A inspiração transformadora que vem das resistências populares, por Cândido Grzybowski

No Ibase

No contexto da crise política em que estamos mergulhados, tenho refletido e insistido na necessidade estratégica de reinventar a democracia desde aqui e agora para que outro amanhã seja possível. Isto exige que criemos, como cidadania ativa e com perspectiva de justiça social e sustentabilidade socioambiental, muitas condições novas, mas em especial: 1) uma prática questionadora de situações históricas concretas em que vivemos, de modo particular por amplos grupos populares, tanto de exclusão, desigualdade social e discriminação, como de destruição das bases naturais do viver, onde direitos iguais não existem, relações e estruturas sociais oprimem, a emancipação política é negada; 2) um ideário mobilizador capaz de disputar hegemonia no sentido de projeto de sociedade com sonhos, princípios e valores, rumos e propostas agregadores de sujeitos coletivos históricos e que o tomam como sua motivação maior; 3) uma inspiração que nasce das lutas reais existentes, das resistências e emergências concretas da cidadania aqui e lá, econômicas, socais e culturais, nos seus territórios de vida e trabalho.
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‘Seria irônico, não fosse hipócrita’, diz Boulos sobre representações

Acusado por PSDB e DEM de incitação à violência e formação de milícia, líder do MTST diz que direita protagoniza “ofensiva sem limites”

por Débora Melo, Carta Capital

Depois de dizer que o Brasil será “incendiado” por greves e ocupações caso a presidenta Dilma Rousseff sofra um impeachment, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos foi alvo de duas representações na Procuradoria-Geral da República, uma do PSDB e outra do DEM.  (mais…)

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“O Estado é uma força que atrapalha as sinergias de mudança”

Maíra Mathias para a revista Poli, no Informe ENSP

Do movimento zapatista, no México, aos movimentos que reivindicam casa e terra no Brasil. Dos governos considerados mais progressistas, como Bolívia e Venezuela, aos mais alicerçados em alianças conservadoras como o Brasil e a Argentina. O jornalista e pesquisador uruguaio Raúl Zibechi parece ter, como poucos, um interesse profundo por todos os grupos que se movem no cenário latinoamericano e que, de alguma forma, contestam a ordem vigente. Com riqueza de detalhes sobre o modus operandi dos movimentos sociais e das forças políticas que se movem neste tabuleiro, Zibechi nos dá algumas pistas sobre como mudar a atual correlação de forças que, como no Brasil, favorece setores conservadores. Ele nos mostra, nesta entrevista, como há lições valiosas impressas na história e que não podem ser perdidas de vista, como a visão equivocada de que a conquista do Estado por si só é suficiente para implementar mudanças radicais. “Precisamos de valores socialistas”, sentencia. (mais…)

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