MPF questiona Ibama sobre recolhimento de brigadistas que atuavam no combate a incêndios na Amazônia

Órgão ministerial quer saber quais são os fundamentos sustentados para adoção da medida; instituto tem até 48h para responder

Procuradoria da República no Amazonas

Diante de notícia publicada na imprensa sobre recolhimento dos brigadistas que atuavam no combate a incêndios na Amazônia e no Pantanal por falta de recursos, a Força-Tarefa Amazônia do Ministério Público Federal (MPF) enviou, na tarde desta quinta-feira (22), uma requisição ao presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) solicitando informações sobre os fundamentos sustentados pelo órgão para justificar a medida. O instituto tem até 48h, a partir do recebimento do documento, para responder aos questionamentos feitos pelo MPF.

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Comunidades lutam para sobreviver após incêndios no Pantanal

Mesmo com as primeiras chuvas, comunidades tradicionais do bioma enfrentam a fome, a perda do gado e o medo de uma grande mortandade de peixes

Por Juliana Arini, Greenpeace

O Pantanal (ainda) é o único bioma brasileiro com uma equação quase ideal. Diferente do Sul e do Sudeste, a ocupação de duzentos anos conseguiu balancear as atividades econômicas com a preservação ambiental. Antes das queimadas, o bioma mantinha 86% de suas áreas naturais. Um equilíbrio ameaçado pelos incêndios que já atingiram 27% do Pantanal. A vida em um futuro pós-fogo é o maior temor dos pantaneiros, entre produtores familiares, quilombolas e indígenas. Cientistas alertam que as queimadas devem ser a rotina na região daqui para a frente e que o governo precisa mudar sua forma de atuar no bioma.

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MPF debate ações de combate aos incêndios em biomas brasileiros durante reunião na Câmara dos Deputados

Audiência abordou ação articulada emergencial para diminuir os impactos das queimadas, em especial na Amazônia e no Pantanal

Procuradoria-Geral da República

Representantes do Ministério Público Federal (MPF) participaram na manhã desta quarta-feira (21) da 12ª Reunião Técnica da Comissão Externa da Câmara dos Deputados destinada a acompanhar e promover estratégia nacional para enfrentar as queimadas em biomas brasileiros. A reunião virtual teve como tema a tutela do meio ambiente, com foco na atuação do Ministério Público e órgãos de fiscalização ambiental. A principal preocupação está voltada para o Pantanal que, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), já registrou mais de 20 mil focos de incêndio entre 1º de janeiro e 14 de outubro, a maior incidência para um ano da história.

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A ganância e a idolatria ao dinheiro transformaram o Pantanal em terra arrasada. Entrevista especial com Teobaldo Witter

Faltou compromisso do governo para enfrentar as queimadas no Pantanal, diz o pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil em Mato Grosso

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

A tragédia ambiental e social que atinge o Pantanal nos últimos meses, em decorrência do aumento das queimadas, não é um problema estritamente local do bioma brasileiro, considerado uma das maiores áreas úmidas contínuas do planeta. As causas que levam à destruição do ecossistema são mais profundas e podem ser vistas em nível regional, nacional e global, manifestadas através da “ganância humana”.

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“Governo tenta intencionalmente destruir povos indígenas”

Em entrevista, ex-presidente da Funai diz que já na não se pode falar em falha na proteção de reservas, mas numa política deliberada para destruí-las: “Não tem ninguém no governo que seja a favor do meio ambiente”.

Por Murilo Basso, Deutsche Welle

Se nos governos anteriores havia desaprovação a ações pontuais ligadas aos povos tradicionais, no governo de Jair Bolsonaro as críticas são direcionadas a tantas áreas que a questão indígena acaba diluída em meio a uma desaprovação maior e mais geral.

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“Chuva de cinzas” no pantanal fez MPF preparar remoção de comunidade inteira

Preocupação agora é com saúde dos atingidos pelas cinzas das queimadas

Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul

Um fenômeno climático que desviou cinzas das queimadas no pantanal diretamente para a Comunidade Barra do São Lourenço, a 150 km de Corumbá (MS), mobilizou nessa quarta-feira  (14) equipes da Marinha, Ibama, Defesa Civil e outras instituições. A pedido do Ministério Público Federal, o objetivo seria remover todos os 100 moradores da comunidade ribeirinha, que, na avaliação do MPF, “corriam sério risco”. O plano foi abortado devido à diminuição de intensidade do fenômeno, além de dificuldades logísticas e de segurança da remoção compulsória.

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Amazônia em Chamas: Sobrevoo flagra avanço da degradação ambiental no território Munduruku

Por Elaíze Farias e Marizilda Cruppe, na Amazônia Real

Manaus (AM) e Santarém (PA) – Do sudoeste até o extremo sul do Pará, na bacia do rio Tapajós, a fumaça de queimadas e de incêndios florestais encobre sedes de municípios e rodovias. Nas cidades de Trairão, Aveiro e Belterra, no sudoeste paraense, e Jacareacanga, no extremo sul, a atmosfera tem pouca visibilidade e o ar é sufocante, numa tóxica combinação de fumaça de queimadas em suspensão e névoa matinal. Mesmo na floresta tropical e úmida, a copa das árvores está sucumbindo não apenas às temporadas de fogo recorrentes, mas ao aumento das queimadas a cada ano e à degradação ambiental.

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Audiência virtual realizada pela Câmara dos Deputados debateu a situação das queimadas nos biomas brasileiros

Representantes de entidades eclesiásticas, das pastorais e dos Direitos Humanos apresentaram aos deputados a importância de uma comissão permanente que possa fiscalizar e identificar os verdadeiros responsáveis pelos incêndios no Brasil, além de um reconhecimento ao trabalho e sabedorias dos povos e comunidades tradicionais que defendem seus territórios.

Por Caio Barbosa, da CPT Nacional

“Se existe Pantanal, Amazônia e Cerrado de pé, é porque ainda existe povos e comunidades tradicionais que o defendem”, essa foi a fala final de Valéria Santos, representante da CPT, que durante a audiência virtual destacou que é preciso reconhecer a sabedoria ancestral e os trabalhos realizados pelos povos e comunidades que defendem seu território. Além disso, os participantes também reforçaram a necessidade de se identificar e responsabilizar os verdadeiros culpados pelos incêndios criminosos que destroem a biodiversidade do país.

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