Campeões de desmatamento e queimadas na Amazônia são dominados pelo gado e pela soja

Primeiro a derrubada, depois o fogo e tudo vira pasto. Saiba quais são os municípios líderes em desmatamento na região

Por Bruna Caetano, em Brasil de Fato

O Brasil registrou 131.327 queimadas florestais até o mês de agosto em 2019. Só na Amazônia, foram registrados 43.573 focos, segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe). A origem do fogo na floresta tem sido alvo de debate nas últimas semanas, repercutindo na imprensa nacional e internacional, aumentando ainda mais a pressão sobre o governo federal para soluções que freiem as chamas.

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Dissecamos o projeto de Bolsonaro para a Amazônia

Em nome da “soberania nacional”, governo trama o oposto: favorecer capitais apátridas, por meio do agronegócio, hidrelétricas e mineração. Sob lema “Integrar para Entregar”, Brasil perderia enormes vantagens da maior biodiversidade do planeta

Por Luis Fernando Novoa Garzon*, em Outras Palavras

Ao longo dos últimos 50 anos, a região amazônica, em sua porção brasileira, foi sendo acossada por dinâmicas de incorporação compulsória: a) de caráter governamental-geopolítico (Projeto de Integração Nacional – PIN, Projeto Calha Norte, Sistema de Vigilância da Amazônia); b) de caráter governamental-empresarial: Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento – ENIDs, Implementação de corredores de exportação contidos no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e no Programa Integrado de Logísitica – PIL; c) de caráter não-governamental e/ou multilateral (Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais – PPG7, Iniciativa para Conservação da Bacia Amazônica – ABCI, entre outros). Essas dinâmicas invariavelmente menosprezaram encadeamentos econômicos intrarregionais duradouros e compromissos com a singularidade cultural, com o bem-estar da população amazônica e com o protagonismo das comunidades tradicionais.

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O que faz um processo de desmatamento da Amazônia demorar 28 anos para ter uma sentença

Em 1989, um grupo de pessoas invadiu uma área florestal da Amazônia conhecida como Terra Indígena Caru, no Maranhão. Dois anos depois, em 1991, uma ação civil pública foi aberta para julgar três homens que teriam invadido, desmatado e queimado uma parte significativa da área.

por Leandro Machado, em BBC News Brasil em São Paulo

Mas condenar os acusados por danos ambientais demoraria quase três décadas. Depois de inúmeras idas e vindas judiciais, eles só foram julgados em 1º de março de 2019 — ou seja, 28 anos após o início do processo.

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Matopiba concentra mais da metade das queimadas no Cerrado

Uma das principais fronteiras do agronegócio no Brasil, região também lidera casos no acumulado de 2019, com aumento de 44,5% dos incêndios em relação a 2018

Por Caio de Freitas Paes, em De Olho nos Ruralistas

Não é apenas a floresta amazônica que arde: o combalido Cerrado também sofre com um aumento alarmante das queimadas. O problema na Amazônia dominou as manchetes após o fatídico “dia do fogo”, em 10 de agosto, quando fazendeiros, grileiros e outros entusiastas iniciaram uma imensa queimada, combinada previamente, às margens da BR-163. Mas o aumento generalizado de incêndios em 2019 atinge diretamente o Cerrado.

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Incêndio de grande proporção atinge Alter do Chão e Ponta de Pedras em Santarém

De acordo com brigadistas, o fogo iniciou na noite de sábado (14). Chamas chegaram às margens da rodovia Everaldo Martins.

Por Dominique Cavaleiro, G1 Santarém

Brigadistas de incêndio de Alter do Chão e Corpo de Bombeiros combatem um incêndio de grandes proporções que atingiu a Floresta em Alter do Chão, localizada em Santarém, no oeste do Pará. As chamas avançaram para a rodovia Everaldo Martins e o incêndio se estende até Ponta de Pedras.

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¿Se podrá regenerar la Amazonía?

Distintas estimaciones científicas dejan dudas sobre la posibilidad de regenerar la flora y fauna perdida tras el incendio en la Amazonía. Desde 20 años para la regeneración hasta la conversión de la Amazonía en un desierto, son los cálculos realizados por las voces académicas. ¿Podrá este bosque tropical volver a ser el mismo de antes?

Por José Díaz, en Servindi

La noticia ambiental más lamentable en lo que va del 2019 ha sido, sin dudas, el incendio forestal que arrasó, y aún continúa impactando, a la Amazonía. Los focos de fuego que afectaron territorios amazónicos de Brasil, Paraguay, Bolivia y Perú han alterado extensiones aún no del todo medidas en el bosque tropical más grande del mundo.

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‘Impeachment de Jair Bolsonaro pelo crime de Ecocídio’

IHU On-Line

“O presidente Jair Bolsonaro se tornou uma ameaça para o meio ambiente do Brasil e do mundo. Assim, durante a manifestação, foi explicado que o aumento do desmatamento e das queimadas no Brasil pode ser considerado um crime, nacional e internacional, contra a natureza e a humanidade. O lema deveria ser: meio ambiente acima de tudo e a estabilidade climática acima de todos”, escreve José Eustáquio Diniz Alves, doutor em demografia e professor titular do mestrado e doutorado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE, em artigo publicado por EcoDebate.

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Passo a passo para frear a devastação da Amazônia

Soluções já existem: tecnologias que monitoram queimadas, legislação que pune contraventores e avançada política ambiental. Na contramão de resolver problema, Bolsonaro corta recursos para fiscalização e toma seu lado: o dos devastadores

Por Alessandra Cardoso*, em Outras Palavras

O mês de agosto de 2019 possivelmente ficará marcado pelas imagens da floresta amazônica ardendo em chamas. Aos dados que anunciavam o aumento das queimadas somaram-se um turbilhão de eventos críticos: a desqualificação do trabalho do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) pelo governo; os efeitos colaterais da fumaça sentidos no centro nevrálgico do país; os insistentes, irresponsáveis e vexaminosos comentários do presidente; a comoção nas redes sociais; e a repercussão internacional, incluindo ameaça de boicote seguida de anúncios transfronteiriços de ajuda financeira e até de intervenção.

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Focos de incêndio em terras indígenas aumentaram 88% em 2019

Entre janeiro e agosto, aumento dos focos de incêndio em terras indígenas supera crescimento em nível nacional

por Renato Santana e Tiago Miotto, em Cimi

Entre janeiro e agosto deste ano houve um aumento de 88% em focos de incêndio nas terras indígenas do Brasil, se comparado com o mesmo período de 2018. O aumento de focos de calor em terras indígenas, levantado a partir de dados do Instituto de Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é ainda maior que o crescimento total de focos de calor registrados no país, que nesse mesmo período subiu 71%.

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