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, caso está sendo investigado.

Por G1 MA 

Dois índios da etnia Guajajara morreram e quatro ficaram feridos durante um atentado registrado neste sábado (7) na BR-226, no município de Jenipapo dos Vieiras, localizado a 506 km de São Luís. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihop).

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Marcha indígena em Brasília cobra proteção e demarcação das terras indígenas e fim dos assassinatos de lideranças

Indígenas do Pará e Amapá marcharam até o Ministério da Justiça, em Brasília, denunciando as invasões a seus territórios e pedindo justiça pelo assassinato de lideranças

No Cimi

Ontem (7) à tarde, lideranças indígenas do Pará e Amapá marcharam pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília até o Ministério da Justiça, denunciando as invasões a seus territórios e os recentes assassinatos do guardião da floresta da Terra Indígena Arariboia, Paulo Paulino Guajajara, no Maranhão, e do cacique Emyra Wajãpi, no Amapá.

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Justiça, de olhos fechados ao genocídio nas periferias

Relatórios apontam: no RJ, 90% dos “autos de resistência” — quando policiais registram morte por legítima defesa — são arquivados sem investigação. Provas são manipuladas, testemunhas ignoradas e ações legitimadas por ocorrerem em favelas

Por Felipe Betim, no El País Brasil

As ações policiais no Rio de Janeiro raramente passam pelo escrutínio das autoridades competentes, seja a Polícia Civil ou o Ministério Público, quando resultam em mortes. Ao menos três estudos e relatórios recentes indicam que mais de 90% dos autos de resistência — como são chamadas as mortes cometidas por agentes de Estado durante uma operação — não são investigados ou acabam arquivados. Trata-se de um cotidiano de impunidade que estimula toda sorte de abuso por parte dos agentes públicos. E que agora ronda o caso Ágatha Félix, a menina de oito anos que morreu baleada em 21 de setembro, no complexo de favelas do Alemão. Ela voltava para casa ao lado da mãe numa Kombi quando recebeu um tiro de fuzil nas costas.

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Cadê a infância na Favela? À medida que aumentam os tiros por Policiais no Rio, crianças são atingidas por disparos

Quando ouviu os tiros, Simone Barros pensou em seu filho.

Por Marina Lopes, Terrence McCoy, no Rio On Watch

Aos 11 anos, Kauã havia acabado de entrar no que Simone considerava o período mais perigoso de sua vida. Ele tinha idade suficiente para parecer uma ameaça, e todos os dias ela acordava temendo que aquele fosse o seu último dia. Que a polícia chegaria, o confundisse com um membro de uma facção, e o matasse a tiros.

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Rio sofre a morte de Ágatha Felix e protesta contra a sangrenta Política de Segurança do Estado

por Edmund Ruge, em RioOnWatch

Milhares de pessoas ocuparam os degraus da Alerj na noite de segunda-feira, 23 de setembro, em lamento à morte de Ágatha Felix, de oito anos, e em protesto contra a política de segurança do governador Wilson Witzel. O ato de segunda-feira à noite, organizado por movimentos estudantis e pelo movimento “Parem de Nos Matar!“, marcou o terceiro dia consecutivo de protestos desde o assassinato de Ágatha na noite de 20 de setembro.

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Rede Fluminense de Pesquisas sobre Violência se manifesta sobre escalada de violência policial no RJ

Leia abaixo o manifesto da Rede Fluminense de Pesquisas sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos contra a política do governo do Estado e o aumento da violência policial no Rio de Janeiro.

A Rede Fluminense de Pesquisas sobre Violência, Segurança Pública e Direitos Humanos é formada por centros de pesquisa vinculados a universidades como UFRJ, UFF, UERJ, PUC, UCAM, FIOCRUZ e a outras instituições de ensino e pesquisa do Rio de Janeiro. Muitos de nós estudam o problema da violência e da segurança pública em nosso estado há mais de vinte anos. É por essa trajetória que manifestamos publicamente nosso repúdio ao direcionamento do governo do estado para a segurança no Rio de Janeiro.

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Como vocês se atrevem? Por Eliane Brum

Greta Thunberg e Ágatha Félix: as infâncias morrem junto com as democracias

No El País

De forma deliberada, com método, Jair Bolsonaro mostrou, na abertura da Assembleia Geral da ONU, que é capaz de tudo. A Amazônia queimou diante do mundo e o presidente contra o Brasil diz ao planeta: “Nossa Amazônia permanece praticamente intocada”. E sua mentira é traduzida para todas as línguas. Depois, ele cita um versículo da Bíblia: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Bolsonaro goza com poder dizer qualquer coisa num palanque global. É assim que ele defeca pela boca, sim, mas defeca sobre a ONU. Não está ali desqualificando a si mesmo, mas todos os outros obrigados a escutá-lo mentindo como quem respira. Não está ali demonstrando sua inépcia, mas sim tornando ineptos todos os princípios que a Organização das Nações Unidas representam. Abriu a reunião mais importante do ano defendendo uma ditadura que sequestrou, torturou e executou cidadãos em nome do Estado. Bolsonaro sabia o que fazia, faz e fez o que disse que faria, faz e fez o que foi eleito para fazer.

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Rio de Janeiro. A guerra contra os pobres: militarização e violência estatal

Em um estudo comparativo entre a realidade das favelas do Rio e os territórios palestinos ocupados, a pesquisadora Gizele Martins reflete: “O que os moradores do conjunto de favelas da Maré viveram durante a Copa do Mundo de Futebol não é muito diferente do que vivem os palestinos. A militarização da vida é algo constante e assustador. Lá são os caças que atravessam diariamente a vida das pessoas, aqui, são os caveirões aéreos (helicópteros blindados e armados). O trágico é perceber que há uma naturalização mundial da violência que ambos os povos sofrem por parte dos poderes estatais e militares”.

por Alberto Azcárate, em El Salto / IHU On-Line*

De fato, existem várias relações e analogias que autorizam a comparação: o Batalhão de Operações Especiais Carioca treina em Israel. O Brasil é o quinto maior comprador mundial de armas israelenses. Os carros blindados que rodam nas grandes cidades brasileiras são da mesma procedência. O Rio de Janeiro, como a Palestina, ostenta seu “muro da vergonha”, construído em 2009 para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, perto do complexo de favelas da Maré. As autoridades o chamaram de “barreira acústica”, argumentando que era para preservar seus habitantes do ruído dos carros – a favela existe desde 1940. Ninguém duvida que o muro foi levantado para evitar que os estrangeiros, que assistiram os eventos, soubessem que – para muitas pessoas – a cidade estava longe de ser ‘maravilhosa’.

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No país onde ser criança é coisa de branco

Por Fausto Salvadori, editor e repórter da Ponte Jornalismo

“Raquel chora seus filhos e não quer consolação, porque eles já não existem”, escreve o Evangelho de São Mateus, citando o profeta Oséas, ao descrever o Massacre dos Inocentes, a chacina de crianças cometida na vila de Belém pelo braço armado do governo Herodes.

Matar crianças. É uma prática que costuma ser vista como o maior dos crimes, algo além do justificável e do compreensível, tão horrível que é repudiada até pelos que fazem do crime o seu modo de vida.

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