Os primeiros condenados da ‘organização criminosa’ MST

Uma decisão inédita condenou quatro militantes do MST por formarem uma ‘organização criminosa’

Piero Locatelli, por The Intercept Brasil

EM 2016, o acampamento Leonir Orbak, em Santa Helena de Goiás, interior do estado, era um terreno fértil em meio à aridez dos imensos canaviais da região. Ocupada pelo MST, parte da área era tomada por uma extensa lavoura de milho orgânico – que, nos tempos áureos, serviu de matéria-prima para mais de 20 mil pamonhas distribuídas em uma festa do movimento. Em março daquele ano, porém, a lavoura foi destruída.

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Sétima arte e a luta pela Reforma Agrária

A cineasta e diretora de fotografia, Camila Freitas e a diretora e produtora de documentários, Julia Mariano conheceram o MST em períodos diferentes, mas foi por meio do cinema que se aproximaram dos Sem Terra

Por Solange Engelmann, na Página do MST 

A cineasta e diretora de fotografia, 35 anos, Camila Freitas e a diretora e produtora de documentários, 37 anos, Julia Mariano conheceram o MST em períodos diferentes, mas foi por meio do cinema que se aproximaram dos Sem Terra e puderam compreender a importância da luta pela terra e Reforma Agrária no país.

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Assentados e Acampados, em apoio mútuo, resistem a seis despejos. Por Gilvander Moreira*

No conflito agrário que se arrasta há mais de 20 anos envolvendo diretamente mais de 450 famílias acampadas em 11 acampamentos – Quilombo Campo Grande – no latifúndio da ex-usina Ariadnópolis, em Campo do Meio, no sul de Minas Gerais, as famílias Sem Terra sofreram seis despejos. Em 18 de maio de 2009, ocorreu o mais cruel despejo dos acampamentos naquelas terras. A violência e a destruição foram grandes.

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Mulheres do Assentamento Monjolinho, no MS, protagonizam resgate de ingredientes do Cerrado

Por meio do beneficiamento de frutos como baru, pequi e jatobá, camponesas de Anastácio conquistam independência financeira; apesar do potencial econômico, Cerrado continua sendo devastado no Mato Grosso do Sul

Por Sara Almeida Campos, em Anastácio (MS), em De Olho nos Ruralistas

Dono da maior concentração fundiária entre as 27 unidades da federação e palco de um dos principais conflitos indígenas da América Latina, o Mato Grosso do Sul parece um foco improvável para iniciativas que buscam o resgate e a valorização de ingredientes tradicionais do Cerrado. Mas é em Anastácio, município dominado pela pecuária, que um grupo de assentadas da reforma agrária vem mostrando o potencial do agroextrativismo e dos frutos nativos na geração de renda local. A cidade abriga uma das principais unidades de processamento da JBS no estado. Com menor visibilidade, as camponesas mostram seu protagonismo.

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‘Foi covardia. Ninguém estava armado’, diz irmão de trabalhador morto em MT

Elizeu Queres morreu no primeiro conflito de terra de 2019, que deixou outras 8 pessoas feridas em investida promovida por segurança privada; no ano passado, grupo de trabalhadores foi ameaçado por pistoleiros, segundo Comissão Pastoral da Terra.

Por Leandro Barbosa, para a Ponte, na CPT

O primeiro conflito agrário de 2019, já sob o novo governo de Jair Bolsonaro, aconteceu no último sábado (5/1), em Colniza, no Mato Grosso, a 1.065 km de Cuiabá. O atentado na Fazenda Agropecuária Bauru, conhecida como Fazenda Magali, da família do ex-deputado estadual José Riva (PP), culminou na morte do pedreiro Eliseu Queres, 38 anos, além de deixar oito pessoas feridas – três delas em estado grave.

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Balanço da Questão Agrária no Brasil – 2018

CPT

No ano que se encerrou, os povos da Terra, das Águas e das Florestas viveram a porção de um tempo ainda mais triste que está por vir. Em 2018, segundo dados parciais da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o índice[1] de famílias despejadas foi 65% maior do que o ano anterior e os recursos destinados à Reforma Agrária e às políticas públicas para o campo chegaram ao ápice do sufocamento. 2018 também foi o ano de consolidação da tendência de privatização de terras públicas e o ano em que o poder privado se sentiu autorizado a promover o terror no campo, estando envolvido em 81% dos conflitos por terra e por água. Em síntese, 2018 foi de domínio violento do agrohidronegócio e do latifúndio no campo brasileiro.

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STJ suspende reintegração de acampamento de agricultores, em Limoeiro do Norte (CE)

Decisão, que favorece acampamento Zé Maria do Tomé, foi tomada em dezembro de 2018, mas conhecida apenas nesta terça (08/01)

Por DPU/CE

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luís Felipe Salomão concedeu medida liminar para suspender a ordem de reintegração de posse da área hoje ocupada pelo acampamento Zé Maria do Tomé, em Limoeiro do Norte (CE). A decisão, de 21 de dezembro de 2018, atende a pedido de tutela de urgência em recurso especial protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) junto ao STJ no dia 13 do mesmo mês.

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Governo recua e suspende memorando que paralisava reforma agrária no país

No início do ano, órgão determinou interrupção dos processos de compra e desapropriação de terras

Redação Brasil de Fato

Em mais um impasse no governo Bolsonaro (PSL), um dia após ser veiculada a notícia de que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) determinou às suas superintendências a interrupção dos processos de desapropriação ou aquisição de terras por prazo indeterminado, nesta quarta-feira (9), o órgão divulgou um novo memorando suspendendo a orientação. O documento oficial foi assinado por Francisco José Nascimento, presidente do Instituto. 

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