Universidade pública vive momento mais crítico e grave de toda sua história, diz reitor da UFRGS

Marco Weissheimer, no Sul21

“Após sete meses de governo e dois ministros da Educação, sendo que o segundo adotou a postura de hostilizar universidades, professores e estudantes, finalmente o governo Bolsonaro apresentou alguma proposta para a educação. O que surpreende é que tenha sido este programa”. O professor Lúcio Vieira, vice-presidente da Adufrgs Sindical, abriu assim o debate realizado nesta quarta-feira (24) sobre o futuro das universidades e institutos federais no Brasil a partir da apresentação do projeto Future-se, pelo governo federal, na semana passada. O debate reuniu o reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Rui Vicente Oppermann, o reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, Júlio Xandro Heck, e a vice-reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Jenifer Saffi.

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Weintraub propõe a universidade amordaçada

Concebido às pressas, “Future-se” é precário e mal-acabado. Mas sentido de suas parcas ideias é claro: um ensino superior sem autonomia, em conformidade com a cruzada de Bolsonaro contra a inteligência e o conhecimento

por Maria Caramez Carlotto, em Outras Palavras

O Future-se, nome fantasia do “Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras”, foi lançado oficialmente pelo governo federal em 17 de julho. No dia anterior, o MEC já havia apresentado aos reitores das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) as linhas gerais do programa. Anunciado pelo twitter e transmitido ao vivo pela internet, o lançamento frustrou os que esperavam um documento mais completo, com estudos que justificassem a necessidade do projeto, com propostas detalhadas do que será exatamente implementado e com projeções concretas do impacto de cada medida. A comunidade acadêmica e demais interessados esperaram a divulgação do projeto “completo”, mas os únicos documentos que circularam foram um press release intitulado “Para revolucionar é preciso despertar”, com 21 slides, e um documento aparentemente informal intitulado Future-se, de nove páginas, que nada mais é do que a cópia do site criado para consulta pública do programa.

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Future-se valoriza o privado e não acena para o ethos acadêmico. Entrevista especial com José Geraldo de Sousa Junior

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

As propostas do programa Future-se, recém lançado pelo Ministério da Educação – MEC com a justificativa de fortalecer a autonomia administrativa, financeira e de gestão das Universidades Federais de Ensino Superior por meio de parcerias com organizações sociais e captação de recursos, já são implementadas nas universidades públicas federais, diz o ex-reitor da Universidade de Brasília – UnB, José Geraldo de Sousa Junior, à IHU On-Line. Entretanto, salienta, “a diferença, no que aqui se chama novidade da proposta do MEC, é o caráter inteiramente vendido à lógica privatizante e mercadorizadora do projeto econômico-político que está por trás, delirante do ethos público universitário que marca o sentido social e político da universidade como condição estratégica para o desenvolvimento soberano do país. Daí as críticas”.

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‘Future-se’ pretende transformar universidades públicas em ‘balcão de negócios’

Professor da UFABC diz que o governo Bolsonaro deveria se inspirar em outros sistemas públicos de ensino, em vez de nas grandes universidades privadas dos EUA

Por Redação RBA

Para o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) Fernando Cássio, o programa Future-se, apresentado nesta quarta-feira (17) pelo Ministério da Educação (MEC), baseia-se em premissas falsas e ilude professores com promessa de enriquecimento a partir de experiências empreendedoras. A proposta,  que vem sendo chamada jocosamente como “Fature-se”, é baseada em experiências das grandes universidades privadas norte-americanas, e vai transformar as instituições de ensino em “balcões de negócio”.

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Fature-se: entenda os principais pontos do programa do MEC

Programa defende que universidades federais captem suas próprias receitas se aliando a modelos de negócio privados

por Ana Luiza Basilio, em CartaCapital

O Ministério da Educação lançou na quarta-feira 17 o programa Future-se, aposta governamental para reestruturar o financiamento de institutos e universidades federais. O programa tem como objetivo central estimular que as instituições operem para captar suas receitas próprias, condição que seria possível ao estabelecerem contratos com organizações sociais e atuarem dentro de alguns modelos de negócios privados.

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Quer saber a razão real da privatização da Eletrobras?

Liquidar empresa pública é apenas parte de uma estratégia bilionária do setor privado: se bem-sucedida, ela obrigará população e empresas a pagarem cinco vezes mais pela energia

por Artur Araújo, em Outras Palavras

Basta atentar para isto:

“É preciso lembrar que o setor privado virá comprar ativos existentes. Como aconteceu na década de 90, nada novo será construído. Agora, dificilmente ocorreria um racionamento, pois a demanda está estagnada e temos uma ‘oferta’ cara de térmicas. Mas é bom lembrar que o interesse do capital está associado ao desmonte da tarifa imposta pela intervenção da MP 579. Pode-se imaginar o que ocorrerá quando cerca de 14.000 MW deixarem de custar R$ 40/MWh e passarem a cobrar R$ 200/MWh.

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Estatais estrangeiras passam a controlar energia e petróleo no Brasil

Para combater “ineficiência” do Estado, “privatizações” entregam recursos nacionais a China, Alemanha e ouros países

Por Bruna Caetano, no Brasil de Fato

O perfil das companhias estrangeiras que invadiriam o setor de infraestrutura brasileiro, nos últimos anos, mostra uma realidade bem diferente do discurso que aponta para a “ineficiência do Estado” como justificativa para a privatização generalizada e a venda do patrimônio nacional.

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Água e esgoto: uma privatização selvagem

Projeto de lei que amplia a participação de setor privado em serviços de saneamento é reciclado na Câmara. Conservadores apostam em modelo que descumpre contratos e exclui regiões pobres e periféricas

por Ana Lúcia Britto, em Outras Palavras

Uma das mazelas do país é ausência de acesso ao saneamento básico, que atinge de forma mais grave os mais pobres, moradores de favelas ou periferias metropolitanas, e de áreas rurais. No contexto atual,  com a proposta de mudança no marco regulatório do setor, a perspectiva de atender a população mais vulnerável torna-se cada vez mais distante. O plenário do Senado aprovou, no dia 6 de junho, o Projeto de Lei (PL) 3261/2019, de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que também era relator da Medida Provisória (MP) 868/2018 encaminhada no apagar da luzes do governo Temer, para alterar o marco legal do saneamento básico (Lei 11.445/2007). A proposta vai agora para discussão na Câmara dos Deputados.

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A Amazônia está à venda: quem der menos leva

Leis federais e estaduais vêm sofrendo mudanças que estimulam o roubo de florestas públicas, que são desmatadas para assegurar sua posterior privatização

Por Brenda Brito e Jeferson Almeida, no El País

O desmatamento na Amazônia continua crescendo e afasta cada vez mais a chance de o país cumprir a meta de redução prevista para 2020. Pelos compromissos assumidos em 2010, o Governo Federal definiu que chegaria no próximo ano com uma taxa anual de 3.900 km2 de perda da cobertura florestal na Amazônia. No entanto, em 2018 esse índice chegou a 7.900 km2 (o maior da década) e os sistemas de alerta já indicam aumento de 20% do desmatamento entre agosto de 2018 e abril de 2019. Esses números mostram que Brasil continua destruindo um de seus maiores patrimônios sem gerar melhoria de qualidade de vida na região, que continua com indicadores socioeconômicos abaixo da média nacional.

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Está aberta a nova temporada de privatizações

Transnacionais querem depenar patrimônio brasileiro – e STF facilitou a negociata: em recente decisão, autoriza a venda de estatais sem autorização do Congresso nem licitação. Luta por soberania é pauta crucial para greve geral

por Paulo Kliass, em Outras Palavras

O Supremo Tribunal Federal (STF) adotou uma decisão bastante polêmica na quinta-feira, dia 6 de junho. O plenário foi chamado a se manifestar a respeito da necessidade de autorização legal prévia para que seja levada à privatização qualquer empresa estatal.

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