O que Salvador Allende temia antes do golpe

Em 11 de setembro de 1973, o presidente socialista do Chile, Salvador Allende, foi deposto por um golpe militar apoiado pela CIA. Nesta entrevista de 1971, publicada pela primeira vez em português, Allende expressou seus temores sobre a desestabilização interna e a interferência estadunidense.

Por Rossana Rossanda / Tradução: Pedro Silva, na Jacobin

Quase cinco décadas após sua eleição, Salvador Allende permanece um ícone do socialismo. Vencendo por uma margem estreita as eleições presidenciais de 1970 como líder da coalizão Unidad Popular, ele lançou um ambicioso programa de nacionalizações para colocar os trabalhadores no comando da economia. A reação foi feroz, desde a fuga de capitais até a sabotagem total. Apontando Allende como um inimigo implacável, o presidente dos EUA, Richard Nixon, disse em uma reunião com o Conselheiro de Segurança Nacional, Henry Kissinger, que seu objetivo era “fazer a economia gritar”. (mais…)

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Exposição chega a São Paulo e resgata memórias da ditadura

Exposição do fotógrafo Gustavo Germano homenageia desaparecidos políticos e propõe reflexão sobre os impactos da violência de Estado

Por Felipe Sales Gomes, em Aventuras na História

De 18 de setembro a 8 de outubro de 2025, o Arquivo Histórico Municipal de São Paulo (AHM) abre suas portas para a exposição Ausências Brasil, do fotógrafo argentino Gustavo Germano. A mostra, realizada em parceria com o Núcleo de Preservação da Memória Política (NM), traz um olhar sensível e contundente sobre os desaparecidos políticos durante a ditadura civil-militar brasileira (1964–1985). (mais…)

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Justiça condena ex-agentes da ditadura por tortura e desaparecimento na “Casa da Morte” em Petrópolis (RJ)

Sentença acolhe pedidos do MPF e responsabiliza militares por graves violações aos direitos humanos

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

Em ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), a 1ª Vara Federal de Petrópolis (RJ) declarou a responsabilidade de dois ex-militares do Centro de Informações do Exército (CIE) por graves violações aos direitos humanos durante a ditadura militar. De acordo com a sentença, os réus tiveram responsabilidade pessoal em sequestro, tortura e desaparecimento relacionados à “Casa da Morte”, aparelho clandestino da ditadura que era localizado em Petrópolis. (mais…)

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Devolver a voz aos mortos da ditadura. Por Pádua Fernandes

No Blog da Boitempo

Uma vala clandestina, aberta sem registro algum na documentação do Cemitério Dom Bosco, no bairro de Perus da cidade de São Paulo, foi usada pela ditadura militar para esconder mais de mil corpos em 1975. Sua descoberta foi anunciada publicamente depois da democratização do país, em 4 de setembro de 1990, durante o governo da prefeita Luíza Erundina. Os remanescentes ósseos constituíram mais uma inegável prova material dos crimes de lesa-humanidade da ditadura para os que ainda queriam negar que ela havia sequestrado, torturado, executado e escondido corpos. (mais…)

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Crimes na ditadura: entenda por que indígenas reivindicam uma nova Comissão da Verdade

Na Comissão de 2014, indígenas não foram priorizados, mesmo com estimativa de mais de 8 mil mortos no período

Por Rafael Oliveira | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Quando a Comissão Nacional da Verdade (CNV) apresentou seu relatório final, em dezembro de 2014, a lista oficial de mortos e desaparecidos políticos incluía 434 pessoas. Nenhuma delas era indígena. Não porque a ditadura militar tenha poupado os povos originários – pelo contrário, a própria CNV estimou que alguns milhares foram mortos no período. E, sim, porque essa população não era o foco do colegiado, que abordou a temática de maneira secundária, só após pressão da sociedade civil. (mais…)

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Memórias apagadas: governo de São Paulo vende cárcere político usado na ditadura militar

Vendido por menos de 50% do preço de mercado, Presídio do Hipódromo abrigou presos famosos como José Genoino e Rita Lee

Por Sérgio Barbo | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Enquanto a casa que serviu de cenário para o filme “Ainda Estou Aqui” será transformada na Casa do Cinema Brasileiro, o imóvel usado na gravação de outra premiada película brasileira ambientada na ditadura, “O Beijo da Mulher Aranha”, foi vendido pelo governo do estado de São Paulo. (mais…)

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