Por que o agronegócio está interessado no mercado de produtos biológicos?

Novo alvo do agronegócio e da indústria química, setor de bioinsumos têm crescimento de 339% nos registros desde 2015; debate sobre a multiplicação feita no estabelecimento rural tem rachado a bancada ruralista; em seu terceiro ano, projeto Brasil Sem Veneno mostra disputas de narrativas em torno dos agrotóxicos

Por Flávia Schiochet, de O Joio e o Trigo para o especial Brasil Sem Veneno

Faz quase cinco anos que a produtora de gado de leite Luciana Dinato passou a usar bioinsumos nos 65 hectares de milho e 7 hectares de pastagem em sua propriedade familiar. As plantas são transformadas em alimento para um rebanho de 270 vacas na fazenda de 200 hectares em Água Fria, Goiás. A prática não substituiu completamente o uso de produtos químicos, mas diminuiu consideravelmente os custos de produção e os riscos de contaminação à saúde humana. (mais…)

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MPF levantou dificuldades enfrentadas por comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto em Correntina (BA)

Durante as visitas e as reuniões locais, os presentes citaram conflitos fundiários e a necessidade de preservação do modo de vida das comunidades

Ministério Público Federal na Bahia

Conhecer de perto as dificuldades enfrentadas pelas comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto, que vivem no oeste da Bahia, e atuar em prol da proteção de suas terras e modo de vida. Essa foi a principal motivação da visita realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) à cidade de Correntina e cercanias, nos dias 16 e 17 de setembro. Foram realizadas reuniões e visitas a parte das terras tradicionais que pertencem ao estado da Bahia, mas tem sido alvo de grilagem e comercialização para empresas do agronegócio. (mais…)

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Enquanto a soja avança, clima e meio ambiente somem das eleições em Santarém

Principais candidatos a prefeito silenciam sobre a expansão da soja e dos portos no Baixo Amazonas

Por Rubens Valente, Agência Pública

SANTARÉM — Em uma praia urbana então conhecida como Vera Paz, a apenas 3 km do centro da cidade de Santarém, no Pará, a multinacional do agronegócio Cargill construiu uma enorme geringonça metálica com silos, guindastes e tubos numa área de 93 mil m². A construção, inaugurada em 2003 e ampliada em 2014, inviabilizou um espaço popular de lazer e alterou drasticamente a paisagem da cidade. O porto da Cargill, uma transnacional que opera em 64 países, pode ser visto de todas as partes da orla de Santarém. Ele é um lembrete cotidiano do avanço da monocultura na região do Tapajós, com inúmeros e profundos impactos socioambientais. (mais…)

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Sim, o “agro” é o vilão do colapso climático

Se nada for feito, temperaturas no Brasil crescerão acima da média global. Secas e inundações serão mais frequentes. E virão crises sociais, urbanas e sanitárias, com milhões de “refugiados do clima”. Enquanto isso, o ruralismo continua com “salvo-conduto” para devastar

por Jean Marc von der Weid, em Outras Palavras

Enquanto a fumaça não irrita os olhos, a garganta e os pulmões de crianças a idosos das zonas metropolitanas na ou próximas da costa brasileira parece que o fogo que devora milhões de hectares da vegetação de vários biomas não acontece neste país e sim em outro continente ou outro planeta. (mais…)

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Salvar o clima para construir outro Brasil

Cidades brasileiras viverão neste fim de semana manifestações contra as queimadas. Por que construir um movimento climático é vital para o futuro do país e do planeta. Como ele pode enfrentar o agronegócio e sua aliança com o governo

por José Correa Leite, em Outras Palavras

As queimadas, cuja fumaça só poupou uma capital brasileira, Teresina, e as enchentes, que destruíram boa parte da região de Porto Alegre, estão mostrando, nesse ano de 2024, que as mudanças climáticas já se tornaram um grande problema para o povo brasileiro e caminham para se tornar o maior desafio já enfrentado pelo Brasil. Elas conectam diretamente as grandes cidades do país, onde vive a imensa maioria da população, 85% dela urbana, à necessidade de preservação do Cerrado, do Pantanal e da Amazônia. (mais…)

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Governo Federal aumenta e institui novas multas para quem provocar incêndios florestais

Presidente Lula também assinou medida provisória com excepcionalidade no repasse financeiro a estados cuja situação de calamidade ou emergência for reconhecida pelo Governo Federal. Atos estão publicados em DOU Extra desta sexta-feira (20)

Gov.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº 12.189, que endurece as sanções a pessoas que provocarem incêndios ilegais no país. Publicada em edição extra no Diário Oficial da União desta sexta-feira (20), a norma institui novas multas por infrações envolvendo incêndios. O início de queimadas em florestas ou outras vegetações nativas terá penalidade de R$ 10 mil por hectare ou fração; já em florestas cultivadas, de R$ 5 mil. Essas sanções não existiam e se somam ao conjunto de outras medidas que visam desincentivar e coibir os incêndios criminosos. (mais…)

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“O agronegócio é o principal inimigo do Brasil”

Em entrevista ao Joio, historiador defende que, para combater a crise climática, o setor seja “extirpado” do país e haja uma redução radical do consumo de carne

Por Tatiana Merlino, em O Joio e O Trigo

O agronegócio é o grande problema do Brasil e, se ele não for extirpado, não temos a mais remota chance de viabilidade como sociedade e como natureza. A avaliação é do historiador Luiz Marques, professor livre-docente aposentado e colaborador do Departamento de História do IFCH/Unicamp, autor de obras como Capitalismo e Colapso Global, de 2015, e O Decênio Decisivo, publicado em 2023 pela Editora Elefante. (mais…)

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