A política dos problemas inexistentes. Por Raul Noetzold

Imigração. Vestuário muçulmano. Banheiros unissex. Na estratégia de guerra cultural da ultradireita, agitar fantasmas tornou-se ponto crucial. Por que ele é eficaz, em meio à crise da democracia? Quais os contravenenos?

Em Outras Palavras

A ascensão da extrema direita em diferentes países tem sido acompanhada por uma dinâmica recorrente no debate público: a centralidade conferida a problemas que possuem baixa ou nenhuma relevância empírica. Trata-se de uma estratégia política que desloca o foco das questões estruturais para conflitos simbólicos, frequentemente importados de outros contextos nacionais, com o objetivo de mobilizar afetos, produzir identidades rígidas e aprofundar divisões sociais. (mais…)

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Trump: a perigosa conexão paraguaia. Por José Eduardo M. Felicio

EUA e Paraguai firmaram em dezembro um “acordo de cooperação” civil e militar cujos contornos ainda não estão claros. Compromisso alerta para a presença ampliada de Washington na região – a para as lacunas abertas pela diplomacia brasileira

Em Outras Palavras

Em 15 de dezembro de 2025, o Chanceler do Paraguai, Rubén Ramirez, se reuniu em Washington com o Secretário de Estado Marco Rubio. Foi divulgada na ocasião a assinatura de um acordo (“Status of Forces Agreement”) de cooperação entre os dois países para intercâmbio de militares e civis com presença no território do Paraguai. (mais…)

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O império quer retomar o “quintal” latino-americano

Ao condenar o sequestro de Maduro e a invasão da Venezuela, Lula desafia Washington, expõe ruína do direito internacional e convoca continente a resistir à nova era da pilhagem

Por: Gustavo Tapioca, em Fórum

O editorial assinado por Lula no New York Times é um documento político de ruptura. Ao denunciar a operação militar dos EUA na Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro, o presidente do Brasil diz em voz alta o que as elites submissas escondem há décadas: a América Latina voltou a ser tratada como colônia — e o império não pretende mais disfarçar. (mais…)

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A humilhação rastejante e a glória eterna

Boletim Venezuela em Foco #10

Da página do MST

No mesmo dia em que María Corina Machado se reuniu com Donald Trump em um encontro descrito pela imprensa internacional como humilhante, realizado a portas fechadas e sem pronunciamento conjunto, como é de praxe nas visitas públicas à Casa Branca, Cuba prestava homenagem aos 32 combatentes da ilha socialista mortos no atentado dos Estados Unidos contra a Venezuela. Na reunião com Trump, Corina entregou a honraria recebida em nome do Prêmio Nobel da Paz, gesto interpretado como submissão política, sem qualquer sinal público de reciprocidade diplomática. Ao contrário, desde que sequestrou Maduro, Trump, em sua pretensiosa condição de liderança imperialista, sequer cogitou apoiar Corina para o comando da Venezuela. (mais…)

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Nobel da Paz: as polêmicas, de Hitler a Trump, e o fenômeno do peacewashing

O caso de Trump e Maria Corina Machado expõe como o prêmio se tornou uma ferramenta política e alvo de peacewashing

Por Ludmila Pizarro, Wanessa Celina | Edição: Thiago Domenici, Agência Pública

O prêmio Nobel é uma das maiores consagrações mundiais, mas não está livre de polêmicas. A entrega do do prêmio Nobel pela venezuelana Maria Corina Machado, laureada no ano passado, ao presidente dos EUA, Donald Trump, ilustra como a condecoração se tornou uma ferramenta de disputas políticas. (mais…)

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Doutrina Donroe ou Frankenstein neoliberal?

Exame da nova Doutrina de Segurança Nacional dos EUA. Crítica às elites, ao globalismo e às instituições internacionais “usurpadoras” não esconde o essencial: aposta na força, ideia de que não há alternativas e crença na primazia dos mercados

Por Claudia Henschel de Lima e Antonio José Alves Junior, em Outras Palavras

Estamos longe de ser especialistas em Venezuela e em relações internacionais. Mas os acontecimentos que atravessaram a América Latina — porque é de América Latina que se trata neste momento em que assistimos ao sequestro do presidente Nicolás Maduro — no quadro da governamentalidade Trump 2.0, nos colocaram, mais uma vez, diante da relação entre neoliberalismo e crise; e de uma pergunta: ainda é neoliberalismo? O ataque militar Trump 2.0 à Venezuela é orientado pelo espectro do neoliberalismo, classicamente entendido como globalismo? (mais…)

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Trump ataca. Há saída democrática?

Em resposta à guerra de Trump, Conferência Internacional Antifascista e pela Soberania ocorrerá em Porto Alegre, em março. Reunirá partidos, organizações e movimentos para dialogar sobre as estratégias e iniciativas em cada um de nossos países

Por Mauri Cruz, em Outras Palavras

A invasão da América Latina através do bombardeiro do território venezuelano, com o sequestro de seu presidente e da primeira combatente, é a senha do governo norte-americano dizendo ao mundo que nunca teve qualquer apreço pela democracia. Logo depois, vieram as ameaças contra Colômbia, Cuba, Groelândia e agora, a saída de todos os espaços de diálogos multilaterais das Nações Unidas. É, inequivocamente, uma declaração de guerra contra toda América Latina. (mais…)

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