Djamila Ribeiro: “Somos um país que nunca aboliu materialmente a escravidão”

Em entrevista, a filósofa fala de seu livro ‘Pequeno Manual Antirracista’ e dos desafios para o movimento negro no Brasil de Bolsonaro

por Ana Luiza Basilio, em CartaCapital

A filósofa americana Ângela Davis já anunciava nos idos da década de 60: “Numa sociedade racista, não basta não ser racista, é necessário ser antirracista”. A afirmação da ativista é detalhada por Djamila Ribeiro em sua mais recente obra literária, “Pequeno Manual Antirracista”, lançada no final de 2019. No livro, a filósofa e ativista brasileira convoca os leitores a reconhecerem o racismo enquanto estrutural e a perceberem como ele se manifesta em diferentes dimensões do cotidiano, passando pelo foro individual, cultural, econômico e político.

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Filme ‘Democracia em Vertigem’ é indicado ao Oscar de Melhor Documentário

Longa da diretora Petra Costa, disponível na Netflix, conta a história do colapso da democracia brasileira do impeachment de Dilma Rousseff até a eleição de Bolsonaro

por Redação RBA 

São Paulo – O longa brasileiro Democracia em Vertigem, disponível desde 19 de junho no catálogo da plataforma de streaming Netflix, está entre os finalistas na categoria de Melhor Documentário do Oscar 2020. O filme concorre com  American FactoryThe CaveHoneyland  e  For Sama.

O documentário da cineasta Petra Costa narra os eventos que transformaram o panorama político do Brasil desde o golpe contra a então presidenta Dilma Rousseff (PT), em 2016, culminando, em 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República.

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Resposta a Bolsonaro. Por Vinícius Fernandes da Silva

No GGN

O presidente Jair Bolsonaro, em conversa com jornalistas no dia de hoje, abordou assuntos a respeito dos livros didáticos e mencionou o Colégio Pedro II, instituto federal de ensino básico sediado no Rio de Janeiro.

Em sua fala o presidente disse que o CPII “acabou”.

Como professor efetivo e com dedicação exclusiva de uma das unidades (temos 11) da centenária instituição, me perguntei sobre as muitas interpretações que o verbo “acabar” pode suscitar. Cheguei a algumas conclusões e tomarei como referência somente o resultado do Campus Centro no ENEM 2018, porém somando as médias de todos os outros campus, o efeito seria praticamente idêntico.

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Cláudio Santoro: um século de silêncio no Amazonas. Por José Ribamar Bessa Freire

No TaquiPraTi

“As estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra”. (Gabriel Garcia Márquez: Cem anos de solidão. 1967)

Há cem anos, nascia em Manaus, na rua Oriental, nº 16, Cláudio Franco de Sá Santoro, o primogênito dos 12 filhos de Cecília e Giotto Michelangelo, no momento em que a gripe espanhola, conhecida como “La dansarina”, devastava o planeta, deixando mais de 50 milhões de mortos, incluindo no Brasil o presidente da República, Rodrigues Alves. Na capital do Amazonas, a média diária pulou de 5 cadáveres para 80, segundo a estatística mortuária registrada no relatório do médico Alfredo da Matta. Os coveiros fizeram greve reclamando do excesso de trabalho e os cadáveres começaram a apodrecer nas casas, praças, ruas, hospitais, atraindo urubus.

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Funk, reprimido na rua e ignorado na escola

Tese demonstra que professores — como a maioria da população — desconhecem e têm preconceito pelo ritmo, apreciado por quase 70% dos alunos. Não exploram a rica possibilidade de usar essa referência musical na educação

Por Rogério Pelizzari*, em Outras Palavras

Após a tragédia na madrugada de 1 de dezembro, que deixou nove mortos na favela de Paraisópolis, multiplicaram-se manifestações em apoio à atuação da polícia entre autoridades e populares. O Governador de São Paulo tratou de esclarecer, antes de qualquer apuração sobre o episódio, que as ações ostensivas seriam mantidas. Nas redes sociais, pipocaram mensagens que tratavam de responsabilizar as próprias vítimas, sob o argumento de que aqueles não eram nem lugar, nem horário e nem trilha sonora para pessoas de bem.

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Diretor de ‘Bacurau’ reúne estrelas do Cinema internacional em protesto contra a retirada de cartazes de filmes brasileiros na Ancine

No Ehttps://extra.globo.com/famosos/diretor-de-bacurau-reune-estrelas-do-cinema-em-protesto-contra-retirada-de-cartazes-na-ancine-24124887.htmlxtra

Kleber Mendonça Filho, diretor de “Aquarius” e “Bacurau”, reuniu, neste sábado, estrelas do cinema internacional numa mesma foto em protesto contra a retirada, nesta semana, de cartazes de filmes brasileiros na sede da Ancine, no Rio. Entre eles, estava a atriz britânica Tilda Swinton, vencedora do Oscar de Atriz Coadjuvante e famosa por filmes como “As crônicas de Nárnia” e “O curioso caso de Benjamin Button”. O encontro aconteceu no Festival de Cinema de Marrakech, no Marrocos.

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“Acredito na unidade, mesmo quando existem diferenças políticas grandes”

Paulo Portugal entrevistou Costa-Gavras durante o festival de cinema de San Sebastian sobre o seu mais recente filme no qual “o lendário realizador franco-grego encena a crise financeira como uma tragédia grega”. Aos 86 anos não promete novo filme mas busca “nova paixão”. Pensa que esta “é necessária para sobreviver”.

por Paulo Portugal, em Esquerda.net

Todo o cinema é político dir-se-á, mas quando se trata de encarar a carreira de mais de 50 anos do realizador Costa-Gavras, esse envolvimento assume proporções quase épicas. O cineasta comunista e ativista que nos deu em 1969 Z – Orgia de Poder, um filme dominado por convicções sobre relato do assassinato de um político em plena ditadura militar grega (que duraria até o início dos anos 70), recuperaria em 82 o golpe militar chileno que derrubou Salvador Allende, em 1973, com Jack Lemmon e Sissy Spacek à procura do filho desaparecido em Missing – Desaparecido. Pelo meio ainda, entregou-nos a história do colaboracionismo nazi de Music Box e outros tantos momentos políticos marcantes.

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Luciana Hidalgo sobre as escolhas da Flip 2020

Por Luciana Hidalgo

A notícia da escolha de Elizabeth Bishop como autora homenageada na Flip 2020 é uma pá de cal num ano em que a cultura, a arte, a literatura descem ralo abaixo no Brasil, menosprezadas e desprezadas não só pelo governo, mas pelos brasileiros que o elegeram. Bishop, nascida nos EUA, viveu no Brasil durante mais de uma década, mas achava nosso país “um horror”. Desprezava a cultura brasileira (salvo raras exceções), a ponto de dizer: ‘Se você nunca vê um Picasso autêntico, finge que Portinari é bom – ou se você nunca na vida ouviu boa música, finge que bossa nova é bom e que Villa-Lobos é o maior etc.’

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