Na surdina, querem privatizar as águas…

Ministro Paulo Guedes aproveita-se de crise sanitária para devastar o saneamento brasileiro. Tenta emplacar projeto que estrangula financiamento e sucateia companhias públicas de água e esgotos, entregando-as ao setor privado

por Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento

O 22 de março, quando se comemora o Dia Mundial da Água em todo o planeta, ocorrereu em um momento em que o mundo vive a pandemia da Covid-19, declarada em 11 de março último pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Quatro anos de golpe: um primeiro balanço

Em 13 pontos, o retrato de um Brasil submisso: economia em frangalhos, R$ 19 bi a menos em Saúde, privatizações e desemprego massivo. Bolsonaro é continuação desse projeto — e superá-lo exigirá mais que surpresa a cada novo ataque…

Por José Álvaro de Lima Cardoso*, em Outras Palavras

“O Brasil não é um terreno aberto onde nós iremos construir coisas para o povo. Nós temos que desconstruir muita coisa” (Jair Bolsonaro, em 18/03/2019, na sede da Agência Central de Inteligência norte-americana – CIA, em Washington)

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Eles não querem acabar com a corrupção

Por que, enquanto o Brasil regride, espalham-se pelo mundo revoltas que miram o neoliberalismo: mercantilização da vida, destruição de serviços públicos, privatizações, “empregos lixo”? Análise dos novos movimentos que mídia esconde

Por Serge Halimi, no Le Monde Diplomatique Brasil

A de Argélia, B de Bolívia, C de Chile, E de Equador, F de França… Às vezes, um mês depois que as manifestações começaram, seu motivo inicial já não tem muita importância, e atender às reivindicações originais dos manifestantes também já não adianta muito. Mesmo cancelando o aumento de 4% no preço das passagens de metrô, Sebastián Piñera não conseguiu liberar as ruas de Santiago, assim como o governo de Hong Kong não foi capaz de acalmar seus oponentes retirando o projeto de lei sobre extradição. Uma vez iniciado o movimento, é preciso ceder mais. Se necessário, enviar a polícia, o Exército. No Iraque, no Chile, na Argélia, prometer mudar a Constituição.

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União não poderá aplicar decreto que extingue cargos e funções no Instituto Federal de Goiás e no Instituto Federal Goiano

Decisão foi proferida em Ação Civil Pública ajuizada pelo MPF em agosto do ano passado

Sentença da 3ª Vara da Justiça Federal de Goiânia, proferida no último 12 de fevereiro, acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) para determinar à União que se abstenha de aplicar o Decreto 9.725, de 12 de março de 2019, no âmbito do Instituto Federal Goiano e do Instituto Federal de Goiás, bem como para obstar os efeitos concretos da referida norma. O decreto prevê a extinção de cargos em comissão e funções de confiança no âmbito da Administração Pública federal.

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Um mês depois, crise da água continua a punir a periferia do Rio

Enquanto nomeados políticos correm para se explicar, preocupações com privatização persistem entre ativistas comunitários.

por Pauline Beaumont e Sofia Bazin, em RioOnWatch

No dia 3 de janeiro sob um sol escaldante de verão, com temperaturas acima de 35°C, moradores da Baixada Fluminense, bem como das Zonas Oeste e Norte do Rio, começam a notar problemas na água da torneira. Mesmo quando tirada dos onipresentes filtros, a água vinha turva e cheirava mal; tinha gosto de terra. A medida em que moradores preocupados corriam para supermercados, o preço da água engarrafada disparava. Em questão de dias, o problema se estendeu por toda a cidade.

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ANPT repudia declaração do ministro da economia onde ele qualifica servidores públicos de parasitas

A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) divulgou neste domingo (09) nota pública de repúdio sobre a manifestação do ministro da economia Paulo Guedes, na última sexta-feira (7), na qual ele qualifica os servidores públicos brasileiros de “parasitas”. Segundo a entidade, o ministro revela profundo desprezo e desconhecimento sobre a missão do funcionalismo público na concretização dos serviços públicos e governamentais.

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Privatizações: agora governo age nas sombras

Obrigado pelo STF a debater tema no Congresso, Guedes recua e tenta vender empresas em fatias. Ardil inclui tirar refinarias da Petrobras, pulverizar capital e travar mecanismo que impede estatais de apoiar empresas brasileiras

Por Willian Nozaki, no Le Monde Diplomatique Brasil / Outras Palavras

O governo federal indicou, nesse início de ano, que pretende intensificar e acelerar seu programa de desestatizações e desinvestimentos. Em 2019 o governo levantou cerca de R$ 105,4 bilhões com privatizações e o volume executado de investimentos das estatais federais sofreu queda de 31,3%, caindo de R$ 84,8 bilhões em 2018 para R$ 58,3 bilhões em 2019.

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O Brasil à beira do apartheid hídrico

Patrulhas armadas, drones e muros já bloqueiam acesso a rios e represas brasileiros. Privatização do saneamento e da Eletrobras ameaçam levar segregação a todo o país. Surge uma pauta política obrigatória: o Direito à Água desmercantilizada

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Elementos insólitos marcam agora a paisagem, nos canais de irrigação que desviam a água do Rio São Francisco para as grandes fazendas de fruticultura do Nordeste. Em Petrolina (PE), seguranças armados ao estilo Robocop, apoiados por drones, deslocam-se em motocicletas, vigiando a canaleta, para que a população não tenha acesso à água. Os moradores precisam arriscar-se, furtivos, para matar a sede. Em Cabrobó (PE), surgiu um enorme muro, diante do conduto da “transposição”. Agricultores que estão a menos de cem metros da corrente já não tem acesso a ela, nem como dessedentar suas poucas cabeças de cabras. As cenas, que parecem brotar de uma ficção distópica, estão em algo hoje raro na mídia comercial brasileira: uma reportagem. O jornalista Patrick Camporez passou semanas viajando pelas regiões onde estão explodindo os conflitos pela água no país. Seu relato está numa sequência de quatro matérias (1 2 3) que O Estado de S.Paulo começou a publicar domingo (2/2) e se estenderá até amanhã.

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População deveria estar em pânico com a destruição do SUS, único capaz de enfrentar o coronavírus. Artigo de Deisy Ventura

Na Carta Campinas

Em artigo publicado esta semana, a professora titular da USP e coordenadora do doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade da Faculdade de Saúde Pública (FSP), Deisy Ventura, fez um alerta sobre como a destruição de um sistema público de saúde, como o SUS, pode ser perigoso em caso de epidemias como o coronavírus e outras emergências.

Os planos de saúde particulares não vão fazer nada e também não podem fazer nada contra a entrada de vírus no Brasil. Esses planos só serão acionados após você já estar infectado. A prevenção é responsabilidade de um sistema público bem organizado, com profissionais bem pagos, valorizados e qualificados. Como bem lembrou postagem de Patricia Jaime, o combate depende de um trabalho de vigilância sanitária e controle epidemiológico. “Todas as manchetes sobre o coronavírus que estão alarmando as populações mundo afora fariam melhor serviço se semeassem o pânico quanto ao desmonte dos sistemas públicos de saúde e à desvalorização da ciência”, afirmou Deisy Ventura. Veja artigo:

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