Após a estreia na Berlinale de “Marighella”, seu primeiro filme como diretor, Wagner Moura conta em entrevista como chegou ao tema, fala sobre resistência em regimes autoritários e comenta as dificuldades que o longa deve enfrentar para ser distribuído no Brasil de hoje.
Por Camila Gonzatto, no Blog da Berlinale/Goethe-Institut
Com mais de duas horas e meia, Marighella debruça-se sobre os últimos anos da vida do escritor, político e ativista Carlos Marighella, morto pela ditadura militar no Brasil. A ênfase do filme recai sobre a atuação do protagonista na Ação Nacional Libertadora (ANL) – um dos grupos de luta armada ativos contra o regime. O longa-metragem foi construído como uma obra ficcional de ação, com câmera próxima aos personagens, muitas vezes na mão, planos rápidos e montagem ágil. “Não quero que o filme soe como algo do passado. Quero que as pessoas o sintam como algo que está acontecendo agora”, diz o diretor. Em uma mesa-redonda com jornalistas de vários países do mundo, Wagner Moura fala sobre Marighella.
(mais…)
Ler Mais