Chico Buarque ensinou o quê? Por Pedro Tadeu

Jornalista português e editor do Diário de Notícias, Pedro Tadeu, homenageia lindamente nosso Chico Buarque de Holanda nesse comovente texto abaixo. (Tonico Pereira)

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Quando recebi no telemóvel o alerta “Chico Buarque ganha o Prémio Camões” senti-me no direito de comemorar uma vitória: “ganhei eu, caramba, ganhei eu!”.

Fui ler a notícia. Os seis membros do júri explicavam a razão desta atribuição do galardão literário pela “contribuição para a formação cultural de diferentes gerações em todos os países onde se fala a língua portuguesa”.

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Chico Buarque: Prêmio Camões com mensagem artística e política

Compositor e escritor brasileiro leva 100 mil euros ao vencer um dos prêmios mais importantes da literatura de língua portuguesa, dado pelos governos de Portugal e do Brasil.

No G1

O cantor e escritor brasileiro Chico Buarque é o vencedor do Prêmio Camões 2019, um dos maiores reconhecimentos da literatura em língua portuguesa. O anúncio foi feito nesta terça-feira (21) na sede da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, pela presidente da instituição, Helena Severo.

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Jeremy Dronfield: “Las atrocidades ocurren cuando la gente deshumaniza lo que teme”

Por Victoria R. Ramos, no Zenda

Historiador, biógrafo, asesor literario y, sobre todo, escritor, Jeremy Dronfield (Reino Unido, 1965) es un autor con amplia experiencia a la hora de investigar y reconstruir hechos ocurridos durante la Segunda Guerra Mundial. En El chico que siguió a su padre hasta Auschwitz (Planeta) narra en forma de no ficción novelada las vivencias de una familia de judíos vieneses —incluyendo las de aquellos que lograron escapar a otros países— reconstruidas a partir del diario del cabeza de familia, el tapicero Gustav Kleinmann, que logró resistir junto a su hijo Fritz durante seis años en cinco de los peores campos de exterminio nazi.

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Para querer bem o Brasil

O trabalho, em suas múltiplas formas. As comunidades tradicionais. Gente sob descaso e abandono: a imagem como forma de recuperar histórias ignoradas pela sociedade. Começa projeto para organizar o acervo de João Roberto Ripper, um dos grandes fotojornalistas brasileiros

Por Cibelih Hespanhol, em Outras Palavras

Um homem segura sua carteira de trabalho, e sorri para a câmera. Seus dentes são tortos e falhos, suas rugas de expressão se assemelham aos rasgos do chapéu, e sua alegria é simples, como se tivesse entre as mãos um passarinho capturado na infância.

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Acervo de Celso Furtado na USP guardará história recente do país

Trinta mil itens do economista, entre cartas e documentos, foram doados ao Instituto de Estudos Brasileiros da USP

Por Vitor Nuzzi, da RBA

São Paulo – O Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP) é conhecido por abrigar acervos de alguns dos principais criadores do país, como Anita Malfatti, Guimarães Rosa, Mário de Andrade e Milton Santos, entre outros. E se prepara para receber os arquivos de um dos principais intelectuais brasileiros, o economista Celso Furtado, que morreu há 15 anos e cujo centenário de nascimento se celebrará em 2020. São aproximadamente 30 mil itens, sendo 10 mil cartas, que ajudam a contar boa parte da história recente do país, ainda mais em tempos obtusos.

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O samba se despede de sua madrinha

Beth Carvalho era uma mulher valente e irrompeu em um mundo pensado para os homens. Foi pioneira e parte do que ela considerou uma revolução feminista

Por María Martín e Felipe Betim, no El País

O sambista Zeca Pagodinho contava, em dezembro, que para ele era muito difícil ver sua “madrinha”, Beth Carvalho (Rio de Janeiro, 1946), prostrada em uma cama. Mas um dia, depois de uma gravação, decidiu ir visitá-la no hospital com um grupo de músicos. Carregados de cerveja, encheram o quarto de álcool e alegria e deram de presente a Beth sua penúltima roda de samba.

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Lei Rouanet e a cultura em demolição

Mexida nos incentivos culturais é tosca. Governo inviabiliza produções artísticas — entre elas, grupos experimentais e orquestras — e ameaça milhares de empregos, a pretexto de “combater marxismo cultural”

Por Célio Turino, em Outras Palavras

Não é algo atabalhoado, é projeto. Projeto de desmonte da cultura e das artes, é ataque à alma de um povo. Não me refiro especificamente à lei, que tem falhas e pontos a ser mudados e aperfeiçoados, mas ao sentido de demolição de todo um sistema de financiamento da Cultura. Percebendo que não tinha condições de acabar com a lei, pura e simplesmente, por medo e incapacidade para enfrentar o debate, o governo Bolsonaro toma as seguintes medidas:

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Premiado filme mineiro propõe outra forma de ver a questão indígena

por Paulo Henrique Silva, em Hoje em Dia

Em maio de 2018, a produção mineira “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos” levou o Prêmio Especial do Júri da mostra “Un Certain Regard”, no Festival de Cannes, na França. Ao passarem pelo tapete vermelho, os diretores João Salaviza e Renée Nader Messora e os produtores Ricardo Alves Jr. e Thiago Corrêa exibiram cartazes pedindo a “demarcação já!” de terras indígenas.

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O risco à civilização e o surgimento do Homo stupidus stupidus. Por Rubens. R. R. Casara

Na Cult

Guerras, catástrofes e crises são cada vez mais necessárias ao capitalismo. A capacidade de produzir, acumular e circular valores a partir da desgraça e do infortúnio explica, em muito, o sucesso de um modelo que muitos acreditavam estar fadado a desaparecer a partir de suas contradições. O ato de destruir, para em seguida reconstruir, torna-se natural e, ao mesmo tempo, pode ser tido como fundamental à manutenção de uma estrutura em que até a dor e o sofrimento acabam transformados em mercadorias.

Não por acaso, hoje, vários retrocessos são percebidos em todo o mundo (não se pode, porém, descartar que o Brasil ocupe uma posição de destaque na dinâmica mundial como um laboratório em que se testa a mistura entre conservadorismo, ultra-autoritarismo e neoliberalismo). Voltar para evitar o fim, repetir e reconstruir para lucrar a qualquer custo, isso em um espiral infinito.

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Depois de 50 obras para crianças, Daniel Munduruku lança livro de reflexões

Do Estadão, em O Diário

Daniel Munduruku é uma pessoa do presente. Não planeja muito as coisas, vai aproveitando as oportunidades. Aprendeu isso com o avô, que dizia que é preciso olhar para o hoje como o grande presente da vida (e também que devia ser persistente como o rio, que não para diante das dificuldades). E tem dado tudo certo para este escritor nascido em Belém em 1964, criado em aldeia mundurucu até os 9 anos, que foi, como tantas outras crianças indígenas que cresceram na ditadura militar, estudar na cidade, que sofreu bullying, foi chamado de selvagem, quase virou padre, se formou em filosofia, fez doutorado em Educação, foi professor e, graças a seu olhar atento, se tornou escritor. O primeiro escritor indígena a publicar livros para crianças não indígenas.

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