Professor Kaiowá participa de Aula Viva sobre agroecologia na Tríplice Fronteira

Indígena do Mato Grosso do Sul participou de discussão sobre cultivos tradicionais e alternativos na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia

Por Lídia Farias e Lídio Cavanhas Ramires*, no Cimi

Entre os dias 10 e 16 de fevereiro de 2019, a Fundación Caminos de Identidad (Fucai) realizou uma “Aula Viva” na tríplice fronteira entre Peru, Colômbia e Brasil. A atividade aconteceu em duas aldeias Tikuna, sendo uma no Brasil e a outra na Colômbia. Estavam presentes representantes dos povos indígenas Kulina-Pano, Kanamari, Matis, Mayuruna, Marubo, Kokama, Baré e Apurinã, do Amazonas, Nambikara, de Mato Grosso, Parintintim, de Rondônia, Taurepang e Makuxi, de Roraima, e Guarani Kaiowá, de Mato Grosso do Sul. O encontro contou também de forma ímpar com a participação de várias organizações indigenistas e camponesas de Brasil, Peru e Colômbia.

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Os donos do agronegócio e a alimentação

Um relatório de organizações alemãs mostra como algumas corporações controlam o sistema alimentar do planeta. O agronegócio e a conivência dos governos. O caso argentino: os povos fumigados e a expulsão da  Monsanto de uma região de Córdoba

por Darío Aranda, em Página/12 / IHU On-Line*

Um punhado de empresas dos Estados Unidos, Europa e China decide o que o agronegócio mundial produz, como a população se alimenta e, ao mesmo tempo, como se adoece e empobrece. São algumas das definições do Atlas do agronegócio, uma pesquisa de organizações alemãs que denuncia com nomes próprios as práticas das companhias e a conivência dos governos. O trabalho também derruba o mito das multinacionais agrícolas. “O agronegócio (de transgênicos e agrotóxicos) não pode conservar o meio ambiente, nem a subsistência de produtores, como também não pode alimentar o mundo”.

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Estudo mostra que há mais pobreza do que riqueza nos municípios do Matopiba

Dados apresentados em pesquisa da UFABC provam que os lucros do agronegócio em estados da região são concentrados e a maior parte da população não tem acesso aos benefícios gerados

Por Maurício Hashizume, em De Olho nos Ruralistas

Quando o assunto é a expansão do agronegócio no Brasil é comum ouvir um acrônimo que designa uma vasta área contínua que se estende por quatro estados: Matopiba, resultado da união das siglas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Mais recentes têm sido as pesquisas realizadas na região que revelam perspectivas que extrapolam (e até contradizem) os discursos e as promessas de progresso e desenvolvimento social por trás de um setor poderoso, ávido pela exploração lucrativa dos vários recursos.

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Em área da Reforma Agrária, Romaria da Terra evidencia a alimentação saudável

Tema da 42ª edição do evento dialoga com uma das principais pautas defendidas pelo MST

Por Leandro Molina, da Página do MST 

Devoção, fé, defesa da alimentação saudável e protestos contra a retirada de direitos. Esse foi o tom dos romeiros que participaram da tradicional Romaria da Terra do Rio Grande do Sul, realizada sempre na terça-feira de Carnaval. A 42ª edição aconteceu no Assentamento Conquista da Luta, do MST, no município de Itacurubi, localizado na região das Missões e a mais de 500 quilômetros de Porto Alegre. O tema da Romaria deu destaque este ano à alimentação saudável, com abordagem sobre o modelo de organização e produção no campo, em contraposição ao atual modelo do agronegócio.

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Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, exonera 21 superintendentes do Ibama

Um dos superintendentes demitidos é o de MG que alertou em 2018 sobre risco de rompimento na barragem em Brumadinho

Redação Brasil de Fato

O Diário Oficial da União publicou nesta quinta-feira (28) a exoneração de 21 superintendentes regionais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). O motivo das demissões ainda não foi divulgado pelo órgão responsável, o Ministério de Meio Ambiente (MMA), chefiado por Ricardo Salles

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A colonização do Oeste foi a saída conservadora para a questão agrária no Brasil. Entrevista especial com Rafael Assumpção de Abreu

No IHU

Talvez o processo de reprimarização da economia que tornou o Brasil refém do agronegócio para manter a estabilidade da balança comercial não seja, tão simplesmente, um acontecimento espontâneo, mas, sim, um projeto político de longo prazo. Voltemos um pouco na história. Desde a primeira metade do século XX, de Cândido Rondon a Getúlio Vargas, a ocupação do Oeste por parte da população branca se tornou um projeto de Estado. Os habitantes do Sul do Brasil foram os escolhidos para ocuparem os territórios. “É importante ter em mente que a concepção de que indivíduos da região Sul do país deveriam ser os alvos do processo de ocupação não nasceu com os projetos de colonização na Ditadura Militar. Anteriormente, na campanha da Marcha para Oeste, Getúlio Vargas manifestou a preferência por colonos do Sul, pois estes possuiriam uma mentalidade mais europeia e empresarial”, salienta Rafael Assumpção de Abreu, professor e pesquisador, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.

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Em defesa do território, indígenas do Tocantins protocolam representação no MPF

Indígenas de sete etnias do Estado de Tocantins protocolam representação contra a MP 870/2019 do presidente Jair Bolsonaro

Cimi

Indígenas dos povos Apinajé, Karajá Xambioá, Krahô, Xerente, Krahô-Kanela, Avá-Canoeiro e Krahô Takaywrá do Estado do Tocantins, na sexta-feira, 22 de fevereiro, foram recebidos pela Procuradora da República, Dra. Carolina Augusta da Rocha Rosado, na sede do Ministério Público Federal (MPF). Mobilizados na capital, Palmas, os povos refirmam sua luta em defesa de seus direitos e territórios, e, protocolam uma representação contra a Medida Provisória 870/2019 do presidente Jair Messias Bolsonaro.

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Só Ricardo Salles e Tereza Cristina? Conheça os políticos anti-indígenas e “com cocar”

Foto dos ministros do Meio Ambiente e da Agricultura no Mato Grosso está longe de ser a primeira com adornos indígenas; de Kátia Abreu a Gleisi Hoffmann, de André Puccinelli a Blairo Maggi, veja quem já teve seus minutos de etnomarketing

Por Alceu Luís Castilho e Igor Carvalho, em De Olho nos Ruralistas

Eles não se contiveram. Diante da oportunidade de usar um impactante cocar, ofertaram suas cabeças e saíram na foto. As últimas décadas da política brasileira trazem dezenas de imagens de políticos “com cocar”. A maior parte deles tem discurso ou prática flagrantemente contrária aos direitos dos povos originários. Na semana passada, foi a vez dos ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Tereza Cristina, da Agricultura, tirarem fotos sorridentes com adornos indígenas.

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Milícias e fuzis: as más companhias de Nabhan Garcia, o homem de Bolsonaro para a reforma agrária

Leonardo Fuhrmann*, no The Intercept Brasil

EM JULHO DE 2003, um grupo de fazendeiros do Pontal do Paranapanema, no oeste paulista, resolveu posar para o Jornal Nacional com armas em punho. Eles anunciavam a formação de um ‘centro de treinamentos’ onde se preparavam para resistir às ações do MST. Lula havia chegado ao poder – e, com ele, crescia o temor de uma reforma agrária. O objetivo era apresentar poderio paramilitar para intimidar os camponeses, com armas proibidas no Brasil ou de uso restrito às Forças Armadas.

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Em série, indígenas falam da resistência contra devastação na Amazônia

Canal Futura irá transmitir, a partir do dia 20, série “Guerreiros da Floresta”, contando a luta de três lideranças. Elas contestam visão de “desenvolvimento” de Bolsonaro

por Clara Assunção, da RBA

O lugar não poderia ser mais simbólico: floresta amazônica. E os protagonistas para dar voz a ela também não poderiam ser outros, as lideranças indígenas. A série Guerreiros da Floresta, que estreia na próxima quarta-feira (20) no canal Futura, às 22h30, parece o enredo ideal para ilustrar as contradições do atual cenário nacional, marcado por vozes que protestam contra a exploração dos madeireiros e grandes mineradoras, além dos interesses políticos justificados em nome do “desenvolvimento”.

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