Finlândia faz ‘maior reunião de pais e professores do mundo’ para planejar educação do futuro

Novos tempos exigirão uma nova escola. O diagnóstico vem da Finlândia, país cujo sistema, já celebrado internacionalmente, agora planeja reformas de olho em como será sua educação daqui a duas décadas

A meta é envolver os pais em um amplo debate sobre a agenda que os finlandeses acreditam ser necessária para preservar o nível de excelência do ensino público nos próximos anos. (mais…)

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Os Fins da Democracia: Seminário Internacional USP/Berkeley, de 7 a 9/11, no Sesc Pompeia

Organizado pelo Convênio Internacional de Programas de Teoria Crítica (UC Berkeley) e Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo, o Sesc Pompeia recebe entre os dias 7 e 9 de novembro de 2017, o seminário internacional Os Fins da Democracia / The Ends Of Democracy. 

O aumento de movimentos populistas, nos últimos anos, levanta questões sobre os desafios para a democracia liberal e suas formas institucionais básicas. Por exemplo, quais são “os fins” da democracia em um duplo sentido: quais são os fins da democracia, isto é, seus propósitos e promessas, mas também, qual é a possibilidade de um colapso da democracia como uma forma política específica de governo ou um ideal para formas existentes? Qual significado, se houver, pode ser dado à soberania popular durante este período, e como isto se relaciona com as ideias predominantes de populismo? (mais…)

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É impossível mudar o mundo de cima para baixo… Diálogos com Raul Zibechi no Distrito Federal

Raul Zibechi realizará um conjunto de atividades no Distrito Federal entre os dias 04/11 e 08/11. Serão atividades de formulação sobre suas perspectivas acerca da América Latina, conjuntura atual e conceitos como Sociedades em Movimento, Autonomia dos Povos Latinoamericanos, Territórios em Resistência, Os limites do Progressismo. As atividades estão distribuídas em diferentes formatos, temas e cidades do DF para que muitos/as possam participar. Caso você tenha interesse/disponibilidade em participar de mais de uma atividade não deixe de fazê-lo!
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“O perigo real é o retorno do fascismo”. Entrevista com o filósofo Rob Riemen

No IHU On-Line

“No momento, negamo-nos a ver o retorno do fascismo. Dizem-me que falo dos perigos do populismo. Não é assim. O populismo é como os mosquitos, um pouco irritantes. O perigo real é o retorno do fascismo. O fascismo é o cultivo político de nossos piores sentimentos irracionais: o ressentimento, o ódio, a xenofobia, o desejo de poder e o medo. Não deveríamos confundir os dois conceitos. Devemos chamar o fascismo por seu nome”, afirma Rob Riemen (Países Baixos, 1962), ensaísta, filósofo e diretor do prestigiado Nexus Institute. (mais…)

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Presidente da Catalunha acusa o governo espanhol de querer “liquidar a democracia”

Carles Puigdemont convoca reunião parlamentar para debater intervenção no governo regional, mas não fala em declaração de independência

Por Miguel Noguer e Camilo S. Baquero, no El País

O presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, está com tudo pronto para fazer uma declaração formal de independência da Catalunha como resposta à aplicação do artigo 155 da Constituição por parte do Governo da Espanha. Encurralado por uma medida que o afastará do cargo, assim como seus 13 conselheiros, o presidente catalão pediu a realização de uma sessão plenária no parlamento, em princípio para “debater e decidir” sobre o alcance da intervenção da Generalitat. O líder catalão não especificou na noite de sábado, em sua declaração institucional, se a sessão incluirá a declaração de independência como lhe solicitaram os partidos aliados. (mais…)

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A morte do outro não importa

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

O mundo ocidental se move por uma premissa que vem da cultura grega: o ser é, o não-ser não é. E o que significa essa frase tão enigmática? Que só é reconhecido como ser aquele que é igual. O outro, esse não existe. Não-é. Não tem importância. Sendo assim o que é para o mundo ocidental europeu/estadunidense? Aquele que é igual a eles: branco, rico, capitalista, guardião da ordem e da moral. Tudo o que sai desse script não-é. E, não sendo pode ser destruído sem dó. Sobre a morte desse outro que não-é, não se fala, porque não importa. (mais…)

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E a psicometria eleitoral chega ao Brasil

Cambridge Analitica, que criou métodos manipulatórios para Trump e o Brexit, associa-se a marqueteiro no país. Ele diz que trabalha “no limite da ética” e está negociando com Dória

Por Marina Rossi e Flávia Marreiro, no El País/Outras Palavras

“Eu comprei uma praia e não quero que as pessoas entrem. Qual é a melhor placa para eu fincar na areia?”, perguntou o marqueteiro André Torretta, enquanto mostrava duas fotos em uma apresentação de Power Point em seu MacBook. “Essa, dizendo que a praia é privada, ou essa, dizendo que a praia tem tubarão? A que tem tubarão funciona mais”, disse, sorrindo, em seu escritório, um coworking colorido e ostensivamente descolado em um bairro nobre de São Paulo. E se não houver tubarão na praia será uma mentira, certo? “Se não tiver tubarão, então é uma fake news”, concedeu. “Eu não vou fazer isso, mas isso existe, é possível e dá para ser feito, no limite da ética”. (mais…)

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Boaventura: a ilusória “Desglobalização”

Não nos enganemos: vitória de Trump e Brexit expressam uma nova fase de globalização – mais dramática, mais excludente e talvez capaz de eliminar a democracia

Por Boaventura de Sousa Santos, no Outras Palavras

Em círculos acadêmicos e em artigos de opinião nos grandes meios de comunicação tem sido frequentemente referido que estamos entrando num período de reversão dos processos de globalização que dominaram a economia, a política, a cultura e as relações internacionais nos últimos cinquenta anos. Entende-se por globalização a intensificação de interações transnacionais para além do que sempre foram as relações entre Estados nacionais, as relações internacionais, ou as relações no interior dos impérios, tanto antigos como modernos. São interações que não são, em geral, protagonizadas pelos Estados, mas antes por agentes econômicos e sociais nos mais diversos domínios. Quando são protagonizadas pelos Estados, visam cercear a soberania do Estado na regulação social, sejam os tratados de livre comércio, a integração regional, de que União Europeia(UE) é um bom exemplo, ou a criação de agências financeiras multilaterais, tais como o Banco Mundial e o FMI. (mais…)

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Big Data e a espoliação algorítmica dos dados: novos meios para uma velha dominação

A esquerda precisa perceber que, muito além de uma mera ferramenta tecnológica, o Big Data representa uma verdadeira ameaça, sutil e refinada, de renovada exploração e dominação da massa dos trabalhadores, a nível mundial.

Por Alexandre Pinto & Leandro Módolo, no blog da Boitempo

Quando Jean Lojkine escreveu sua já clássica A revolução informacional, em 1992, algumas das tecnologias de informação ainda engatinhavam e, mesmo assim, grande parte dos intelectuais da esquerda anticapitalista assistiam assustados aos desdobramentos e às consequências delas no metabolismo social. Infelizmente, foi apenas de modo reativo que a esquerda passou a discutir e a investigar o fenômeno que já corria nas bocas e nos corredores da política e da tecnociência do mainstream. É certo que, sob os holofotes, em sua maioria eram discursos apologéticos que ressoavam – e ainda ressoam diariamente – os porta-vozes do Vale Silício e de outros clusters de inovações capitalistas. Ora para capturar investimentos e manter a circulação e acumulação de capital, ora para se legitimar ideologicamente mediante uma nova utopia tecnocientificista na qual as TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) resolveriam os problemas da sociedade globalizada. (mais…)

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