Depois de 50 obras para crianças, Daniel Munduruku lança livro de reflexões

Do Estadão, em O Diário

Daniel Munduruku é uma pessoa do presente. Não planeja muito as coisas, vai aproveitando as oportunidades. Aprendeu isso com o avô, que dizia que é preciso olhar para o hoje como o grande presente da vida (e também que devia ser persistente como o rio, que não para diante das dificuldades). E tem dado tudo certo para este escritor nascido em Belém em 1964, criado em aldeia mundurucu até os 9 anos, que foi, como tantas outras crianças indígenas que cresceram na ditadura militar, estudar na cidade, que sofreu bullying, foi chamado de selvagem, quase virou padre, se formou em filosofia, fez doutorado em Educação, foi professor e, graças a seu olhar atento, se tornou escritor. O primeiro escritor indígena a publicar livros para crianças não indígenas.

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The Intercept Brasil: Como derrubamos duas páginas de ódio sem dar audiência para elas

Por Alexandre de Santi e Tatiana Dias, do TIB

Desde o atentado na escola de Suzano, temos discutido aqui no Intercept qual é a melhor maneira de abordar casos de disseminação de ódio, ameaças, suicídios e terrorismo. A gente já decidiu, por exemplo, que não vai dar os nomes e nem informações detalhadas sobre assassinos e os espaços que costumam incitar e aplaudir violência. O que eles querem é notoriedade – e nós não vamos contribuir para isso.

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A arte de envelhecer – e ensinar – dos povos verdadeiros

Escritora, a exemplo dos anciões indígenas, inicia nova missão: transmitir conhecimentos. Com experiência de 35 anos com povos originários, ela promove, com a presença de várias etnias, trocas de saberes em evento na capital paulista

por Inês Castilho, em Outras Palavras

A jornalista e escritora Angela Pappiani, 64 anos, dá início a sua jornada de anciã: começa a transmitir conhecimento. Essa é a missão das pessoas nessa fase da vida, segundo os povos originários do Brasil.

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Mostra Ameríndia: Percursos do Cinema Indígena no Brasil em cartaz em Portugal

13 – 17 Março 2019 – Museu Calouste Gulbenkian

No Buala

Mostra Ameríndia integra uma multiplicidade de experiências que nos retiram dos lugares convencionais de olhar e entender o cinema. Nestes filmes, os coletivos indígenas atuam em diferentes níveis. São cineastas no sentido ocidental, apontam a câmera para a sociedade colonial, para o quotidiano da sua aldeia, para os seus rituais, ou ainda para os avanços do agronegócio. Também colaboram com não-indígenas na produção e realização dos seus filmes. 

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A luta dos Ofayé para salvar uma língua quase extinta, falada por 5 pessoas

Brasilândia reúne 5 falantes da língua Ofayé, únicos no mundo. Agora, por meio da escola, crianças são a promessa de reviver a língua

Izabela Sanchez, Campo Grande News

“Ãnhora owixow xo’é”. “A língua é a casa do homem” é a tradução em português, para a frase em Ofayé. Se a língua é a morada do homem, mesmo depois de reconquistar seu território em Brasilândia, a 355 km de Campo Grande, o povo Ofayé ainda não tem a casa completa. A etnia tem apenas 5 falantes em todo o mundo, todos concentrados na aldeia onde vivem os indígenas em Brasilândia.

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Milton Santos | 12 livros em PDF para download

Farofa Filosófica!

Milton Santos (1926 – 2001) destacou-se por seus trabalhos em diversas áreas da geografia, em especial nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo. Foi um dos grandes nomes da renovação da geografia no Brasil ocorrida na década de 1970. Sua obra caracterizou-se por apresentar um posicionamento crítico ao sistema capitalista, e seus pressupostos teóricos dominantes na geografia de seu tempo.

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Você não pode convencer um terraplanista e isso deveria te preocupar

Negar o formato esférico da Terra é o caso mais extremo de um fenômeno que define esta época: desconfiar dos dados, enaltecer a subjetividade, rejeitar o que nos contradiz e acreditar em falsidades

Por Javier Salas, no El País

Tem gente que acredita que a Terra não é uma esfera achatada nos polos, e sim um disco. Que a Terra é plana. Não é analfabetismo: são pessoas que estudaram o Sistema Solar e seus planetas no colégio, mas que nos últimos anos decidiram que todo esse negócio da “bola” é uma gigantesca manipulação. Apenas 66% dos jovens de 18 a 24 anos nos Estados Unidos têm plena certeza de que vivemos em um planeta esférico (76% na faixa de 25 a 34 anos). Trata-se de um fenômeno global, também presente no Brasil, que costuma ser motivo de piada. No entanto, quando observamos os mecanismos psicológicos, sociais e culturais que levam as pessoas a se convencerem dessa gigantesca conspiração, descobrimos uma metáfora perfeita que resume os problemas mais representativos de nossa época. Embora pareça medieval, é muito atual.

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Globo ignora alusão a Lula em samba da Tuiuti

A escola carioca usou a história do bode eleito no Ceará nos anos 20 para fazer metáfora com situação atual do país

Por Tayguara Ribeiro, no Brasil de Fato 

Com um enredo fazendo alusão ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Paraíso do Tuiuti foi a quinta escola a entrar no Sambódromo da Sapucaí na madrugada desta terça-feira (5), no segundo dia de desfiles do Carnaval do Rio de Janeiro. Com o tema intitulado “O Salvador da Pátria”, a vice-campeã de 2018 apresentou diversas referências ao líder petista.

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Mangueira mostra enredo com forte conteúdo político e emociona público

Escola mostrou heróis “esquecidos” dos livros e da história do país. Agremiação homenageou a vereadora Marielle

Por Tayguara Ribeiro, no Brasil de Fato

Com um enredo com forte conteúdo social, a Mangueira emocionou o público que compareceu na Sapucaí, no segundo dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, na madrugada desta terça-feira (5). A escola verde e rosa, uma das mais tradicionais do país, apresentou o enredo “História pra ninar gente grande”, com o qual contou a trajetória de heróis negros e índios esquecidos dos livros e não mencionados na história oficial do Brasil.

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Wagner Moura: “Os cidadãos têm a obrigação de resistir”

Após a estreia na Berlinale de “Marighella”, seu primeiro filme como diretor, Wagner Moura conta em entrevista como chegou ao tema, fala sobre resistência em regimes autoritários e comenta as dificuldades que o longa deve enfrentar para ser distribuído no Brasil de hoje.

Por Camila Gonzatto, no Blog da Berlinale/Goethe-Institut

Com mais de duas horas e meia, Marighella debruça-se sobre os últimos anos da vida do escritor, político e ativista Carlos Marighella, morto pela ditadura militar no Brasil. A ênfase do filme recai sobre a atuação do protagonista na Ação Nacional Libertadora (ANL) – um dos grupos de luta armada ativos contra o regime. O longa-metragem foi construído como uma obra ficcional de ação, com câmera próxima aos personagens, muitas vezes na mão, planos rápidos e montagem ágil. “Não quero que o filme soe como algo do passado. Quero que as pessoas o sintam como algo que está acontecendo agora”, diz o diretor. Em uma mesa-redonda com jornalistas de vários países do mundo, Wagner Moura fala sobre Marighella.

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