Investigação aponta que seguranças de fazenda em Colniza (MT) atiraram contra posseiros e que vítimas não revidaram

Delegado Alexandre Nazareth afirmou ter descartado, durante as investigações, a tese de legítima defesa dos seguranças da Fazenda Magali, de propriedade de políticos.

Por G1 MT

O delegado Alexandre Nazareth afirmou ter descartado, durante as investigações, a tese de legítima defesa dos seguranças da Fazenda Agropecuária Bauru (Magali), em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, que atiraram contra um grupo de posseiros dentro da propriedade rural, no último sábado (5). A fazenda pertence ao ex-deputado José Riva e ao ex-governador do estado Silval Barbosa.

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Governo Bolsonaro suspende reforma agrária por tempo indeterminado

Documentos distribuídos às superintendências do Incra determinam interrupção da compra e demarcação de terras para a criação de assentamentos. Órgão diz que medida é temporária, mas não informa quanto tempo ficará em vigor

Por Daniel Camargos e Diego Junqueira, Repórter Brasil

A reforma agrária durou menos de três dias no governo do presidente Jair Bolsonaro e não tem data para voltar a ser executada. As superintendências regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) receberam, na última quinta-feira (3), memorandos determinando a interrupção de todos os processos para compra e desapropriação de terras. De acordo com o Incra, 250 processos em andamento estão suspensos.

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Stedile: “A militância não pode ter medo algum, porque estamos lutando por justiça”

Dirigente do MST analisa a política econômica e diz que, apesar das ameaças, MST não irá se afastar da luta social

Por Leonardo Fernandes e Nina Fidelis, em Brasil de Fato 

Na primeira edição do programa No Jardim da Política de 2019, o estúdio da Rádio Brasil de Fato contou com a presença do economista e um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina Internacional, João Pedro Stedile, para falar sobre as perspectivas políticas para 2019.

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Assassinado o primeiro trabalhador rural do governo Bolsonaro

O ataque acorreu em Colniza, no Mato Grosso. De 2003 até agora foram registrados 16 assassinatos em conflitos agrários no município

Por Lina Marinelli, no Jornalistas Livres

Começou. Oito trabalhadores rurais ligados à Associação Gleba União foram atacados por capangas da Fazenda Agropecuária Bauru hoje em Colniza, a 1065 km de Cuiabá. A fazenda pertence ao ex-deputado José Riva e ao ex-governador Silval Barbosa. Um dos agricultores está morto e vários estão feridos gravemente. A Comissão Pastoral da terra conta que o grupo estava indo buscar água no Rio Traira para levar ao acampamento, onde estão desde outubro do ano passado. Parece insano, cruel, tenebroso, e é. Os atiradores dizem que houve “troca” de tiros. Dá pra acreditar em troca, quando só um lado morre? A segurança da fazenda é feita pela empresa Unifort Segurança Patrimonial.

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“2019 será sinônimo de luta e resistência”

Em entrevista, Kelli Mafort da direção nacional do MST, fala sobre o ano que chega ao fim e analisa as projeções para o próximo período

Por Maura Siva, da Página do MST 

O ano termina tendo como marca o avanço da extrema direita, simbolizado dentre outras coisas pela vitória de Jair Bolsonaro nas urnas, mas 2018 também foi marcado pela resistência e pela luta dos movimentos populares, em especial o MST. Para falar sobre o esse cenário e analisar as projeções para o próximo período conversamos com Kelli Mafort, da direção nacional do MST.

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”Há uma autorização para Matar”: Carta Aberta ao Governador de Pernambuco sobre o assassinato do militante do MST Cícero Costa (Betão)

Jaime Amorim envia carta ao governador do Pernambuco, em nome da Direção do MST, cobrando providências pela morte de Betão, liderança do
assentamento Catalunha:

Caro Governador de Pernambuco, Paulo Câmara

Creio que o Senhor deve ter acompanhado o assassinato de forma brutal do companheiro Cícero de Lima Costa, conhecido como Betão. Tinha 42 anos, era casado com uma educadora e deixa dois filhos. Betão vivia com a família no assentamento Catalunha, em Santa Maria da Boa Vista-PE, que ocupou em 1996, onde lutou e conquistou frutos, e onde vivia de seu trabalho, no lote que possuía até na véspera de natal dia 21 de dezembro deste ano de 2018, quando foi assassinado por pistoleiros quando chegava de lotação ao assentamento.

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O que há por trás dos dois assassinatos de líderes do MST na Paraíba?

Polícia não descarta nenhuma hipótese, mas parentes dos executados apontam crime político. Assassinatos mantêm tradição de violência no Estado, desde as Ligas Camponesas, na década de 1960

Por Jessica Mota – Repórter Brasil 

Cada pé de feijão, banana e maracujá na plantação da família Bernardo da Silva guarda um gesto de Orlando. A dedicação e as ideias do trabalhador rural se traduzem na fartura da plantação que cuidava. Ali, o vento sopra com a intensidade do litoral nordestino e faz as bananeiras sussurrarem. Falam por Orlando. “Parece que ele ainda vai chegar”, diz a sua mulher, Nilda. Em 8 de dezembro, José Bernardo da Silva, conhecido como Orlando, 46 anos, foi executado à queima roupa. Seis tiros. Ele era um dos dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Paraíba e vivia no assentamento Zumbi dos Palmares, distante 1h30 da capital.

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Na mira do Congresso, ocupações são motor da reforma agrária no Brasil

Cerca de 90% dos assentamentos de reforma agrária foram criados a partir da luta social pela terra, segundo banco de dados da Unesp; prática pode ser enquadrada como terrorista caso avancem os projetos de lei que pretendem reformar a Lei Antiterrorismo (13.260/2016)

por Ciro Barros, em Agência Pública

As ocupações de terra estão na mira do Congresso Nacional e podem ser tipificadas como atos terroristas nos próximos meses. Dez projetos apresentados na Câmara e no Senado pretendem alterar a Lei Antiterrorismo (13.260/2016), sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff. Entre os projetos com a tramitação mais avançada está o PLS 272/2016, de autoria do senador Lasier Martins (PDT-RS) e relatada por Magno Malta (PR-ES). Tramitando atualmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, o projeto redefine o crime de terrorismo e reincorpora a ele a motivação política e ideológica, ausente do texto sancionado em 2016, praticado para “provocar terror social” ou para “coagir governo, autoridade, concessionário ou permissionário do poder público a fazer ou deixar de fazer alguma coisa”. Também define novos crimes passíveis de tipificação como terrorismo: “incendiar, depredar, saquear, destruir ou explodir meios de transporte ou qualquer bem público ou privado” e “interferir, sabotar ou danificar sistemas de informática ou bancos de dados”.

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CPT Santarém e Itaituba (PA) divulgam Nota sobre assassinato de Gilson Temponi

CPT

As equipes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Diocese de Santarém e da Prelazia de Itaituba divulgam Nota Pública sobre a morte do trabalhador Gilson Maria Temponi, ocorrida no último dia 15. A Pastoral, no documento, também alerta para o alto número de trabalhadores e trabalhadoras ameaçados de morte na região. Confira:

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A resistência que vem das mulheres camponesas de Santa Catarina

Elas mudaram o lugar da mulher na sociedade catarinense, agora revelam “mística” para enfrentar tempos obscuros

Por Silvia Medeiros, especial para Revista do Brasil
Da Rede Brasil Atual / MST

Na manhã chuvosa daquele sábado, 24 de novembro, em Chapecó, começaram a descer dos ônibus mulheres com sacolas e cuias de chimarrão nas mãos. Vindas de várias regiões do estado, elas chegavam para celebrar os 35 anos da maior organização de mulheres de Santa Catarina, o Movimento das Mulheres Camponesas (MMC).

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