Passo a passo para frear a devastação da Amazônia

Soluções já existem: tecnologias que monitoram queimadas, legislação que pune contraventores e avançada política ambiental. Na contramão de resolver problema, Bolsonaro corta recursos para fiscalização e toma seu lado: o dos devastadores

Por Alessandra Cardoso*, em Outras Palavras

O mês de agosto de 2019 possivelmente ficará marcado pelas imagens da floresta amazônica ardendo em chamas. Aos dados que anunciavam o aumento das queimadas somaram-se um turbilhão de eventos críticos: a desqualificação do trabalho do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) pelo governo; os efeitos colaterais da fumaça sentidos no centro nevrálgico do país; os insistentes, irresponsáveis e vexaminosos comentários do presidente; a comoção nas redes sociais; e a repercussão internacional, incluindo ameaça de boicote seguida de anúncios transfronteiriços de ajuda financeira e até de intervenção.

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Focos de incêndio em terras indígenas aumentaram 88% em 2019

Entre janeiro e agosto, aumento dos focos de incêndio em terras indígenas supera crescimento em nível nacional

por Renato Santana e Tiago Miotto, em Cimi

Entre janeiro e agosto deste ano houve um aumento de 88% em focos de incêndio nas terras indígenas do Brasil, se comparado com o mesmo período de 2018. O aumento de focos de calor em terras indígenas, levantado a partir de dados do Instituto de Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é ainda maior que o crescimento total de focos de calor registrados no país, que nesse mesmo período subiu 71%.

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Polícia Federal deflagra operação para reprimir crimes ambientais e tentativa de homicídio contra servidores do IBAMA em Placas/PA

Santarém/PA – A Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público Federal, Força Nacional, Exército Brasileiro e da Polícia Rodoviária Federal, deflagrou nesta terça-feira (10/09), em Placas/PA, a Operação “Flamma”, para cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, todos expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal em Santarém/PA.

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Amazônia em Chamas: indígenas Manoki denunciam incêndios criminosos no Mato Grosso

As queimadas provocaram problemas respiratórios nas crianças, que receberam atendimento médico em um posto de saúde da aldeia, diz liderança Giovani Tapurá

Por Márcio Camilo, no Amazônia Real

Cuiabá (MT) – A Terra Indígena Manoki está situada a 100 quilômetros da cidade de Brasnorte, no noroeste do Mato Grosso. Margeado à direita pelo rio Cravari e à esquerda pelo rio do Sangue, o território é formado pelos biomas Amazônia e Cerrado. Mas como é cercado por inúmeras fazendas que produzem soja e gado, os indígenas que moram em oito aldeias estão enfrentando a mais grave consequência dos incêndios florestais provocados pelas queimadas das lavouras do agronegócio. 

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MPF dá novo prazo de 5 dias para realização de operação contra invasores na terra indígena Trincheira-Bacajá (PA)

Documento foi enviado nesta terça-feira (3) ao comando da Operação Brasil Verde e a outros órgãos federais, estaduais e municipais, reafirmando a urgência de ações concretas para evitar conflitos

O Ministério Público Federal (MPF) enviou novo documento solicitando urgência na operação para retirar invasores na Terra Indígena (TI) Trincheira-Bacajá, do povo Xikrin, entre Altamira, Anapu e São Félix do Xingu, no Pará. O comunicado traz todas as coordenadas e o histórico das invasões que ameaçam o território, além de imagens de satélite com os desmatamentos, garimpos e queimadas. Foi concedido novo prazo, de cinco dias, para que seja realizada ação fiscalizatória na área.

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Brasil, ano zero

“Nos poucos meses de governo, seu rastro de destruição está espalhado. A fumaça que cobriu o céu de São Paulo, também poderia ser nomeada de ‘Bolsonaro’. Das universidades às políticas ambientais nada escapa à sua ferocidade”

por Berenice Bento*, em Outras Palavras

As palavras falham. Como definir uma experiência coletiva, que diz respeito a todo um país, mas que não encontramos palavras para produzir sentidos compartilhados? Bolsonaro é uma experiência. Alguns o chamam de “louco” ou “perverso”. Logo depois, lemos um texto que diz que não podemos utilizar categorias diagnósticas da psicanálise ou da psiquiatria para qualificá-lo porque seria uma forma de reproduzir o estigma que marca corpos e subjetividades historicamente estigmatizadas. Chamá-lo de louco é contaminar “os loucos” com a sua presença.

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Bolsonaro réu em Haia? O ecocídio já é um crime contra a humanidade

O Dia do Fogo na Amazônia realizado por ruralistas estimulados pelo Bolsonaro, é reflexo direto da irresponsabilidade dos capitalistas com a qualidade de vida e a vida em si.

Por Rafael Borges Bias e Henrique Fernandes de Magalhães, em Justificando

O termo land grabbing descreve o fato de comunidades ou indivíduos perderem suas terras utilizadas no sustento próprio para fins como especulação, extração, controle de recursos ou mercantilização. A prática é associada à destruição do ambiente natural e é característica da dinâmica agrária do capitalismo contemporâneo, consequência da atuação do capital financeiro no mercado de terras, estabelecida por esquemas com a indústria agrícola nacional, grileiros, tabeliões, agricultores, políticos, juízes e a estrutura do Estado[1].

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Amazônia e o futuro que o Brasil joga fora

Europa, EUA e China reverteram desmatamento e têm políticas fortes de proteção às florestas. Insistir na destruição é desperdiçar a chance de nova agricultura e exploração científica sustentável da maior biodiversidade do planeta

Estudo especial de Ricardo Abramovay, em Outras Palavras

V – Proteção às florestas não é idiossincrasia brasileira

74. Contrariamente a uma crença amplamente difundida, a base do crescimento econômico dos países mais ricos do mundo não é o desmatamento. É verdade que, até o Século XIX, o desmatamento foi muito mais importante nas regiões de clima temperado do que nos trópicos, como mostra o State of the World Forest da FAO/UN. Mas isso não torna admissível que, em pleno Século XXI, as florestas tropicais sejam destruídas, sob o pretexto de que “os países ricos também praticaram esta destruição”. A destruição da base florestal dos países hoje desenvolvidos refletiu justamente a precariedade, à época, das condições de seu crescimento econômico. Tão logo estes países dispuseram das mínimas condições técnicas que permitiram aumentar a produtividade da agricultura, o desmatamento foi significativamente revertido, como resultado tanto do aumento da produtividade, como do êxodo rural.

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“As queimadas na Amazônia são um crime contra a humanidade”. Entrevista com Noam Chomsky

IHU On-Line

As cerejeiras floresceram em agosto, em Santiago do Chile, um mês antes do início da primavera, que costumava chegar em setembro no hemisfério sul. Um belo efeito que é rapidamente ofuscado ao constatar que no outono se reduz inexoravelmente. Mas, não é a única coisa que muda, muito menos a mais grave.

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As mil batalhas pela terra que incendeiam a Amazônia

O EL PAÍS percorre o Estado do Pará, onde convivem povos indígenas isolados, pecuaristas em busca de pasto, agricultores sem terra, policiais sem recursos e zonas sem lei: um coquetel explosivo

por Felipe Betim, em El País

Na quente manhã de quinta-feira, 29 de agosto, cerca de 20 agentes encarregados de proteger a Amazônia, em oito veículos, cruzam num barco o rio Xingu, no Estado do Pará. Partiram da cidade de Altamira. Sua missão é descobrir pessoas que derrubam árvores numa das áreas protegidas dessa região: o território denominado Ituna Itatá, onde vive um povo indígena isolado.

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