Autoridades precisam por fim às mortes extrajudiciais nas favelas e periferias do Rio de Janeiro

Esta é uma declaração emitida em maio de 2019 pelo Escritório de Washington Sobre a América Latina (WOLA) uma organização líder em pesquisa e defesa dos direitos humanos nas Américas, cujo maior trabalho é informar os governantes norte-americanos sobre o estado dos direitos humanos nas Américas. Para ler a declaração original, em inglês, clique aqui.

WOLA / RioOnWatch

O recente recorde de 20 anos batido no Rio de Janeiro, referente ao número de mortes decorrente de confrontos com a polícia, levaram a Comissão de Direitos Humanos do estado a denunciar o governador Wilson Witzel por legitimar a expansão de uma política de segurança pública pautada no uso ostensivo da força policial em comunidades periféricas no Rio de Janeiro, cuja população é majoritariamente afrodescendente. Essa epidemia de mortes decorrentes de intervenções policiais–um fenômeno que vem contribuindo para os altos índices de morte extrajudiciais no Brasil–é uma medida de segurança considerada retrógrada e ilegal. Além de reforçar o racismo institucional, trata-se de uma abordagem ineficaz na tentativa de quebrar o ciclo de violência que há muito tempo assola o Rio de Janeiro.

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“Parem de nos matar!”: Domingo tem protesto das comunidades contra as mortes no Rio de Janeiro

Coordenado por moradores de favelas e apoiado por movimentos sociais, ato denuncia massacre por ações policiais; 26 de maio é o primeiro domingo após um mês do assassinato de gari, no Vidigal

Publicado por Cláudia Motta, da RBA 

São Paulo – No mesmo dia em que o ministro da Justiça, Sergio Moro, utilizou as redes sociais para reafirmar seu projeto de lei “anticrime”, moradores de comunidades do Rio de Janeiro confirmaram para o próximo domingo (26) protesto contra o massacre nas favelas por ação da polícia.

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Racismo: “Um policial não tem o direito de ser ignorante sobre certos assuntos”

Existem diferentes formas de racismo. O fato de que quem mais morre de tiro e de fome no Brasil é preto revela o racismo estrutural do nossos país

Por Martel Alexandre del Colle, em Justificando

Eu gosto bastante de filmes de super-herói. Costumo assistir todos os filmes da Marvel e alguns da DC, porém tenho amigos bastante intelectuais que consideram esse tipo de entretenimento muito vazio. O tipo de filme que não vai lhe causar nenhuma grande reflexão. Obviamente, eu respeito a opinião deles, mas eu confesso meu encantamento com os últimos títulos da Marvel.

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“Estamos indo rumo à selvageria, à barbárie”, diz especialista

Luiz Eduardo Soares defende o fim da militarização das polícias e vê pena de morte aplicada a jovens pobres no Brasil

por Eduardo Nunomura, em CartaCapital

Antes que a entrevista acabasse, o antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares compartilhou notícias pelo WhatsApp que recebeu de moradores do Complexo da Maré, na zona norte do Rio, denunciando policiais militares que atiravam de dentro de um helicóptero. “Não sei se viu os vídeos do governador Witzel conclamando à barbárie, se apresentando como vingador, justiceiro, entrando ele mesmo com policiais armados no helicóptero, um negócio inacreditável”, relatou. “Essa é a nossa realidade, que invade nossa entrevista.”

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Alerj denuncia governador do Rio Wilson Witzel à ONU e à OEA por “agenda genocida”

Se a denúncia for aceita, o Brasil poderá responder internacionalmente pelas mortes provocadas em operações policiais

por Eduardo Miranda, em Brasil de Fato

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e a deputada federal Talíria Petrone (Psol) denunciaram, nesta terça-feira (7), o governador Wilson Witzel (PSC) à Organização das Nações Unidas(ONU) por promover uma “agenda genocida” no estado. A presidente da CDH, deputada Renata Souza (Psol), também encaminhou a denúncia à Organização dos Estados Americanos(OEA).

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Depois do sábado de Witzel em Angra dos Reis, Operação da Core deixa oito mortos no Complexo da Maré

Nota de Combate: nunca pensei que escreveria isso, mas, sobre a abjeta ação do governador em Angra dos Reis, sábado último, vale ler o justo texto de Reinado Azevedo – Depois dos tiros sobre a carne preta e pobre, Witzel vai para hotel de luxo. (TP)

Por Ana Carolina Torres, Hellen Guimarães e Célia Costa, no Extra

Uma operação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil deixou oito mortos na manhã desta segunda no Complexo da Maré. Dois homens foram presos. Houve apreensão de sete fuzis, pistolas e granadas.

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Dizer que povos indígenas estão sentados sobre imensas reservas minerais é racismo puro e simples. Entrevista especial com Leonardo Barros

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

No debate sobre a mineração em terras indígenas, “o Canadá está alguns passos à frente do Brasil” e “as universidades têm desempenhado um papel importante no sentido de estimular a reflexão franca e o debate aprofundado sobre a mineração em terras indígenas, aproximando governos, empresas e povos indígenas em seminários acadêmicos”, diz Leonardo Barros, doutor em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais, à IHU On-Line. “Não tenho conhecimento de que os pronunciamentos do governo brasileiro no sentido de liberar a mineração em terras indígenas tenham dado ensejo a um grande debate acadêmico, ou mesmo na esfera pública mais ampliada, por aqui”, diz, ao comentar as iniciativas do presidente Jair Bolsonaro, favoráveis à exploração mineral em terras indígenas.

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Pacote Anticrime. “Naturalizamos violências radicais em favor de uma senha de ocasião”. Entrevista especial com Augusto Jobim

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

O projeto anticrime do governo federal, que visa enfrentar a corrupção, o crime organizado e crimes violentos, “é demagógico e principalmente irresponsável, pois vai na direção de uma panaceia: insiste nos mesmos problemas de sempre, que são a punição a todo custo, o aumento de penas, a aceleração de processos e, sobretudo, a flexibilização de garantias. É exatamente o que vem se fazendo há muito tempo e isso não funciona”, diz Augusto Jobim, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais e em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica – PUCRS. Entre os pontos críticos do projeto, Jobim menciona as tentativas de “burlar” decisões do Supremo Tribunal Federal – STF com relação à Lei dos Crimes Hediondos, de consolidar a prisão em segunda instância, e a possibilidade de gravar as conversas entre advogados e clientes em presídios.

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Por que confundir populistas com fascistas é um equívoco, segundo pesquisador do Holocausto em Israel

Por Paula Adamo Idoeta, da BBC News Brasil

Pesquisador por três décadas do Museu do Holocausto em Israel, Avraham Milgram sugere cautela a quem chama tudo de fascismo.

Historiador, ele defende que há uma distinção objetiva entre fascistas e populistas, apesar de semelhanças históricas como lideranças carismáticas, identidade nacional e crise socioeconômica.

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Ditadura militar, uma ferida aberta na aldeia Ocoy

Violações sofridas pelos Avá-guarani durante a construção da usina de Itaipu são recontadas no cotidiano da aldeia. Povos indígenas temem pelo futuro sob Bolsonaro e planejam mobilização

Por Beatriz Jucá, no El País

As marcas deixadas pela ditadura militar ainda são uma ferida aberta na memória da aldeia Ocoy, uma comunidade de indígenas Avá-guarani localizada em São Miguel do Iguaçu, a quase 600 quilômetros de Curitiba, no oeste do Paraná. Há décadas, os xeramõi — lideranças espirituais da etnia — repetem a mesma história para as novas gerações. Nas escolas ou nas casas de reza, contam como viram suas terras serem engolidas pelas águas da usina hidrelétrica Itaipu Binacional, uma obra emblemática da política desenvolvimentista da ditadura militar.

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