Povo Guarani-Mbya celebra avanço no processo de demarcação de nove terras indígenas em São Paulo

Funai

Indígenas do povo Guarani-Mbya de São Paulo celebraram, nesta quarta-feira (4), o avanço no processo de demarcação de seus territórios entre 2024 e 2025. No período, nove Terras Indígenas (TIs) localizadas na região do Vale do Ribeira (SP) tiveram seus limites declarados e avançaram para a fase de demarcação física. Durante a comemoração, a presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, reafirmou que a regularização dos territórios tradicionais é a principal prioridade de sua gestão. (mais…)

Ler Mais

Dragagem do Tapajós e leilão de hidrovias do agro agravam crise com povos indígenas e comunidades tradicionais

Sob a sombra da expansão da soja, licitação do governo federal expõe conflitos históricos de um dos rios mais importantes da Amazônia

Por Eduardo Laviano, em Capital Reset

Quase 40% da produção de grãos do Brasil é escoada por um conjunto de hidrovias da Amazônia, o chamado Arco Norte. Um dos rios mais importantes desse conjunto é o Tapajós. Ele nasce no Mato Grosso e atravessa o Pará. Além do curso, características como largura e profundidade dão ao rio vocação para o transporte, com exceção de um ponto crítico. (mais…)

Ler Mais

Eleições 2026: Congresso “inimigo do povo” muda o tom e promete “entregas concretas”

Presidente da Câmara abre ano eleitoral destacando pautas populares como fim da escala 6×1 e combate ao feminicídio

Por Guilherme Cavalcanti | Edição: Ludmila Pizarro, em Agência Pública

Já na primeira semana do ano legislativo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou um novo tom do legislativo. Em seu discurso na última segunda-feira (2), falou em “entregas concretas”, em sintonia com “as expectativas da população”, e anunciou que a agenda para o primeiro semestre priorizará o fim da escala 6×1, o combate ao feminicídio e a regulamentação do trabalho por aplicativos. “Que 2026 continue sendo um ano de entregas ao país, atendendo sempre as expectativas da população, em sintonia com as ruas”, afirmou. (mais…)

Ler Mais

A encruzilhada dos Correios. Por Glauco Faria

Uma empresa pública brasileira definha. Setor privado quer abocanhá-la. Governo reage com timidez, amedrontado pelo “ajuste fiscal”. O que produziu a crise? O que o país perderá, se o pior ocorrer? Quais as alternativas, e o que falta para agir?

Em Outras Palavras

Fundados há 230 anos, décadas antes da Independência, os Correios públicos do Brasil são parte da história do país – e dos esforços para sua modernização. Em 1843, lançaram o “Olho do Boi”, segundo selo postal do mundo. Nove anos depois, quanto ainda não havia censo demográfico e a população estimada de todo o território era semelhante à da atual região metropolitana de Belo Horizonte, incorporaram a comunicação por telégrafo – o sistema de comunicação mais rápido, à época. Em 1982, quando a ditadura pós-1964 agonizava, a entrega de cartas era feita, em qualquer parte, em menos de 48 horas – um prazo muito inferior ao de países como os Estados Unidos. Os Correios são, em 2026, o único meio de acesso a cartas e encomendas, nos pontos do país em que as entregas privadas não são lucrativas. Encarregam-se do transporte das urnas eletrônicos e de todo o material didático que chega onde não há livrarias comerciais. (mais…)

Ler Mais

O eclipse do direito internacional

Tratar o assalto à Venezuela como caso isolado é erro de perspectiva. Em Gaza, Telaviv e Washington promoveram massacre zombando da diplomacia, enquanto o bombardeio do Irã expressou o colapso do princípio de soberania territorial. A impunidade sistêmica deu sinal verde a Trump

Por Adilson Major, em Outras Palavras

Introdução

Na madrugada de sábado, 3 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump, ordenou o início de uma intervenção militar na República Bolivariana Venezuela. O objetivo declarado da operação foi a captura e extradição forçada do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos foram detidos em um complexo residencial em Caracas e transferidos para os Estados Unidos, onde permanecem em um presídio federal no Brooklyn, em Nova York, aguardando julgamento por acusações de “narcoterrorismo”. (mais…)

Ler Mais

Trabalho digno: como garantir o Direito ao Estudo

Não basta reduzir a jornada. Experiências internacionais já garantem tempo remunerado para estudo e qualificação. Governo poderia ter papel central para estruturar programas formativos e incentivos. É preciso acoplar essa pauta ao fim da escala 6×1

Por Any Ávila Assunção e Rafael Ávila Borges de Resende*, em Outras Palavras

Introdução

O tempo, mais do que um simples marcador de horas e dias, é um recurso vital na construção de oportunidades e na redução das desigualdades sociais. No Brasil contemporâneo, onde persistem níveis alarmantes de informalidade, jornadas extenuantes e mobilidade urbana precária, o regime 6×1 (seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso) não é apenas uma escala de turnos: é um dispositivo que molda e limita vidas. Ele restringe o acesso à educação, dificulta a qualificação profissional e perpetua ciclos de exclusão. (mais…)

Ler Mais