O coro das Universidades contra o Future-se

Projeto de sucateamento do ensino superior no Brasil sofreu rejeição em quase 70% das instituições. Não resolve problema no curto ou médio prazo – com situação agravada pelos cortes – e não inova atual modelo de financiamento

Por Juca Guimarães, no Brasil de Fato

O projeto do governo Jair Bolsonaro (PSL) que prevê a ingerência do capital privado nas universidades públicas federais, batizado de Future-se, é total ou parcialmente rejeitado por todas as instituições que já iniciaram o debate sobre assunto. Ao todo, 43 das 63 universidades federais (68%) se reuniram para analisar a proposta do governo e fizeram diversas críticas ao projeto.

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O ataque estratégico do neoliberalismo à educação

Desde o início da sua expansão o neoliberalismo mirou a escola, o sistema escolar e a universidade, pois esses são lugares fundamentais de formação de um certo tipo de subjetividade.

Por Christian Laval, no blog da Boitempo*

Desde o início da sua expansão o neoliberalismo mirou a escola, o sistema escolar, a universidade etc. Isso por várias razões diferentes, mas uma das motivações fundamentais é que se trata de um lugar de formação de um certo tipo de subjetividade. Em termos mais simples, é o lugar de criação de um “capital humano”, pensado como tal, que vai alimentar um sistema produtivo baseado na concorrência generalizada. Por isso, acredito que estudar, analisar o sistema educacional neoliberal é absolutamente fundamental para compreendermos o que é o neoliberalismo.

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O Programa Médicos pelo Brasil e as consequências do avanço dos modelos semiprivatizantes ou desestatizantes da saúde pública. Entrevista especial com Heleno Corrêa Filho

IHU On-Line

A Medida Provisória nº 890, de 2019, que institui o Programa Médicos pelo Brasil em substituição ao Programa Mais Médicos, criado no governo Dilma, “tem bons aspectos” quando trata da formação médica e “corrige defeitos do programa anterior”, afirma Heleno Corrêa Filho, médico e diretor do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – Cebes. De outro lado, pontua, a nova proposta “restringe a população assistida, restringe as áreas populacionais que seriam cobertas pela proposta, restringe o financiamento e tem uma proposta muito ruim acoplada, que é a criação de agência”.

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Dissecamos o projeto de Bolsonaro para a Amazônia

Em nome da “soberania nacional”, governo trama o oposto: favorecer capitais apátridas, por meio do agronegócio, hidrelétricas e mineração. Sob lema “Integrar para Entregar”, Brasil perderia enormes vantagens da maior biodiversidade do planeta

Por Luis Fernando Novoa Garzon*, em Outras Palavras

Ao longo dos últimos 50 anos, a região amazônica, em sua porção brasileira, foi sendo acossada por dinâmicas de incorporação compulsória: a) de caráter governamental-geopolítico (Projeto de Integração Nacional – PIN, Projeto Calha Norte, Sistema de Vigilância da Amazônia); b) de caráter governamental-empresarial: Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento – ENIDs, Implementação de corredores de exportação contidos no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e no Programa Integrado de Logísitica – PIL; c) de caráter não-governamental e/ou multilateral (Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais – PPG7, Iniciativa para Conservação da Bacia Amazônica – ABCI, entre outros). Essas dinâmicas invariavelmente menosprezaram encadeamentos econômicos intrarregionais duradouros e compromissos com a singularidade cultural, com o bem-estar da população amazônica e com o protagonismo das comunidades tradicionais.

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Depois do senhor Guedes e de seu capitão

Devastação da sociedade e do Estado, com enriquecimento de um punhado de magnatas e banqueiros: a cada dia o Brasil se parece mais com a Rússia dos anos 1990. Como sua ruína e posterior reconstrução nos ajudam a pensar o futuro

Por José Luís Fiori*, em Outras Palavras

Existe uma pergunta parada no ar: o que passará no país quando a população perceber que a economia brasileira colapsou e que o programa econômico deste governo não tem a menor possibilidade de recolocar o país na rota do crescimento?
J.L.F. “A danação da história e a disputa pelo futuro”, Jornal do Brasil, 6/6/19

No início dos anos 90, na véspera de sua dissolução, a União Soviética tinha 293 milhões de habitantes, e possuía um território de 22.400.000 km, cerca de um sexto das terras emersas de todo o planeta. Seu PIB já tinha ultrapassado os dois trilhões de dólares, e a URSS era o segundo país mais rico do mundo, em poder nominal de compra. Além disso, era a segunda maior potência militar do sistema internacional, e uma potência energética, o maior produtor de petróleo bruto do mundo. Possuía tecnologia e indústria militar e espacial de ponta, e tinha alguns dos cientistas mais bem treinados em diversas áreas, como a física de altas energias, medicina, matemática, química e astronomia. E, finalmente, a URSS era a potência que dividia o poder atômico global com os Estados Unidos. Mesmo assim, foi derrotada na Guerra Fria, sendo dissolvida no dia 26 de dezembro de 1991, e depois disto, durante uma década, foi literalmente destruída.

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Paulo Guedes pego na mentira

Blindado pela mídia, superministro quer, às custas de privatizações e retirada de direitos, chegar a uma “economia de trilhão”. Ignora que país já tem esses recursos: só em sonegação, dívidas tributárias e isenções fiscais, são R$ 2,5 trilhões…

por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

Os efeitos perversos provocados pela profunda crise econômica e social que nosso País atravessa não cessam de aumentar. Desde 2015 até o momento atual o PIB brasileiro passa pela maior estagnação de que se tem conhecimento por nossas terras. A atividade econômica começou a ser abalada logo depois da vitória de Dilma Rousseff nas eleições de 2014, quando ela conquistou o direito de exercer seu segundo mandato.

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SP: Os parques da cidade à venda

Dória segue onda privatizadora: é a vez do Parque do Estado, que abriga o Zoológico, Zoo Safari e Jardim Botânico. Concessão pode comprometer inúmeras pesquisas, de preservação, da Mata Atlântica. Moradores protestam, nesta sexta

Outras Palavras

A Associação de Moradores e Amigos da Água Funda (AMAAF), bairro paulistano localizado na zona Sul, e o Movimento Lute pela Floresta estão organizando um ato nesta sexta-feira, às 11 horas, em frente ao Jardim Botânico de São Paulo. O objetivo da atividade é protestar contra o projeto, proposto pelo governador João Dória (PSDB), de privatização do Zoológico, Zoo Safari e Jardim Botânico. 

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A bomba que pode arrasar o Brasil

Paulo Guedes acumula forças e segue plano para demolir soberania nacional. Já prepara novas contrarreformas, como a Tributária; anuncia privatizações de todas as estatais e insiste nos cortes de gastos. Conseguiremos brecar o desastre?

por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

Ao que tudo indica, a estratégia adotada por Paulo Guedes para se impor como chefe absoluto da economia está sendo exitosa. Desde que se cogitou de seu nome para ocupar o comando da área, ainda na campanha do então ex-capitão/deputado federal, aquele que já foi um Chicago boy de segundo escalão busca confirmar seu programa maximalista na implementação do Estado mínimo no Brasil.

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Bolsonaro prepara a venda das empresas que possuem dados de toda população brasileira

Estimadas em 6 bilhões, Serpro e Dataprev reúnem 12.500 funcionários e possuem informações desde o imposto de renda, até registros de nascimentos e óbitos

Por Afonso Benites, no El País Brasil

Um ex-servidor começa a receber ligações telefônicas oferecendo empréstimo consignado dias depois de se aposentar. Uma seguradora de veículos com quem um cidadão jamais teve contato lhe oferece um novo seguro semanas antes de vencer o contrato que está em vigência.O timing não é mágica. É uma estratégia planejada, com base em informações confidenciais mantidas pelo Governo e consideradas valiosíssimas para qualquer empresa que busca dados de potenciais clientes. O que elas têm em comum é que todas são processadas e armazenadas por duas lucrativas companhias públicas brasileiras que o Governo Jair Bolsonaro (PSL) pretende privatizar, o Serpro e a Dataprev. E, com isso, de uma hora para outra, uma companhia qualquer pode passar a ter acesso, por exemplo, a todos os dados que o contribuinte declarou em seu imposto de renda.

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Future-se. A substituição do ethos pelo business. Entrevista especial com Ivan Domingues

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

Apesar do progresso científico e tecnológico que marca o século XXI e das mudanças que isso está gerando nas sociedades e no meio acadêmico, a  função da universidade nos dias de hoje “não é muito diferente da sua missão no curso dos séculos XIX-XX e é antes de tudo a de um agente de civilização, devendo levar as luzes do conhecimento e da cultura a todas regiões de um país”, pontua Ivan Domingues à IHU On-Line. Para ele, ao discutir o desenvolvimento e a missão da universidade, “não devemos  reduzir a coisa a desenvolvimento econômico e PIB crescendo: há que se ressaltar a missão da universidade à vista das demandas e necessidades do conjunto da população, como agente da cultura e do bem-estar da sociedade”, diz.

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