Mostra Ameríndia: Percursos do Cinema Indígena no Brasil em cartaz em Portugal

13 – 17 Março 2019 – Museu Calouste Gulbenkian

No Buala

Mostra Ameríndia integra uma multiplicidade de experiências que nos retiram dos lugares convencionais de olhar e entender o cinema. Nestes filmes, os coletivos indígenas atuam em diferentes níveis. São cineastas no sentido ocidental, apontam a câmera para a sociedade colonial, para o quotidiano da sua aldeia, para os seus rituais, ou ainda para os avanços do agronegócio. Também colaboram com não-indígenas na produção e realização dos seus filmes. 

A seleção de filmes desta Mostra abarca diferentes momentos históricos, abrange cinema feito por diferentes povos, e em diversos contextos de produção, problematizando o lugar da imagem e das tecnologias audiovisuais na produção indígena. Em várias das sessões teremos a oportunidade inédita em Portugal de conversar com os/as realizadores/as indígenas que vieram a esta Mostra.

O programa foi pensado de forma colaborativa entre pesquisadores/as das ciências sociais e das artes, ativistas e programadores/as culturais de Lisboa e por agentes envolvidos na produção e difusão desta cinematografia no Brasil como a mostra Aldeia SP. 

Para além da exibição de filmes, contamos com um ciclo de debates e conversas com a presença inédita de 4 cineastas indígenas (Zezinho Yube, Ayani Huni Kuin, Patrícia Ferreira e Alberto Alvares), da artista e ativista Daiara Tukano e do curador Ailton Krenak. 

Em parceria com a nova chancela da Sistema Solar/Teatro Praga, faremos ainda uma publicação que funciona como instrumento de difusão do conhecimentos sobre os povos ameríndios, o seu cinema, cosmovisões e lutas na atualidade.

FILMES EM EXIBIÇÃO + DEBATES 

13 de Março 18h30 – 20h

Debate – Abertura

Roça do ofício

O que significa filmar, usar a câmera, montar e realizar um filme? Estes atos fazem um conjunto? Discutindo criativamente o conceito de “ofício” (neste caso de ‘cineastaS indígenas’) iremos partilhar experiências entre os vários cineastas presentes nesta mostra (Zezinho Yube, Alberto Alvares, Ayani Hunikuin, Patrícia Ferreira), e os curadores da mostra (Ailton Krenak, Miguel Ribeiro, Rodrigo Lacerda e Rita Natálio).

Participantes: Alberto Alvares, Ayani Hunikuin, Zezinho Yube, Patrícia Ferreira, Ailton Krenak, Miguel Ribeiro, Rita Natálio e Rodrigo Lacerda

Moderação: Susana de Matos Viegas (ICS-ULisboa), Pedro Cardim (CHAM-NOVA/FCSH), Fred Maia (NOVA/FCSH)

21h (com presença de Zezinho Yube)

Já me transformei em imagem (Ma’e Dami Xina) – FILME DE ABERTURA

(Zezinho Yube, Acre, 2018, 32’) 

Comentários sobre a história de um povo, feito pelos realizadores e pelas personagens.

Desde o primeiro contato, passando pelo cativeiro nos seringais, até ao trabalho atual com o vídeo, os depoimentos dão sentido ao processo de dispersão, perda e reencontro vividos pelos Huni Kui.

14 de Março 16h

Priara Jõ (Depois do ovo, a Guerra) (Komoi Panará, Mato Grosso, 2008, 15’)

As crianças Panará apresentam seu universo em dia de brincadeira na aldeia. O tempo da guerra acabou, mas ainda continua vivo no imaginário das crianças.

Shomõtsi (Wewito Piyãko, Acre, 2001, 42’)

Crônica do cotidiano de Shomõtsi, um Ashenika da fronteira do Brasil com o Perú. Professor e um dos videastas da aldeia, Valdete retrata o seu tio, turrão e divertido.

19h

Pemomba Eme (Coletivo Tenonderã Ayvu, Brasil, 2018, 5’)

Pemomba Eme, é a faixa musical criada por Wera MC e o grupo de rap OZ Guarani da TI Jaraguá. Pemomba Eme faz forte crítica ao governo, ao sistema, à devastação das matas, ao genocídio indígena, mostrando a luta indígena pela demarcação de terras e pela garantia dos direitos conquistados ao longo de tantos anos de batalha e resistência. O videoclipe da música revela momentos da luta do povo Guarani Mbya pela garantia dos seus direitos, com especial atenção às manifestações motivadas pela des-demarcação da TI Jaraguá assinada pelo então Ministro da Justiça, Torquato Jardim, um ato criminoso que foi posteriormente revogado, se tornando uma vitória histórica do movimento indígena.

Vamos à luta (Divino Tserewahú, Roraima, 2002, 18’) 

Em Abril 2002, os índios Makuxi da reserva Raposa Serra do Sol comemoram 25 anos de luta pelo reconhecimento definitivo da reserva. Divino Tserewahú, realizador Xavante, vai ao encontro dos seus “parentes” e registra as comemorações e a demonstração de força do exército de fronteira para intimidar os índios. Divino manifesta a sua surpresa diante de tal confrontação.

GRIN (Roney Freitas e Isael Maxakali, Brasil, 2016, 41’)

Um cineasta maxakali resgata memórias sobre a formação da Guarda Rural Indígena (Grin) durante a ditadura militar, com relatos das violências sofridas pelos seus parentes.

21h00

Carta Kisêdjê para a Rio+20 (Amne adji papere mba) (Kamikiã Kisêdjê, Mato Grosso, 2012, 11’)

Manifesto das mulheres Kisêdjê contra o desmatamento das florestas e a poluição dos rios. Kamikia Kisêdjê e o Coletivo Kisêdjê de Cinema resolveram produzir uma mensagem do seu povo para a RIO+20. As mulheres estão à frente dos depoimentos, expressando a sua apreensão em relação à devastação da Amazónia e a preocupação do futuro dos seus netos.

Um dia (Ty’e Parakanã, Rio Xingu, 2015, 15’)

Um dia na Aldeia Apyterewa, às margens do rio Xingu, através dos olhos de um pai Parakanã e da rotina de sua esposa e filhos.

As Hiper Mulheres (Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro,  Brasil, 2011, 80’)

Temendo a morte da esposa idosa, o marido pede que seu sobrinho realize o Janurikumalu, o maior ritual feminino do Alto Xingu (MT), para que ela possa contar mais uma última vez. As mulheres do grupo começam os ensaios enquanto a única cantora que de fato sabe todas as músicas se encontra gravemente doente.

15 de Março 14h – 15h30

Debate 

“Os brancos precisam pagar” – ocupar a tela

Sobrepondo resultados do primeiro contato com “o branco” com o extermínio da terra, provocado pelas mais recentes ofensivas do agronegócio, neste dia discute-se como o cinema, a história e a política indigenista se combinam – um tema abordado por múltiplos filmes ao longo dos vários dias desta mostra.

Participantes: Ailton Krenak, Zezinho Yube, Alberto Alvares e Patrícia Ferreira

Moderação: Rodrigo Lacerda (CRIA-NOVA/FCSH), Inês Beleza Barreiros (NYU), Liliana Coutinho (NOVA/FCSH)

16h 

Índio Cidadão? (Rodrigo Arajeju, Distrito Federal, 2014, 54’)

A União das Nações Indígenas, em ato de desobediência civil contra a tutela do Estado, coordena movimento político de participação popular na Constituinte (1987/88). Vinte e cinco anos depois, o Movimento Indígena ocupa o Plenário da Câmara dos Deputados e realiza Mobilização Nacional em Defesa dos Direitos Constitucionais ameaçados pelo próprio Congresso Nacional. A Nação Kaiowa e Guarani, alheia ao Direito e à Justiça, revela a narrativa testemunhal do genocídio indígena em marcha no estado do Mato Grosso do Sul.

19h

ATL 2017 Acampamento Terra Livre (Edgar Kanaykõ Xakriabá, Brasilía, 2017, 7’)

Em Abril de 2017, em Brasília, os povos de todas as regiões do país e das mais diversas etnias reuniram milhares de lideranças, jovens e mulheres indígenas fazendo o maior Acampamento Terra Livre da história, para exigir os direitos que vão sendo vilipendiados sistematicamente.

Índios Isolados – 1º Contato no Acre (FUNAI, Brasil, 2014, 6’)

No dia 29 de junho de 2014, um povo indígena isolado estabeleceu o primeiro contato com indígenas da etnia ashaninka e servidores da Funai, na Aldeia Simpatia da Terra Indígena Kampa e Isolados do Alto Rio Envira, no Estado do Acre, na região de fronteira do Brasil com o Peru.

A Arca dos Zoé (Vincent Carelli e Dominique Gallois, Amapá, Brasil, 1993, 22’)

Os índios Waiãpi, que conheceram os Zo’é através de imagens em vídeo, decidem ir ao encontro destes índios recém contactados no norte do Pará e documentá-los. Os Zo’é proporcionam aos visitantes o reencontro com o modo de vida e os conhecimentos dos seus ancestrais. Os Waiãpi, em troca, informam os Zo’é sobre os perigos do mundo branco que se aproxima, e que os isolados estão ansiosos por conhecer.

De volta à terra boa (Mari Corrêa e Vincent Carelli,  Mato Grosso, 2008, 21’)

Homens e mulheres Panará narram a trajetória de desterro e reencontro de seu povo com seu território original, desde o primeiro contato com o homem branco, em 1973, passando pelo exílio no Parque do Xingu, até a luta e reconquista da posse de suas terras.

Nós e os Brabos (Nilson Tuwe Huni Kuin, Brasil, 2012, 26’)

Alguns povos indígenas vivem voluntariamente isolados na fronteira entre o Brasil e o Peru, no Estado do Acre. O avanço da exploração madeireira, da mineração, da prospecção de petróleo e do narcotráfico estão obrigando-os a se deslocarem para o Brasil em busca de refúgio. Nilson Tuwe, diretor do documentário, vive na Terra Indígena Kaxinawá do Rio Humaitá, onde há presença de um desses grupos. Sua abordagem desvela o olhar e as inquietações das comunidades indígenas que são vizinhas dos “parentes brabos”.

21h (com a presença de Ayani Hunikuin e Patrícia Ferreira)

Ayani por Ayani

(Ayani Hunikuin, Acre, Brasil, 2010, 20’)

Ayani, filha de Dani e Agostinho Ika Muru, filma um dia na vida de sua avó Ayani.

Tava, a casa de pedra (Ariel Ortega, Ernesto de Carvalho, Patrícia Ferreira e Vincent Carelli, Sul e Sudeste, 2012, 78’)

Ariel Kuaray Poty percorre as aldeias de vários estados para ouvir dos anciões as interpretações de seu povo Mbya- guarani sobre as reduções jesuíticas do século XVII no Brasil, Paraguai e Argentina.

16 de Março 14h – 15h30

Debate

A Câmera é de todo o mundo” – Terra, território, memória

Memória será a expressão certa? Discutimos a sobreposição entre as dimensões cosmológicas da terra e as mais pragmáticas bases da vida humana. Como as práticas cinematográficas participam e se afastam destes processos? Coletivização e biografia serão reversos? E que experiências diversas têm os/as cineastas convidados/as para pensar a história, vivências quotidianas e suas múltiplas relações com a terra?

Participantes: Alberto Alvares, Ayani Hunikuin e Patrícia Ferreira

Moderação: Susana de Matos Viegas (ICS-ULisboa), Pedro Cardim (CHAM-NOVA/FCSH), Fred Maia (NOVA/FCSH)

16 de Março, 16h (com a presença de Alberto Álvares)

Tekoha Ha’e Tetã (Aldeia e Cidade) (Alberto Álvares, Estado De Paraná e Rio de Janeiro, 2018, 17’) 

O documentário Tekoha Ha’e Tetã narra a vida do Wera Kuaray em busca de um novo caminho ao caminhar com o seu olhar atento de sabedoria guarani entre dois mundos.

Guardiões da Memória (Alberto Álvares, Maricá, Angras do Reis e Parati/Rio de Janeiro, 2016, 55’)

Guardiões da Memória foi realizado em cinco aldeias Guarani no Estado Rio de Janeiro. O filme mostra como os mais velhos e lideranças fazem circular o conhecimento e a memória nos Tekoa, através de suas rezas, narrativa e belas palavras na casa da reza. 

19h

Guairaka’i ja (O Dono da Lontra) (Centro de trabalho Indígena, Panamá, 2012, 12’)

Segundo os Guarani-Mbya, todos os seres que habitam este mundo têm algum espírito-dono que zela por eles, inclusive os animais de caça. Alguns desses “donos” podem ser especialmente vingativos, caso se sintam desrespeitados…

Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali (Charles Bicalho e Isael Maxakali, Brasil, 2016, 16’)

Konãgxeka na língua indígena maxakali quer dizer “água grande”. Trata-se da versão maxakali da história do dilúvio. Como um castigo, por causa do egoísmo e da ganância dos homens, os espíritos yãmîy enviam a “grande água”.

Vende-se Pequi (André Lopes e João Paulo Kayoli, Mato Grosso, 2013, 24’)

O povo indígena Manoki vive no noroeste de Mato Grosso e uma de suas atividade produtivas é a venda de pequi na estrada que passa por sua terra. Durante uma oficina de vídeo, jovens decidem mostrar para o mundo de fora um pouco de suas aldeias e do processo de coleta e venda desse fruto. Instigados pela possibilidade de filmarem e serem os próprios protagonistas, eles saem à procura dos velhos numa tentativa de descobrir se existe algum mito sobre o pequi.

Xokxop Pet (Pajé Filmes, Minas Gerais, 2009, 22’)

“Xokxop Pet”, que em língua Maxakali quer dizer “a casa dos animais”, é um ensaio audiovisual de Isael Maxakali. Filmado no Jardim Zoológico de Belo Horizonte, o filme retrata os animais que fazem parte de um ritual que há muito tempo não se realiza na aldeia maxakali. Isael, Sueli, Voninho (aprendiz de pajé) e outros maxakalis, cantam seus yãmîy (cantos sagrados) em homenagem aos animais no cativeiro.

21h

Quem não come com a gente (Guigui Maxakali, Aldeia Vila Nova, Terra indígena do Pradinho, Bertópolis, Minas Gerais e Região do Vale do Mucuri, 2003, 30’)

Há mais de 5 séculos que os povos Tikmũ’ũn vêm se acostumando a ver os diferentes representantes dos poderes colonizadores aparecerem em suas aldeias, oferecendo-lhes salvação missionária e vários outros serviços que são pautados num único princípio: negar as suas formas de vida, os seus conhecimentos, a sua sociedade e sua presença no território. Durante uma conflituosa situação da falta de cuidados médicos, mortes de crianças e bebés e agravamento da situação de pobreza ambiental dos povos tikmũ’ũn, uma reunião foi realizada com vários agentes do poder público na aldeia Vila Nova chefiada por Guigui Maxakali. Após ouvir pacientemente os discursos já conhecidos, o chefe Guigui orquestra uma erupção xamânica nesta cena. Os diferentes espíritos, povos aliados e responsáveis pela sobrevivência dos Tikmũ’ũn, chegam cantando e preparam o mais nobre de seus alimentos para compartilhar com estes visitantes, representantes do Estado.

Kakxop Pit Hãmkoxuk Xop Te Yumugãhã (Iniciação Dos Filhos dos Espíritos Da Terra) (Isael Maxakali, Sueli Maxakali e Carolina Canguçu, Ladainha e Minas Gerais, 2015, 47’)

Os meninos da Aldeia Verde Tikmu ́un (Maxakali) são iniciados pelos espíritos que vivem na terra. A partir de agora eles poderão frequentar o kuxex (casa de religião), conviver, alimentar e aprender com os Yâmiyxop.

17 de Março

16h

O Espírito da TV (Vincent Carelli, Amapá, 1990, 18’) 

As emoções e reflexões dos índios Wajãpi ao verem, pela primeira vez, a sua própria imagem e a de outros grupos indígenas num aparelho de televisão. Os índios reflete sobre a força da imagem, a diversidade dos povos e a semelhança das suas estratégias de sobrevivência frente aos não índios.

Shuku Shukuwe / A vida é para sempre (Agostinho Manduca Mateus Ika Muru Huni Kuin, Brasil, 2012, 43’)

Por três vezes, yuxibu cantou shuku shukuwe, a vida é para sempre. 
ouviram as árvores, as cobras, os caranguejos. ouviram todos os seres que trocam suas peles e cascas.  por três vezes, yuxibu cantou shuku shukuwe. 
mas a inocente não soube ouvi-lo e silêncio. e a vida tornou-se breve.

17h – 18h

Debate

Diálogo – Artes, pensamento ameríndio e ativismo

Ailton Krenak encontra Daiara Tukano, artista e ativista indígena que iniciará em Lisboa uma tournée por várias cidades europeias, organizada pela Coordenação Justiça Climática Social/ Suíça e com apoio do Coletivo Memória, Verdade e Justiça Rhône Alpes / França. Uma conversa sobre ecologia da arte, tendo em conta o papel das artes ameríndias na desestabilização de uma tendência para a mundialização, no ativismo e na construção de uma rede de afinidades entre imaginação, estética e mudança social.

Participantes: Ailton Krenak com Daiara Tukano 

Moderação: Rita Natálio (IHA-NOVA/FCSH, FFLCH-USP)

19h

Eju Orendive (TV CUFA Dourados, Mato Grosso do Sul, 2015, 4’)

A música Eju Orendive expõe o cotidiano no interior da aldeia indígena Jaguapiru em Dourados, Mato Grosso do Sul. Onde os jovens indígenas cantam e contam sua realidade por meio das rimas em sua língua nativa Guarani.

Yvy Reñoi, Semente da Terra (ASCURI, Mato Grosso do Sul, 2018, 15’)

Após a visita de Jair Bolsonaro a capital de Mato Grosso do Sul, fazendeiros da região sul do Estado organizam uma milícia e atacam as retomadas Guarani e Kaiowá. Na aldeia Tei’ykue os ataques resultaram na morte do Agente de Saúde Indígena Clodiode Souza.

Ava Yvy Vera (A Terra do Povo do Raio) (Genito Gomes, Valmir Gonçalves Cabreira, Johnaton Gomes, Joilson Brites, Johnn Nara Gomes, Sarah Brites, Dulcídio Gomes e Edna Ximenes, Brasil, 2016, 52’)

“Aqui é o coração da terra. Estamos lutando pelo coração da terra, este território. Não lutamos só por esse pedaço, mas por todos os territórios do coração da terra. Esse é o nosso lugar. Nós, Avá, somos descendentes do coração da terra.” (Rezador Valdomiro Flores, Tekoha Guaiviry, 2014).

21h (com a presença de Glicéria Tupinambá)

Kalapalo

(AJA, Mato Grosso, 2018, 3’)

Videoclip denunciatório do perigo de uma possível eleição de Bolsonaro para a presidência do Brasil.

Voz das Mulheres Indígenas (Glicéria Tupinambá e Cristiane Pankararu, Brasil, 2015, 18’)

O documentário de curta-metragem reúne depoimentos de mulheres indígenas de diferentes povos, que habitam os estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas, no Nordeste do Brasil. Entre outras questões, elas discutem os desafios que enfrentam em sua atuação política e como procuram contribuir na luta pelos direitos de seus povos.

Pirinop – Meu Primeiro Contato (Mari Corrêa e Karané Ikpeng, Brasil, 2007, 83’)

Em 1964, os índios Ikpeng têm seu primeiro contato com o homem branco numa região próxima ao rio Xingu, no Mato Grosso. Ameaçados em seu território por invasões de garimpeiros, eles são transferidos para o Parque Indígena do Xingu, onde ainda vivem. O filme relata este encontro, ou o que restou dele: as lembranças, o exílio, a terra abandonada, o desejo e a luta pelo retorno.

Oficina Docs 4 Kids: Um Dia na Aldeia 

Inserida na programação da Mostra Ameríndia – Percursos do Cinema Indígena no Brasil, o Projecto Educativo Apordoc realizará uma das suas Oficinas Docs 4 Kids, de inscrição gratuita, baseada em alguns filmes da coleção Cineastas Indígenas para Jovens e Crianças, do projeto Vídeo nas Aldeias.

UM DIA NA ALDEIA

Vamos conhecer um dia nas aldeias Waimiri e Atroari, no interior da Amazónia, através do filme “Kinja Iakaha – Um dia na aldeia”. Seis índios registam o dia-a-dia dos seus parentes. Estes registos, sintetizados num único dia, desde o amanhecer até ao anoitecer, transportam-nos para a intimidade do quotidiano indígena com a sua interacção intensa com a natureza. Depois de mergulhar nesta experiência sensorial do outro lado do Atlântico, os participantes da oficina são convidados a partir à aventura até uma destas aldeias indígenas, para vivenciarem a diversidade cultural. Durante o filme “Boa Viagem, Ibantu!” quatro jovens de diferentes regiões do Brasil viajam até a aldeia dos Krahô.

Filmes

“Kinja Iakaha – Um Dia na Aldeia” Kabaha Waimiri, Sawá Waimiri, Iawysy Waimiri, Sanapyty Atroari, Wamé Atroari, Araduwá Waimiri / 2003 / Brasil / 40’

“Boa Viagem, Ibantu!” Vincent Carelli / 1999 / Brasil / 17’

Formadora: Cláudia Alves Duração: 2h Faixa Etária: 8 aos 11 anos Data/Horário: 16 de Março (Sábado), 11h Local: Espaço Serviço Educativo, Museu Calouste Gulbenkian – Coleção Moderna

Mais informações: projecto.educativo@apordoc.org

BILHETES E CONTACTOS 1 sessão: 3€ Passe para todas as sessões: 25€ Passe para estudantes: 20€

Grupos (10 ou mais estudantes):  1€ por pessoa

Debates Entrada gratuita mediante levantamento de bilhete (1 hora antes da sessão)

Oficina infantil Entrada gratuita mediante levantamento de bilhete

Local: Sala Polivalente da Coleção Moderna Rua Dr. Nicolau de Bettencourt 1050 – 078 Lisboa  Informações: https://www.doclisboa.org

Deixe uma resposta

O comentário deve ter seu nome e sobrenome. O e-mail é necessário, mas não será publicado.

5 × quatro =