Declaração de Belém sobre o combate ao Racismo Ambiental

Ministério das Relações Exteriores

Adotada em 7 de novembro de 2025, durante a Cúpula do Clima de Belém, a Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental busca fomentar o diálogo internacional sobre a interseção entre igualdade racial, meio ambiente e clima, reforçando a dimensão dos direitos humanos, particularmente da justiça social, nas políticas internacionais sobre esses temas.

O texto reconhece que a crise ecológica global é também uma crise de justiça racial. Propõe a construção de uma agenda cooperativa em defesa de maior equidade e solidariedade entre as nações e da superação de desigualdades históricas que afetam o acesso a recursos, oportunidades e benefícios ambientais. (mais…)

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O legado radical do “presidente mais pobre do mundo”

O que podemos aprender com a vida do ex-guerrilheiro e melhor presidente de esquerda do Uruguai, Pepe Mujica.

Por Guillermo Bervejillo / Tradução: Pedro Silva, Jacobin

Conheci o “presidente mais pobre do mundo” no final de 2023. Eu já o tinha visto antes, em um evento em Washington, D.C., dez anos antes, mas, naquela época, ele estava cercado por uma multidão de bajuladores — apertando mãos, tirando selfies, beijando bebês. Você poderia pensar que ele era um influenciador pop star em vez de um homem beirando os oitenta anos e presidente em exercício de um pequeno e distante país sul-americano. Mas esse era o fascínio de Pepe: ex-guerrilheiro, prisioneiro político que virou presidente, fenômeno viral, filósofo, fazendeiro, sobrevivente. (mais…)

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Atingidos debaterão o combate às falsas soluções para a crise climática e reparação histórica na Cúpula dos Povos

Militantes do MAB participarão do Eixo 2 da Cúpula dos Povos, que irá debater reparação histórica, combate ao racismo ambiental, as falsas soluções e o poder corporativo

por Jaqueline Santos / MAB

Como parte da agenda coletiva da Cúpula dos Povos, rumo à COP30, o Eixo 2 propõe debates sobre o enfrentamento direto às estruturas que sustentam a crise climática e a desigualdade global. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e diversas organizações populares denunciam os grandes projetos do agronegócio, da mineração, do hidronegócio e da aquicultura industrial, que avançam sobre os territórios, privatizam bens comuns e ameaçam a vida dos povos, seus territórios e sua sociobiodiversidade. (mais…)

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Mortes causadas pelo calor podem dobrar e afetar principalmente idosos

Previsão faz parte do projeto Mudanças Climáticas e Saúde Urbana

Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

O calor é responsável por cerca de 1 em cada 100 mortes na América Latina  atualmente, e esse número pode chegar a mais do que o dobro em 20 anos, considerando o ritmo normal de envelhecimento da população e cenários moderados de aquecimento global, entre 1º C e 3º C de aumento para o período de 2045 a 2054. A conclusão é de uma análise de cenários feita em 326 cidades da Argentina, do Brasil, Chile, da Costa Rica, de El Salvador, da Guatemala, do México, Panamá e Peru por uma rede de pesquisadores. (mais…)

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E depois que a aula termina? O dia a dia das professoras e dos professores no Brasil. Por Sérgio Botton Barcellos

Esse texto saiu a “palo seco” motivado pela questão do “Dia do Professor” no Brasil, mesmo em um dia recesso das aulas da graduação, mas de trabalho com orientações e preparo de aula para um curso de Ensino Profissional Técnico Diria, sem meias palavras e sem idelização que ser professora e professor no Brasil é um exercício diário de resistência e esperança. Em um país em que governantes dizem valorizar a educação, mas que frequentemente negligenciam aquelas(es) que a tornam possível, as(os) professoras(es) o que é um paradoxo constante: entre o ideal e o real, entre a querer trabalhar e a precariedade, entre a importância simbólica e a desvalorização concreta. O Dia da Professora e do Professor, celebrado em 15 de outubro, é mais que uma data comemorativa, sobretudo é um convite à reflexão sobre o sentido de ensinar em uma sociedade marcada por profundas desigualdades, cortes orçamentários e desafios estruturais históricos e persistentes. (mais…)

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Dowbor: Caminhos para superar a Grande Distorção

Quando o sistema financeiro captura a democracia e a tecnologia avança mais rápido que nossa capacidade de governar e planejar o futuro, é a hora de rupturas. O caminho: novo pacto global que conecte economia, política e sustentabilidade

Por Ladislau Dowbor, no Meer | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Dificilmente podemos ainda ser chamados de cidadãos. Em vez disso, uma plateia, espectadores de um ritmo acelerado de mudança sobre o qual não temos controle. A lente política que herdamos, socialismo e capitalismo, estado e corporação, esquerda e direita, nos dá uma visão distorcida e trêmula. Adam Smith, Karl Marx, Joseph Schumpeter, J.M. Keynes? Uma nova e poderosa geração de economistas criativos certamente nos fornece imagens atualizadas, mas o denominador comum é que a catástrofe em câmera lenta não é mais lenta, mesmo que a orquestra ainda esteja tocando. (mais…)

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Trabalho: Como o patriarcado sabota as mulheres

Apesar de avanços, desigualdades são brutais. Mais escolarizadas, ganham menos e não atingem cargos de liderança. Predominam em empregos temporários e precários. “Diversidade” nas empresas é retórica. Realidade é ainda pior para mulheres negras

Por Erik Chiconelli Gomes, em Outras Palavras

Perspectivas Históricas e Construção Social das Desigualdades

A história do trabalho feminino no Brasil carrega consigo marcas profundas de uma construção social desigual que atravessa gerações. Desde o processo de industrialização iniciado no século XIX, as mulheres brasileiras ocuparam posições específicas no mercado de trabalho, frequentemente associadas a funções consideradas extensões do trabalho doméstico e maternal. Como demonstram as análises históricas, durante o final do século XIX e início do século XX, costureiras, mucamas e lavadeiras constituíam as principais ocupações femininas remuneradas, estabelecendo um padrão de segregação ocupacional que persistiria por décadas (MONTELEONE, 2019). Esse processo não foi acidental, mas sim resultado de representações sociais que naturalizavam certas atividades como femininas, relegando às mulheres as funções menos valorizadas econômica e socialmente. (mais…)

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