“O esforço de dar vozes aos que não falavam”. Essa foi uma marca das obras de muitos dos principais autores literários no Brasil

A leitura de trechos de Macunaíma pela cantora Maria Bethânia, lembrando as vicissitudes do herói negro, índio e branco, considerado, por muitos, como símbolo de um povo em formação¸ marcou a última sessão do seminário USP Pensa Brasil

Por Luiz Roberto Serrano, no Jornal da USP

A violência em Canudos reverberou 100 anos depois, no massacre do Carandiru em São Paulo. Dois momentos violentos em que a elite brasileira, instalada no poder, teve dificuldade em reconhecer o povo de seu país. Dois momentos destacados por José Miguel Wisnik, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, na abertura da mesa Impasses da Cultura Brasileira, no encerramento do seminário USP Pensa Brasil na sexta-feira, 2 de setembro. (mais…)

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Direitos em Cena: É proibido ser mãe. É “Proibido Nascer no Paraíso”

Documentário acompanha as mulheres de Fernando de Noronha (PE) que são impedidas de darem à luz em sua terra natal

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Ele foi um empreendedor, comerciante e explorador. Um judeu que se tornou cristão. O português Fernão de Noronha (1470-1540) viveu aproximadamente 70 anos. Dizem que ele tentava chegar ao Brasil quando descobriu ilhas vulcânicas no litoral de Pernambuco que levam o seu nome. O arquipélago tornou-se a primeira Capitania Hereditária do Brasil. O local sobreviveu a invasões de piratas franceses, ingleses e holandeses. Durante muitos anos, Fernando de Noronha tornou-se presídio político federal. Vários presos políticos ficaram aprisionados ali. O mais famoso foi o ex-governador Miguel Arraes (1916-2005), capturado nos primeiros momentos da ditadura militar (1964-85). (mais…)

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MPF: Justiça Federal suspendeu nomeação ilegal na Fundação Casa Rui Barbosa

Fabiane dos Santos Monteiro foi nomeada, sem ter os atributos curriculares e expertise, para Chefe na Divisão de Difusão Cultural

Em ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal concedeu liminar para suspender os efeitos da Portaria de Pessoal MTUR n.º 10, de 12 de janeiro de 2021, do Ministro de Estado do Turismo, que nomeou Fabiane dos Santos Monteiro para exercer o cargo em comissão de chefe da Divisão de Difusão Cultural da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB). Na ação, o MPF apontou que Fabiane Monteiro não tinha os atributos curriculares e expertise para o cargo. Dessa forma, com a decisão, ela deve ser imediatamente afastada do cargo, suspendendo-se também, o pagamento da remuneração pelo exercício das funções. (mais…)

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O mistério dos brinquedos antigos que está intrigando cientistas

Por Amanda Ruggeri, na BBC Future

O arqueólogo americano Gus Van Beek (1922-2012) passou duas décadas escavando a antiga cidade assíria de Tell Jemmeh, que foi habitada há cerca de 2.200 a 3.800 anos, na região que hoje corresponde ao sudoeste de Israel.

Van Beek recuperou tantos objetos que o Instituto Smithsonian, nos Estados Unidos, levou 40 anos para catalogar todos. Havia moedas, escaravelhos, amuletos e uma imensa coleção de cerâmica — tão grande que parte dela precisou ser descartada posteriormente. (mais…)

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Frei Betto denuncia massacre indígena e mostra Jesus como militante

Ativista político com trajetória rica no campo da esquerda, jornalista e escritor lança livros em Vitória, no próximo dia 17

Por Roberto Junquilho, no Século Diário

O tom Vermelho do Verde é o livro que Frei Betto, jornalista, escritor, com formação em antropologia, filosofia, teologia e ativista político, lança em Vitória no próximo dia 17, no espaço Ellus, Centro, juntamente com o livro infanto-juvenil O Estranho Dia de Zacarias e Jesus Militante, que aborda a atividade política de Jesus. Ele conversou com Século Diário e revelou uma memória afetiva com a Capital do Estado, para onde veio depois de sair da prisão, na década de 70, durante a fase mais dura da ditadura militar. Aqui, ele viveu cinco anos. “Sinto saudades”, diz.

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Altos da atualidade de Bertolt Brecht – ou Theodor W. Adorno revisitado. Por Bruna Della Torre

No Blog da Boitempo

Um elefante incomoda muita gente. Bertolt Brecht incomoda muito mais.
[Isso me foi contado]

Não tem conversa. Quando o assunto é Brecht, no lado oposto sempre está Adorno. Esses dois autores constituem os dois polos (um negativo e outro positivo?) do debate sobre estética e política no século XX. De um lado, práxis, luta de classes e tentativa de refuncionalizar a arte; de outro, crítica ao fetichismo da mercadoria e defesa do poder da teoria e da autonomia da arte diante do establishment. Ao menos é isso que reza o evangelho. Adornianos ortodoxos adoram repetir que Adorno é “aquele que diz não” (M. Schwarz, 2019), expressão que normalmente faz referência à conhecida e polêmica peça pedagógica de Brecht Aquele que diz sim, aquele que diz não. O “Neinsager”, contudo, é um tipo na Alemanha, país cuja fama de mal-humorado tem lá o seu momento de verdade. Kracauer cansou-se tanto dessa história que certa vez indagou se a querela chegaria até “aquele que diz talvez”. Até hoje, quase ninguém disse.

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‘O brasileiro não é mais aquele sujeito esperto’, diz Valter Hugo Mãe

Um dos destaques da Bienal do Livro de 2022, escritor português deu um passeio pela avenida Paulista com o ‘Estadão’ e abordou pontos de seu livro ‘As Doenças do Brasil’

Por Ubiratan Brasil, do Estadão, no Terra

O escritor português Valter Hugo Mãe preparava-se para atravessar a Avenida Paulista, na tarde de sexta-feira, 1º, quando um adesivo fixado em um poste chamou sua atenção. “Vote em mulher indígena”, dizia. O autor retirou o autocolante e o grudou em seu caderno de anotações. Os povos que habitavam o Brasil antes da chegada dos colonizadores ainda o atraem, especialmente depois de publicar As Doenças do Brasil (Biblioteca Azul), livro que é tema de conversas e palestras da Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

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