Comissão da Câmara dos Deputados faz diligência a quilombo em Minas Gerais; 450 famílias ameaçadas de despejo

Por Pedro Calvi*, na CDHM

Há vinte anos pequenos agricultores acamparam no Quilombo Campo Grande, no município de Campo do Meio, no sul de Minas Gerais. De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o acampamento tem 40 hectares de horta, 60 mil árvores nativas e 60 mil árvores frutíferas, além da produção de oito toneladas de mel. A safra anual do famoso Café Guaií chega a 510 toneladas. Tudo produzido sem o uso de agrotóxicos. Agora, o juiz Walter Zwicker Esbaille Júnior concedeu uma liminar de despejo para que 450 famílias sem-terra sejam retiradas do local. Se a decisão for confirmada, depois de recursos, essas famílias terão sete dias para sair. (mais…)

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No Ceará, Acampamento Zé Maria do Tomé sofre ameaça de despejo

Após 5 anos de luta, as famílias estão novamente com o mandado de despejo, que está previsto para acontecer nesta quarta-feira (21)

Da Página do MST

Mais uma vez, o Acampamento Zé Maria do Tomé, localizado na Chapada do Apodi, no Município de Limoeiro do Norte do Ceará, após 5 anos de luta, está com o mandado de despejo, que está previsto para acontecer nesta quarta-feira (21). (mais…)

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Importância da Agroecologia nas escolas do campo

Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunet, na Bahia, lança caderno de Educação em Agroecologia para estimular uma nova forma de viver e conviver no campo e na cidade

Por Rarielle Costa, na Página do MST

A Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunet (EPAAEB) nasceu no Extremo Sul do Estado da Bahia, com a estratégica política de contribuir na formação agroecológica na agricultura camponesa, em respeito ao meio ambiente. E assim, fortalecer as organizações populares envolvidas na construção da Reforma Agrária Popular.  (mais…)

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Audiência pública vai debater riscos do despejo de famílias sem terra no Sul de Minas

Judiciário ordenou desocupação de terreno usado para produção agroecológica no município de Campo do Meio

Redação Brasil de Fato

O Espaço José Aparecido de Oliveira, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), recebe nesta quinta-feira (22), às nove da manhã, uma audiência pública para debater os riscos inerentes à retirada forçada de 450 famílias do acampamento Quilombo Campo Grande no município de Campo do Meio, região Sul de Minas Gerais. O terreno está ocupado há 20 anos por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e é utilizado para produção de vários gêneros alimentícios, sem uso de agrotóxicos. Um dos produtos mais conhecidos é o Café Guaií, exportado para vários estados brasileiros. (mais…)

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Do sindicalismo combativo à luta pela terra em Campo do Meio, MG. Por Gilvander Moreira*

Até a década de 1980, milhares de trabalhadores boias-frias do Nordeste, do norte de Minas ou do Vale do Jequitinhonha, regiões de clima muito quente, vinham e ainda vêm para o sul de Minas Gerais para trabalhar nas lavouras de café. No sul de Minas, região de clima frio, esses trabalhadores tinham que trabalhar por quase nada, dormir no chão frio em condições insalubres e sobreviver com alimentação escassa. Em situações análogas à escravidão, muitos adoeciam. Assim, muitos boias-frias começaram a procurar o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) que atuava nas fazendas – onde eram procurados – combatendo o trabalho escravo. No ano seguinte, na próxima colheita, os trabalhadores voltavam para outra fazenda e, assim, a prática se repetia. E, dessa forma, “todo ano, durante a colheita do café, o Sindicato tinha que combater o trabalho escravo na região”, recorda Sebastião Mélia Marques, hoje, assentado no P.A Primeiro do Sul, em Campo do Meio, MG. (mais…)

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A luta pela terra em Campo do Meio, MG, só acaba com o assentamento das famílias no latifúndio da ex-usina Ariadnópolis: memória necessária. Por frei Gilvander Moreira*

Em Campo do Meio, no sul de Minas Gerais, quase 500 famílias Sem Terra, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais), ocupam há 20 anos, desde 14 de março de 1998, um latifúndio de 3.900 hectares que não cumpria sua função social – as terras da ex-usina Ariadnópolis. São 11 Acampamentos que formam o Quilombo Campo Grande. Onde antes se plantava apenas cana-de-açúcar e gerava lucro apenas para poucos empresários, pela luta e trabalho dos Sem Terra do MST tornou-se um campo fértil que está produzindo 510 toneladas de café agroecológico por ano, além de 55.000 sacas de milho crioulo, 500 toneladas de feijão, 8 toneladas de mel, além de 40 hectares de hortas, isso apenas na safra entre 2017 e 2018. Há também um Coletivo de Mulheres que produzem ervas medicinais. No acampamento foram plantadas 60 mil mudas de árvores nativas e 60 mil árvores frutíferas. Após seis despejos e reocupação do latifúndio da Ariadnópolis que estava abandonado desde a falência da usina, o Quilombo Campo Grande está sob a iminência de novo despejo, após decisão de um juiz da Vara Agrária de Minas que autorizou Liminar de Reintegração de Posse. (mais…)

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MST repudia despejo de mais de 200 famílias no Maranhão

Desde 2016, as famílias reivindicam a vistoria da área para demarcação, o que só foi agendado para hoje, dia do cumprimento da liminar de reintegração de posse

Da Página do MST 

Nesta terça-feira (13), a Polícia Militar do Maranhão despejou cerca de 250 famílias do acampamento Novo Pindaré, no município Pindaré Mirim. A área em litígio é reivindicada por João Claudino Fernandes, proprietário da rede comercial Armazém Paraíba. (mais…)

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Policiais agridem trabalhadores rurais durante despejo em Pindaré-Mirim, no Maranhão

Ação repressora conta com mais de policiais em cidade a cerca de 300 quilômetros da capital São Luís

Por Juca Guimarães, em Brasil de Fato / MST

A Polícia Militar do Maranhão, em cumprimento a uma decisão judicial, iniciou uma operação de despejo das cerca de 250 famílias de trabalhadores rurais sem terra, ligadas ao MST, que vivem em Pindaré-Mirim, a 255 quilômetros de São Luís. (mais…)

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