Comunidades lutam contra precarização de escolas em assentamentos do RS

Pais, professores e diretores de instituições de ensino da região da Campanha se mobilizam para garantir aos estudantes o direito à educação pública

Por Catiana de Medeiros, na Página do MST

Representantes de duas escolas localizadas em áreas de Reforma Agrária em Hulha Negra, na região da Campanha do Rio Grande do Sul, participaram nesta terça-feira (19) de reunião da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa gaúcha. O objetivo foi levar a parlamentares a preocupação com medidas do governo do estado que comprometem as atividades da Escola Estadual de Ensino Fundamental Chico Mendes, no Assentamento Santa Elmira, e da Escola Estadual de Ensino Médio 15 de Junho, no Assentamento Conquista da Fronteira.

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A esperança tem nome de Marielle Franco

No Maranhão, Sem Terra produzem alimentos em vez de eucalipto e soja em acampamento

Por Reynaldo Costa, na Página do MST

O acampamento de Sem Terra que leva o nome de Marielle Franco possui hoje cerca de 150 famílias, presentes desde junho de 2018 uma área do município de Itinga do Maranhão (MA). Com muita resistência, trabalho e organização, as famílias já colhem os alimentos da terra fértil que estava grilada por uma empresa siderurgias. Ainda assim, as famílias hoje estão ameaçadas de despejos.

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No RJ, MST faz acordo com Prefeitura para construção de escola agroecológica em Macaé

MST enfrentava ação de reintegração de posse de local destinado à construção de Unidade Pedagógica em Agroecologia

Flora Castro, Brasil de Fato

Em acordo com a Prefeitura de Macaé, no norte fluminense, na última terça-feira (12), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) conseguiu importante vitória na construção da Unidade Pedagógica em Agroecologia na região. Alvo de uma ação de reintegração de posse feita pelo município, em reunião com o prefeito Aluízio dos Santos Júnior (MDB), o movimento conseguiu a retirada da ação, o compromisso do município com a construção da escola de agroecologia na região e a realização de um termo de concessão de uso da área da prefeitura, que cederá oficialmente o espaço.

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Fazenda de João de Deus ocupada por camponesas em GO é parte mais visível de seu império agropecuário

Médium declarou em dezembro possuir seis fazendas em Goiás, mas sua fortuna permanece desconhecida; MST e MCP protestam contra propriedades oriundas da exploração de mulheres

Por Julia Dolce, em De Olho nos Ruralistas

A quantidade total de terras que fazem parte da fortuna de João Teixeira de Farias, o João de Deus, ainda é obscura. Mundialmente conhecido como médium, tendo atuado por anos no município de Abadiânia (GO), o fazendeiro está preso preventivamente desde 16 de dezembro, após centenas de acusações de estupros durante supostos atendimentos espirituais.

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A invisibilidade da violência contra as mulheres do campo e das florestas

Artigo fala sobre importância de entender as diferentes faces da violência contra as mulheres

Por Adriana Rodrigues Novais e Lucinéia Freitas​*, na Página do MST

Durante o mês março as propagandas na televisão mostram celebrações e flores. Trata-se de uma cortina de fumaça para as reportagens veiculadas ao longo do ano sobre a permanente violência contra mulher. Com objetivo de aquecer as vendas e garantir o lucro, festeja-se a data e homenageia-se as mulheres, destacando-as como vencedoras ou investidoras. A mesma televisão busca esconder nos sorrisos fabricados do “Feliz dia!” as mulheres que, organizadas com suas próprias bandeiras, flores, cantos e tambores, denunciam as inúmeras violações que uma sociedade patriarcal, racista e capitalista impões sobre seus corpos e territórios.

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Mulheres Sem Terra denunciam violência e ocupam fazenda de João de “Deus”

A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra que começou na última semana com mobilizações em todo país

Da Página do MST 

Na manhã desta quarta-feira (13), mulheres do MST e do MCP (Movimento Camponês Popular) ocuparam a  fazenda Agropastoril Dom Inácio, em Anápolis, entre os distritos de Interlândia e Souzânia, no interior de Goiás.

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Mulheres se organizam contra o feminicídio e a reforma da previdência no Piauí

Em São João do Piauí, Mulheres Sem Terra entregaram demandas às instituições e fazem protestos

Por Marilene Nascimento, na página do MST

Durante a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, que traz como tema este ano “Pela vida das Mulheres, somos todas Marielle”, cerca de 400 mulheres caminharam pelas principais ruas da cidade de São João do Piauí, a 470 km de Teresina. A caminhada teve como principais objetivos denunciar o feminicídio – assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher – e a proposta da Reforma da Previdência que, colocada em prática, irá impactar negativamente as mulheres.

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Em área da Reforma Agrária, Romaria da Terra evidencia a alimentação saudável

Tema da 42ª edição do evento dialoga com uma das principais pautas defendidas pelo MST

Por Leandro Molina, da Página do MST 

Devoção, fé, defesa da alimentação saudável e protestos contra a retirada de direitos. Esse foi o tom dos romeiros que participaram da tradicional Romaria da Terra do Rio Grande do Sul, realizada sempre na terça-feira de Carnaval. A 42ª edição aconteceu no Assentamento Conquista da Luta, do MST, no município de Itacurubi, localizado na região das Missões e a mais de 500 quilômetros de Porto Alegre. O tema da Romaria deu destaque este ano à alimentação saudável, com abordagem sobre o modelo de organização e produção no campo, em contraposição ao atual modelo do agronegócio.

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A colonização do Oeste foi a saída conservadora para a questão agrária no Brasil. Entrevista especial com Rafael Assumpção de Abreu

No IHU

Talvez o processo de reprimarização da economia que tornou o Brasil refém do agronegócio para manter a estabilidade da balança comercial não seja, tão simplesmente, um acontecimento espontâneo, mas, sim, um projeto político de longo prazo. Voltemos um pouco na história. Desde a primeira metade do século XX, de Cândido Rondon a Getúlio Vargas, a ocupação do Oeste por parte da população branca se tornou um projeto de Estado. Os habitantes do Sul do Brasil foram os escolhidos para ocuparem os territórios. “É importante ter em mente que a concepção de que indivíduos da região Sul do país deveriam ser os alvos do processo de ocupação não nasceu com os projetos de colonização na Ditadura Militar. Anteriormente, na campanha da Marcha para Oeste, Getúlio Vargas manifestou a preferência por colonos do Sul, pois estes possuiriam uma mentalidade mais europeia e empresarial”, salienta Rafael Assumpção de Abreu, professor e pesquisador, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.

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