Sojeiro e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi critica “besteiras” ditas pelo governo sobre a China

Ele disse que as declarações prejudicam relações comerciais e relacionamento entre os dois países; Ernesto Araújo e Abraham Weintraub aliaram-se a Eduardo Bolsonaro nos ataques ao país asiatico

Por Alceu Luís Castilho, em De Olho nos Ruralistas

Em post no Facebook, nesta terça-feira (07), o ex-ministro e ex-senador Blairo Maggi alinhou-se aos críticos das declarações de Ernesto Araújo e Abraham Weintraub sobre a China, que a associaram diretamente ao coronavírus. Sem citar os nomes dos ministros das Relações Exteriores e da Educação, ele classificou as falas e posts de pessoas do governo de “besteiras”, que “prejudicam muito as relações comerciais, o relacionamento e os laços de confiança que ambos governos buscam construir”.

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O que o agronegócio e a produção de alimentos têm a ver com a covid-19?

Segundo especialistas, modelo de produção espalha vírus selvagens mortais para organismos adoecidos por alimentos cheios de açúcares, gorduras e agrotóxicos

Por Cida de Oliveira, em Rede Brasil Atual / MST

A pandemia global da covid-19 ultrapassou o número de 1,26 bilhão de pessoas contaminadas e fez o número de mortos passar de 68 mil neste domingo (5), de acordo com o observatório da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Segundo a instituição – que tem sido a principal referência mundial sobre a doença no mundo, só no Brasil já eram 460 as vítimas fatais, com os infectados passando da casa dos 11 mil.

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Antiga Dow Agrosciences é campeã em acionar Justiça para flexibilizar controle de agrotóxicos

Levantamento inédito de ações no STF mostra que a empresa americana, que hoje se chama Corteva Agriscience, foi parte em 36 das 64 ações sobre agrotóxicos

Por Thays Lavor, Agência Pública/Repórter Brasil

Sétima empresa do setor com maior número de registros de produtos agrotóxicos no país – 97 ao todo – a Dow Agrosciences Industrial LTDA, subsidiária do grupo americano Corteva Agriscience, ex-Dow Agrosciences, recorre constantemente à Justiça para flexibilizar leis que procuram controlar o uso de pesticidas. É o que revela um levantamento feito pela Agência Pública e Repórter Brasil com base nos processos do Supremo Tribunal Federal. Dentre as 64 ações sobre o tema identificadas no STF desde os anos 1990, a Dow é responsável por 36, ou seja, 56%.

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O poder político das empresas de agrotóxicos, por João Pedro Stedile

Setor não recolhe ICMS; ação no STF decidirá sobre inconstitucionalidade da isenção

João Pedro Stedile, no Poder 360

Há no Brasil, seis grandes empresas, todas corporações transnacionais, que controlam mais de 60% do mercado de agrotóxicos: Syngenta (China/Suíça), Bayer/Monsanto (Alemanha), Corteva (ex-DowDupont, EUA), Basf (Alemanha), UPL (índia) e FMC (EUA). O volume de vendas é de cerca de 550 mil toneladas de venenos por ano, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a um faturamento aproximado de US$ 10,8 bilhões de dólares, segundo a Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos (Aenda).

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Recolonização e destruição. Por Cândido Grzybowski

Do Ibase

Na semana que passou, o capitão Bolsonaro concretizou uma velha proposta que ronda a oficialidade das casernas e que ele sempre ratificou: os povos indígenas como atraso e empecilho ao chamado desenvolvimento nacional. No jargão militar, trata-se de questão de soberania, de “integrar para não entregar”, mas cujo real sentido é completar a tarefa da conquista e colonização de territórios e seus povos para explorar as suas riquezas naturais. Além do mais, os projetos de lei propostos, com mudanças nos artigos constitucionais conquistados na redemocratização em defesa de povos indígenas e seus territórios, são uma promessa de campanha do capitão e, como outras, testam a resiliência política e institucional da democracia brasileira à avassaladora onda de desconstrução de direitos e de volta ao capitalismo selvagem.

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Prefeito goiano é uma das principais ameaças ao quilombo Mesquita, na divisa com o DF

Comunidade de 235 anos fundada por três escravas alforriadas mantém tradição de resistência feminina; elas batalham diariamente para fortalecer a cultura, denunciar ações de políticos e empresas e impedir que o capital destrua os laços entre os moradores

Por Priscilla Arroyo, em De Olho nos Ruralistas

O primeiro registro do quilombo Mesquita data de 1745. Teresina, Freguesina e Franquina, três escravas alforriadas, herdaram as terras do fazendeiro português José Correia de Mesquita e fundaram a comunidade. A lendária história está intrincada na memória dos cerca de 800 moradores. A maior parte planta, colhe e considera os vizinhos como família. Por estar localizado a 45 quilômetros de Brasília, em Cidade Ocidental (GO), o território começou a ser atingido com a construção da capital e, desde então, sofre crescentes investidas de empresários interessados em edificar condomínios de luxo nas terras. Políticos mantêm grandes porções de terra dentro da comunidade. 

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Abrasco mostra o insustentável peso da isenção fiscal a agrotóxicos

Na Abrasco

Nesta quarta-feira, 12 de fevereiro, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco – divulga o relatório “Uma política de  Incentivo fiscal a agrotóxicos no Brasil é injustificável e insustentável”. O documento sistematiza uma vasta literatura em Saúde Coletiva e Economia que mostra como não se justifica o atual grau de subsídio direto e indireto que o Estado brasileiro concede à indústria de química fina e ao agronegócio ao isentar tais venenos em mais de 60% da carga tributária e será apresentado no retorno do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5553/2017) no Supremo Tribunal Federal na próxima quarta-feira, 19 de fevereiro.

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‘Bolsa-agrotóxico’: empresas recebem isenções de impostos de R$ 10 bilhões ao ano

Gigantes do setor de pesticidas também recebem milhões em verbas públicas para incentivo à pesquisa e por meio do BNDES; STF julga na semana que vem se benefícios fiscais ao setor são constitucionais ou não

Por Mariana Della Barba, Diego Junqueira e Pedro Grigori, em Agência Pública/Repórter Brasil

Imagine começar o ano sem ter de pagar IPTU, IPVA ou qualquer outro imposto. Imagine chegar ao supermercado e ter um desconto de 40% no shampoo e 30% no molho de tomate. Imagine conseguir um empréstimo no banco a juros bem abaixo do mercado.

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