João Pedro Stédile: “Todos os pesos da crise estão jogando nas costas do trabalhador”

Em conversa com o Brasil de Fato, dirigente nacional do MST falou sobre as medidas do governo Bolsonaro e a resistência

Marcos Barbosa, Brasil de Fato

Na tarde desta sexta-feira (24), em entrevista ao Programa Brasil de Fato Pernambuco, que foi ao ar na Rádio Clube 720 AM, João Pedro Stédile, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), fez uma análise sobre o atual momento político no Brasil governado por Jair Bolsonaro (PSL) e o papel dos movimentos populares na atual conjuntura.

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Dois anos do massacre de Pau D’Arco: mandantes ainda impunes e ameaça de despejo

Em entrevista à Pública, a advogada Andréia Silvério, da CPT de Marabá, conta que os sobreviventes da chacina que vitimou dez trabalhadores ocupantes da fazenda Santa Lúcia em Pau D’Arco (PA) não receberam nenhum apoio do Estado, e que novos conflitos são iminentes

Por Ciro Barro, Agência Pública

Mais do mesmo. Assim a advogada da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Marabá define os dois anos que se passaram desde o Massacre de Pau D’Arco. Em 24 de maio de 2017, um grupo de policiais assassinou dez trabalhadores rurais que ocupavam a Fazenda Santa Lúcia, no município de Pau D’Arco (PA). O caso foi a maior chacina do campo brasileiro desde o Massacre de Eldorado dos Carajás, município da mesma região do Pará, em que a polícia atirou contra uma marcha do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), deixando 21 mortos e 69 feridos. “Apesar da repercussão e da gravidade de alguém se sentir autorizado a entrar numa área e assassinar dez pessoas, qual foi a penalização? Nenhuma, praticamente. É a sensação de impunidade que a gente sempre vive aqui com relação a todos os casos que a gente acompanha”, resume Andréia, acostumada à impunidade dos assassinos e descaso por parte do Estado brasileiro na região do sul e sudeste do Pará, que historicamente é a que mais concentra assassinatos no campo no Brasil.

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Falha em arma evita assassinato de integrantes do MST em fazenda no interior de SP

Em Riversul, pai do prefeito da cidade tentou disparar contra assentados e foi embora ameaçando retornar

por Igor Carvalho, em Brasil de Fato

Na tarde desta segunda-feira (20), Divino Salvador Gomes, conhecido como Nenê Gomes, invadiu o assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) dentro da Fazenda Can Can, no município de Riversul, interior de São Paulo, e tentou disparar contra o coordenador do movimento. Segundo relatos, o dia só não terminou com vítimas fatais no local porque a arma falhou.

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João e Ricarda, exemplos de Sem Terra. Por Gilvander Moreira*

Nas terras do latifúndio da ex-usina Ariadnópolis, no município de Campo do Meio, sul de Minas Gerais, o MST conquistou em 2010 o Assentamento Nova II, com 300 hectares, onde foram assentadas 13 famílias em lotes de 8 a 19 hectares. Após enfrentar seis anos de acampamento naquelas terras e sofrer três despejos, João Martins Pereira está assentado no lote n. 10, com área de oito hectares. Ele chegou para acampar, em 2004, no Acampamento Betim, um dos 11 acampamentos da Ariadnópolis. O pai e a mãe de João foram assentados em 1984 na região de Sumaré, SP. No início de 2000, João esteve acampado três anos na região de Itapetininga, SP. Não conquistou um pedaço de terra e teve que ir trabalhar em uma fábrica de eixo cardã, barra de direção e caixa de direção em Guarulhos, SP.

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Agricultores cobram regularização fundiária em audiência no Paraná

Famílias acampadas realizaram uma marcha no centro de Clevelândia e doaram mais de uma tonelada de alimentos à população urbana

Por Ednubia Ghisi e Kelen Alves, na Página do MST

Mais de 130 famílias acampadas no Sudoeste do Paraná vivem dias de angústia pela ameaça de serem despejados das áreas onde vivem e produzem. Os agricultores e agricultoras ocupam sete áreas, seis da Massa Falida da Empresa Olvepar e um da madeireira Campos de Palmas. Estes espaços são alvos de disputa judicial por dívidas trabalhistas e com credores, de impostos com o Estado e com a União, além de débitos em multas aplicadas por órgãos ambientais, no caso da madeireira.

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Autores intelectuais da execução dos trabalhadores do MST na Paraíba são presos

Delegada responsável pelo caso diz que motivo foi econômico: impedimento de extração de areia no acampamento

Do Brasil de Fato / MST

Nesta sexta (17) foram presos três suspeitos dos assassinatos dos militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra da Paraíba (MST- PB), Rodrigo Celestino e José Bernardo da Silva, em 8 de dezembro de 2018. Foram eles, Rawlinson Bezerra de Lima, conhecido como Ralph, que foi preso em João Pessoa, no bairro do Cabo Branco; Maria de Fátima Santos Freitas, presa também na capital paraibana, no bairro do José Américo e Leandro Soares da Silva, que foi preso no acampamento Dom José Maria Pires, localizado em Alhandra, sendo o mesmo lugar onde ocorreram os assassinatos.

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Chacina de Pau D’arco faz dois anos

Em maio de 2017, 29 policiais, 21 militares e 8 civis entraram na Fazenda Santa Lúcia, Pau D’Arco, Pará onde executaram 10 pessoas, segundo relatos dos sobreviventes

Por Cassiano Ricardo Martines Bovo, no Justificando

Essa cova em que estás,com palmos medida, é a cota menor que tiraste em vida. / É de bom tamanho,nem largo nem fundo, é a parte que te cabe deste latifúndio. / Não é cova grande, é cova medida, é a terra que querias ver dividida. (Morte e Vida Severina[1])

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Mais terras públicas para o mercado, menos áreas coletivas

Retrocesso na reforma agrária soma-se ao avanço de titulação em assentamentos ambientalmente diferenciados; registro de títulos individuais explode a partir de 2017, em especial na Amazônia

Por Vasconcelo Quadros, Agência Pública

Dados oficiais do Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra) revelam que o processo de distribuição de terras a trabalhadores rurais não só parou, como andou para trás. Das 1.349.689 famílias registradas até o final de 2017 em assentamentos homologados, o número das que resistem e permanecem na terra caiu para algo em torno de 1 milhão. Desde então, um ano e meio depois, nenhum novo trabalhador rural foi assentado.

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Policiais expulsam de forma truculenta trabalhadores do campo sem ordem de despejo

Ação acontece logo após reocupação da fazenda em Itaberaba, na Chapada Diamantina

Por Coletivo de Comunicação da Bahia
Da Página do MST

Na noite do dia 14, os trabalhadores e trabalhadoras do campo foram surpreendidos por viaturas da polícia especializada RONDESPE, que chegou fortemente armada e expulsando os trabalhadores da fazenda Santa Maria.

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