Jamil Chade: Com pedido de perdão histórico, Catedral da Sé ecoa grito pela democracia

No UOL

Numa Catedral da Sé lotada, não era o passado que estava sendo lembrado. De branco e empunhando flores, milhares de brasileiros transformaram a igreja numa ato ecumênico-político de defesa da democracia.

Neste sábado, o local foi, de novo, o palco para marcar a morte de Vladimir Herzog pela ditadura militar.

E assim como ocorreu há 50 anos na Sé, uma vez mais não cabia qualquer dúvida de que a mobilização não se referia apenas ao jornalista assassinado. (mais…)

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A nuvem mais perigosa. Por Hugo Souza

GSI deve assinar acordo de cooperação técnica com a Amazon Web Services, de Jeff Bezos, após o órgão mudar regra a fim de permitir armazenamento de dados secretos do Brasil em nuvens privadas.

Come Ananás

Em um dos comícios do movimento “No Kings”, que varreu os EUA no último sábado, 18, da costa leste à costa oeste, o senador Bernie Sanders disse assim a dezenas de milhares de estadunidenses reunidos em Washington contra Donald Trump e os bilionários trumpistas: (mais…)

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O valor da vida e o genocídio. Por Mauro Luis Iasi

No Blog da Boitempo

“A dor não é a forma suprema da perfeição. 
Meramente provisória, é um protesto. 
Está presa aos meios iníquos, doentios e injustos.
 Quando a iniquidade, a doença e a injustiça forem
erradicadas, não haverá mais lugar para ela”.
Oscar Wilde – A alma do homem sob o socialismo

No ataque de 7 de outubro o Hamas matou 1.139 pessoas e deixou 3.400 feridos. Em dois anos de guerra o Estado de Israel matou mais de 67.869 mil pessoas e deixou algo em torno de 165 mil feridos. Além do custo humano, a agressão do Estado sionista, consumiu US$ 55,6 bilhões, cerca de 10% do PIB israelense. (mais…)

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Deus ouve o clamor da viúva injustiçada (Lc 18,1-8). Por Gilvander Moreira*

A parábola da viúva perseverante na luta por justiça, exclusiva do Evangelho de Lucas, pode ser dividida assim: a) introdução redacional de Lucas, que apresenta o porquê da parábola (Lc 18,1); b) a parábola (Lc 18,2-5); c) aplicação da parábola feita por Jesus (Lc 18,6-8a); d) interrogação, atribuída a Jesus, sobre o desafio de manter a fé (Lc 18, 8b). (mais…)

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O que Marx diria sobre o ChatGPT? Por Gabriel Teles

No Blog da Boitempo

Podemos imaginá-lo numa sala apertada, abarrotada de livros, papéis e manuscritos. Marx, o velho filósofo com olhar cansado e barba desgrenhada, ajeita-se diante de uma escrivaninha. Ao seu lado, um camarada técnico de informática, curioso e paciente, lhe apresenta uma máquina que não existia no século XIX: um notebook. Marx franze o cenho, inclina-se, e com um misto de desconfiança e ironia digita as primeiras palavras no campo luminoso da tela: “O que é o capitalismo?” Em segundos, a máquina responde, articulada e segura, como se fosse capaz de resumir em poucas linhas aquilo a que ele dedicou a vida inteira. Marx sorri, mas não com espanto: com o riso de quem reconhece, por trás do espetáculo novo, um truque antigo. (mais…)

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Nobel da “paz” premia María Corina Machado. Por Tiago Nogara

No A Terra é Redonda

A mesma mão que assinou o decreto golpista de 2002 agora recebe o prêmio da paz, num teatro geopolítico onde “paz” significa rendição incondicional aos interesses americanos

1.

María Corina Machado, principal liderança da extrema direita venezuelana, acaba de ser agraciada com o Nobel da Paz de 2025. Nas palavras do comitê que lhe outorgou o prêmio, seu recebimento se deve “por seu incansável trabalho em promover os direitos democráticos do povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.[i]

Tal descrição coaduna com a narrativa que vem sendo amplamente difundida nos últimos tempos pelos grandes veículos da mídia capitalista internacional, fantasiando María Corina Machado como abnegada defensora da democracia e do povo venezuelano, injustamente perseguida por supostos desmandos autoritários do governo de Nicolás Maduro. Entretanto, sua trajetória difere bastante de tais caracterizações, e sua escolha como ganhadora do Nobel da Paz de 2025 diz muito sobre a temperatura política e ideológica do mundo na atual quadra histórica. (mais…)

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A estupidez funcional e a obediência no capitalismo neoliberal e digital: e a gente nisso? Por Sérgio Botton Barcellos

Dias desses estava conversando com um amigo, Ricardo Severo, sobre a banalidade do mal e um conceito que estou burilando “Metamorfose neoliberal da sociabilidade” (quando a tecnoburocracia que avançou sobre a carreira docente não toma meu tempo reflexivo). Ele me indicou o texto “Da estupidez” de Dietrich Bonhoeffer. Li e fiquei um bom tempo pensando sobre isso. Depois fui estudar sobre. Em 2024 foi lançado o filme “A redenção: a história real de Bonhoeffer “ que ainda não assisti. E a partir disso algumas questões e aspectos me inquietaram e escrevo esse ensaio. (mais…)

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