Empresários da soja subsidiaram campanha do líder da bancada ruralista

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária recebeu recursos de sojicultores nas duas últimas eleições, em 2014, companhias como Fibria e Braskem estavam na lista de doadores; em abril, Aprosoja homenageou o deputado no ‘Oscar da Soja’

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

“A dor ensina a gemer”. Esse foi o comentário que o deputado federal Alceu Moreira (MDB/RS) fez para se referir à adaptação do ministro da Economia, Paulo Guedes, à atividade política. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) foi taxativo ao demonstrar com poucas palavras sua insatisfação pelo fim da cobrança tarifária de taxas sobre a importação de leite da União Europeia e Nova Zelândia, anunciada pela equipe econômica.

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Gado é principal negócio de parlamentares ligados ao agronegócio

Empresas agropecuárias compõem a outra face dos bens rurais de políticos e senadores, ao lado das propriedades descritas no Mapa das Terras dos Parlamentares; congressistas declararam empresas de exportação de frutas, madeireiras, cervejaria e até criação de avestruz

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

A criação de gado é o principal negócio declarado pelos parlamentares ligados ao agronegócio na atual legislatura, levando-se em conta as empresas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Deputados, senadores e suplentes representam o interesse dessa atividade em todas regiões do Brasil e até no exterior. É o caso de Joel Malucelli, primeiro suplente do senador Álvaro Dias (Pode). Ele é dono de uma empresa agropastoril no Uruguai. Declarou ainda uma empresa de produção de madeira no Paraná.

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Aprovações de agrotóxicos no governo Bolsonaro beneficiam empresas estrangeiras

Dos 166 registros de pesticidas liberados neste ano, apenas 5% são totalmente produzidos em solo nacional

Por Pedro Grigori, Agência Pública/Repórter Brasil

Os agrotóxicos recém aprovados que chegarão à mesa do brasileiro virão de fora. Levantamento inédito da Agência Pública e Repórter Brasil identificou que, dos 166 pesticidas com registros aprovados e publicados no Diário Oficial da União neste ano, apenas 64 foram para empresas brasileiras. Mas a participação nacional é ainda menor na fabricação dos produtos. Só 36 registros têm pelo menos uma cidade brasileira como endereço de fabricação do agrotóxico ou do ingrediente ativo. E somente nove – ou 5% – são totalmente produzidos no Brasil. Ou seja: o país continua a tendência de importar pesticidas.

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Metade da diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária não declarou propriedades rurais

Mapa das Terras dos Parlamentares esmiúça as propriedades dos congressistas, conforme declarações deles ao TSE; série sobre bancada ruralista mostra que todos os grandes latifundiários do Congresso fazem parte da FPA, mas a maioria não integra seu comando

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Todos os grandes latifundiários do Congresso fazem parte da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), grupo que representa os interesses do agronegócio. A maioria deles, no entanto, tem participação discreta no colegiado. Dos maiores donos de terras declaradas à Justiça Eleitoral, apenas o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) faz parte da direção da frente. Ele preside a comissão que trata de assuntos trabalhistas.

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Mapa das Terras dos Parlamentares mostra que eles acumulam fazendas na Amazônia e no Matopiba

De Olho nos Ruralistas elaborou mapa que localiza, por município, as propriedades rurais declaradas por deputados e senadores; primeira reportagem de série sobre bancada ruralista aponta latifúndios de congressistas nas fronteiras agrícolas

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Consideradas as últimas fronteiras agrícolas do país, as regiões do Matopiba (formado pelo estado do Tocantins e partes do Maranhão, Piauí e Bahia) e a Amazônia Legal concentram a maior parte das terras dos congressistas, segundo levantamento feito pelo De Olho nos Ruralistas. A análise leva em conta as fazendas dos donos de mais de 100 hectares de terra, segundo declarações entregues no ano passado à Justiça Eleitoral.

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Como a elogiada ‘agricultura verde’ da Europa pode estar prejudicando o meio ambiente no Brasil

Por Cristina J. Orgaz, da BBC News Mundo

A lista de preocupações da Europa em relação à agricultura é longa, mas muitas vezes é limitada ao que acontece dentro de suas próprias fronteiras.

Abrange produtos orgânicos, práticas sustentáveis, conservação da diversidade biológica e cuidados com a terra, bem como controle dos produtos químicos utilizados nas culturas.

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Amazônia e a bioeconomia: um modelo de desenvolvimento para o Brasil. Entrevista especial com Carlos Nobre

Por: Patricia Fachin e Ricardo Machado, em IHU On-Line

“A região Amazônica oferece a possibilidade de implantar um modelo que nenhum país do mundo ainda implantou: uma revolução industrial baseada no aproveitamento da biodiversidade de um país tropical”, diz Carlos Nobre, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas – INCT-MC, à IHU On-Line. Nos últimos anos, o pesquisador tem defendido um modelo de desenvolvimento bioeconômico para a região amazônica que seja baseado nos recursos tecnológicos da revolução 4.0 e na biodiversidade da floresta. “Nenhum país tropical tentou isso e não existe um modelo de desenvolvimento tecnológico, um modelo de desenvolvimento de uma industrialização avançada do século XXI baseado na biodiversidade. Há vários contextos tecnológicos, como a revolução digital, a revolução de nanomaterial e a de biotecnologia, mas nenhuma delas é centrada no aproveitamento da biodiversidade. Então, essa terceira via ofereceria aos países tropicais em geral, aos países amazônicos em particular, e ao Brasil, uma oportunidade de encontrar o que nunca encontramos nos 500 anos de história do Brasil: um modelo próprio de desenvolvimento”, argumenta.

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“Nosso povo está sofrendo com carvoarias, soja, eucalipto e os fazendeiros”, denuncia Kanela Apãnjekra

Em Brasília, uma delegação de lideranças do povo Kanela Apãnjekra levou fatos novos à relatora de processo no STF, ministra Cármen Lúcia

Por Adilvane Spezia, Cimi

Desde 2009 tramita na Justiça Federal, chegando ao Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de anulação da portaria declaratória que corrigiu a demarcação, realizada no final da década de 1970, da Terra Indígena Porquinhos, no Maranhão. Em Brasília, nesta terça-feira (7), uma delegação de lideranças do povo Kanela Apãnjekra levou fatos novos à relatora do processo, ministra Cármen Lúcia.

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Aprovado o uso agrícola de sulfluramida, apesar dos danos à saúde

Por Vilma Reis*, na Abrasco

Os representantes dos governos presentes na 9ª Conferência das Partes da Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes aprovaram, em 3 de maio, a continuidade da utilização do agrotóxico sulfluramida na agricultura e não estabeleceram prazos limites para seu uso. A sulfluramida é empregada no controle de formigas cortadeiras. Quando se degrada no solo, a sulfluramida transforma-se em PFOS (sulfato de perfluorooctano), uma substância tóxica bioacumulativa que pode persistir no meio ambiente por centenas de anos. Assim, o uso do agrotóxico contribui para contaminação da água e do solo, acumulando-se nos alimentos.

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