A reforma agrária dá certo

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

Desde que em 1985 um grupo de agricultores sem-terra decidiu ocupar terras da união ou improdutivas para forçar a reforma agrária que o Brasil passou a conhecer o Movimentos dos Trabalhadores Sem-Terra: o MST. Naqueles anos de fim do regime militar e de recomeço da frágil democracia brasileira, os sem-terra eram demonizados: bandidos, baderneiros, subversivos. Para a mídia comercial nada mais eram do vagabundos roubando terra alheia. E, para eles, o que estava reservado era a polícia, a prisão, a violência, a difamação. 

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Pachamama e os frutos das mulheres Sem Terra!

“Ser mulher é fazer com que a gente seja protagonista da nossa própria história”, diz Geneci Andriolli

Por Rafaela Ferreira, em Página do MST

O primeiro encontro com ela foi ao observá-la cuidando de uma de suas companheiras. Pegou uma garrafa com água, misturou óleo, esfregou nas mãos para massagear os pés de uma das mulheres deitadas. Fiquei ali parada, reparando na sequência. “Por que não faz a entrevista com Geneci?”, a pergunta feita por uma companheira me tira desse transe. “Ela é da saúde”, completou, quando me viu retornar os olhos à cena.

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O Feminismo Camponês e Popular, a identidade da mulher rural e mundo operário

Dirigentes Sem Terra apresentam reflexões sobre a construção do Feminismo Camponês Popular, o processo histórico desta construção e perspectivas para o próximo período

Por Viviana Rojas, em Via Campesina / MST

“O feminismo camponês e popular e a reforma agrária popular” foi tema da mesa que contou com a participação das companheiras Itelvina Massioli e Debora Nunes e apresentou reflexões sobre as linhas políticas construídas pelas mulheres Sem Terra. A mesa aconteceu no último dia 7, durante o I Encontro Nacional das Mulheres Sem Terra.

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MST protesta e ocupa por reforma agrária em 13 estados e em Brasília

Ministério da Agricultura, sedes do Incra e terras griladas estiveram entre os alvos; camponesas que voltavam de ônibus do DF para o Piauí foram presas; pelo menos seis das catorze manifestações ocorreram no Nordeste

Por Yago Sales, em De Olho nos Ruralistas

Em Brasília, a ocupação do Ministério da Agricultura — classificada por sites de direita e extrema-direita como vandalismo — foi a mais chamativa entre os protestos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) nesta segunda-feira (09), um dia após o Dia Internacional da Mulher. Um ônibus que voltava da Esplanada dos Ministérios para o Piauí foi abordado pela Polícia Federal e as camponesas chegaram a ser presas — e liberadas no início da tarde.

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Tentativa de criminalizar o MST é denunciada no Conselho de Direitos Humanos da ONU

Fundação responsável pelo Prêmio Nobel Alternativo fez declaração sobre perseguição do governo Bolsonaro aos Sem Terra

Por Caroline Oliveira, do Brasil de Fato

A tentativa de criminalização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) promovida pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido) foi tema de um debate da reunião anual do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). O encontro ocorreu no Palácio das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, nesta quarta-feira (4).

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PFDC solicita à ministra Tereza Cristina esclarecimentos quanto ao funcionamento do Programa de Educação na Reforma Agrária

Decreto extinguiu a Coordenação de Educação do Campo e Cidadania do âmbito do Incra – autarquia responsável pela gestão do Pronera e que é vinculada ao Ministério da Agricultura

PFDC/MPF

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) solicitou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) informações quanto às providências que estão sendo adotadas para garantir recursos humanos, organizacionais e orçamentários para a gestão do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).

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Assassinato de Paulo Silva Filho aumenta preocupação pela situação de defensoras e defensores do direito à terra no Pará

Front Line Defenders

Em 22 de fevereiro de 2020, Paulo Silva Filho, conhecido como Paulinho do PT, foi assassinado em Ourilândia do Norte, no sul do Pará. Este é o mais recente de uma série de assassinatos e ataques contra famílias que vivem na Ocupação 1200, da qual Paulinho do PT era líder. O aumento da violência contra defensoras e defensores na região vem em seguida a políticas do governo estadual e federal que legitimam a apropriação de terras e a violência nas áreas rurais.

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PFDC pede ao Incra providências para assegurar permanência de famílias assentadas em área rural de Formosa/GO

Ocupação da localidade foi autorizada pela própria autarquia, em 2015. No entanto, uma notificação extrajudicial determinou a desocupação da área até a última terça-feira

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, deu prazo de cinco dias para que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informe quais providências estão sendo adotadas para assegurar a concretização do processo de aquisição das terras do Assentamento Popular Dom Tomás Balduíno, localizado na cidade de Formosa/GO, e no qual vivem um total de 280 famílias de trabalhadores rurais.

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O poder político das empresas de agrotóxicos, por João Pedro Stedile

Setor não recolhe ICMS; ação no STF decidirá sobre inconstitucionalidade da isenção

João Pedro Stedile, no Poder 360

Há no Brasil, seis grandes empresas, todas corporações transnacionais, que controlam mais de 60% do mercado de agrotóxicos: Syngenta (China/Suíça), Bayer/Monsanto (Alemanha), Corteva (ex-DowDupont, EUA), Basf (Alemanha), UPL (índia) e FMC (EUA). O volume de vendas é de cerca de 550 mil toneladas de venenos por ano, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a um faturamento aproximado de US$ 10,8 bilhões de dólares, segundo a Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos (Aenda).

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Mulheres Sem Terra forjam na luta a cultura da emancipação humana

“Falar da cultura das mulheres Sem Terra é falar principalmente de uma cultura que dê direito a voz e dê direito às ações. Que busca incessantemente a liberdade e a emancipação de todos os seres humanos e da natureza”

Por Geanini Hackbardt, na Página do MST

Em preparação ao I Encontro Nacional das Mulheres Sem Terra, que acontece em Brasília de 5 a 9 de março, os coletivos feministas dos acampamentos e assentamentos intensificam suas atividades por todo Brasil. As mulheres do Movimento são protagonistas tanto da produção quanto da construção da cultura popular.

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